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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 08 Jan 2010
TODOS OS JOGOS E GOLS DA CARREIRA DE LEÔNIDAS DA SILVA
07/dez/1930 3 Syrio Libanez 3 x 8 São Cristóvão Carioca 3
17/mai/1931 1 Bonsucesso 3 x 5 Bangu Carioca 4
13/set/1931 2 Sel. Rio de Janeiro 3 x 0 Sel. São Paulo Brde Seleções 6
20/set/1931 2 Bonsucesso 3 x 1 Flamengo Carioca 8
08/out/1931 1 Bonsucesso 4 x 0 Bangu Amistoso 9
05/nov/1931 2 Syrio Libanez 5 x 2 Flamengo Amistoso 11
31/jan/1932 2 Bonsucesso 3 x 1 Palestra Itália-SP Amistoso 13
27/mar/1932 1 Bonsucesso 5 x 0 Flamengo Torneio-RJ 14
02/out/1932 3 Bonsucesso 4 x 5 Botafogo Carioca 17
19/out/1932 1 Bonsucesso 3 x 3 Atlético-MG Amistoso 18
04/dez/1932 2 Brasil 2 x 1 Uruguai Copa Rio Branco 20
27/mai/1934 1 Brasil 1 x 3 Espanha Copa do Mundo 21
03/jun/1934 2 Brasil 4 x 8 Iugoslávia Amistoso 23
24/jun/1934 1 Brasil 2 x 1 Sel. Gerona-ESP Amistoso 24
01/jul/1934 1 Brasil 4 x 4 Barcelona-ESP Amistoso 25
15/jul/1934 1 Brasil 6 x 1 Sporting-POR Amistoso 26
07/set/1934 2 Comb. CBD 10 x 4 Galícia Amistoso 28
09/set/1934 1 Comb. CBD 5 x 1 Ypiranga-BA Amistoso 29
16/set/1934 4 Comb. CBD 8 x 1 Bahia Amistoso 33
20/set/1934 1 Comb. CBD 2 x 1 Sel. Bahia Amistoso 34
27/set/1934 1 Comb. CBD 5 x 4 Sport Amistoso 35
04/out/1934 3 Comb. CBD 8 x 3 Náutico Amistoso 38
07/out/1934 1 Comb. CBD 5 x 3 Sel. Pernambuco Amistoso 39
16/dez/1934 1 Comb. CBD 4 x 1 Palestra Itália-SP Amistoso 40
03/ago/1935 2 Botafogo 9 x 2 Santos Amistoso 42
01/set/1935 1 Botafogo 2 x 2 São Cristóvão Carioca 43
22/set/1935 2 Botafogo 6 x 4 Carioca Carioca 45
29/set/1935 1 Botafogo 3 x 3 Andaraí Carioca 46
10/nov/1935 1 Botafogo 2 x 2 Madureira Carioca 47
17/nov/1935 1 Botafogo 4 x 1 Olaria Carioca 48
08/dez/1935 1 Botafogo 4 x 3 Olaria Carioca 49
29/dez/1935 1 Botafogo 6 x 4 São Cristóvão Carioca 50
19/jan/1936 1 Botafogo 3 x 1 Bangu Carioca 51
08/mar/1936 1 Botafogo 1 x 0 Atlante-MEX Amistoso 52
22/mar/1936 1 Botafogo 4 x 2 España-MEX Amistoso 53
25/mar/1936 4 Botafogo 5 x 1 Obreros-MEX Amistoso 57
16/abr/1936 1 Botafogo 3 x 3 Shamrocks-EUA Amistoso 58
26/jul/1936 1 Flamengo 2 x 2 Palestra Itália-MG Amistoso 59
29/ago/1936 2 Flamengo 2 x 1 América Torneio Aberto-RJ 61
27/set/1936 1 Flamengo 1 x 1 América Carioca 62
04/out/1936 1 Flamengo 4 x 1 Jequiá Carioca 63
11/out/1936 1 Flamengo 2 x 0 Fluminense Carioca 64
18/out/1936 3 Flamengo 4 x 2 Jequiá Carioca 67
25/out/1936 3 Flamengo 4 x 1 Portuguesa Carioca 70
01/nov/1936 1 Flamengo 4 x 0 Bonsucesso Carioca 71
11/nov/1936 1 Flamengo 4 x 2 Bonsucesso Carioca 72
22/nov/1936 1 Flamengo 1 x 1 Fluminense Carioca 73
29/nov/1936 1 Flamengo 2 x 0 Portuguesa Carioca 74
03/dez/1936 3 Flamengo 8 x 1 Jequiá Carioca 77
09/dez/1936 2 Flamengo 4 x 2 Villa Nova-MG Amistoso 79
20/dez/1936 2 Flamengo 2 x 2 Fluminense Carioca 81
27/dez/1936 1 Flamengo 1 x 1 Fluminense Carioca 82
10/jan/1937 3 Flamengo 8 x 2 Sel. Porto Novo da Cunha Amistoso 85
25/abr/1937 5 Flamengo 7 x 1 Rio Branco/P-RJ Amistoso 90
28/abr/1937 2 Flamengo 3 x 2 América-RJ Amistoso 92
16/mai/1937 1 Flamengo 7 x 2 Light Tração Torneio Aberto-RJ 93
23/mai/1937 3 Flamengo 4 x 2 Siderúrgica Torneio Aberto-RJ 96
20/jun/1937 1 Flamengo 2 x 1 Portuguesa Amistoso 97
27/jun/1937 1 Flamengo 3 x 4 Fluminense Amistoso 98
16/jul/1937 3 Flamengo 4 x 2 Comb. Becar/Varella Amistoso 101
03/ago/1937 3 Flamengo 5 x 1 Bangu Amistoso 104
15/set/1937 1 Flamengo 3 x 1 Cruzeiro-RS Amistoso 105
30/set/1937 1 Flamengo 2 x 1 Internacional Amistoso 106
10/out/1937 1 Flamengo 3 x 3 Vasco Carioca 107
03/nov/1937 2 Flamengo 7 x 1 Bonsucesso Carioca 109
21/nov/1937 3 Flamengo 8 x 1 Portuguesa Carioca 112
05/dez/1937 1 Flamengo 2 x 1 São Cristóvão Carioca 113
09/jan/1938 3 Flamengo 3 x 2 América Carioca 116
19/jan/1938 2 Flamengo 5 x 1 Vasco Carioca 118
23/jan/1938 1 Flamengo 5 x 1 Bangu Carioca 119
26/jan/1938 1 Flamengo 1 x 1 Fluminense Carioca 120
12/fev/1938 1 Flamengo 5 x 2 Vasco Amistoso 121
20/mar/1938 3 Flamengo 7 x 1 Botafogo-BA Amistoso 124
27/mar/1938 4 Flamengo 5 x 2 Bahia Amistoso 128
30/mar/1938 1 Flamengo 1 x 3 Ypiranga-BA Amistoso 129
05/abr/1938 1 Flamengo 4 x 2 Galícia Amistoso 130
05/jun/1938 4 Brasil 6 x 5 Polônia Copa do Mundo 134
12/jun/1938 1 Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia Copa do Mundo 135
14/jun/1938 1 Brasil 2 x 1 Tchecoslováquia Copa do Mundo 136
19/jun/1938 2 Brasil 4 x 2 Suécia Copa do Mundo 138
24/jul/1938 1 Flamengo 3 x 1 Vasco Torneio Municipal-RJ 139
31/jul/1938 1 Flamengo 1 x 3 São Cristóvão Torneio Municipal-RJ 140
27/ago/1938 1 Flamengo 2 x 1 Bangu Carioca 141
19/set/1938 1 Flamengo 5 x 2 Madureira Carioca 142
25/set/1938 2 Flamengo 7 x 1 Bonsucesso Carioca 144
02/out/1938 1 Flamengo 2 x 1 São Cristóvão Carioca 145
09/out/1938 1 Flamengo 5 x 0 Botafogo Carioca 146
16/out/1938 1 Flamengo 3 x 1 América Carioca 147
13/nov/1938 1 Flamengo 1 x 2 Vasco Carioca 148
20/nov/1938 2 Flamengo 5 x 2 Fluminense Carioca 150
27/nov/1938 1 Flamengo 2 x 2 Madureira Carioca 151
04/dez/1938 3 Flamengo 7 x 1 Bonsucesso Carioca 154
08/dez/1938 1 Flamengo 4 x 2 São Paulo Amistoso 155
11/dez/1938 1 Flamengo 2 x 3 Portuguesa Santista Amistoso 156
05/jan/1939 2 Flamengo 4 x 2 São Cristóvão Carioca 158
15/jan/1939 1 Brasil 1 x 5 Argentina Copa Rocca 159
22/jan/1939 1 Brasil 3 x 2 Argentina Copa Rocca 160
17/mar/1939 2 Flamengo 6 x 4 Vasco Amistoso 162
19/mar/1939 1 Flamengo 1 x 4 São Paulo Amistoso 163
22/mar/1939 1 Flamengo 1 x 0 Palestra Itália-SP Amistoso 164
26/mar/1939 1 Flamengo 2 x 1 Bangu Torneio Início-RJ 165
16/abr/1939 1 Flamengo 4 x 1 Botafogo Carioca 166
05/ago/1939 1 Flamengo 2 x 1 Fluminense Carioca 167
03/set/1939 2 Flamengo 3 x 0 Vasco Carioca 169
10/set/1939 1 Flamengo 2 x 1 Bonsucesso Carioca 170
08/out/1939 2 Flamengo 2 x 3 Botafogo Carioca 172
15/out/1939 1 Flamengo 2 x 1 São Cristóvão Carioca 173
28/out/1939 1 Flamengo 4 x 0 Bangu Carioca 174
03/dez/1939 1 Flamengo 4 x 0 Vasco Carioca 175
24/dez/1939 2 Flamengo 3 x 4 Independiente-ARG Amistoso 177
01/jan/1940 1 Flamengo 2 x 1 Independiente-ARG Amistoso 178
18/jan/1940 2 Flamengo 2 x 4 San Lorenzo-ARG Amistoso 180
18/fev/1940 2 Brasil 2 x 2 Argentina Copa Rocca 182
10/mar/1940 1 Brasil 3 x 2 Argentina Copa Rocca 183
17/mar/1940 1 Brasil 1 x 5 Argentina Copa Rocca 184
24/mar/1940 1 Brasil 3 x 4 Uruguai Copa Rio Branco 185
31/mar/1940 1 Brasil 1 x 1 Uruguai Copa Rio Branco 186
21/abr/1940 3 Flamengo 8 x 1 Madureira Carioca 189
14/mai/1940 1 Flamengo 2 x 0 São Paulo Amistoso 190
26/mai/1940 2 Flamengo 4 x 2 Bangu Carioca 192
02/jun/1940 1 Flamengo 2 x 1 Fluminense Carioca 193
30/jun/1940 1 Flamengo 2 x 3 Vasco Carioca 194
07/jul/1940 3 Flamengo 4 x 1 Bonsucesso Carioca 197
14/jul/1940 1 Flamengo 2 x 2 Madureira Carioca 198
21/jul/1940 3 Flamengo 6 x 3 América Carioca / Rio-SP 201
27/jul/1940 3 Flamengo 8 x 2 Barroso Amistoso 204
03/ago/1940 1 Flamengo 1 x 2 Fluminense Carioca / Rio-SP 205
11/ago/1940 1 Flamengo 3 x 0 Bangu Carioca 206
01/set/1940 1 Flamengo 3 x 2 Botafogo Carioca / Rio-SP 207
04/set/1940 6 Flamengo 9 x 1 Portuguesa Rio-SP 213
15/set/1940 2 Flamengo 3 x 0 Vasco Carioca / Rio-SP 215
06/out/1940 1 Flamengo 3 x 1 Madureira Carioca 216
30/out/1940 1 Flamengo 2 x 1 Fluminense Carioca 217
03/nov/1940 2 Flamengo 6 x 2 Bangu Carioca 219
09/nov/1940 1 Flamengo 6 x 1 Barroso Amistoso 220
15/nov/1940 4 Flamengo 6 x 0 São Cristóvão Carioca 224
08/dez/1940 1 Flamengo 1 x 1 Vasco Carioca 225
15/dez/1940 2 Flamengo 7 x 1 Bonsucesso Carioca 227
15/jan/1941 2 Sel. Rio de Janeiro 4 x 0 Sel. São Paulo Brasileiro de Seleções 229
31/mai/1942 2 São Paulo 4 x 2 Santos Paulista 231
14/jun/1942 1 São Paulo 1 x 2 Palestra Itália Paulista 232
20/jun/1942 1 São Paulo 4 x 2 Portuguesa Santista Paulista 233
28/jun/1942 2 São Paulo 2 x 1 Internacional/B Amistoso 235
26/jul/1942 1 São Paulo 4 x 1 Portuguesa Santista Paulista 236
02/ago/1942 1 São Paulo 5 x 1 Santos Paulista 237
09/ago/1942 1 São Paulo 4 x 1 Juventus Paulista 238
21/ago/1942 1 São Paulo 8 x 1 Ypiranga Paulista 239
30/ago/1942 1 São Paulo 4 x 2 Corinthians Paulista 240
08/set/1942 2 São Paulo 4 x 0 Comercial/SP Paulista 242
13/set/1942 1 São Paulo 4 x 1 Portuguesa Paulista 243
28/out/1942 1 São Paulo 3 x 3 Flamengo Amistoso 244
17/jan/1943 1 São Paulo 3 x 3 Juventus Amistoso 245
21/mar/1943 1 São Paulo 4 x 1 Comercial/SP Paulista 246
04/abr/1943 2 São Paulo 5 x 1 São Paulo Railway Paulista 248
11/abr/1943 2 São Paulo 4 x 3 Jabaquara Paulista 250
18/abr/1943 1 São Paulo 1 x 1 Portuguesa Paulista 251
21/abr/1943 1 São Paulo 1 x 3 Fluminense Amistoso 252
08/mai/1943 1 São Paulo 1 x 1 Juventus Paulista 253
16/mai/1943 3 São Paulo 6 x 1 Santos Paulista 256
23/mai/1943 3 São Paulo 8 x 1 Portuguesa Santista Paulista 259
08/ago/1943 1 São Paulo 3 x 0 Portuguesa Paulista 260
22/ago/1943 1 São Paulo 3 x 2 Juventus Paulista 261
05/set/1943 1 São Paulo 2 x 0 Corinthians Paulista 262
19/set/1943 1 São Paulo 8 x 2 Luiz de Queiroz Amistoso 263
16/fev/1944 2 São Paulo 5 x 1 São Paulo Railway Amistoso 265
01/mar/1944 1 São Paulo 2 x 1 Palmeiras Taça Cidade SP 266
08/mar/1944 2 São Paulo 3 x 2 Corinthians Taça Cidade SP 268
15/mar/1944 1 São Paulo 4 x 2 Portuguesa Santista Amistoso 269
01/abr/1944 1 São Paulo 8 x 2 São Paulo Railway Paulista 270
04/jun/1944 1 São Paulo 3 x 3 Palmeiras Paulista 271
13/ago/1944 1 São Paulo 3 x 1 Ypiranga Paulista 272
24/ago/1944 3 São Paulo 3 x 1 Ypiranga Amistoso 275
03/set/1944 1 São Paulo 5 x 2 Comercial/SP Paulista 276
23/set/1944 2 São Paulo 6 x 1 São Paulo Railway Paulista 278
14/mar/1945 1 São Paulo 4 x 4 Corinthians Taça Cidade SP 279
15/abr/1945 1 São Paulo 3 x 1 Ypiranga Paulista 280
28/abr/1945 2 São Paulo 4 x 1 Juventus Paulista 282
26/mai/1945 2 São Paulo 4 x 1 Comercial/SP Paulista 284
08/jul/1945 4 São Paulo 12 x 1 Jabaquara Paulista 288
15/jul/1945 1 São Paulo 5 x 3 Uberaba Amistoso 289
21/jul/1945 2 São Paulo 6 x 1 São Paulo Railway Paulista 291
29/jul/1945 1 São Paulo 1 x 0 Juventus Paulista 292
19/ago/1945 2 São Paulo 4 x 0 Santos Paulista 294
09/set/1945 1 São Paulo 2 x 1 Comercial/SP Paulista 295
16/set/1945 1 São Paulo 3 x 2 Ypiranga Paulista 296
20/dez/1945 1 Brasil 6 x 2 Argentina Copa Rocca 297
07/abr/1946 1 São Paulo 7 x 1 Barretos Amistoso 298
14/abr/1946 2 São Paulo 4 x 0 Jabaquara Paulista 300
17/abr/1946 2 São Paulo 7 x 1 Flamengo Amistoso 302
27/abr/1946 1 São Paulo 5 x 2 Portuguesa Santista Paulista 303
08/mai/1946 1 São Paulo 4 x 3 Guarani Amistoso 304
19/mai/1946 1 São Paulo 4 x 3 Ypiranga Paulista 305
02/jun/1946 2 São Paulo 7 x 3 Juventus Paulista 307
30/jun/1946 2 São Paulo 5 x 2 XV de Piracicaba Amistoso 309
07/jul/1946 1 São Paulo 6 x 2 Comercial/SP Paulista 310
14/jul/1946 1 São Paulo 3 x 2 Santos Paulista 311
28/jul/1946 1 São Paulo 2 x 0 Portuguesa Santista Paulista 312
11/ago/1946 1 São Paulo 4 x 2 Comercial/SP Paulista 313
18/ago/1946 1 São Paulo 1 x 0 Ypiranga Paulista 314
29/set/1946 1 São Paulo 2 x 1 Corinthians Paulista 315
09/abr/1947 3 São Paulo 6 x 1 Santos Amistoso 318
21/abr/1947 2 São Paulo 5 x 4 Francana Amistoso 320
27/abr/1947 1 São Paulo 2 x 3 Corinthians Taça Cidade SP 321
01/mai/1947 1 São Paulo 2 x 2 Flamengo Amistoso 322
14/mai/1947 1 São Paulo 2 x 1 Palmeiras Amistoso 323
27/mai/1947 1 São Paulo 1 x 1 Atlético-MG Amistoso 324
31/mai/1947 1 São Paulo 1 x 0 Nacional Paulista 325
22/jun/1947 2 São Paulo 7 x 2 Juventus Paulista 327
29/jun/1947 1 São Paulo 2 x 1 Botafogo-SP Amistoso 328
13/jul/1947 1 São Paulo 1 x 5 América-RJ Amistoso 329
17/ago/1947 2 São Paulo 3 x 4 Palmeiras Paulista 331
21/mar/1948 1 São Paulo 1 x 3 Taubaté Amistoso 332
28/mar/1948 2 São Paulo 4 x 1 Novo Horizonte Amistoso 334
03/jul/1948 1 São Paulo 2 x 0 Portuguesa Santista Paulista 335
01/ago/1948 1 São Paulo 3 x 2 Ypiranga Paulista 336
15/ago/1948 2 São Paulo 2 x 1 Palmeiras Paulista 338
19/set/1948 2 São Paulo 3 x 0 Comercial/SP Paulista 340
07/out/1948 1 São Paulo 1 x 2 Fluminense Amistoso 341
13/nov/1948 3 São Paulo 8 x 0 Juventus Paulista 344
28/nov/1948 2 São Paulo 3 x 3 Palmeiras Paulista 346
18/dez/1948 1 São Paulo 4 x 2 Nacional Paulista 347
16/jan/1949 1 São Paulo 5 x 1 Lorena Amistoso 348
23/jan/1949 2 São Paulo 3 x 2 Fluminense Torneio-SP 350
13/fev/1949 1 São Paulo 8 x 0 São Paulo/A Amistoso 351
01/mai/1949 1 São Paulo 4 x 1 São Joaquim Amistoso 352
12/jun/1949 1 São Paulo 2 x 0 XV de Piracicaba Paulista 353
29/jun/1949 2 São Paulo 2 x 4 Rapid Viena-AUT Amistoso 355
03/jul/1949 1 São Paulo 7 x 2 Comercial/SP Paulista 356
24/jul/1949 1 São Paulo 5 x 1 Palmeiras Paulista 357
07/ago/1949 2 São Paulo 8 x 2 Juventus Paulista 359
28/ago/1949 3 São Paulo 3 x 2 Corinthians Paulista 362
10/set/1949 1 São Paulo 4 x 0 Jabaquara Paulista 363
18/set/1949 1 São Paulo 5 x 1 Ypiranga Paulista 364
01/nov/1949 1 São Paulo 5 x 0 Nacional Paulista 365
12/nov/1949 1 São Paulo 1 x 0 Juventus Paulista 366
26/nov/1949 3 São Paulo 6 x 0 Malmoe-SUE Amistoso 369
11/dez/1949 1 São Paulo 3 x 3 Corinthians Paulista 370
04/jan/1950 1 São Paulo 5 x 4 Botafogo Rio-SP 371
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis & O Mundo é uma bola!!! Galdino Ferreira em 11 Nov 2009
SELEÇÃO FRANCESA AO LONGO DOS TEMPOS A SELEÇÃO MAIS CULTURAL E RACIAL
Ao longo dos tempos venho reparando a quantidade de jogadores da seleção francesa de futebol que não são franceses de nascimento e sim de suas antigas colônias espalhadas pelo planeta, não somente dos países que foram colonizados por franceses ao longo dos séculos passados como também outros países e territórios que ainda buscam sua independências como o País Basco, já nos suas primeiras décadas, haviam nos Bleus jogadores considerados de origem não-”genuinamente” francesa, sendo filhos de imigrantes. Em contrapartida, há vários nascidos na França que preferiram defender a terra de seus pais ou avós.
Se recentemente jogaram ou jogam os descendentes de argelinos Zinédine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, a França já foi defendida por jogadores diretamente vindos da ex-colônia: Joseph Alcazar na Copa do Mundo de 1934, Abdelkader ben Bouali na Copa do Mundo de 1938, Abdelaziz ben Tifour na Copa do Mundo de 1954 e William Ayache na Copa do Mundo de 1986 são alguns exemplos; os três primeiros jogaram pela França em época em que ainda não havia a Seleção Argelina. Christian Lopez, também nascido na Argélia, é filho de colonos de origem espanhola.
Outros jogadores com origem na África do Norte francesa são Hatem ben Arfa, de raízes tunisianas, e Abderrahmane Mahjoub, jogador também da Copa de 54 de origem marroquina. Também nascido no Marrocos, mas filho de colonos franceses, é o artilheiro Just Fontaine.
A Seleção Francesa foi também uma das primeiras europeias a recrutar um negro: o primeiro deles, Raoul Diagne, jogador da Copa do Mundo de 1938, veio da Guiana Francesa, mesma terra de nascimento de Florent Malouda, do elenco atual, atualmente composto em maioria por afrofranceses. Os dois primeiros a se destacarem de verdade na Seleção foram Marius Trésor (nascido em Guadalupe, de onde veio também Lilian Thuram) e Jean Tigana (nascido no Mali, de onde veem as ascendências dos xarás Alou e Lassana Diarra).
Patrick Vieira e Patrice Evra nasceram no Senegal, de onde veem as origens de Bafétimbi Gomis e Bacary Sagna. Claude Makélélé e Steve Mandanda vieram do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo. Com origens em Guadalupe, mas nascidos na França, são Thierry Henry (com raízes também em Martinica, assim como Éric Abidal e Nicolas Anelka e onde nasceu Gérard Janvion), Louis Saha, Sylvain Wiltord, Mikaël Silvestre, William Gallas, Pascal Chimbonda e Bernard Diomède.
Djibril Cissé e Abou Diaby são filhos de imigrantes da Costa do Marfim, enquanto Sidney Govou tem ascendência em Benin. Jean-Alain Boumsong é camaronês e Marcel Desailly, um ganense adotado por um diplomata francês. Florent Sinama-Pongolle vem da ilha africana de Reunião.
Também de pele escura, mas etnicamente polinésios, são Christian Karembeu, Frédéric Piquionne (nascidos na Nova Caledônia), Pascal e Marama Vahirua (vindos da Polinésia Francesa). Vikash Dhorasoo, por sua vez, tem raízes em uma comunidade hindu das Ilhas Maurício.
Alguns dos mais famosos jogadores da França têm origem italiana: Michel Platini, Roger Piantoni e Éric Cantona. Da atual geração, o mais famoso é Sébastien Squillaci. Mesma situação de outros menos famosos, como Ernest Libérati, Laurent di Lorto, Mario Zatelli, Bernard Chiarelli, Gabriel de Michele, Laurent Robuschi, Dominique Baratelli, François Bracci, Bernard Lacombe, Bernard Genghini, Bruno Bellone, Jean-Luc Ettori, Jean-Marc Ferreri, Vincent Candela, Bruno Martini e Benoît Pedretti.
Seus sobrenomes comumente são pronunciados “à francesa”, normalmente com tonicidade na última sílaba. Ao sul, da ilha de Malta, vem as raízes do atacante Daniel Xuereb, figurante da Copa do Mundo de 1986.
Jogadores de origem germânica, nascidos na Alsácia-Lorena (região que pertenceu à Alemanha), já puderam ser encontrados. Foi o caso de Étienne Mattler, Fritz Keller, Oscar Heisserer, Ernest Schultz, Gérard Hausser e Lucien Muller. Outros germânicos foram austríacos naturalizados, Rodolphe Hiden e Auguste Jordan.
Julien Darui e Roger Courtois nasceram, respectivamente, em Luxemburgo e Suíça. Afinal quem gostaria de defender Luxemburgo podendo atuar por uma seleção de maior tradição no futebol.
Da Europa Oriental , os mais numerosos são os de origem polonesa: Raymond Kopa (cujo sobrenome real era Kopaszewski) é o mais famoso de um grupo que inclui Ignace Kowalczyk, Thadée Cisowski, Édouard Kargu, Guillaume Bieganski, Léon Glovacki, Maryan Wisnieski, Robert Budzynski, Yannick Stopyra e Antoine Sibierski. Kazimir Hnatow, membro da Copa do Mundo de 1958, tem sangue ucraniano.
Jean Djorkaeff e Youri Djorkaeff, respectivamente pai e filho, são de origem calmuque (um dos povos da Rússia); Youri também tem ascendência armênia, juntamente com seu ex-colega Alain Boghossian.
Hispânicos também já figuraram pelos Bleus em torneios: Joseph Gonzales, Hector Cazenave (uruguaio), Christian Lopez, Manuel Amoros, Jean Castaneda, Christian Perez e os mais famosos, David Trézéguet (filho de um franco-argentino), Luis Fernández (este nascido na Espanha) e Robert Pirès (de origens portuguesas).
Minorias étnicas tradicionais da própria França já foram representadas na Seleção, como os bascos Didier Deschamps e Bixente Lizarazu e os bretões Stéphane Guivarc’h e Yoann Gourcuff.
Como vocês podem ver a França tem não somente no futebol mais em boa parte de seus desportista uma verdadeira fusão multicultural e racial em suas fileiras e com a globalização mundial a tendência é que a cada ano este número aumente muito mais.
Até mesmo eu que sou de origem portuguesa e italiana já tive sonhos em minha epóca de juvenil do Bahia de jogar pela França, afinal de contas as cores são as mesma do Tricolor Baiano, Azul, Branco e Vermelho, realmente os ideais de Revolução Francesa no esporte cai muito bem como simbolo Des Les Blues: Liberté, Igualité et Fraternité.
Fontes; Textos Galdino Silva
Pesquisa: Wikipédia e site Federação Francesa de Futebol
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 10 Nov 2009
THOMAS DOLL E MATTHIAS SAMMER DOIS GRANDES CRAQUES DO OUTRO LADO DO MURO!
No dia 13/05/1990 uma tarde de domingo no Rio de Janeiro no Maracanã o Brasil entrava em campo para o seu ultimo amistoso em terras Brasilis antes do embarque para a Europa para a disputa do Mundial da Itália. O Brasil recebia a Alemanha Oriental para um amistoso cordial com o adversário escolhido a dedo para não causar tanto temor nos brasileiros, mais o contrário terminou acontecendo pois no lado dos alemães um jovem louro de cabelo soltos fez o meio campo e a zaga brasileira ficarem em pânico quando ele tocava na bola: ThomasDoll era o seu nome, nascido em Malchin na extinta Alemanha Oriental, Doll foi um dos grandes nome do lado oriental do muro de Berlim que depois da unificação em 1990 defendeu a Alemanha unificada; meia atacante hábil e veloz suas arrancadas o levaram do Lokomotiv Malchin para o Hansa Rostock em 1979 em 1986 foi transferido para o Dinamo Dresden maior clube da Alemanha Oriental, em 1990 foi contrata do pelo Hamburgo no mesmo ano chegou a Lazio onde em 1992 num jogo em que a Lazio goleou a Fiorentina por 8 a 2, Doll acabou com a partida fazendo dois gols e participando de outros cinco tentos, depois de defender a Lazio Doll defendeu o Hamburgo novamente e voltou a velha bota para jogar pelo Bari em 1994, certamente Doll foi um dos grades nomes revelados pela cortina de ferro.
Thomas Doll defedendo o Hamburgo
Sammer ainda pela Alemanha Oriental
Outro meia habilidoso conhecido como Cabeça de Fósforo por causa de seu físico magro e seus cabelos avermelhados, Matthias Sammer nascido em Dresden no dia 05/09/1967 foi mais uma das grandes figuras do futebol além Muro da Vergonha, com seu estilo ereto cabeça erguida logo chamou a atenção dos dirigentes do Sttutgar que o tiraram do Dinamo Dresden logo após a unificação ao lado de Doll foi logo chamado para defender a Alemanha Unificada após a Copa de 1990, jogou ainda pela Internazionale de Milão e Borusia Dortmund quando liderou a equipe alemã no bicampeonato alemão de 1995 e 1996 a Champions League e Mundial Interclubes de 1997 e a Eurocopa pela Alemanha em 1996, jogou ainda a Copa de 1994 devido a uma contusão que mais tarde veio a interromper a sua carreira muito cedo, ficou fora da Copa de 1998 na França para desespero dos alemães.
Ultimo jogo da Alemanha Oriental em 1990 contra a Bélgica, justamente neste ultimo jogo os gols da vitória por 2 a 0 foram de Sammer e Doll.
Hoje o maior nome do futebol alemão é também um jogador nascido no lado oriental do país, Michael Ballack hoje no Chelsea da Inglaterra também é oriundo do outro lado do muro, mais para mim Thomas Doll e Matthias Sammer jogaram mais bola que Ballack.
Fontes: Textos Galdino Silva
Pesquisa: RSSSF
Fotos: Google Imagens
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 16 Out 2009
RABAH MADJER O GRANDE MAESTRO ARGELINO
Rabah Madjer nasceu a 15/02/1958 em Hussein Dey na Argélia e brilhou no F.C. Porto na década de 80. Começou a sua carreira no Onalait d’Hussein-Dey na temporada de 72/73, mudando no ano seguinte para o NA Hussein Dey onde ficou até 1983. Nesse ano Madjer transferiu-se para o futebol europeu, nomeadamente para o RC Paris de França permanecendo lá, até 1985 mudando-se depois para o Tours FC também de França ficando lá poucos meses. Na temporada de 85/86, Madjer mudou-se para o F.C. Porto aonde ganhou os seus maiores títulos tanto colectivos como individuais. No jogo de estreia Madjer marcou dois gols e deu o triunfo ao Porto sobre o Boavista por 2-1.
Em 1987, Madjer criou uma das maiores obras de arte do futebol mundial ao marcar um gol de calcanhar no Bayern de Munique na final das Copa dos Clubes Campeões Europeus, garantindo o triunfo da equipe do Porto por 2 a 1. Esse momento irá ficar para sempre na lembrança de todos nós pois para além de ter sido um gol fenomenal deu a primeira vitória do F.C. Porto na maior competição europeia de clubes. No mesmo ano o F.C. Porto foi disputar a final da Copa Intercontinental frente ao Peñarol do Uruguai, num campo coberto de neve e também aí Madjer foi fenomenal pois marcou o golda vitória por 2 a 1 já em chapéu fantástico. Madjer conquistou o título de melhor jogador da partida, ganhando um automóvel que depois foi vendido tendo o dinheiro ganho pela venda, sido compartilhado por toda a equipe.
Golaço na final contra o Bayern em 1987
Depois Madjer teve uma breve passagem pelo Valência mas depressa regressou outra vez à equipe do FC Clube do Porto e onde viria a terminar a sua carreira de jogador.
Madjer foi considerado o melhor jogador argelino de toda a história, jogando na selecção Argelina durante 14 anos pertencendo-lhe ainda o recorde de gols marcados na selecção, 40 gols em 87 jogos. Jogou em dois mundiais, em 1982 e em 1986 no Mundial do México. Com um palmar riquíssimo, Madjer conquistou uma Bola de Ouro de África em 1987, tendo sido 2.º em 1985 e 3.º em 1990. Ganhou uma Copa das Nações Africanas em 1990, ganhou uma Taça da Argélia em 1979, foi eleito o melhor jogador argelino em 1987, pelo F.C. Porto conquistou, uma Copa dos Clubes Campeões Europeus e uma Copa Intercontinental em 1987, uma Supercopa Europeia em 1988, foi campeão português em 1986 e 1990, ganhou uma Copa de Portugal de 1991, conquistou duas Supercopas de Portugal em 1986 e 1991 e foi eleito o quinto melhor jogador africano do século XX.
Na Copa de 82 brilhando contra a Alemanha
Depois de abandonar carreira como jogador, Madjer, começou a sua carreira como treinador. Madjer treinou as categorias inferiores do Porto, a seleção da Argélia, clubes do Qatar tais como Al Saad, Al Wakrah, e o Al Rayyan, hoje vivendo ainda no Qatar Madjer se tornou recentemente comentarista da rede de TV Al-Jazeera. Para os torcedores do Porto e todo Portugal certamente ele foi ao lado de Teófilo Cubillas o maior jogador estrangeiro a invergar o manto azul e branco, para todos nós que tivemos o prazer de ve-lo jogar pela primeira vez no mundial da Espanha em 1982, quando ele aprontou em cima da Alemanha Ocidental logo na primeira rodada daquela Copa, na vitória argelina por 2 a 1 sob o seu comando Madjer levou os argelinos a uma boa campanha, se não fosse uma armação entre alemães e austriacos, talvez Madjer e a Argélia pudessem ir mais longe naquele mundial.
Pesquisa: Biografia de Rabah Madjer
Fotos : Site do Porto e Biografia de Madjer
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis & O Mundo é uma bola!!! Galdino Ferreira em 30 Set 2009
MUNDIAL SUB-20 GRANDE REVELADOR DE CRAQUES AO LONGO DOS TEMPOS!
O Mundia de seleções sub-20 criado pela FIFA e disputado pela primeira vez em 1977 na Tunisia vem ao longo das suas disputadas nos apresentando vários craques e bons jogadores abaixo vai um relação de alguns desdes talentos:
Arzú 1979 por Honduras
Taffarel 1985 pelo Brasil
Dida pelo Brasil 1993
Casillas 1999 pela Espanha
Edevaldo pelo Brasil 1979
Josimar 1981 pelo Brasil
Jorginho 1983 pelo Brasil
Roberto Carlos pelo Brasil 1991
Sorin pela Argentina 1995
Jarni pela antiga Iugoslávia 1987
Ruben Paz pelo Uruguai 1981
Enzo Francescoli pelo Uruguai 1981
Maradona pela Argentina 1979
Messi pela Argentina 2005
Riquelme pela Argentina 1997
Aimar pela Argentina 1995
Cambiasso pela Argentina 1995
Aguero pela Argentina 2007
Ramon Diaz Argentina em 1979
Bebeto e Geovani pelo Brasil 1983
Dunga pelo Brasil 1983
Silas e Muller pelo Brasil 1985
Venâncio Ramos pelo Uruguai 1977
Agulera pelo Uruguai em 1983
Henry e Trezeguet pelo França 1997
Gallas e Sylvestre pela França 1997
Sangnol pela França 1997
Andreas Moller pela Alemanha 1997
Suker e Prosinecki pela Iugoslávia 1997
Ronaldinho Gaúcho pelo Brasil 1999
Luis Figo e Rui Costa por Portugal em 1991
Fernando Couto por Portugal em 1989
Van Basten pela Holanda 1983
Romerito pelo Paraguai 1977 e 1979
Estes são alguns dos grandes nomes do futebol mundial que passarão pelo mundial de juniores e que fizerem sucesso em mundiais de profissionais, alguns deles se sagraram campeões não somente com junior e profissional, como Jorginho, Bebeto, Dunga, Dida, Taffarel . Muller e Ronaldinho Gaúcho pelo Brasil, Maradona pela Argentina e Henry e Trezeguet pela França.
Detalhe Romário estava no grupo campeão sulamericano em 1985 as vespás do embarque para a Russia o baixinho aprontou junto do zagueiro Denilson que era do América do Rio e foram cortados.
Textos: Galdino Silva
pesquisas: site mundial sub-20 e revista placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Ruy Trida & (MINAS GERAIS) & Perfis Ruy Trida em 11 Ago 2009
Jardel, o Cavaleiro Negro.
Jardel Moreira Lemos escreveu uma bela história no futebol mineiro. Como atleta, foi goleiro do América, campeão mineiro em 1957, participando da conquista da “Tríplice Coroa”, que, na época, eram os títulos de profissional, aspirante e juvenil. Como dirigente, fundou e dirigiu o Cavaleiro Negro, prestando um excelente trabalho ao Futebol Mineiro.
Cristina Horta/EM/D.A Press
Nascido em 05 de janeiro de 1937, em Uberaba-MG, Jardel iniciou sua carreira no Nacional. Ainda muito jovem se transferiu para o América Mineiro. Lá ficou conhecido como Cavaleiro Negro, apelido que recebeu da imprensa, por causa do uniforme - ele jogava de preto do boné às chuteiras - e também de um personagem das revistas de faroeste que ele gostava muito de ler. Jogou ainda no Santa Cruz, de Recife, e no Valeriodoce de Itabira.
Em Outubro de 1976, deixou o cargo de Auxiliar Técnico do América e o emprego de relações públicas em uma sauna para iniciar seu trabalho com as escolinhas de futebol. Nascia a Jardel Escola de Futebol. Em 1980 fundou o Cavaleiro Negro Esporte Clube, que desde então participa das competições promovidas pela Federação Mineira.
Foi ainda o criador e patrono da COPA CAVALEIRO NEGRO, hoje incorporada ao calendário da Federação Mineira.
Morreu em 05/06/2009, aos 72 anos de idade, vitimado por uma parada cardíaca. Foi sepultado no cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte.
Fontes:
- Jornal de Uberaba Online - www.jornaldeuberaba.com.br
- Site do América - www.americamineiro.com.br
- Site da FMF - www.fmfnet.com.br
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Natanael Duarte Neto & (MARANHÃO) & Perfis Natanael Duarte em 06 Ago 2009
Protegido: O FUTEBOL MARANHENSE ESTÁ DE LUTO, O EX-JOGADOR DJALMA CAMPOS FALECEU HOJE
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Natanael Duarte Neto & Perfis & O Mundo é uma bola!!! Natanael Duarte em 04 Ago 2009
Protegido: THOMAS VERMAELEN, O NOVO ZAGUEIRO DOS “GUNNERS”
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Natanael Duarte Neto & (MARANHÃO) & Perfis Natanael Duarte em 29 Jul 2009
Protegido: Sandow Feques, o técnico campeão maranhense!
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 10 Jul 2009
PERFIL DE IVAIR
Ivair Ferreira começou nas categorias inferiores da Portuguesa, nas quais tinha o apelido de “Gibi”. Sua estréia como profissional aconteceu em 1962, num jogo contra a Prudentina válido pelo segundo turno do Campeonato Paulista. A Portuguesa perdia o jogo por 1 a 0 até que, aos quarenta minutos do segundo tempo, Ivair empata a partida. Não agüentando a emoção, desmaiou em campo.
O apelido de “Príncipe” foi dado pelo jornalista Raul Tabajara, após uma partida entre Portuguesa e Santos. Ao término do jogo, Pelé fez questão de cumprimentar o jovem atleta que havia feito uma excelente partida contra a equipe do “Rei”.
Marcou cerca de 400 gols e chegou a atuar pela seleção brasileira. Pela Portuguesa conquistou apenas o vice-campeonato paulista de 1964, mas o dinheiro da venda de seu passe contribuiu para a construção do estádio do Canindé.
Defendeu ainda Corinthians, Fluminense e América-RJ. Teve uma longa carreira no exterior, que começou na Universidad do México. Mudou-se depois para Toronto, onde jogou por cinco anos, depois Cleveland e no Rall Reavers, de Boston. Retornou ao Brasil em 1983 e pouco depois passou a treinar a equipe juvenil da Portuguesa.
Fonte: Portuguesa Desportos
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 08 Jul 2009
GELSON O BARBOSA DO FUTEBOL BAIANO
Gelson um jovem goleiro revelado pelas categorias de base do Internacional/RS, chegou ao Vitória em 1978 para reforçar a equipe e neste mesmo ano ele assumiu a meta rubro-negra baiana devido a uma contusão do goleiro titular Iberé, o ano não foi o dos melhores para o Vitória que viu o Bahia ser hexacampeão baiano e pior ainda foi não ter chegado a final sendo superado pelo Leônico, mas mesmo assim o jovem arqueiro de 23 anos mostrou talento, fato que deu a ele a condição de ser titular no ano seguinte mesmo com a recuperação de Iberé. O ano de 1979 promete para a equipe do Vitória, o Bahia corre atrás de um título inédito o heptacampeonato e o time da Toca do Leão tem de impedir este feito com Gelson no gol, Otávio Souto e Xaxá na zaga, Edson Silva na frente de zaga, Sena o grande craque e mentor da equipe na frente Wilton vindo do Fluminense/RJ, Geraldão e o ponta esquerda Sivaldo faziam a alegria da torcida e logo estreia uma goleada 5 a 1 diante do Redenção, mesmo depois deste bom inicio chegaram novos reforços como o zagueiro Zé Preta, o meia Dendê que retornava depois de uma passagem pelo Flamengo/RJ, além dos prata da casa Zé Julio e Joel Zanata, no jogo seguinte nova goleada diante da ABB por 5 a 0 com baile de Sena que marcou três gols, em seguida o primeiro Ba-Vi e deu Vitória 1 a 0 com gol de Wilton é parecia que tudo iria bem, Gelson neste jogo fechou e começava a cair nas graças da torcida do Vitória.
No dia 01/04/1979, Gelson tem sua prova de fogo no empate em 0 x 0 contra o Itabuna, era o primeiro jogo da equipe fora da Fonte Nova e o Itabuna vinha bem na competição com Beca e Wolney atacantes e o meia Gerson Sodré que depois brilhou na Portuguesa/SP, e o ponta direita Chiquinho vice artilheiro do certame deste ano referido nesta jogo Gelson pegou até pensamento como dizia o locutor Nilton Nogueira da radio clube da Bahia. No pentagonal decisivo do primeiro turno Gelson se consagrou nos dois Ba-Vis e no jogo contra o Leônico, era o novo heroi rubro-negro, fazer gol nele era dificil, para coroar a fase o Vitória convidou o Flamengo para um jogo amistoso e após um empate em 1 a 1, a direção do Flamengo encantado com a atuação do jovem goleiro, fez uma boa proposta para o time baiano que foi aceita mais ele só deixaria a equipe após o termino da competição o que foi aceito pelo Flamengo, segundo jornais da epóca o negócio girou em torno de 12 milhões de cruzeiros em moedas daquele ano.
Gelson continou realizando boas partidas, mesmo já vendido para o time carioca, no dia 02/09/1979 eu vi Gelson praticamente levar ao desespero o time do Itabuna, em uma partida que ele teve atuação destacada e saiu de campo coberto de prêmios, ele parou praticamente todo time do Itabuna, pegou penalti de Chiquinho, bola em cima da linha foram defesas de todo o tipo o que garantiu a vitória de 2 a 0 e a liderança no petagonal do segundo turno também vencido pelo rubro-negro baiaano. Infelizmente o regulamento da epóca permitia ao vicecampeão dos turnos o direito de obter 1 pontos extras para a fase final e o Bahia por ter sido vice nos dois levou 2 pontos e o Vitória 4 para as finais, bastavam dois empates e pronto título e festa, no dia 19/09/1979 o Vitória faz 1 a 0 com Sena, mais o Bahia virá com Zé Augusto e Gilson e iguala a serie, mesmo assim o Vitória tem a vantagem de mais dois empates ou uma simples vitória, no dia 23/09/1979 empate em 0 a 0 desta vez que se destacou foi o atabalhoado goleiro do Bahia, Luis Antonio que fechou o gol, para o jogo decisivo, o empate basta para o Vitória voltar a dar a volta olimpica o time do Bahia já sem força vai indo aos trancos e barracos e o campeonato brasileiro já está as portas, o time envelhecido e cheio de desfalques vem para campo tentar cair de pé diante uma conquista premeditada deste o inicio. O jogo começa é um dia de sexta-feira 28/09/1979, o Vitória segue na boa busca a Vitória o Bahia tenta mais sem forças, na unica jogada perigosa no primeiro tempo Perez arrisca e Gelson manda para escanteio, talvez ai começe a se desenhar o trágico final do jogo, Gelson que vinha sendo exigido durante boa parte do certame, praticamente assisti o jogo e o seu time a precionar, ele está frio, volta para o segundo tempo da mesma forma, o Bahia se defende e tenta explorar contra ataques, num deles numa bola dividida Gilson leva a pior e quebra a perna em dois lugares após entrada de Xaxá, ele sai e dá lugar ao contundio meia Fito (Fito Neves aqueles mesmo vice campeão brasileiro em 1993 como técnico do Vitória), pois é eram mais ou menos uns 34 minutos do segundo tempo, depois de uma roubada de bola de Perez este passa a Fito que mesmo sem condições fisicas arrisca um chute fraco e despretencioso para a meta, a bola saiu fraca e alta e foi caindo Gelson se posiciona para a defesa salta e tentar agarrar a bola, está escorrega entres suas mãos e cai dentro do gol, é o gol do Bahia um verdadeiro frangaço, depois do jogo muito se falou sobre este gol, uns dizia que foi macumba de Lourinho antigo chefe da torcida do Bahia, outros mais maldosos dizeram que Gelson estava vendido ao Bahia, fato que terminou marcando a sua carreira, ele foi para o Flamengo mais imediatamente repassado para um outro clube, Gelson voltou ao Vitória em 1981 depois rodou por alguns clubes da Bahia em 1983 atuando pela Catuense ele teve um momento de meia vingança sobre o Bahia, na mesma Fonte NOva lotada para ver o Bahia empatar com a Catuense e ser tricampeão baiano, Gelson fechou a meta da laranja mecânica e adiou o sonho ao lado do atacante Boca que fez os dois gols do time Bem-ti-vi da torcida do Bahia dar o grito de campeão, mesmo depois de pendurar as chuteiras ele continua aqui na boa terra virou treinador e já dirigiu grande parte das equipes da Bahia da primeira divisão do baianão.
Gelson foi um grande goleiro um dos grande que vi atuar aqui na Bahia, seu estilo gaúcho fez muito sucesso aqui, tanto sim que o mesmo Vitória em 1980 trouxe do Caxias o arqueiro Bagatini que fez também um tremendo fervor com a torcida, pena que Gelson tenha ficado marcado como o nosso saudoso Barbosa por um jogo, por uma final e por um gol em uma falha que acontece com qualquer goleiro, o que marcou foi o fato de terem acontecido justamente em uma decisão.
Fontes: Textos Galdino Silva
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 08 Jul 2009
O PERFIL DO JOGADOR ITÁLIA
Capitão de muitas batalhas no Vasco e na seleção Brasileira, Italia era um louro de porte atlético, cara de menino, pouco aberto mas educado, companheiro de Espanhol ou Brilhante numa zaga que marcou época. Nao era o tipo de lider falador, de gestos arrogantes, preferindo impor-se pela presença energica diante do adversario. Foi titular da selecao brasileira na Copa de 1930. Pela seleção, conquistou tambem a Copa Rio Branco no Uruguai em 1932. No Vasco, foi campeao carioca em 1929, 1934 e 1936. Foi o primeiro atleta profissional a se aposentar no Brasil.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 30 Jun 2009
RENATO SÁ
Toque refinado, clássico e extremamente técnico. Assim poderia ser resumido o futebol praticado por esse catarinense que jogou no Atlético até meados da década de 80. O ponta-esquerda Renato Sá fez parte de um sensacional Atlético, o bicampeão de 1983, formando com Washington, Assis, Capitão, Nivaldo e Joel um das melhores linhas ofensivas de toda a história do clube.
Esse catarinense chegou em Curitiba em 1983, com 28 anos. Trazia em sua bagagem algumas passagens por clubes importantes, como Botafogo, Vasco e Grêmio. No Botafogo, por exemplo, viveu um momento histórico ao marcar o gol da vitória em um jogo que quebrou a invencibilidade de 52 jogos do Flamengo. No Atlético, conquistou rapidamente a torcida com seu futebol que aliava grande técnica, visão de jogo e um ótimo chute. Seu gol mais marcante foi em 1985, num Atletiba, quando marcou o gol da vitória com um belo chute de fora da área de perna direita, mesmo sendo canhoto.
Renato Sá ainda tem muito carinho pelo rubro-negro: “O Atlético marcou muito minha vida. É um time de massa, com uma torcida empolgante e sempre presente. Fui campeão por duas vezes no Atlético e com certeza, nunca vou me esquecer”, afirma ele, referindo-se aos títulos paranaenses de 1983 e 85.
Depois de abandonar a carreira, voltou para seu estado natal e se tornou empresário. Casou-se com Fernanda, filha do político Jorge Bornhausen, e passou a se dedicar apenas ao futsal. Sempre que tem um tempo disponível, Renato foge para Curitiba e vai à Arena da Baixada acompanhar um jogo do seu Atlético.
Nome: Renato Luís de Sá Filho.
Nascimento: 15/06/1955/ Tubarão (SC),
Posição: ponta-esquerda.
Clubes
Avaí, Grêmio, Botafogo, Vasco, Atlético Mineiro e Atlético Paranaense
Fonte: www.furacao.com
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 30 Jun 2009
HÉLCIO JACARÉ
Hélcio Xavier da Costa, natural do Rio de Janeiro, nasceu em 1948. No ano de 1968 iniciou sua carreira no Bangu, onde em 1969 seria negociado com o Itabuna da Bahia, atuando sob a direção de Velha.
Entre 70-71 jogou no Corinthians de SP, Galícia, Itabuna. Na temporada de 1972 no Ceará, reencontrou seu grande futebol. No ano seguinte, seria contratado pelo América Futebol Clube de Natal, participando do Campeonato Nacional conquistando a Taça Almir de Albuquerque, dentro da competição.
Unanimidade. Hélcio Jacaré é citado por 10 entre 10 torcedores do América quando o assunto é ídolo, o maior atleta da era Castelão. Jogador de talento puro, gols inacreditáveis, chegou ao América em 1973, onde permaneceu até 1976. Conquistou dois títulos estaduais e um Campeonato do Norteste, a Taça Almir.
Hélcio, que tinha também o apelido de “Tonelada”, jogou no Campinense e no Treze. Em 1980, foi artilheiro do Campeonato Paraibano, quando marcou 15 gols com a camisa alvinegra. Fez parte também, da equipe do Campinense no Campeonato de 1979. Como treinador, chegou a ser contratado por algumas equipes paraibanas, a exemplo do Vila Branca de Solânea e do Nacional de Patos.
Depois de muito lutar para derrotar a hepatite que o vinha atormentando há tanto tempo, o carioca Hélcio Xavier acabou batido pela doença. O grande campeão partiu no final de 2004, para tristeza de tantos que o viram encantar o Estádio do Amigão.
Fonte: ídolos do Futebol
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 30 Jun 2009
BATATAIS E SUAS MÁGOAS
Já não é novidade dizer que Algisto Lorenzatto, esse nome complicado, pertence a um dos homens mais simples dessa terra: Batatais. Nem mesmo a nova geração desconhece quem foi Batatais, o goleiro de fabulosa colocação e nervos de aço.
Falando pausadamente, Batatais conta que teve uma infância muito pobre. Quando rapazola escolheu a profissão de carpinteiro, depois aprendeu também a trabalhar com vidros. Foi quando soube que havia uma vaga no Frigorífico Anglo. A firma possuía um timinho, e ali iniciou sua carreira na ponta esquerda. Era a vaga que sobrava para ele. Um dia, o goleiro adoeceu, os companheiros olharam para Batatais e disseram que ele tinha pinta de goleiro, e lá foi ele para debaixo dos paus.
Batatais começou a crescer como goleiro. Apareceu um emissário do Comercial e levou o goleiro para Ribeirão Preto. Em 1933, ano do profissionalismo, ele foi para a Portuguesa de Desportos com uma boa remuneração. Mais rápido do que se esperava, Batatais foi convocado para seleção paulista. Conquistou os títulos de campeão brasileiro nos anos de 1933/34/35. Neste último ano o futebol paulista sofreu uma violenta revolução.
Precisando reformar seu plantel e sentindo que o momento era aquele, o Fluminense fez carga, ofereceu muito dinheiro aos clubes paulistas e contratou meio selecionado de São Paulo. Claro que Batatais veio junto e continuou com sua coleção de titulo. Foi campeão carioca nos anos de 1936/37/38. Também foi campeão em 1940/41. Em 1938 era titular absoluto da seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo na França. Depois de sofrer cinco gols no jogo de estréia do Brasil contra a Polônia, Batatais foi substituído por Valter. Segundo Batatais, com o campo careca e cheio de lama, não deu condições para se fazer defesas com segurança. Tanto que o goleiro polonês tomou seis gols. Ele ficou resfriado e de fora do time. No último jogo contra a Suécia, Batatais voltou ao time e o Brasil venceu por 4x2.
Depois de dez anos no Fluminense, Batatais sofreu sua grande decepção. Uma mágoa que guardou até o fim de sua vida. Em 1946, quando Gentil Cardoso chegou ao Fluminense, o clube realizou uma viajam pelo Norte. Para não pagar um massagista, Gentil acumulou as funções de técnico e massagista. Ele receberia cem cruzeiros por jogo. Gentil ofereceu metade para Batatais fazer o serviço. O goleiro que estava na reserva topou. No final da temporada, quando foi cobrar o dinheiro do técnico, Gentil não quis pagar. Batatais reclamou e criou um problema com o treinador. Para se vingar, Gentil o dispensou num longo relatório que dizia cinicamente – Este rapaz só serve para massagear. Podem dispensa-lo - Depois de dez anos, o Fluminense o mandou embora sem nem uma carta de agradecimento.
O maior jogador que Batatais viu jogar foi Domingos da Guia. Achava que jogar ao seu lado era uma garantia de boas atuações. Destacava também Romeu, Leônidas da Silva, Zizinho e Ademir. O maior goleiro foi Planika. Entre os brasileiros, o melhor foi Castilho.
Fonte: revista Manchete Esportiva
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 14 Jun 2009
O GRANDE ZAGUEIRO LUÍS PEREIRA
Um dos melhores zagueiros da história do Palmeiras e do futebol brasileiro, Luís Edmundo Pereira, o baiano Luís Pereira, começou a trabalhar em 2002 com as categorias inferiores do Atlético de Madrid, da Espanha, clube no qual jogou na segunda metade dos anos 70.
Nascido no dia 21 de junho de 1949 na cidade de Juazeiro (BA) e pai de dois filhos (de seu primeiro casamento), Luís Pereira começou sua carreira no São Bento (SP), onde era conhecido como Luís Chevrolet, e em 1968 foi contratado para defender o Palmeiras.
No alviverde, ao lado de Leão, Eurico, Alfredo e Zeca, formou uma das defesas mais lembradas e elogiadas do Brasil em todos os tempos. Atuou em 568 partidas pelo Verdão (283vitórias, 193 empates, 92 derrotas) e marcou 35 gols. Ainda pelo Palmeiras, conquistou os títulos do Brasileirão de 1972 e 1973, do Roberto Gomes pedrosa de 1969 e do Paulistão de 1972 e 1974.
Além de ser um beque extremamente técnico e que dava grande segurança no sistema defensivo, Luís Pereira também tinha capacidade para chegar no ataque e marcar gols.
Disputou a Copa do Mundo da Alemanha, em 1974, quando recebeu um dos raros cartões vermelhos por jogada violenta em Neeskens no jogo contra a Holanda.
Além de brilhar no Palmeiras e jogar no São Bento (SP) e Atlético de Madrid, Luís Pereira também atuou pelo Flamengo, Santo André (SP), Portuguesa, Corinthians, Central de Cotia, São Caetano e outras equipes modestas do interior paulista.
Fonte: Rogério Micheletti
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 11 Jun 2009
A HISTÓRIA DE MIRANDINHA DO PALMEIRAS
Francisco Ernandi Lima da Silva, o Mirandinha, que pelo Newcastle (foto) foi o primeiro atleta brasileiro a jogar no futebol inglês, tem sua vida diretamente ligada ao Ferrão, visto que, além de ter praticamente nascido na Barra, também iniciou a carreira de treinador no próprio time coral. Nascido em em Chaval, no Ceará, no dia 02 de Julho de 1959, ele recebeu esse apelido que carrega até hoje porque quando começou a jogar, ainda adolescente, o achavam parecido com o outro Mirandinha, também atacante de São Paulo, Corinthians e Seleção Brasileira na década de 70.
“Passa a bola, Mirandinha”. Durante toda a sua carreira esta foi, sem dúvida, a frase que Mirandinha mais ouviu. Concorrendo com esta, apenas seu próprio nome, que ouviu cantado em prosa e verso por todas as torcidas dos clubes em que jogou. Acusado de ser individualista como poucos pela maioria dos companheiros que teve, o fato é que foram poucos, também, os centroavantes que fizeram mais gols do que ele.
Carreira - Começou sua carreira de jogador no Ferroviário, em 1977, onde arrasava com as defesas adversárias em todos os campeonatos das categorias de base. Foi promovido para o time profissional e logo encheu os olhos de dirigentes da Ponte Preta (SP). Em Campinas ficou por pouco tempo, já que em seguida se transferiu para o Palmeiras de São João da Boa Vista (SP). Daí Mirandinha não parou mais, passou pelo Botafogo (RJ), pelo Náutico (PE) e depois pela Portuguesa (SP), Cruzeiro (MG), Santos (SP) e Palmeiras (SP).
Vendido para o Newcastle da Inglaterra, em 1987, o artilheiro revelado pelo Ferrão foi o primeiro jogador brasileiro a atuar no futebol inglês, os inventores deste esporte. Retornou ao Palmeiras três anos e meio mais tarde, e em 1991 seguiu para o Belenenses de Portugal. Sua peregrinação continuou no mesmo ano, com uma rápida passagem pelo Corinthians, indo em seguida para o futebol japonês, onde atuou primeiramente no Shimizu e em seguida no Bellmare.
De volta à sua cidade natal, Mirandinha jogou e encerrou sua carreira no Ferroviário e, logo depois, tornou-se treinador do time, em 1996, começando assim a sua nova profissão. Depois do Ferrão, já foi técnico de várias outras equipes pelo Brasil.
Francisco Ernandi Lima da Silva
Data de nascimento: 02/07/1959 / Chaval [CE]
Posição Atacante
Clubes
1976-1977: Ferroviário-CE
1978: Ponte Preta-SP
1979-1980: Palmeiras-SP
1981-1982: Botafogo-RJ
1983-1984: Náutico-PE
1984-1985: Portuguesa-SP
1985: Santos F.C-SP
1985: Cruzeiro-MG
1986-1987: Palmeiras-SP
1987-1989: Newcastle - Inglaterra
1989-1990: Palmeiras-SP
1990-1991: Belenenses - Portugal
1991: Corinthians-SP
1991: Fortaleza-CE
1992: Shimizu St Pulse - Japão
1993-1994: Bellmare Hiratsuka - Japão
Títulos
Campeonato Paulista (2ª divisão): 1979
Torneio de Toulon: 1983
Copa Kirin: 1985
Torneio Pré-Olímpico: 1984, 1987
Copa Stanley Rous: 1987
Campeonato Cearense: 1991
Fonte: ídolos do futebol
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Ruy Trida & (MINAS GERAIS) & Perfis Ruy Trida em 29 Mai 2009
O brilhante, mas indisciplinado, Juca Pato.
Uma sepultura simples, na longínqua quadra”R” do Cemitério São João Batista, em Uberaba, é residência eterna de um dos maiores e mais polêmicos jogadores do Uberaba Sport em todos os tempos: o “negrinho” Juca Pato. O túmulo simples é ornamentado por uma bola de futebol esculpida em granito e uma singela plaqueta, onde se lê: “Jucapato, o ídolo de sempre”.
José Antônio da Silva nasceu em 02/11/1910. Habilidoso, de refinada técnica, chamava a atenção pela visão de jogo, a facilidade em dar passes, a boa condução de bola e o preparo físico invejável. Foi figura onipresente no ataque alvirubro nas décadas de 30 e 40. Sua fama ultrapassava as fronteiras do Brasil Central e o levou a jogar no Corinthians no final da década de 30. Em São Paulo, tomado pela saudade da sua Uberaba, ficou por pouco tempo, alegando que “o frio por lá estava de matar”.
Após mais de 60 anos, sua passagem pelo Colorado continua sendo lembrada, tanto pelas apresentações notáveis quanto pelas enormes confusões que criava. Mesmo jogando ao lado de atletas como Ayala, Gabardo e Gabardinho, era apontado pelos torcedores como um dos maiores destaques do time. Mas o ponta-direita, esperto, driblador e artilheiro notabilizou-se mesmo pela fama de encrenqueiro, provocando várias brigas em sua carreira.
Ajudou a equipe alvirubra a brilhar em vários momentos, inclusive na primeira participação do clube em campeonatos mineiros, no longínquo ano de 1945, quando já era um veterano. Nesse campeonato, fraturou o tornozelo em um jogo contra o Atlético Mineiro, numa disputa de bola com Cafunga.
Em 1946, recuperado mas receoso, retornou aos campos na equipe de aspirantes do Uberaba, mas não jogou mais pela equipe principal e acabou por transferir-se para o Atlético da Abadia, disputando o campeonato amador de Uberaba.
A última contusão, mal curada por uma medicina ortopédica ainda rudimentar, fez com que Juca mancasse para sempre. Encerrou sua carreira no final da década de 40. Por muitos anos trabalhou no Uberabão, como auxiliar de serviços gerais, onde servia o famoso “cafezinho da imprensa” nas cabines de rádio, jornal e TV. Completava a renda fazendo bicos como pedreiro e pintor.
Saindo de cena
E foi trabalhando na reforma de um telhado que Jucapato encontrou a morte. Por descuido, enquanto trabalhava, deixou escapar uma telha, que espatifou-se em um berço, no cômodo abaixo. O incidente não passou de um susto, mas a briga que se sucedeu, entre Juca e seu contratante, causou intensa emoção e desgosto no velho jogador. À noite, no mesmo dia, caiu vitimado por um infarto fulminante. Morreu brigando, como brigando viveu toda uma vida de limitações e dificuldades.
Faleceu em 06/02/1981, deixando viúva a Sra. Zulmira Teodoro de Sousa e quatro filhos. Seu velório ocorreu no Estádio Boulanger Pucci, com todas as honras para um dos maiores ídolos do clube em todos os tempos. Hoje é nome de uma rua no Conjunto Beija Flor II, bairro popular de Uberaba.
Abaixo a transcrição da marcha Juca Pato, composta por Lourival Balduíno do Carmo, o Barão, co-autor do hino do Uberaba Sport, publicada no jornal “O Triângulo Esportivo” em 1938. Mais uma evidência de sua condição de ídolo da torcida.
Juca Pato (Marcha)
Música: Benedicto Nascimento
Letra: Lourival Balduíno do Carmo (Barão)Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeãoSe a bola centra,
O negro entra!
Elle é pão duro!
Que não dá furoÉ uberabense
Que chuta e vence
É o intemerato
Az Juca Pato!Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeãoTorcida alerta!
- É gol na certa –
No pé do pato
Não há desacato
É bravo e audaz!
- Heroe primeiro
Grande Ponteiro!Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão.
Agradecimento especial à Doutora Lúcia Helena Soares, excelente obstetra, que trouxe ao mundo meus dois filhos, Ruy Neto e Davi. Neta de Juca Pato, Lúcia me contou boas histórias que enriqueceram esse artigo.
Demais fontes:
- Jornal O Triângulo Esportivo, de Uberaba-MG, edição de 22/02/1938.
- Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba-MG, diversas edições de 1946.
- Jornal da Manhã, de Uberaba - MG, edição de 07/02/1981.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 29 Mai 2009
PERFIL DE BARBOSA - O GOLEIRO DO MARACANAÇO
Moacir Barbosa Nascimento era paulista da cidade de Campinas, onde nasceu no dia 27 de março de 1921. Moacir ficaria conhecido mundialmente como Barbosa, goleiro da seleção brasileira de 1950.
Como era normal naqueles tempos, Barbosa começou a jogar na Desportiva Comércio e Indústria, time amador de Campinas, extinto na década de 60. Era ponta-esquerda dos bons. Da mesma forma que aconteceu com vários goleiros brasileiros, durante uma partida em que o goleiro titular da Desportiva Comércio estava sendo muito exigido, esse acabou se contundindo, e não havia goleiro no banco de reservas.
Como Barbosa atuava como ponta-esquerda, o técnico entendeu que ele poderia ser útil como goleiro, e o ataque, que naqueles tempos atuava com cinco jogadores, não sentiria tanto a sua ausência. A atuação de Barbosa foi satisfatória e, como o goleiro titular apresentou uma contusão de demorada recuperação, a partir do primeiro dia de treinamentos da semana, Barbosa continuou treinando como goleiro.
A partir dos jogos seguintes Barbosa passou a ser o goleiro titular da Desportiva Comércio, até despertar o interesse do Ypiranga. Mas ainda permaneceu na Desportiva nos anos de 40 e 41, integrando a seleção amadora paulista por diversas vezes, sendo considerado, já como goleiro, uma das maiores revelações daquela competição.
Finalmente, em 1942 Barbosa chegaria ao Ypiranga de Campinas/SP, time da primeira divisão paulista, onde atuou até 1944. O bom time do Ypiranga terminou o campeonato paulista de 1942 em terceiro lugar e Barbosa era o destaque.
Indicado por Domingos da Guia, seu grande amigo e incentivador, Barbosa transferiu-se para o Vasco da Gama em fins de 1944. Em 45, as seguidas contusões não permitiram que ele aparecesse. No ano seguinte, porém, disputou todo o campeonato carioca como titular e seu nome passou a ser lembrado para a seleção brasileira.
No Vasco da Gama, entretanto, Barbosa acabou substituindo o goleiro Rodrigues. Ele só iria conseguir a vaga de titular em 1946, permanecendo dono da posição até meados de 1956.
Barbosa chegou ao Vasco da Gama num momento especial para o clube que, na época, começou a montar um de seus maiores times, o chamado Expresso da Vitória. Com a nova camisa vascaína e definitivamente como goleiro titular, Barbosa conquistou os títulos cariocas de 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958. Foi também um dos mais importantes jogadores na conquista do Campeonato Sul-Americano de Campeões (que mais tarde substituiria a atual Copa Libertadores da América) em 1948. Naquela oportunidade, o goleiro Barbosa acabou defendendo um pênalti cobrado por Labruna, na última partida, que garantiria a conquista do título para o Vasco.
Em 1948 Barbosa chegaria à seleção brasileira. Barbosa estreou na Copa Rio Branco, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o Uruguai, no dia 4 de abril de 1948. O empate de 1 a 1 foi o resultado, com gols de Danilo Alvim e Falero. Na segunda partida, Luiz Borracha assumiu a titularidade.
Finalmente, titular absoluto na Seleção Brasileira, Barbosa teve o ponto baixo de sua carreira na Copa de 50. O Brasil só precisaria de um empate para sagrar-se pela primeira vez campeão mundial. A partida estava 1 a 1, até que o ponta uruguaio Ghiggia recebeu a bola na área e, fingindo que iria lançar, chutou no canto direito do gol. Barbosa, pego de surpresa, acabou chegando atrasado, numa das poucas falhas de sua carreira. No final, o Uruguai acabou sendo o campeão, e principalmente pelo fato de ser negro, Barbosa foi feito de bode expiatório e acusado como o culpado pela derrota.
Em 1949, sob o comando de Flávio Costa, o Brasil preparava-se para o Sul-Americano, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e também para a Copa do Mundo de 1950. Barbosa ganhou o posto de titular e disputou todos os jogos no período de 3 de abril a 11 de maio, conquistando o título de campeão sul-americano: Equador (9 a 1), Bolívia (10 a 1), Chile (2 a 1), Colômbia (5 a 0), Peru (7 a 1), Uruguai (5 a 1), Paraguai (1 a 2 e 7 a 0).
De 6 a 18 de maio, o Brasil disputou com uruguaios e paraguaios, respectivamente, a Copa Rio Branco e a Taça Osvaldo Cruz. Barbosa atuou em todos os jogos contra o Uruguai (3 a 4 no Pacaembu e 3 a 2 e 1 a 0 em São Januário), enquanto Castilho foi o goleiro das duas partidas diante do Paraguai (2 a 0 em São Januário e 3 a 3 no Pacaembu).
No dia 24 de junho de 1950, o Brasil estreou na Copa do Mundo. Barbosa era titular absoluto e disputou todos os jogos, contra México (4 a 0), Suíça (2 a 2), Iugoslávia (2 a 0), Suécia (7 a 1), Espanha (6 a 1) e Uruguai (1 a 2).
Mudança - Com a perda do Mundial, na escalação para o Pan-Americano de 52, no Chile, a CBD substituiu Flávio Costa no comando técnico da seleção:
“Houve a mudança de treinador e o Zezé Moreira veio com espírito de renovação. Levou o Castilho, Osvaldo Baliza e, se não me engano, o Cabeção. Mas, em 1953, eu voltei à seleção com o Aymoré Moreira e fui ao Sul-Americano de Lima, com Castilho e Gilmar. Nos meus quase dez anos de seleção, foi um dos piores momentos, nunca vi coisa igual.”
O Paraguai foi campeão sob o comando de Fleitas Solich, que depois veio para o Flamengo. Barbosa jogou apenas contra o Equador (2 a 0 para o Brasil). Seria o último jogo na seleção do extraordinário goleiro, apontado por muitos de seus colegas como o maior de todos os tempos.
Em 1953, num jogo contra o Botafogo pelo Torneio Rio-São Paulo, teve a perna quebrada num choque com o atacante Zezinho. Em princípio, teve uma grande depressão. Somente se recuperou quando o Hospital dos Acidentados começou a fazer filas para os torcedores que desejavam visitá-lo. Mesmo depois do desastre na Copa do Mundo, Barbosa sentiu o quanto ainda era querido pela torcida carioca.
Nos anos de 1955 e 1956 Barbosa mudaria para Recife, onde passou a defender as cores do Santa Cruz. Retornou ao Rio de Janeiro em 1956 para defender as cores do Bonsucesso, time da Zona Leopoldina. O Bom trabalho realizado em Recife lhe garantiu mais dois anos de contrato com o clube pernambucano, onde ainda jogou em 1958, 1959 e 1960. Barbosa retornou mais uma vez ao Rio de janeiro, agora para defender o Campo Grande, clube da Zona Oeste do Rio e onde, finalmente, encerraria a carreira profissional.
Depois de encerrar a carreira, passou a trabalhar como funcionário da Suderj, no Maracanã. Barbosa morreu no dia 7 de abril de 2000 na cidade de Santos-SP, onde vivia recluso, ao lado de uma filha adotiva.
Títulos
Campeonato Carioca: 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1958
Sul-Americano de Clubes: 1948
Copa América: 1949
Torneio Rio - São Paulo: 1958
Torneio Quadrangular do Rio: 1953
Torneio de Santiago do Chile: 1953
Pela Seleção Brasileira - 22 jogos , 16 vitórias , 2 empates , 4 derrotas , levando 29 gols. Pela seleção brasileira Barbosa conquistou o Campeonato Sul-Americano (1949) e a Taça Rio Branco (1950).

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 29 Mai 2009
PERFIL DE BAZANNI

Olivério Bazzani Filho
Nascido no dia 3 de junho de 1935, em Mirassol (SP) começou nas divisões de base do Mogiano e passou pelo Rio Preto, antes da Ferroviária, quando chegou em 1954. É irmão de Bazzaninho, Óliver Roberto Bazzani, que foi jogador do São Paulo FC e do EC São Bento de Sorocaba. A irmã Nadir foi jogadora de basquete profissional, e seu pai, Olivério Bazzani, foi zagueiro do Corinthians na década de 30 e jogou numa trágica partida. Em 11 de novembro de 1933, a pior goleada que o Corinthians sofreu perante o Palmeiras (na época Palestra Itália) por nada mais nada menos que 8 x 0.
Bazzani foi um meia-esquerda típico do romântico futebol brasileiro. Lançamentos longos e com precisão milimétrica, bola no chão, finalizador e artilheiro nato, inclusive nas cobranças perfeitas de falta. E tinha uma qualidade a mais do que a maioria de seus pares. Era bom também no auxílio à marcação. Formou em vários ataques, tendo como companheiros ao longo dos anos, Boquita, Beni, Pio e Nei, pela esquerda. Gomes, Baiano, Téia, Maritaca, Zé Luis, entre outros, pelo meio. Sem contar o seu companheiro e outra glória afeana Dudu, imortalizado na Sociedade Esportiva Palmeiras.
Foi em sua passagem como meia esquerda, que a Ferroviária viu suas maiores glórias, inclusive quebrando alguns paradigmas no futebol paulista, no que se refere a um clube do interior.
Em 1959, ficou na terceira colocação, à frente de São Paulo e Corinthians, tirando a hegemonia dos grandes (Portuguesa de Desportos inclusive) entre os quatro primeiros colocados.
Foi então convocado, com Dudu e o goleiro Rosan, para a Seleção Paulista na disputa do Campeonato de Seleções. Contribuiu para o tetracampeonato do torneio, chegando a deixar Pelé no banco, contra a Seleção Mineira.
Em 1960 excursionou pela Europa e África. Foram 20 amistosos em dois meses, contra adversários como Belenenses, FC do Porto e Atlético de Madrid. Sofreu apenas uma derrota para o Sporting de Lisboa e 2 empates. Muitas goleadas foram aplicadas no continente africano.
Só saiu do futebol de Araraquara entre 63 e 65 quando foi jogar no Corinthians. Na segunda excursão da AFE, dessa vez pela América do Sul e Central, onde foi o artilheiro, com 8 gols, mesmo não participando dos 17 jogos disputados, pois fora vendido ao Timão.
Em 1964, como que sentindo sua falta, a Ferroviária não fez uma boa campanha no Paulistão e em 1965 acabou sendo rebaixada para a segunda divisão. Bazzani, por seu lado, também não concretizou no Corinthians tudo o que teria capacidade para realizar, e então no ano seguinte, de volta à Fonte Luminosa leva o time à conquista do título de Campeã Paulista da Segunda Divisão de 1966, sendo o artilheiro do time, com 16 gols. No jogo das faixas, empate com o Cruzeiro de Tostão, Raul e Dirceu Lopes por 2x2.
Comandou a Locomotiva grená no tri-campeonato do Interior em 1967, 1968 e 1969, quando chamávamos de bi, tri, tetra, os títulos que eram conquistados em competições seguidas. Hoje todo mundo é tri, tetra, etc. Mas voltamos ao Bazzani.
Em 1968 a AFE ficou novamente em terceiro lugar no Paulistão, atrás apenas de Santos e Corinthians. Naquele ano, pela primeira vez um clube interiorano fez o artilheiro do Campeonato Paulista: Téia, com 20 gols, muitos deles servidos por Bazzani. Para se ter uma idéia, entre 1957 e 1970, Pelé foi o artilheiro 10 vezes, Toninho Guerreiro foi duas e Flávio, do Corinthians, 1 vez.
Mais excursões e amistosos aconteceram em 68. O Nápoli da Itália foi goleado por 4x0 na Fonte, em jogo da entrega das faixas do bi do interior. Bazzani viu a Fonte lotada de gente e de alegria. Depois veio nova e vitoriosa excursão grená pela América Central. Treze jogos e apenas 1 derrota.Em 1970 participou da conquista da Taça dos Invictos e um ano antes de encerrar a carreira, Bazzani participou de um dos jogos inesquecíveis para o torcedor grená.
Em março de 1971 goleou o Santos FC de Cejas, Clodoaldo, Edu e Pelé por 4x1, na Fonte Luminosa. Bazzani não saiu jogando como titular, mas fez 1 dos gols da vitória grená para cerca de 20 mil expectadores.
Por esses motivos a história de Bazzani se confunde com a história da Ferroviária, pois não é por coincidência que os maiores feitos do clube grená foram conseguidos com ele em campo. E não só dentro como fora das quatro linhas.
Fez sua partida de despedida num amistoso contra o Guarani de Campinas em 28 de março de 1973, quarta-feira na Fonte Luminosa. O Bugre não teve cerimônia e venceu por 1x0.
Fonte: AFENET
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 29 Mai 2009
PERFIL DE ARTHUZINHO
Arthur dos Santos Lima, o Arthurzinho, já era chamado de “Rei Arthur” desde quando jogava no Bangu em meados da década de 80. Foi um jogador bastante habilidoso e que costumava surpreender os adversários nas cobranças de escanteio. O pequeno Arturzinho, de 1,62m, iniciou sua carreira em 1976, defendendo o Fluminense-RJ, mas começou a se destacar no futebol do Mato Grosso do Sul, no final da década de 70, quando jogou pelo Operário-MS, onde foi tricampeão sul matogrossense (1979-80-81) e ainda jogou 4 campeonatos Brasileiros pelo Operário de 1979 a 1982.
Em 1983, Arthurzinho foi para o Vasco, onde foi vice campeão Brasileiro de 1984 e também vice artilheiro do Brasileirão daquele ano com 14 gols. No segundo semestre ele foi para o Corinthians com a missão de substituir Sócrates, que havia se transferido para o futebol italiano. Realizou 57 jogos pelo Timão fazendo 12 gols.
Arthurzinho jogou ainda o Brasileiro de 85 e em 1986 foi para o Botafogo-RJ, onde não teve muito sucesso e continuou ainda no rio para jogar no Bangu, onde começou a renascer seu grande futebol. Jogou ao lado de Marinho, de Fernando Macaé e de Ado, naquele grande Bangu que dois anos antes tinha sido vice campeão Brasileiro.
No 1º ano de Bangu (1987), Arturzinho conseguiu ao lado de seus companheiros levar o Bangu à terceira colocação do campeonato carioca, partiu para o Brasileirão (módulo amarelo) e em 1988 não fez uma boa temporada no Bangu nem pelo Carioca nem pelo Brasileirão, onde o time de Moça Bonita acabou sendo rebaixado e Arturzinho só marcou 4 gols.
A história de Arturzinho começou a mudar somente em março de 1992, quando chegou ao Vitória para jogar a Série B. Com a sua técnica e sua maestria em bater faltas e escanteios, Arturzinho ajudou o Vitória a ser vice campeão brasileiro e a subir para a Série A, mas foi no 2º semestre que Arturzinho deixou marcado realmente seu nome na galeria dos ídolos da torcida do E.C. Vitória. Depois de perder o tricampeonato em 91, o ano de 1992 parecia que reservava algo de especial para o rubro negro, pois além de já ter assegurado a vaga para a Série A no 1º semestre, estava em jogo a retomada da supremacia do futebol Baiano, e o que parecia um feito bastante difícil, aconteceu de uma maneira natural, o Vitória conseguiu ganhar os 4 turnos do campeonato e sagrar-se campeão baiano de maneira incontestável
Num dos quatro Ba-Vis daquele ano, um foi histórico, aconteceu no dia 11/10/92, O clássico estava empatado em 0x0 quando no decorrer da partida o árbitro expulsa 2 jogadores do Vitória ainda no primeiro tempo. Numerosos ataques se sucediam, numa demonstração de raça e bom preparo físico. O Vitória era orquestrado por Arthurzinho e, num lance, o baixinho Arthurzinho cabeceia fulminantemente aproveitando um cruzamento vindo da ponta esquerda, um golaço e o Vitória venceu por 1x0 num dos Bavis mais emocionantes da história.
Aquele time de 92 tinha “feras” como: Zé Roberto, Dão e Rodrigo, mas foi Arturzinho que se consagrou como artilheiro do campeonato com 24 gols. Antes de terminar o campeonato Arturzinho já era venerado pela torcida que sempre gritava das arquibancadas: “Rei, Rei, Rei, Arturzinho é nosso Rei!, Rei, Rei, Rei, Arturzinho é nosso Rei!”, era uma prova definitiva da demonstração de reconhecimento a esse craque que sempre honrou o manto sagrado rubro negro, com seu futebol sempre pra frente, de belos toques de bola, e sua evidente habilidade em cobrar faltas e escanteios, isso tudo o fez ser, em apenas uma temporada, um dos maiores ídolos do E.C.Vitória.
No ano seguinte, em 1993, Arturzinho ainda continuou no Vitória até junho, quando então transferiu-se para o rival jahia e não permaneceu no elenco do Vitória na campanha do vice campeonato Brasileiro. Depois que foi para o rival o seu futebol começou a declinar e começou a perambular por times pequenos chegando a jogar no Olaria em 1996.
Texto de Marcelo Monteiro
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 29 Mai 2009
PERFIL DE DENER
Um dos mais talentosos jogadores que o Brasil produziu no começo dos anos 90, Dener Augusto de Souza, o Dener, não teve tempo de se consagrar como um grande craque no futebol nacional e mundial.
Ele morreu em acidente de carro no dia 19 de abril de 1994, no Rio de Janeiro (RJ). Dener estava no banco de passageiro de seu carro, o Mitsubshi Eclipse, placas DNR-0010 - São Paulo (SP). Na época, Dener defendia o Vasco da Gama.
Nascido no dia 2 de abril de 1971, em São Paulo (SP), Dener foi criado no bairro da Vila Ede, zona norte da capital paulista, e começou a carreira nas categorias de base da Portuguesa de Desportos.
Meia-atacante habilidoso, dono de arrancadas rápidas e objetivas, Dener explodiu no cenário futebolístico brasileiro em 1991, quando a Portuguesa conquistou o título da Taça São Paulo de Futebol Juniores.
Ele era a estrela principal do time comandado pelo técnico Écio Pasca e que tinha ainda Josias, Juarez, Cléber Brasília, Romã, Baiano, Roque, Tininho, Tico, Sinval, Pereira, entre outros. A Lusa derrotou o Grêmio, do goleiro Danrlei, na final da competição.
Em 1993, ele foi emprestado por três meses para o Grêmio. Apesar do pouco tempo no Rio Grande do Sul, o meia ganhou a torcida do Tricolor gaúcho e fez parte do time gremista que levantou a taça no campeonato estadual.
Dener voltou ao Canindé, já que os dirigentes lusos sempre criavam obstáculos para negociá-lo em definitivo. No ano seguinte, o meia foi muito cobiçado por grandes equipes de São Paulo, principalmente o Corinthians. Mas os cartolas rubro-verdes veteram a negociação para o time alvinegro.
“O Dener era são-paulino de infância, mas estava entusiasmado com a possibilidade de defender o Corinthians. Ele dizia que não via hora de entrar no Parque São Jorge com o “Passáro Branco”. Era assim que ele chamava o carro dele”, conta a viúva do craque, Luciana, mãe de dois filhos de Dener.
Como temia negociar seu melhor jogador para o arqui-rival, a Portuguesa optou por emprestá-lo novamente para um time grande de outro estado. Foi aí que apareceu o Vasco da Gama na vida do habilidoso meia-atacante.
Pelo time de São Januário, Dener não fez muitas partidas, mas mesmo assim entrou na galeria dos grandes jogadores da história do clube cruz-maltino. Ele morreu antes que o Campeonato Carioca de 94 terminasse. O Vasco foi o campeão. “Ficamos felizes pelo título, mas a morte do Dener foi algo trágico. Ele era um excelente jogador. Ele era considerado problemático, mas nunca tive qualquer tipo de dor de cabeça com ele”, conta o técnico Jair Pereira, o último comandante de Dener.
Dener chegou a ter chance na seleção brasileira. Fez onze partidas com a camisa canarinho e para muitos mereceria ser convocado para a Copa do Mundo de 94, mas morreu antes. “Eu procurei me espelhar no Dener. Pena que ele morreu muito jovem. Era um craque”, revela o atacante Robinho.
Para o ex-meia Vágner Mancini, que hoje é técnico, Dener tinha tudo para se tornar um dos maiores jogadores do futebol mundial. “Ele tinha muitas qualidades e ainda tinha muito a mostrar. Com certeza, ele ganharia experiência e seria ainda melhor do que foi”, comenta o técnico, que não ficou em cima do muro quando foi perguntado quem escolheria entre Dener e Robinho.
“Sem dúvida, o Robinho é um ótimo jogador. Mas escolheria o Dener. Acho que ele seria um dos melhores jogadores do mundo. Faltou apenas um pouco mais de tempo para que ele provasse isso”, comenta Mancini.
Fonte: www.futebolcariocaoficial.blogspot.com
Clubes
1989-1993: Portuguesa-SP
1993: Grêmio-RS
1994-18/04/1994: Vasco Gama-RJ
Títulos
Campeonato Gaúcho/ 1993
Campeonato Carioca/ 1994
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 29 Mai 2009
PERFIL DE HÉRCULES DE MIRANDA
Hércules de Miranda, considerado o melhor ponta-esquerda de toda a história do Fluminense Football Club, ganhou com justiça o apelido de “Dinamitador”, devido ao seu chute fortíssimo. O apelido pegou a partir de 1936, quando se consagrou definitivamente no Rio de Janeiro, graças a seus gols de falta. Segundo o cronista esportivo Geraldo Romualdo da Silva, Hércules tinha “um canhão no pé esquerdo e um míssil no direito”. Hércules nasceu em Guaxupé (MG), no dia 2 de julho de 1912 e morreu no Rio de Janeiro, em 03 de setembro de 1982.
Sua carreira começou na várzea paulista, e de 1930 a 1934 ele jogou no Juventus, de onde Paulo Machado de Carvalho o levou para o São Paulo da Floresta. Houve a dissolução do clube e Hércules passou a atuar no Independente, time de exibição em São Paulo, ao lado de Friedenreich, Araken e Orozimbo.
A torcida carioca o viu pela primeira vez no dia 7 de janeiro de 1934, em São Januário, onde cariocas e paulistas decidiam o título brasileiro e ele fez o gol da vitória paulista na prorrogação, depois do empate por 1 x 1 no tempo regulamentar. Como tinha passe livre, foi contratado pelo Fluminense.
A estréia de Hércules no clube carioca se deu no dia 12 de junho de 1935, na vitória sobre a Portuguesa de Desportos por 3 X 1. Para jogar no Fluminense, recebeu 10 contos de réis, uma fortuna na época, e passou a formar um grande elenco com Batatais - Ernesto Santos e Machado – Marcial - Brant e Orozimbo – Sobral - Russo - Gabardo e Vicentini.
Após a Copa do Mundo no Uruguai, os clubes brasileiros começaram a se profissionalizar, e no Fluminense o responsável por este trabalho foi o visionário presidente Oscar Alaor Prata, que trouxe para o time a base da fortíssima seleção paulista.
Em 1936, o elenco contava, entre outros, com o versátil e criativo centroavante Romeu e com o ponta-esquerda Hércules. Neste ano, Flamengo e Fluminense terminaram o Campeonato Carioca empatados em número de pontos e tiveram que decidir o título em uma melhor de três. Após um empate por 2 X 2 no primeiro jogo e uma vitória tricolor por 4 X 1 no segundo, o troféu foi para as Laranjeiras com o resultado de 1 X 1 no terceiro e decisivo confronto.
No ano seguinte, o meio-campista Elba de Pádua Lima, mais conhecido como Tim, chegou como um grande reforço para o grupo, formando um ataque avassalador ao lado de Romeu e Hércules. Inteligente, goleador e com um drible desconcertante, Tim se tornou o destaque do time e um dos maiores jogadores da história do Fluminense. No Estadual de 37, o Tricolor foi campeão com uma campanha irrepreensível: 17 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Sob a bututa de Tim, a equipe não teve dificuldades para se sagrar tricampeã estadual em 1938.
A seqüência de títulos só foi interrompida em 1939, quando o Flamengo, comandado por Leônidas, venceu o Carioca. Nos dois anos seguintes o Tricolor venceu o torneio estadual. De todas as decisões, a mais famosa aconteceu em 1941, no jogo que ficou marcado como o Fla-Flu da Lagoa. Para à equipe das Laranjeiras bastava o empate para garantir o título. Por isso, os jogadores chutavam a bola para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Os remadores do Rubro-Negro tinham que buscá-la de barco, pois não havia bolas para reposição. A tática deu certo. No fim, o empate de 2 X 2 e o bicampeonato conquistado pelo Fluminense.
Hércules vestiu a camisa do tricolor carioca por 176 vezes entre 1935 e 1942, fazendo 164 gols em 176 jogos, uma média de quase um por partida, sendo até os dias de hoje, o quarto maior artilheiro da história do Fluminense. Pelo Fluminense, foi campeão carioca em 1936, 1937, 1938, 1940 e 1941.
O auge de sua carreira aconteceu no tricampeonato de 1936, 37 e 38, quando se tornou o artilheiro absoluto da campanha com 56 gols (23, em 1936; 23, em 1937; e 10, em 1938). Em 1940, foi de novo o artilheiro do time com 12 gols.
Em 1941, teve seu último ano de glória no Fluminense. Foi quando surgiu o jogador Carneiro, que passou a dividir com ele a ponta-esquerda. Em 1942, transferiu-se para o Corinthians paulista, onde jogou ao lado de seu amigo Domingos da Guia, um dos zagueiros que mais trabalho teve para marcá-lo, vindo a encerrar a carreira um ano depois, voltando para o Rio de Janeiro onde exerceu a profissão de corretor imobiliário. Com a camisa corinthiana, Hércules fez 73 partidas e marcou 53 gols.
A sua passagem pelo Fluminense também ficou marcada fora dos gramados. Ele se casou com uma associada branca do clube, o que fez com que a diretoria tricolor proibisse o ingresso de atletas nos quadros sociais da entidade. Os dirigentes diziam que “Hércules tinha de saber qual era o seu lugar - lugar de empregado, lugar de mulato, lugar de crioulo”. Felizmente, Hércules se deu bem na vida e ao pendurar as chuteiras, em 1946, já era dono de casas e terrenos em São Paulo.
Pela Seleção Brasileira, Hércules fez seis partidas e três gols, tendo jogado duas partidas na Copa do Mundo de 1938. Em 1938, Hércules foi à Copa do Mundo, na França. Em sua trajetória de 15 anos pelos gramados, Hércules jogou pelos seguintes clubes: Juventus-SP (1928-1934); São Paulo da Floresta (1935); Fluminense-RJ (1935-1941) e Corinthians Paulista (1942-1943). Foi campeão carioca nos anos de 1936, 1937, 1938, 1940 e 1941. Foi artilheiro do campeonato carioca em 1936.
Fonte: ídolos do Futebol
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Mai 2009
CAUSOS DE PERÁCIO II
O ano era de 1939. O jogo Brasil e Argentina pela Copa Roca.
Quando o placar estava em 2x2, o juiz brasileiro, Carlos de Oliveira Monteiro, o Tijolo, marcou um pênalti contra os argentinos. Houve uma forte reclamação dos portenhos e quando eles partiram para cima do arbitro, a policia entrou em campo e baixou o sarrafo nos argentinos. Com um clima muito tenso, nossos adversários preferiram deixar o campo.
O pênalti estava mantido e Perácio indicado para cobrar com o gol vazio. O novo técnico do Brasil, Carlito Rocha, entrou em campo e disse para Perácio – “Chute bem no cantinho”.
Perácio ficou sem entender – Mas seu Carlito, o gol está vazio!
- “Não interessa, chuta no cantinho”.
E com o gol escancarado a sua frente, ele se preparou para a cobrança.
E se chutasse no cantinho e a bola fosse para fora ?
E se chutasse forte e a bola passasse por cima do travessão ?
Com essas duvidas, Perácio começou a ouvir a torcida gritar –
“Devagar, Perácio, e no centro !
Ele ouviu. Partiu para a bola e chutou no centro tão devagar que a torcida ficou na expectativa se a bola ia mesmo entrar. E todos viram a bola ultrapassar na linha de gol pouco mais de um palmo.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Mai 2009
CAUSOS DE PERÁCIO I
Quando jogava futebol Perácio gostava de ouvir os locutores gritarem –
“Goooool de Perácio ! “
Ele sempre teve uma mania de possuir automóvel, sempre que possível, o carro do ano. Como estava jogando e não podia ouvir o grito de gol, Perácio comprou o melhor rádio de automóvel que havia no Rio de Janeiro. Assim, no dia do jogo, ia para o campo, deixava o carro estacionado numa vaga, tendo o cuidado, antes de trancá-lo, de ligar o rádio e deixá-lo bem alto. Inutilmente, apesar das precauções, não conseguia ouvir, uma só vez, o locutor gritar – Gooooooool de Perácio.
Também não conseguia entender. Só que ele estava dentro do campo, o carro lá fora, longe do campo e quando ele marcava um gol e, quase sempre, marcando mais de um, não ouvia nada. E Perácio desabafou – “Não adianta. Comprei o rádio errado”.
Apesar disso, agora, se pode fazer inteira justiça a Perácio, que era um sujeito bem avançado, na verdade, acima da sua época. Se fosse nos dias de hoje, ele voltaria para casa em seu carro, ouvindo várias vezes o grito de …goooool de Perácio… e em sua residência iria rever muitas vezes, o seu gol da televisão.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Mai 2009
A HISTÓRIA DE ZÓZIMO
Zozimo Alves Calazans nasceu na cidade baiana de Plataforma no dia 19 de julho de 1932.
Aos 16 anos de idade foi para o Rio de Janeiro jogar pelo São Cristovão e depois foi contratado pelo Bangu.
Por 14 anos ficou em Moça Bonita vestindo a camisa alvirubra do clube banguense.
No Bangu não conseguiu nenhum titulo nacional. Mas seria para sempre seu maior ídolo.
Jogava de cabeça erguida como os grandes craques. A bola estava sempre nos seus pés, sob controle.
Ele a encarava e sabia sempre o que estava fazendo. Seus companheiros de time entendiam o recado de um simples olhar. Zozimo era mais que inteligente: andava com elegância, tanto no gramado como na rua.
Foi convocado para a seleção de 1958 e participou da Copa do Mundo de 1958 como reserva de Orlando. Em 1962, aos 30 anos, virou titular absoluto na Copa do Chile. Zozimo jogou 36 vezes pela seleção brasileira. Ganhou 25 jogos. Empatou seis e perdeu cinco partidas. E não foi só bi campeão mundial, também ganhou a Taça Bernardo O’Higgins em 1955. A Taça Atlântico em 1956 e três vezes a Taça Osvaldo Cruz nos anos de 1956. 1958 e 1962.
Em 1966 saiu do Bangu e foi para a Esportiva de Guaratinguetá. Três meses, em um salto espetacular, se transferiu para o Flamengo. Jogou na Gávea por um ano e em 1968, aos 36 anos foi para o Sport Boys do Peru. Lá, se aposentou e retornou ao Brasil. No dia 13 de outubro de 1977, Zozimo Alves Calazans morreu em um desastre automobilístico aos 45 anos de idade. Hoje, o Bangu caiu no ostracismo e está ameaçado até de perder sua sede para uma igreja evangélica. Zozimo permanece como a lembrança de um tempo distante de orgulho em vermelho e branco.
Clubes
1948-1950: São Cristovão-RJ
1951-1965: Bangu-SP
1965: Flamengo-RJ
1965-1966: Portuguesa-SP
1966: Esportiva de Guaratinguetá-SP
1966-1967: Sporting Cristal de Lima - Perú
Títulos
Copa O’Higgins: 1955
Copa Atlântica: 1956
Copa Oswaldo Cruz: 1956, 1958, 1962
Copa do Mundo: 1956, 1958, 1962
Torneio do Rio: 1957
Fonte: ídolos do futebol
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Mai 2009
A VIDA DECADENTE DE MARCO ANTONIO FELICIANO

Miséria e solidão: estas duas palavras definem bem o fim de um dos melhores laterais esquerdo do futebol brasileiro. Desgraça e tragédia: este destino ameaça mais um desses homens que um dia dormiram ídolos e acordaram esquecidos. Esta é a história de um personagem de mil caras. Na bola, agressivo. No jogo de cartas, sua grande paixão, calculista, sempre a espera do blefe. No jogo da vida, um eterno vencedor, pelo menos nisso, ele acreditava, por isso apostou tudo de uma só vez. Estamos falando de Marco Antônio Feliciano, lateral esquerdo campeão do mundo em 1970 e que defendeu os grandes clubes do Rio de Janeiro. Ele carrega sobre os ombros sérias e severas acusações. Jamais dormiu antes das cinco da manhã, Rei do samba e das boates de strip-tease, fumante inveterado, bebedor de uísque e cuba libre, mau negociante, recordistas de atraso em treinos, dono da maior coleção de óculos escuro do Rio de Janeiro, seu disfarce oficial depois das noites passadas em claro. Enfim, um anti-atleta salvo pela técnica.
Fama não lhe faltava e ele aceitava como verdadeiras muitas das acusações. Era fácil demais notar naquele rosto de olheiras, naquelas mãos sempre com um cigarro fumegando, naqueles carros do ano, que algo não ia bem. Em campo, ajudado pelo biótipo, Marco Antônio dava conta do recado. Fora, dava conta de si mesmo. Seu roteiro era por demais conhecido: uma passadinha pelo Pavão Azul, velho boteco da Rua Hilário de Gouveia, em Copacabana. Depois uma romaria pelas boates de strip-tease do Leme. Mulheres jamais lhe faltaram, os amigos aumentavam dia a dia e a noite era curta para tantos embalos.
E como treinar ? Como chegar cedo e bem disposto no clube ? Aquela hora, os amigos dormiam. E com dinheiro no bolso, a conta era sempre de Marco Antônio. Mas havia outro amigo “pedra noventa”, desses que não falham: Cafuringa, ponta direita que na sua época desfilava pelas ruas do Rio de Mercedes e, quando largou o futebol, passou a andar de ônibus. Muitas vezes, o supervisor do Fluminense, pegava Marcos Antônio nas mesas do Carioca, uma casa de jogo. Ele era a própria imagem do vicio. O lateral foi ruim para ele mesmo. Levou uma vida desregrada e no fim de carreira, sem dinheiro, sem amigos e até, sem a própria vontade de viver. Marco Antônio foi um craque que acabou como muitos outros grandes craques: esquecido, pobre, angustiado e solitário. Dos jogos de cartas, dos negócios malfeitos, das farras nas boates, sobrou um homem só e falido.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 27 Mai 2009
PERFIL DE ARAKEM PATUSKA
Arakem Patuska da Silveira nasceu no dia 17 de julho de 1906 na cidade de Santos em São Paulo. Começou jogando no Santos em 1920 onde permaneceu até 1930. No ano seguinte foi para o São Paulo e lá ficou até 1934 quando retornou ao Santos. Também jogou no Flamengo do Rio em 1937 onde encerrou sua carreira. Antes de Pelé era o jogador mais famoso da Vila Belmiro. Jogava pela meia esquerda de estilo elegante, dribles bonitos, passadas rápidas. E mais do que tudo isso, tinha uma incrível visão de gol, e era uma verdadeira temeridade dar-lhe espaço próximo a área.
Foi artilheiro absoluto do campeonato paulista de 1927 quando atuava pelo Santos. Quando voltou para o Santos, foi campeão paulista em 1935. Arakem jogou no ataque santista que, em 1927, marcou mais de cem gols no campeonato. Ele marcou 31 gols.
Disputou a Copa do Mundo de 1930 como o único paulista da seleção. Problemas políticos no futebol brasileiro impediram que o Brasil enviasse a Montevidéu seus grandes jogadores. Arakem desobedeceu ordens superiores, teve que inventar sua transferência para o Flamengo, e se apresentou a seleção para disputar sua primeira copa do mundo. Aliás, este episódio prejudicou sua carreira na seleção. Ele foi considerado um jogador rebelde. Mas isto não impediu que ele fosse um dos mais festejados atacantes do futebol brasileiro da sua época e se tornasse uma verdadeira lenda com a camisa de alguns dos nossos principais clubes.
Em 1925 reforçou a equipe do Paulistano quando o clube brasileiro realizou uma maravilhosa temporada por gramados europeus e voltou invicto. Um time que foi chamado pelos jornais franceses de “Os Reis do Futebol”. Arakem Patuska faleceu no dia 24 de janeiro de 1990.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 27 Mai 2009
Perfil de Sócrates

Sócrates Brasileiro de Souza Vieira de Oliveira, esse é o nome do grande jogador do futebol brasileiro. Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1954 na cidade de Belém, no Pará. Começou jogando futebol em 1973 pelo Botafogo de Ribeirão Preto onde ficou até 1978. Depois se transferiu para o Corinthians, jogou ainda na Fiorentina da Itália, no Flamengo e no Santos, onde encerrou sua carreira.
Era um atacante de incrível frieza em suas jogadas. Tinha um grande visão de jogo, muita habilidade e categoria. Tudo isso somado ao fato de que estudava medicina justificava que fosse chamado pela imprensa brasileira, de Doutor. Nunca foi um atleta e nem tinha compleição física para isso. Entretanto, foi sem duvida um dos mais habilidosos jogadores do futebol brasileiro dos anos oitenta. Formou com Cerezo, Falcão e Zico um meio campo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982. Graças a esse meio campo, nossa seleção foi considerada, mesmo perdendo, a melhor da Copa.
Sua jogada característica era o toque de calcanhar. Foi o grande ídolo do Corinthians nos oitenta oitenta e líder da chamada “Democracia Corinthiana”. Foi campeão paulista pelo Corinthians nos anos de 1979, 1982 e 1983. E campeão carioca pela Flamengo em 1986. Como os melhores jogadores do Brasil de sua época, Sócrates também jogou no futebol italiano. Vestiu a camisa da Fiorentina, mas não conseguiu muito sucesso, exatamente pela sua pouca afeição à vida de atleta. Era mais um artista, que jogava futebol por puro deleite.
Foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez em 1979 e fez sua estréia na goleada contra o Paraguai por 6x0. Pela seleção jogou 63 vezes e marcou 25 gols. Se o grego foi sábio na filosofia, o nosso Sócrates foi, sem duvida, um sábio no futebol.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 25 Mai 2009
RICKY RICHARD! A Gazela Negra!
Corria o ano de 1984, o campeonato brasileiro havia terminado e logo após a Taça Heleno Nunes deu-se inicio o campeonato baiano daquele ano, que começou como nos dois últimos anteriores para a equipe do Esporte Clube Vitória de maneira trágica pois desde do vice-campeonato de 1981 quando o Bahia retomou as rédeas da competição e a equipe rubro-negra nem chegou a disputa dos títulos em 1982/1983 vendo Galicia e Catuense assumirem o seu lugar. Em 1984 logo na abertura do campeonato uma derrota para o Ypiranga por 2 a 0,e o sofrimento estava apenas começando logo em seguida derrotas para Catuense por 1 a 0 e Serrano também pelo mesmo escore, depois de um empate em casa contra o Itabuna em 1 a 1 uma nova serie de derrotas para Leônico por 3 a 1 e para o Fluminense de Feira por 2 a 1 a diretoria resolveu ir atrás de reforços e do América/RJ desembarcaram em Salvador os jogadores de ataques Framber e o nigeriano Ricky Richard este veio de contra peso ao mesmo tempo um jogador talentoso de familia nobre que jogava futebol por prazer e resolveu tentar o profissionalismo, conhecido como Lula Mamão, a estréia deste trio foi um batismo de fogo pois a equipe enfrentou o Bahia o todo poderoso na época, e para a surpresa geral o Vitória segurou a peteca e conseguiu um empate com Ricky jogando muito marcando o gol da equipe e dando um calor na dupla de zaga do tricolor, Edson Soares e Amadeu sofreram com a velocidade de Ricky que logo ganhou a alcunha de “A Gazela Negra” devido a sua velocidade, força e impulsão nas bolas aéreas, esta devidamente apresentado o novo ídolo da torcida rubro negra.
Logo em seguida uma boa seqüência de vitória elevaram a moral do time e contagiou a torcida que voltava a comparecer ao velho Estádio da Fonte Nova, Ricky voltou a marcar em mais dois BA-Vis que terminaram também empatados mais não foram o suficiente para levar o time as finais daquele ano, mais Ricky conseguiu marcar 15 gols mesmo com jogos a menos e terminou empatado com Osny do Bahia.
Ricky entrou para a galeria de estrangeiros que ficaram no coração da torcida rubro-negra assim como Fischer e Petkovic.
Para o ano seguinte o Vitória adquiriu o passe do nigeriano deixando a massa vermelha e preta baiana em extase e esperança, e como o clube estava fora das competições nacionais a direção nos bastidores agilizava reforços e jogos amistosos para dar um entrosamento para a equipe, vieram do Flamengo/RJ o volante Bigu e o ponta Heider, do Cruzeiro o meia Ivan Formiga e o zagueiro Alexandre Neto, com mais alguns valores da base como o goleiro Demilson e o zagueiro Fernando e o polivalente Dema, mais o ex-ponta Jesum ídolo do Bahia nos anos 70, em junho deu para ver uma previa que seria o time no campeonato baiano, vencendo o Bahia por 1 a 0 com um golaço de Jesum de falta, e o Bahia estava a todo pique no nacional chegando a ser uma sensação do brasileiro. Logo na largada do baianão uma goleada sobre o Botafogo/BA por 4 a 0 com dois gols de Ricky o time empolgava com “A Gazela Negra” balançando as redes em todos os jogos, numa tarde ilumina Ricky marca 4 gols na goleada de 5 a 1 diante o Serrano, no primeiro Ba-Vi deu rubro negro 2 a 0 com Ricky deixando sua marca de carrasco tricolor, foi uma campanha primorosa com apenas deslizes nos outros clássicos diante o Bahia quando empatou um e perdeu os outros dois, a campanha foi coroada na noite de 20/12/1985 numa vitória de 2 a 1 sobre a Catuense e o título estava conquistado, no ano seguinte Ricky já era cobiçado por equipes da França e Portugal, o Vitória fez de tudo para segura-lo mais não houve condições diante os dólares do Lê Havre da França, mesmo assim pelo campeonato de 1986 ele saiu dividindo a artilharia do certame com Cláudio Adão do Bahia como 8 gols, a torcida ficou com muitas saudades e voltou a ver o time voltar a ser medíocre e o Bahia seguir conquistando títulos por aqui, em 1994 ele voltou a defender a equipe por alguns jogos mais já sem o mesmo faro de gol e velocidade de oito anos passados, foram apenas dois gols no brasileiro, mais ele tem o nome marcado na galeria de ídolos do Vitória ao lado de André Catimba, Quarentinha, Fischer, Osny, Mario Sérgio, Bigu, Romenil, e outros grandes nomes que vestiram a camisa do rubro negro baiano.
Time campeão de 1985 com Ricky & Cia.
Números de Ricky Richard no Vitória
1984 – 15 gols jogos oficiais e 5 gols em jogos amistosos
1984 – 22 gols jogos oficiais e 11 gols em jogos amistosos
1986 – 08 gols jogos oficiais e 2 gols em jogos amistosos
1994 – 02 gols jogos oficiais
Total de gols: 65 gols em 79 jogos
Média: 0.82 gols por partida
Títulos: Campeonato Baiano de 1985
Maior numero de gols em um só jogo: 4 gols contra o Serrano em 1985 e contra a Seleção de Serrinha em jogo amistoso em 1985.
Fontes: Textos Galdino Silva
Pesquisa: Esporte Clube Vitória 100 anos
Fotos: Arquivo do ex-jogador Nenga
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 22 Mai 2009
APARÍCIO VIANA E SEUS CAUSOS
Se o jogo era difícil Aparício botava o 38 na mala e caminhava para o campo. Se o jogo era maré mansa, ele levava com piadas. Estádio Passo de Areia, em Porto Alegre. A torcida juntinho ao campo. Internacional e São José era o jogo. O juiz, Aparício Viana. Ele marca um escanteio contra o São José e um torcedor não fez por menos – Aparício, seu gato. Eu te conheço.
Aparício interrompe o jogo. Põe o apito no bolso. Jogadores e torcedores aguardam. Silêncio. Aparício se aproxima do alambrado, chega bem perto do torcedor que gritou. Abre os braços, atira a barriga para frente, e grita para que todos ouçam – E daí ? Vantagem era eu te conhecer.
Foi uma gozação geral em cima do pobre torcedor e o jogo virou festa. Atitudes como estas eram típicas de Aparício Viana. Um homem que sempre fez questão de deixar a sua marca em qualquer acontecimento – Tudo na vida é sério, mas tudo pode ser encarado com bom humor. Basta escolher o momento.
No futebol ele foi tudo: juiz, jogador, técnico e até presidente de clube. Era uma figura popular, quase folclórica.Muitos podem discordar de suas opiniões, mas poucos se colocam abertamente contra ele.
Aparício não gostava de atacantes canela-de-vidro. Num outro Internacional e São José, ainda no Passo da Arena, a dupla de área Almir-Osmar deixava cair a madeira. O centro avante do Internacional Larry, se irritou e partiu para cima do Aparício – Baixinho, desse jeito não dá para entrar lá.
- Não dá ? Então não vá. No momento que der, me avisa e troca comigo. Tu sabes que eu bato com as duas.
Mas da mesma maneira que tirava sarro, Aparício virava fera. Principalmente no começo de sua carreira como juiz. Chegou até a merecer o apelido de “terremoto”.
Em 1943, um Grêmio e Cruzeiro. No começo do jogo, Aparício apita um pênalti para o Grêmio. Os jogadores do Cruzeiro resolveram impedir a cobrança. Aparício avisou – Se não bate o pênalti acabo o jogo.
Os jogadores para cima de Aparício e a policia entrou em campo – Querem saber de uma coisa. Agora quem se irritou fui eu. Até loguinho.
Aparício, entre os policiais a cavalo, saiu debaixo de vaias e pedras.
Outro jogo em Bajé, o time do mesmo nome jogava o clássico local contra o Guarani – Expulsei o jogador Balejo, o xodó da torcida do Bajé. Quando o jogo terminou, a torcida partiu para cima de mim. Quando pessoal chegava perto eu sacava o 38 e todo mundo recuava. Quando eu guardava o revolver, eles partiam prá cima novamente. Aí pensei: só saiu dessa se atirar num deles. O que me salvou foi a tradição: em jogo dos dois times era de lei quebrar o pau entre suas torcidas. Quando a torcida do Guarani partiu para a briga com a do Bajé, eu tratei de sair de fininho.
Aparício Viana também apitou futebol em Pernambuco e foi técnico no Rio Grande do Sul. Quando treinava o Força e Luz foi vice campeão gaúcho em 1947 e 48.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 13 Mai 2009
A HISTÓRIA DE DJALMA SANTOS
No Brasil, há o preconceito de não ter preconceito racial. Isso é claro e inconfesso. E está no futebol que é, disparado, o mais retinto dos esportes. Na Copa de 1958, Didi – único negro a jogar desde o início da competição – só entrou porque Moacir, o reserva, também era preto. E, sem base científica alguma, a cartolagem pensava: Os negros não têm controle emocional. Várias vezes, Djalma Santos – o ala que anulou o sueco Skolund, o melhor ponta dessa Copa do Mundo – foi vítima de racismo. Certa vez, em um estádio paulista, alguém o xingou de crioulo sujo. E, quando ele fazia um arremesso manual, o mesmo cretino que o apupara lhe atirou algo, e ao fazê-lo, sem querer, também sacudiu junto um anel. Sereno, Djalma recolheu a peça, foi ao alambrado, entregou-a ao racista e disse sorrindo um elegante “tudo bem”.
Esse paulistano, nascido Djalma dos Santos, em 27 de fevereiro de 1929, fez-se atleta profissional graças a um acidente que o impediu de ser piloto de avião – pelo gosto do pai, que foi soldado de polícia, ele seria militar. Djalma era operário calçadista, estudava à noite para ser aviador civil e batia bola em times do bairro da Quarta Parada, em São Paulo, capital. Mas Santos, como o tratavam, queria mais. E a Portuguesa de Desportos o fez center-half em 48. Dessa posição, ele se deslocou para a lateral-direita com a chegada de Brandãozinho ao clube do Canindé. Outros craques dessa Lusa eram Julinho e Pinga. Em 1952, eles deram ao Brasil o campeonato pan-americano jogado no Chile, um certame nacional de seleções estaduais aos paulistas e o torneio Rio-São Paulo – este, bisado em 55 – à própria Portuguesa do treinador Osvaldo Brandão.
Desde cedo, Djalma se notabilizou como o primeiro brasileiro a fazer da cobrança de lateral um cruzamento – e os atacantes do seu time corriam para a área adversária a fim de escorar o passe, contando sempre com a força de suas mãos. A essa altura, o ídolo negro da Lusa do Canindé já era titular absoluto da lateral-direita na seleção nacional. E aprimorava o saudável hábito de ser um beque ofensivo, indo com prudência, agilidade e precisão ao ataque.
Por isso, em 1954, na Suíça, mesmo com o escrete derrotado, Djalma Santos foi eleito o maior ala do mundo – sendo o único brasileiro a entrar na seleção desse Mundial. E se revelara batedor de pênalti – contra a Hungria, perdendo por 4 a 2, o primeiro gol brasileiro fora dele, de penalidade máxima. Em 58, na Suécia (onde só fez o último jogo – exatamente contra os donos da casa –, foi campeão e escolhido como o lateral-direito da Copa), Djalma esbanjou lealdade, disciplina, saúde e rapidez. Nele, sobretudo, sobressaía a técnica apurada, que o levava a dribles dentro da pequena área, a fazer embaixadas e outros lances de efeito. Para coroar esse 1958, ele casou com Mercedes, que lhe daria uma filha, hoje médica.
Na Lusa, Djalma ainda é visto pela crítica como o craque do clube no século 20. E lá ficou até maio de 1959, data em que se transferiu para o Palmeiras. No Parque Antarctica viveu o auge da carreira. A começar pelo título estadual no ano de estréia. A seguir, em 60, também vencendo a Taça Brasil, feito repetido por ele e o clube em 1967. Assim, quando seu nome foi visto entre os que iam a Copa do Mundo de 62, o povo o escalou para ocupar uma das alas. E o técnico Aimoré Moreira, para trazer o troféu de bicampeão, satisfez a vontade geral. Nessa Copa, pela terceira vez consecutiva, Djalma seria aclamado o lateral-direito do planeta. Com apenas 1,71 m de altura e aos 33 anos, ele era ágil e ótimo no cabeceio, quase não perdendo bolas aéreas. Ainda atuou duas vezes no Mundial de 1966, na Inglaterra, encerrando a estada no escrete em 68, com 98 jogos oficiais – Taffarel e Dunga foram os jogadores brasileiros que mais vestiram a camisa do selecionado nacional, até 2004.
Além desses títulos, eis outros ganhos por Djalma no Palmeiras: os estaduais de 1963 e 66, torneios externos (México e Itália em 63) e nacionais (Rio-São Paulo/65 e Roberto Gomes Pedrosa/67) – este, o atual Campeonato Brasileiro –, sendo vice da Libertadores da América de 60 e 68. Afora Djalma, no alviverde paulistano cintilavam as estrelas de Ademir da Guia, Julinho, Valdir de Moraes e Djalma Dias – nomes que ainda fazem sonhar. De 1959 a 68 – o tempo que ele esteve no Parque Antarctica – existiu a primeira Academia palmeirense, que era de fato a única equipe a se contrapor àquele supertime santista de Pelé, Carlos Alberto, Gilmar, Mauro, Pagão (ou Coutinho) e companhia.
Após a 498ª partida pelo Palmeiras, em 68 Djalma quis parar. No entanto, a pedido do Atlético Paranaense adiou o intento. E foi para Curitiba, onde – com Bellini, seu parceiro de escrete, também em fim de carreira – nesse ano fez-se vice-campeão no Paraná. E em fevereiro de 1971, após fazer rubro-negro o título estadual de 70, parou efetivamente de jogar. Ano seguinte, Djalma Santos foi técnico do próprio Atlético. E a seguir treinou times na Bolívia e no Peru. Pela experiência acumulada, desde então esse treinador viu que os pupilos ideais eram as crianças e aceitou ir para a Arábia Saudita para ensinar futebol aos meninos. O mesmo fazendo na Itália, até a repatriação.
No Brasil, ele só soube o quanto era ídolo depois de ter deixado as canchas. E a partir de uma enquete feita pelo Palmeiras com 10 mil torcedores. Djalma teve quase 75% dos votos como o lateral-direito alviverde de todos os tempos – ficando Cafu com 19% e em segundo plano. Outro reconhecimento: em júri popular, a aguerrida massa atleticana deu a maioria dos votos para fazê-lo o melhor atleta do rubro-negro paranaense no século que passou. E no resto do mundo Djalma Santos até hoje também é lembrado.
Trabalhando com crianças – em especial, carentes –, ele virou funcionário da mineira Prefeitura de Uberaba, onde coordenaria as escolinhas de futebol. Lá, com a eficácia que o identificara, tocou o projeto Bem de rua, bom de bola, reunindo garotos e garotas pobres da cidade. Porém, Djalma condicionando: só joga quem estuda. E nisso residiu o mérito dessa sua lida socialmente gratificante.
Mesmo na velhice, o ex-craque não parou de bater bola. Na folga dos domingos, ele reunia outros coroas para um racha. Após a pelada, pescando no Rio Grande, falava solidário que as relações de trabalho no futebol ainda são de senhor e escravo. Ou dizia causos do seu tempo. Um deles, de 1951, quando caiu de uma mureta no mar de Bósforo, na Turquia, e deu vexame. No entanto, quase não caía em campo, era bem-posto, com preparo físico. E esbanjou disciplina: Djalma Santos jamais foi expulso de campo. Por temperamento e categoria, ele não precisava apelar.
Têxto de Antonio Falcão
Chegou ao Palmeiras como campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1958; titular da Portuguesa de Desportos deste 1949 até ser negociado com o Palmeiras. Permaneceu no clube 10 anos conquistando vários títulos, transferindo-se para o Atlético Paranaense no final de 1968.
Djalma Santos foi o jogador que mais vestiu a camisa da Portuguesa, disputando 453 jogos. Foi ele também o primeiro jogador a completar 100 jogos com a camisa do time.
Historia do Futebol Parte II & Perfis Gilvanir Alves em 11 Mai 2009
ZINHO, 22 TÍTULOS EM 20 ANOS.
ZINHO, 22 TÍTULOS EM 20 ANOS.
Jogador ensaia adeus após brilhar no Flamengo, Palmeiras, Japão, Grêmio e Cruzeiro.
Nove de março de 1986. Lá se vão quase duas décadas Zinho substituiu Adílio no jogo em que o Flamengo derrotou o Mesquita por 3 a 1, pelo Campeonato Carioca, em Niterói, fazendo sua estréia como profissional. Semana passada, o jogador, de 36 anos, fez questão de esclarecer que não deixou o futebol, pois ainda pretende defender o Nova Iguaçu, da segunda divisão do Rio, mas despediu-se definitivamente do Rubro-Negro, começando a preparar o seu adeus. Naquele primeiro jogo, lá estavam pelo menos três craques – Jorginho, Aldair e Bebeto – que seriam campeões mundiais ao seu lado, em 1994, com as Seleções Brasileiras, pela qual Zinho fez 57 jogos e seis gols entre 1989 e 1998.
Agora, com a camisa laranja do time da Baixa Fluminense, o jogador tentará conquistar o 23º título de sua carreira. Cinco dos quais foram do Campeonato Brasileiro, do qual detém o recorde de participações da história – são 369.
O Mesquita, hoje esquecido, está definitivamente marcado na história de Zinho, pois foi contra o alvinegro, no returno daquele Carioca de 1986 – que também acabou em 3 a 1- que o jogador atuou pela primeira vez como titular do Flamengo. Dali em diante, o atacante calçou as botas sete léguas que levaram a brilhar também no Palmeiras, no japonês Yokohama Flügels, no Grêmio, mais uma vez no Verdão, no Cruzeiro e de novo no Rubro-Negro, até o Fla-Flu que decidiu a Taça Rio. Mas ainda não acabou.
Zinho enumera os gols inesquecíveis: o primeiro de Flamengo 2 a 0 América-RJ (Brasileiro de 1986), o primeiro de Palmeiras 4 a 0 Corinthians (Paulista de 1993), o segundo de Grêmio 3 a 1 Corinthians (Copa do Brasil de 2001) e o primeiro de Cruzeiro 2 a 1 Paysandu (Brasileiro de 2003).
A estes três últimos jogos, Zinho acrescenta ainda Flamengo 2 a 2 Botafogo (Brasileiro de 92) e Brasil 0 a 0 Itália (Copa do Mundo de 94) para citar os cinco principais dos seus 20 anos gloriosos de carreira.
Fonte: Revista Lance A+ de 2005.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 09 Mai 2009
A HISTÓRIA DE PREGUINHO
João Coelho Neto, também conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1979) foi um futebolista brasileiro.
Clubes em que jogou: Fluminense (RJ) (1925 a 1935 e 1937 a 1938).
Preguinho como jogador de futebol, jogou unicamente no Fluminense (RJ), de (1925 a 1935 e 1937 a 1938), clube ao qual se dedicou toda a sua vida, já que sua familia era uma das mais influentes do clube, já antes dele nascer, tendo sido matriculado como sócio número 20 do Tricolor.
João Coelho Netto foi um atleta completo[1]. Disputou oito modalidades de esportes pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo.
Preguinho entrou como jogador de futebol para a galeria dos grandes ídolos do Fluminense e do Brasil. Foi autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, em jogo contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1930, em época em que seu apelido era Prego, sem o diminutivo.[2] Ainda no Século XXI é um dos artilheiros do Fluminense com 184 gols marcados e seu segundo maior cestinha de basquete.
Foi o artilheiro do Fluminense nos campeonatos cariocas de 1928, 1929, 1930, 1931 e 1932, sendo que em 1930 e 1932 foi o artilheiro do Campeonato Carioca.
Ele sempre se recusou a receber dinheiro do clube, permanecendo como amador mesmo após a profissionalização do futebol. Jogou por este de clube de 1925 a 1934. Em 1925, depois de nadar a prova dos 600 metros. e ajudar o Fluminense a ser tricampeão estadual de natação, foi de táxi às Laranjeiras a tempo de jogar contra o São Cristóvão e ganhar o título do Torneio Início. Trouxe para o Fluminense 387 medalhas e 55 títulos nas oito modalidades que praticava. Tais façanhas fizeram dele o mais festejado herói tricolor e, em 1952, o clube concedeu a ele o primeiro título de grande benemérito atleta, o que mais o orgulhou até a sua morte, em 1979. Um busto na sede do clube e o nome do ginásio são merecidas homenagens.
Era filho do escritor Coelho Netto, autor de livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube. Na vitória contra contra a Bolívia, pela Copa do Mundo de 1930 marcou dois gols e foi também o primeiro capitão da Seleção Brasileira. Há um depoimento seu sobre sua participação nesta Copa, no filme Futebol Total, dirigido por Carlos Leonam e Oswaldo Caldeira e produzido por Carlos Niemeyer e pelo Canal 100 e até o final de sua vida, Preguinho participou ativamente da política do Tricolor, sendo figura muito importante na política interna do Fluminense Football Club
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Abr 2009
UM ÁRBITRO DA PESADA
Do arbitro se exige físico perfeito, condições físicas excelente para o bom desempenho da missão. Até o controle médico se impõe. Muito bem. Pode um juiz de 135 quilos de peso ter condições para tanto ?
No campeonato brasileiro de 1944, o arbitro gaúcho Henrique Failice (foto) apitou o jogo Cariocas e Mineiros no pacaembú. Foi a estréia do arbitro numero um do Rio Grande do Sul. E no trabalho desse juiz tivemos os erros mais calamitosos já registrados na história da arbitragem em campos brasileiros. É verdade. Numa semi final de um campeonato tão importante se viu o gordo Failice fazer uma completa violação das regras do futebol.
Fonte: Esporte Ilustrado
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & (BAHIA) & Perfis Galdino Ferreira em 25 Abr 2009
DADÁ MARAVILHA NO BAHIA! FESTA, BATISMO DE GOLS, COROAÇÃO, TÍTULOS E MUITA ALEGRIA.
Em abril de 1981 o Bahia já havia iniciado a campanha para tentar recuperar a hegemônia do futebol baiano, perdida para o Vitória um ano antes. A diretoria que havia montado um time para disputar a Taça de Prata que era na epóca equivalente a segunda divisão nacional, mais que dava um acesso a Taça de Ouro no mesmo ano para equipes melhores colocadas até a segunda fase da Taça de Prata, o que favoreceu o Bahia de enfrentar naquele mesmo anos grandes equipes do nosso futebol como Corinthians, Ponte Preta e o Santa Cruz, no Santa jogava o folclórico centroavante Dario o Dadá Maravilha, o Peito de Aço e etc…, no inicio de abril daquele ano o Bahia precisava vencer o Santa Cruz por cinco gols de diferença, fato que realmente aconteceu, Bahia 5 a 0 e classificação, o time tricolor da boa terra tinha um bom elenco onde estavam o veterano goleiro Renato ex-Flamengo e Seleção Brasileira, Léo Oliveira ex-Santos, Osni o baixinho abusado, e Gilson Gênio na ponta esquerda, e um pequenino artilheiro Toninho Taino, ocorre que Taino saiu por que tinha sido emprestado pelo Taubaté e o clube baiano não teve cifras para pagar pelo passe do atacante heroi no 5 a 0 contra os pernambucanos.
Para suprir a saida dele o clube investiu no atacante Dadá Maravilha que desembarcou cheio de graças e frases aqui em Salvador e para a sua estreia ele prometeu logo fazer o “Gol Acarajé” na noite de 07/05/1981 contra o Botafogo, Dario fora bem marcado pelo zagueiro Ademilson porém num momento de vaçilo do becão ele parou no ar com dizia fazer e fuzilou de cabeça a meta do goleiro Jerry, era o primeiro gol de Dadá pelo Bahia, festa para os mais de 37.000 pagantes na Fonte Nova.
A empolgação tomou conta do Bahia e do próprio Dario que para o jogo seguinte contra o Galicia, prometerá fazer o ” Gol Palco”em homenagem a Gilberto Gil, o gol não saiu e Dadá ficou sem balançar as redes por dois jogos, no dia 25/05 na goleada contra o Leônico finalmente saiu o gol “Palco” logo depois veio o “Gol Laranja Mecânica” contra Catuense na final da fase do turno.
Para o primeiro Ba-Vi o que não poderia ser diferente Dadá promete fazer o “Gol Topázio” promessa comprida, dai por diante foi uma festa de batismos de gols “Bem-te-vi, Cacau, Reluz, Motorista em 25/07 contra o Vitória, no dia 05/08/1981 faz o gol Beija-Flor na goleada que deu o primeiro turno ao Bahia na vitória de 8 a 1 sobre o Leônico.
No dia 30/08/1981 era o um domingo a tarde de festa para o Bahia, tarde de Ba-Vi e dia de coroação homenagem de Lourinho antigo chefe da torcida do Bahia, que mandou fazer uma coroa para presentear Dario que antes da partida passou a ser o novo rei tricolor com coroa, manto e cedro porém o Vitória não quis saber de coroação e venceu poor 2 a 1 com dois gols de Silva o “Rei da Tarde”.
No dia 04/10/1981, Dario sofreu um seria contusão no jogo contra o Ypiranga, numa disputa de bola pelo alto, após cruzamento de Alves houve um choque violento com o zagueiro Joca do auri-negro e Dadá sofreu um afundamento no malar o que deixou fora do campeonato por alguns jogos.

Dario caiu nas graças da torcida do Bahia por dois anos.
Em 02/11/1981, Dario volta a jogar no empate com a Catuense em Alagoinhas por 0 a 0, o Bahia fica na espera para a fase final do campeonato, dia 21/11 o Bahia empata novamente com a Catuense em 2 a 2 ele marca o “Gol Retorno” e leva o clube para a finalissima, no dia 29/11/1981 o Ba-Vi que decidiu o campeonato, ele promete fazer o “Gol Senhor do Bonfim” não marca, vê o Vitória sair na frente com um gol de Cesar, na volta para o segundo tempo o Bahia empata com Osni logo aos 7º minutos, aos 8º ele recebe uma bola na defesa do Vitória e parte driblando desengonçadamente os jogadores do Vitória e faz o passe na medida para Gilson Gênio virar o jogo e dar o título ao Bahia, para festa e delirio na Fonte Nova, era Dario cumprindo a promessa de ser campeão baiano.
No ano seguinte Dario prometeu que o Bahia faria bonito no nacional, ele foi decisivo em alguns jogos marcando 8 gols, no campeonato baiano ele passou alguns jogos no banco por causa de problemas técnicos e viu Ricardo Silva fazer o que ensinou certamente, na reta final reconquistou seu espaço no ataque ao lado de Osni e Robson e a conquista do bicampeonato de forma invicta, em sua passagem pelo futebol baiano Dario marcou 53 gols e conquistou dois títulos baianos, trouxe alegria, esperança e uma messagem positiva para o futebol do Bahia e da Bahia e deixou muitas saudades.
Time do Bahia campeão em 1981
Fontes: Textos Galdino Silva
Pesquisa: Rsssf Brasil
Fotos: Revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & (MINAS GERAIS) & Perfis Galdino Ferreira em 24 Abr 2009
REVETRIA O CARRASCO CAUDILHO DO GALO!
Se existe um nome para a torcida do Atlético Mineiro se infurecer de raiva, principalmente se já passou dos 40 como eu, este nome é REVETRIA, em 1977 este uruguaio chegou a Belo Horizonte para defender as cores do maior rival do Galo, o Cruzeiro e deixou marcas profundas de alegrias nos celestes e tristezas no lado alvi-negro e olha que o estrago foi grande.
Heber Carlos Révetria faz parte da história do Cruzeiro. Apesar de ter jogado apenas dois anos no clube, o centroavante uruguaio tem um lugar reservado no coração do torcedor cruzeirense. Tudo isto por causa de quatro gols.
Pode parecer pouco para um centroavante, mas os quatro gols foram marcados, sendo que três deles numa mesma partida. No dia 2 de Outubro de 1977, o Cruzeiro entrou em campo no Mineirão com a obrigação de vencer seu rival para ainda lutar pelo titulo mineiro da temporada. Revétria encarnou o espírito guerreiro, típico dos uruguaios, e foi o dono do jogo marcando os três gols celestes na vitória por 3 a 2.
A decisão foi para um terceiro jogo. O Atlético vencia por 1 a 0 quando Revétria empatou, no final do jogo. Na prorrogação, o Cruzeiro foi grande como nunca em marcou mais 2 gols, conquistando um título que parecia perdido.
Revetria marcando um dos gols no Galo para desespero de Gatti.
Nascido em 27/08/1955 em Montivedéu e começou nas escolinhas do Nacional, atacante promissor era considerado o sucessor de Fernando Morena no ataque da Celeste Olimpica, chegou ao Cruzeiro em 1976 foram somente dois anos no clube mais ele deixou seu nome para sempre marcado na história do Cruzeiro, eraseu destino brilhar com as camisas azul celeste.
Fontes: Textos site da Mafia Azul e Galdino Silva
Fotos: site do Milton Neves
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 01 Abr 2009
Protegido: A VIDA E A MORTE DE ALMIR PERNAMBUQUINHO
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 31 Mar 2009
CRAQUES DA RAÇA - BELINI
Nunca foi um craque e, muito menos, um artista. Mas era capaz de apaixonar a torcida pela sua garra, sua coragem, seu amor a camisa e seu empenho para vencer qualquer jogo. Belini foi o grande capitão na conquista do mundial de 1958. Naquele breve momento de consagração quando o zagueiro levantava a Jules Rimet, idéias e pensamentos passaram rápido pela sua cabeça, como um filme em projeção acelerada: A copa de 1938 perdida por craques com Leônidas da Silva, Romeu e Domingos da Guia. A infância na pequena cidade de Itabira. O fracasso de 1950. O primeiro técnico que o estimulou a dar chutões. A decepção de 1954. O grande treinador Flavio Costa lhe dizendo que não se metesse a tentar jogar bonito porque seu negócio era rebater de bico. Os 60 milhões de pessoas que do outro lado do Atlântico, vibravam com as vitórias do Brasil e a vontade de chorar quando segurava a taça do mundo.
Hideraldo Luiz Belini foi um craque da raça. Ao longo dos 21 anos de carreira profissional, perseguiu esse duro caminho da permanente superação de suas limitações e deficiências. Não tinha outra opção. Ele percebeu que precisaria de raça, bastante raça, para ser o que pretendia: jogador de futebol. Sem grande talento, o que fazer senão lutar?
Jogando no interior de São Paulo, Belini jogava duro, mas procurando não ser desleal. Era tão sério que o poderoso Vasco da Gama do Rio de Janeiro, no inicio dos anos 50 resolveu contrata-lo. Os torcedores, a princípio, assustaram-se com ele. Como é que um becão daqueles, sem jeito nem competência para tratar a bola, podia defender um time que tinha craques como Danilo, Barbosa, Ademir, Maneca e Ipojucam ? Ciro Aranha, que assumiu a presidência do Vasco, se irritou ao encontrar com Belini, cujo passe tinha sido comprado pela diretoria anterior. Ele chegou a advertir o técnico Flavio Costa – Quando o senhor resolver escalar este rapaz, por favor, me avise para que eu não vá ao campo – E o técnico respondeu – Então é melhor o senhor ficar em casa a partir de domingo porque o rapaz vai entrar no time – E Flávio Costa ainda dizia para Belini – Não ligue para as pressões, continue rebatendo porque o último zagueiro que sabia jogar foi Domingos da Guia.
Com trombadas e chutões, em dez anos no Vasco, ajudou o clube a conquistar três títulos de campeão carioca e a confiança de todos os vascaínos. Depois da Copa do Mundo de 1962 quando se sagrou bi campeão, Belini foi para o São Paulo. E em 1968 ainda jogou no Atlético do Paraná, onde encerrou sua longa e brilhante carreira. O futebol para Belini sempre foi uma questão de sobrevivência. Através dela, com determinação, extremo esforço e toda sua raça, saltou da obscuridade para a fama.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis & Artigo da Semana 2009 Alexandre Martins em 30 Mar 2009
ARTIGO DA SEMANA N°12/2009 ALMIR PERNAMBUQUINHO JOGOU DOPADO CONTRA O MILAN
Almir, o Pernambuquinho, em seu livro “Eu e o Futebol”, fez muitas revelações sobre o submundo do futebol. Vamos a história da decisão do mundial de 1963 entre Santos e Milan.
“Naquele Santos x Milan de 14 de novembro de 1963, no maracanã, eu entrei muito doido no campo. Antes de começar o jogo, Alfredinho, então assistente técnico de Lula, treinador do Santos, me chamou e falou claro, porque aquilo era normal, tão normal quanto a distribuição de camisas”.
- Você quer tomar uma bola ? – Perguntou Alfredinho.
“Porque não querer ? O bicho pela conquista do bi campeonato mundial era de 2.000 cruzeiros. Dava para comprar um Volkswaguen zerinho. Nós entramos em campo vendo o automóvel ao alcance das mãos. Do outro lado estavam os caras que podiam impedir isso.. Era preciso então fazer tudo, a gente se matar dentro do campo, prá não deixar que eles faturassem o nosso bicho”.
“Alfredinho tinha sido muito mais que um simples auxiliar técnico de Lula. Ele tinha sido ponta direita do Santos alguns anos antes, era um homem experiente, sabia o estava fazendo. Ele começou por baixo, jogando no Madureira do Rio, e chegou a integrar o ataque do Santos já na fase do Pelé. “’
“Depois que Alfredinho me deu a bola, fiquei doido, na vontade mesmo. Eu estava substituindo Pelé, que tinha se machucado, e precisava dar tudo de mim, porque substituir o Negão é muita responsabilidade. O Santos tinha um timaço – Gilmar. Ismael. Mauro. Haroldo e Dalmo. Zito e Mengalvio. Dorval. Coutinho. Pelé e Pepe, uma máquina, mas naquela noite estava sem suas duas peças principais: Zito, substituído por Lima e Pelé. Eu peguei a camisa numero dez mais famosa do mundo e fiz uma promessa a mim mesmo – Vou jogar por mim e pelo Negão. “
“O jogo ia ser travado num clima de guerra. Na primeira partida, lá em Milão, o Milan havia derrotado o Santos por 4x2. Os italianos estavam muito assanhados, meses antes, eles haviam ganho de 3x0 da seleção brasileira, que tinha sete jogadores do Santos. Como o Brasil era bicampeão, os italianos achavam que tinham se tornado os maiores do mundo”.
“Eu tinha uma diferença com Amarildo, provocada pelo resultado do primeiro jogo. Em entrevistas a imprensa italiana, ele cansou de repetir que o Milan ia faturar o titulo fácil. Um jogador dizer isso é normal, faz parte da guerra de nervos. Mas ele não ficou só nisso: disse também que Pelé já era, que não era mais o rei. O jogo em Milão teria provado isso. Eu me esquentei com o negocio. Um brasileiro falar mal de Pelé não estava certo. Com uma bolinha na cuca, eu entrei no campo como um miúra, um touro bravio daqueles que vi na Espanha, numa excursão. Tomei uma resolução: Logo de cara vou acertar o Amarildo. Eu ia dar por mim e pelo Pelé que nem sabia da minha intenção”.
“Com um minuto de jogo, Amarildo pegou a bola e fez uma jogada que executava no maracanã desde dos tempos em que jogou no Botafogo. Eu tinha sido advertido para isso no primeiro jogo, manjei bem o estilo dele, sabia a zona do campo onde poderia cercá-lo. Ele descambou para a esquerda e procurou se aproximar da linha de fundo por fora da área, para tentar o cruzamento com violência ou o chute direto ao gol. O danado tinha bom domínio de bola, driblava bem e chutava como gente grande. Ele vinha saçaricando, queria impressionar o publico, estava naquela de mostrar que era o Possesso, apelido que ganhou na Copa do Mundo de 1962. Mas possesso ali era eu. Corri em diagonal na direção dele, avisei ao Ismael e ao Mauro para fazerem a cobertura, disse logo que aquele era meu – Deixe esse filha da mãe comigo. Agora ela vai ver!”.
“Foi um toco só. Ele caiu se contorcendo de dor, mas acho que fez cena demais, queria ver se o argentino Juan Brozzi me expulsava, e se o Milan começava logo com a vantagem de 11 contra 10. Eu não me perturbei, tratei logo de falar com o pessoal para arrumar bem a nossa defesa, comecei a preparar a barreira. Os italianos chiavam, Queriam cavar a minha expulsão de qualquer jeito. Eu nem dei bola, porque tinha a certeza de que a palavra de seu Moran (Nicolau Moran dirigente do Santos) era mesmo pra valer. Antes do jogo ele me disse – Você é o rei lá dentro, Almir. Faça o que quiser. O juiz não vai fazer nada”.
- No primeiro tempo o Milan fez 2x0. O Santos virou o jogo do segundo tempo. Ganhou de 4x2 debaixo de um forte temporal.
Fonte:Este é parte do depoimento de Almir aos jornalistas Fausto Neto e Maurício Azevedo para seu livro – Almir o Pernambuquinho.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 20 Mar 2009
ELES GANHARAM DESTAQUE JOGANDO CONTRA O BRASIL!
O Brasil é o país do futebol, mesmo ainda quando não tinhamos ganhado nenhuma Copa do Mundo, era notório a excelência de nossos jogadores pelo jogo de cintura, a habilidade com a bola, a ginga e claro a bela arte do futebol, e depois da Copa de 1958 quando finalmente passamos a ser mais notados nos campos de todo o mundo e jogar contra nossa seleção e vencer era ter um destaque muito grande no cenário mundial e para os jogadores que conseguisse se destacar em um jogo contra a toda poderosa seleção brasileira era ter o nome marcado para a eternidade no mundo da bola; apresento agora alguns deste jogadores que se destacaram com atuações primosas contra o Brasil.
03/06/1934 - Era jogo amistoso o Brasil vinha de uma eliminação na primeira fase da Copa da Itália e foi fazer um amistoso contra a Iugoslávia em Belgrado, era uma seleção sem comando a seleção formada sem seus bons valores da epóca, apesar de contar com Leônidas da Silva o craque do nosso futebol, Carvalho Leite e Waldemar de Brito, o time brasileiro sofreu a sua maior derrota ao longo da sua história, perdeu por 8 a 4. Na equipe iugoslava uma jogador se destacou: Blagoje Mosa Marjanovic marcou três gols e ganhou destaques aqui no Brasil e na sua terra é claro.
Marjanovic também jogou a Copa de 1930 e enfrentou o Brasil na ocasião.
05/06/1938 - Copa do Mundo da França na estreia do Brasil um jogo de muitos gols contra a Polônia com o placar de 6 a 5 para os brasileiros no lado polonês um jogador que até hoje é o detentor de maior numeros de gols marcados contra nossa seleção: Ernst Willimowski marcou todos quatro gols da sua seleção e se tornou o nosso primeiro grande terror.
Atacante polonês que brilhou também no futebol alemão onde chegou a defender a Alemanha na epóca do nazismo no campeonato polaco de 1939 chegou a marcar 10 gols em um jogo que seu time Ruch Wielkie Hajduki venceu por 12 a 1 um time local.
05/03/1940 - Pela Copa Roca em Buenos Aires, uma goleada por 6 a 1 e um atacante que dançou tango na zaga brasileira: Peucelle um dos maiores atacantes do futebol argentino fez a festa neste dia marcou três gols e participou diretamente de mais dois gols, fez parte da primeira fase de La Maquina o time do River Plate no inicio dos anos 40 e defendeu a seleção argentina na Copa de 1930.

Carlos Peucelle ídolo do futebol argentino.
06/06/1950 - As vesperas da Copa de 1950, o Brasil recebeu a seleção gaúcha em São Januário para um amistoso que foi vencido pela seleção brasileira por 6 a 4, no time gaúcho um destaque sublime: Hermes que fez todos os tentos da seleção dos pampas, ao lado de Adãozinho ele que defendia o Cruzeiro/RS na epóca.
17/11/1955 - No Pacaembu na disputa da extinta Taça Osvaldo Cruz o Brasil recebe o Paraguai para um jogo de muitos gols em um empate em 3 a 3, o destaque do time guarani foi o atacante Hector Gonzalez que teve seu dia de gloria ao marcar os três gols do time das Chalanas.
24/04/1963 - O Brasil em um tour pela Europa em 1963 foi até Bruxelas enfrentar os belgas, o destaque do jogo que terminou com uma sonora goleada por 5 a 1 da Bélgica e o destaque da partida foi o atacante do Anderlecht, Jaques Stockman que fez três gols, Stockman que no inicio da sua carreira atuava de ocúlos segundo Boquinha defensor do Vitória que havia enfrentado o atacante em um amistoso em 1957 quando a equipe baiana fez uma excursão ao velho continente, deixou a zaga brasileira a ver navios neste dia.
23/06/1968 - Em Bratislava na epóca cidade da Tchecoslováquia, recebe a seleção brasileira que vinha juntando os cacos depois da pifia campanha na Copa da Inglaterra dois anos antes, os tchecos ausentes deste mundial se preparava para as eliminatórias e venceu o Brasil por 3 a 2 com destaque para Jozef Adamec ele que disputou os mundiais de 62 e 70 entrou para a história do futebol de seu país por este fato.

Adamec três gols contra o Brasil em 68.
10/06/1984 - Um jogo no Maracanã marcava a estreia de Edu Coimbra no cargo de técnico da seleção brasileira, o adversário era a Inglaterra, e renovada seleção brasileira caiu diante dos ingleses em pleno Maraca e John Barnes inglês de origem jamaicana fez um golaço no maior do mundo, um gol tipico de um brasileiro, arrancada com dribles em direção do gol e toque no canto para marcar seu mais belo gol na carreira certamente e ter seu dia de glória no futebol mundial.
28/05/1990 - Estádio Libero Liberatti o Brasil se prepara para a Copa da Itália e faz um jogo treino contra um combinado a Umbria e perde por 1 a 0 gol de Artistico e um belo gol de fora da aréa era um prenúncni azedo do que viria da seleção de Lazaroni o jogo pode não ser dado como oficial pela CBF mais pela vergonha mais que Artistico entrou para a história da sua região e talvez da Itália por este gol por ser ele um atleta amador.
Muitos outros jogadores famosos tiveram atuações destacadas contra o Brasil como Zidane, Paulo Rossi, Kanu, Gighia mais estes são casos já conhecidos de todos.
Fontes: Pesquisas RSSSF Brasil
Lancenet
Revista Placar
Textos: Galdino Silva
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 13 Mar 2009
OSNI O PEQUENO GIGANTE! GRANDE IDOLO DE DUAS TORCIDAS NA BAHIA
Osni Lopes é com certeza daqueles jogadores que tem o status de ter sido um grande idolo de dois clubes rivais de uma mesma cidade e estara sempre presente na memória de suas torcidas, é comum no futebol do Brasil ou do exterior um jogador atuar por uma grande clube de massa e depois de ser negociado com um outro clube de outra cidade, estado ou país, voltar para defender o clube rival do qual ele era visto como um terror para suas defesas. Nascido em Osaco/SP em 13/07/1952 e revelado pelo Santos FC, em 1970 foi emprestado ao Olário do Rio onde teve boas atuações em 1971 o Santos negocia seu passe para o Vitória/BA clube por onde entrou para a história como um dos maiores jogadores de suas fileiras em todos os tempos, aqui em Salvador caiu logo nas graças da torcida rubro negra com seus dribles que humilhavam seus marcadores apesar de seu 1, 56 e muitos gols. Osni foi um dos grandes nomes da equipe do Vitória na conquista do título baiano de 1972, ao lado de André Catimba, Mario Sérgio, Gibira e Almiro.
Em 1974 foi eleito bola de prata da revista placar como melhor ponta-direita do futebol brasileiro, com a camisa vermelha e preta do Vitória ele marcou 85 gols até 1976 quando foi negociado para o Flamengo, nas tardes de domingo a Fonte Nova pegava fogo quando Osni enfrentava Juca lateral do Atlético de Alagoinhas ou Romero do Bahia, aliás num BAVI eletrizante que só faltou sair faisca, o baixinho arretado fez fila na defesa do Bahia, ao chegar na linha de fundo, Osni volta aplicando novos dribles sobre Romero que fica desesperado com os dribles, para humilhar mais o lateral tricolor ele senta na bola e chamaa defesa do Bahia para novas fintas e ai Romero pega Osni pela sua longa cabeleira e ai vocês imaginam o sururu que foi formado e a confusão foi geral com várias expulsões.
Osni no meio de gigante Fischer e Andrada dois argentinos no Vitória.
Depois de se despedir da torcida baiana em 1976 com a perda do título baiano para o Bahia, Osni desembarca de volta ao Rio de Janeiro, para defender o Flamengo, lá apesar de disputar a posição com Tita ele teve boas atuações no time de Zico e Claúdio Adão, foram 63 jogos e 18 gols pelo time do Mengão.
Em 1978, Osni está de volta ao futebol da Bahia, desta vez para defender o maior rival do Vitória o Bahia, e logo na sua estreia ele tem uma atuação além das expectativas marca um gol de penalti apesar da derrota para o Guarani em Campinas por 2 a 1, no jogo seguinte mais dois gols contra o CRB em Alagoas, davam e enchiam a torcida tricolor de ver o antigo desafeto como candidato a ídolo, porém neste mesmo ano Osni começou a sofrer mais com a marcação dos defensores e suas seguidas contusões quase o fizeram a abandonar o futebol, em 1979 ele volta mais uma nova contusão no joelho atrapalha sua carreira, nesta epóca conheci o baixinho fazendo fisioterapia na piscina da Vila Olimpica do Estádio da Fonte Nova com o saudoso professor Walter e o médico do Bahia Marcos, para fortalecimento do joelho operado, ele volta faz boas partidas, marca gols mais sofre nova contusão, é operado volta e é emprestado ao Maranhão, em 1980 ele retorna com a corda toda, mais novamente sofre nova cirurgia no joelho agora o esquerdo, todos imaginavam o fim mais o pequeno gigante tinha de vencer e ser ídolo daquela massa que acreditava nele e no seu futebol, em 1981 no meio do campeonato baiano com todos gás, marca gols, inclusive na decisão contra o Vitória, ele fez o gol de empate depois outro baixinho Gilson Gênio marca o gol do título, no ano seguinte Osni começa a se destacar inclusive no brasileiro, no campeonato baiano de 1982, ele come a bola, cai de vez nas graças da galera do Bahia, mais uma nova contusão o deixa de fora dos jogos finais, mais ele estava presente na festa do título invicto do Bahia.

BAHIA campeão de 1982
Nos anos de 1983 e 1984, Osni é realmente o nome de destaque maior no time baiano, é o artilheiro nos campeonatos que disputa, faz gols de falta, penalti, cabeça isso mesmo, de fora da aréa, de canhota de direita de todos jeito, no ano de 84 ele era o chefe do time dentro e também fora de campo, quando com a saida do treinador Zé Duarte, ele assume o comando do time no quarto turno do campeonato que tinha Serrano, Catuense e Bahia como vencedores dos turnos anteriores, ele leva o time a conquista do turno e do campeonato para delirio da massa tricolorida na Fonte Nova no jogo decisivo contra o Leônico ele deixa o seu tento o terceiro na goleada por 4 a 1, mais faltava mais um gol para ser o artilheiro do campeonato ao lado do nigeriano Ricky do Vitória e na rodada final do quadrangular ele marca contra a Catuense,era o seu 15º era para fechar com chave de ouro, campeão como técnico, jogador, artilheiro do certame e melhor jogador, foi também o seu ultimo gol pelo Bahia ao todo foram 138 gols, apesar de tudo isso os dirigentes do bahia foram ingratos com o baixinho o não renovaram seu contrato para a temporada seguinte para revolta da torcida.
Osni apesar de pequeno na estatura, sempre foi grande dentro e fora do campo, sua alegria contagiava todos no clube, desde a sua chegada, quando eu era jogador das divisões de base do clube em 1984 quando cheguei junto com Dico Maradona, Osni sempre nos tratou de maneira especial a todos da base, em 1986 tive problemas no joelho por estar sempre acima do peso, eu era tipo Neto, meio gordinho mais bom de bola tanto que os mais antigos como Fantoni, Paulo Amaral me chamavam de Puskas. Osni sempre estava vendo os treinos da rapaziada dos juvenis e juniores e nos dava o maior apoio e solidariedade.
Osni campeão pelo Vitória na máquina de 1972.
Osni ganhou um título pelo Vitória em 72, e pelo Bahia ganhou os de 1979, 1981, 1982, 1983 e 1984, marcou 223 gols pelos dois clubes, proporcionou amor e ódio nas duas torcidas, mais certamente foi o que se tornou maior ídolo nas duas torcidas, ao longo dos tempos de rivalidade outros jogadores defenderam as duas agremiações como o goleiro Nadinho, o atacante Raul Coringa, o zagueiro Roberto Rebouças, o meia Elizeu, o lateral Boquinha, o atacante Carlinhos e André Catimba e mais recente o meia atacante Uesléi, mais nenhum deles fez tanto pelos dois clubes como Osni O PEQUENO GRANDE GIGANTE DE DUAS GRANDES TORCIDAS.
Fontes: Galdino Silva
Pesquisa: Revista Placar e EC Bahia uma história de lutas e glórias de Carlos Casaes e Normando Reis.
Fotos: Revista Placar e Jornal A Tarde
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 07 Mar 2009
URI JESUM O ENTORTADOR DE LATERAIS DO FUTEBOL BAIANO!
Em 1976, aqui em Salvador desembarca o ponta esquerda vindo do São Paulo FC, Jesum Gabriel chega para reforçar o time para a disputa do campeonato baiano e subustituir o ponteiro Marquinhos, logo cedo caiu nas graças da torcida tricolor com um futebol agil, habilidoso e com dribles desconcertantes, era uma festa vê-lo jogar pela ponta esquerda em uma epóca em que não faltavam estes velozes e sagazes atacantes e com Jesum não era diferente, além das qualidades acima ele tinha um chute potentoso e logo se tornou um inferno para os laterais direitos da Bahia, nesse mesmo tempo na antiga URSS aparecia um paranormal chamado Uri Geller que entortava colheres, garfos com o poder da mente, e ai Jesum com sua paranormalidade de entortar os defensores adversários, ganhou o apelido de Uri Jesum.
Aqui na Bahia, Teola do Jequié era o que mais sofria com Jesum, Iauca do Itabuna, Claudio Deodato do Vitória, Joca do Fluminense e Silva Paraiba do Atlético de Alagoinhas tinha pesadelos, Claudio Deodato em um BAVI chegou a ser substituido com dores no nervo ciatico devido aos dribles, nas três temporada que disputou pelo Bahia, Jesum ganhou os campeonatos baianos de 76/77 e 78, neste mesmo ano venceu a Bola de Prata da Revista Placar, deixando para trás verdadeiras lendas da posição no país como Joãozinho do Cruzeiro, Zé Sergio do São Paulo, Romeu do Corinthians, Bozó do Guarani, Zezé do Fluminense, também fez estragos com laterais como Rosemiro do Palmeiras, Eurico do Grêmio, Orlando do Vasco e Zé Maria do Corinthians e Nelinho do Cruzeiro.
No campeonato brasileiro de 77 que teve sua fase decisiva em 1978 em um jogo na Fonte Nova contra o Cruzeiro, Nelinho marcou um dos gols e deu passe para o outro gol mineiro, mais ele levou um baile de Jesum desde o começo do jogo, apesar da derrota até aos 40 minutos do segundo tempo, Nelinho estava em apuros e nos cinco minutos finais, Jesum marcou um gol e deu o passe para Jorge Campos empatar o jogo e por pouco o Bahia não conseguia uma virada para a história por que no minuto 45, Jesum manda na trave um bola, depois de deixar Nelinho sentado no chão, para delirio da massa tricolor.
Jesum com a camisa 11 do Bahia em 1976
Jesum com a camisa do bahia além dos 3 titulos estaduais, marcou 38 gols, foi um dos maiores ponteiros que vi jogar com a camisa do clube, comparado a Biriba ponta campeão da Taça Brasil em 1959, ele deixou o Bahia em 1979 indo para o Grêmio, andou pelo Cruzeiro e em 1985 defendeu o Vitória e na sua estreia com a camisa do rival em que entortou tantos laterais, ele marcou um gol justamente contra o Bahia e de falta, mesmo assim tenho certeza que os mais antigos torcedores do Bahia jamais se esqueçeram das tardes de domingo que Uri Jesum
fazia da sua paranormalidade a alegria da torcida do Bahia.
Fonte: Texto Galdino Silva
Foto: Bavi na Net
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 06 Mar 2009
GRANDES TENORES NA ARTE DE CANTAR É GOLLLLLLLLLLLLLLL!
“ Prepara-se Zico defronte a tribuna Amsterdã, vai bater o Zico, coloca-se a barreira um pouco a frente do pênalti, correu Zicão atirou é gol gooooooooooooooolllllllllllllllll, Zicão camisa numero 10 quando eram decorridos…” A narração de um gol numa partida de futebol é o momento apoteótico de um locutor, é seu momento de um tenor seja ele clássico, soprano ou baritono, pelas ondas do radio.Este gol acima é o segundo gol do Flamengo sobre o Cobreloa na final da Taça Libertadores de 1981, Jorge Curi para mim o maior de todos que eu escutei e tenho muitos gols do Flamengo narrados por ele, assim como Curi tivemos e temos ainda muitas vozes pitorescas e seus gritos de gols de formas peculiares e algumas como marcar registradas não somente o grito de gol mais também a forma de narrar uma partida de futebol, quem não sente saudade de ouvir Waldir Amaral pelas ondas das rádios Tupi e Globo do Rio de Janeiro nas tardes de domingo, o seu famoso “ O relógio marca” e outros bordões como “Individuo Competente” e “Tem peixe na rede” foi ele também que colocou o apelido “Galinho de Quintino”em Zico.
Mestre Waldir Amaral na gabine do Maraca
Outro saudoso grito de gol famoso que nos deixou recentemente foi Fiori Gigliotti, nascido em Barra Bonita em 1928, Fiori era a alma do radio esportivo paulistano ao lado de Osmar Santos, seus bordões como “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, “E o tempo passa…” (quando uma equipe precisava fazer um gol), “Agüenta coração!”, “Crepúsculo de jogo” e “Torcida brasileira”. Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.
Osmar Santos, o garotinho um dos maiores locutores na arte de transmitir futebol, era um tremendo sucesso as suas locuções e sua equipe que tinha Fausto Silva como repórter de campo, Sempre muito criativo, inovou também quando passou a narrar jogos pela TV Record. Em alguns momentos a câmera o mostrava na cabine e ele falava diretamente com o telespectador. Também criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No caroçinho do abacate” “ai garotinho” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro “E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL”. Também foi Osmar Santos quem criou a expressão “Animal”, que melhor representou o jogador Edmundo, terminando por se tornar a sua marca registrada. Em 1994 sofreu um acidente de automóvel que fez interromper a sua brilhante carreira no radio esportivo brasileiro.
Fiori no Pacaembu
O grande locutor da história do rádio talvez tenha sido Pedro Luiz, que narrou o primeiro tempo do jogo Brasil e Suécia na final da Copa de 1958. No segundo tempo o locutor foi Edson Leite. Foi uma dupla de fazer história. Pedro Luiz tinha uma capacidade de descrever detalhes que só vi, anos depois, em José Silvério, da Jovem Pan. Os especialistas dizem que foi o maior da história. Conseguia com poucas palavras vislumbrar o panorama da jogada. Pedro Luiz, foi altivo, narrou normalmente a derrota do Brasil na copa de 1950 sem deixar transparecer nada e elogiou os uruguaios legítimos campeões. Era também um craque em narrar outras modalidades esportivas.
José Silvério, dono de uma voz inconfundível e de uma precisão incomparável, é considerado por muitos o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história.
Já narrou mais de 20 modalidades esportivas, mas destacou-se no futebol, sobretudo de São Paulo. Cobriu todas as Copas do Mundo desde 1978. Em sua carreira, passou por situações curiosas, como narrar a final do Campeonato Brasileiro de 1979 na pista de atletismo do estádio Beira-Rio, com os cães da polícia à sua frente. Outra situação curiosa foi durante um treino da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1986: sem autorização para narrar do estádio, os locutores das rádios tiveram de improvisar, e Silvério subiu em uma árvore, de onde avisava o repórter de campo Wanderley Nogueira sempre que não conseguia ver algum lance, para que ele o ajudasse com a narração.
Autor de jargões inúmeras vezes repetidos por outros locutores, sendo o mais notório o “E que golaço!”, que surgiu de improviso e foi incorporado ao seu repertório. Tem uma espécie de “tique”, que é sua marca registrada, qual seja, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras (Por exemplo, o repórter Leandro Quesada é chamado de “Quesadaaaaannnnnnnnnn”). É considerado o Pai do Gol.
Saudoso Jorge Curi
José Carlos Araújo, O Garotinho legitimo e carioca da gema, é hoje um dos ícones do radio esportivo brasileiro sem sombra de duvidas, substituiu Waldir Amaral na Radio Globo, teve uma passagem rápida pela Radio Nacional mais voltou a Globo, com seu celebre “Entrouuuu ggggoooooolllll….. do ….” “Voltei” “Vai mais Vai mais “ Ele José traz de volta os bons tempos das grandes narrações dos jogos dos times do Rio de Janeiro sem sombra de duvidas.
Aqui na Bahia temos o Silvio Mendes como grande showman das transmissões esportivas, com pontos de mais de 70% por cento de audiência em suas narrações, seu famoso grito de gol “Nasceuuuuuu gooooooollll do …. ” A Josilda ta no fundo da rede e o reloginho marcando …. ” Não chore não chore ” Deixa quieto…” “Alô galerinha que me ama agora ta no placar….” sào seus bordões mais famosos.
Jorge Curi que para mim foi o maior que ouvir narrar uma partida de futebol, sua voz trepidante arrepiava até mesmo quando o gol era contra o seu time, em 1978 tive o prazer de ouvi-lo narrar uma partida entre Botafogo/RJ e Bahia no Maracanã e quando Beijoca fez o gol do Bahia de cabeça ele apelidou carinhosamente o troncudo atacante tricolor de Trator, seus bordões “Passa de passagem em homenagem a Mané Garrincha, “A hora do Pato” “No placar do maior do mundo, o tempo marca….”, tenho muitos gols do Flamengo narrados por Curi gravados em CD’s quase perdi estes arquivos outro dia mais conseguir recuperar.
O Garotinho um dos melhores da nova geração de locutores.
Fontes: Textos Galdino Silva
Blog Radio Base
Fotos: Museu do Esporte
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 28 Fev 2009
DOIS LADOS O CRAQUE QUE TEVE O PÉ BANHADO COM CHAMPAGNE APÓS MARCAR O GOL DO TÍTULO!
O campeonato baiano de 1920, foi o primeiro torneio realizado pela LBDT (Liga Bahiana de Desportes Terrestres) disputado no Campo da Graça ou Stadium da Bahia que fora inaugurado naquele ano, para abrigar o crescimento do futebol na cidade de Salvador, após uma disputada eletrizante que envolveu três equipes com a mesma pontuação ao final dos turnos: Fluminense de Salvador, Associação Atlética da Bahia e o Ypiranga, que era ao lado do Botafogo/BA as maiores forças do estado na epóca. Como tinha ficado na terceira posição o time mais querido o Auri-Negro, viu no primeiro jogo do triangular final os seus rivais diretos empatarem em 1 a 1 no dia 05/12/1920, após um sorteio o Ypiranga encarou o Fluminense no dia 12/12/1920 e venceu por 2 a 1 com um jogador fazendo a diferença na equipe do Ypiranga, seu nome era Dois Lados como era conhecido por seu magro e quase esqueletico, ele batizado como João Manuel da Silva, era na epóca soldado do Esquadrão de Cavalaria da Policia Militar da Bahia, jogador de rara técnica segundo as crônicas locais daquele tempo e de dribles e jogadas eletrizantes, Dois Lados infernizava com sua velocidade e deslocamentos rápidos que deixavam seus marcadores alucinados, com muita destreza e estilista na arte de fazer gols era o idolo maior do futebol da Bahia, seu grande apice aconteceu no dia 19/12/1920, quando o Ypiranga entra em campo para buscar o titulo daquela temporada, a Associação Atlética precisava vencer a partida, mesmo jogando pelo empate o Ypiranga tomou a iniciativa do ataque e com seu quinteto ofensivo comandado pelo celebre Soldado da Cavalaria.
O jogo transcorria normalmente e a torcida do Ypiranga fazendo a festa cantando tirando choros e sambas nas arquibancadas, o empate parecia certo e o titulo também, mais o time bravo da Associação se lançou desesperadamente ao ataque e o pior poderia acontecer, mais eis ai que surge toda a destresa do artista da bola se fez presente, depois de tabelar com Coelho este lança para Fernando que devolve para Dois Lados este dribla Fiaes e Arruda e toca com maestria para o fundo da meta do goleiro Aragão, Santino ainda tenta tirar o bola mais Fernando empurra para o gol, a bola já tinha passado da linha e festa no Campo da Graça que ao final do toque da sirene, é isso mesmo o relógio girava marcando o tempo e quando chegava aos 45º minuto ele soava e a peleja estava encerrada, o Campo da Graça fora invandido pelos torcedores que carrgeram seus herois nos braços, todos eles, J.Nova o goleiro por suas defesas, Coelho, Gregório, Fernando e Dois Lados. Nas comemorações na sede do clube regada a muita gasosa de limão e quitudes variados, Dois Lados teve o pé que marcou o gol do título banhado com champagne francês para delirio dos presentes no Clube Comercial da Bahia no Centro da Cidade.
Dois Lados jogou até 1925 pelo Ypiranga e depois caiu no esquecimento de todos, em 1931 saiu uma noticia publicada no Jornal A Tarde que o idolo estava desempregado, cego e mendigando pela ruas da cidade, apartir dai seu deu uma enorme campanha de solidariedade de todos os desportitas baianos, a campanha se encerrou em 1932 com um belo saldo o que deu para comprar para o jogador uma casa na Curva Grande do Garcia no centro da cidade mobiliada com uma mesa de jantar com seis cadeiras e um guarda comidas, o craque do passado outrora esquecido com esta ajuda pode trazer alguns parentes do interior da cidade de Castro Alves, dentre eles meu padrinho saudoso Astério Barbosa da Silva, no dia 01/06/1954 Dois Lados faleceu mais deixou registrado seu nome no inicio do futebol na Bahia.
Fontes: Texto: Galdino Silva
Jornal A Tarde
Livro Esporte Clube da Felicidade 70 anos do Bahia de Nestor Mendes Junior.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 25 Fev 2009
MAIS UMA VEZ UM LÉO CAI NAS GRAÇAS DA TORCIDA DO BAHIA!
A torcida do Bahia, esta em estado de graça com o jogador Léo Medeiros, desde da sua estréia no dia 25/01/2009 no estádio de Pituaçu que o jogador vem encantando a massa tricolor com um futebol de bom controle de bola, visão de jogo, marcação e chegada ao ataque onde já deixou sua marca tr6es vezes nas redes adversárias, contratado para ser o homem de referência no meio campo do Bahia, Léo Medeiros chegou a Salvador no dia 11/01/2009, logo nos primeiros treinos se viu que precisava de condicionamento físico, por isso ele vinha sempre entrando no segundo tempo das partidas, o grande ápice do jogador veio no dia 08/02/2009 no Barradão no clássico contra o Vitória; depois de tomar um sufoco no primeiro tempo e ter saído com um empate de zero a zero, o técnico Gallo sacou o meia Helton Luiz e colocou Léo Medeiros no time, a coisa surtiu efeito e o Bahia venceu por 2 a 0 com Léo Medeiros mandando no time e caído de vez nas graças da torcida, apartir daí ele não saiu mais do time que lidera o campeonato baiano com um jogo a menos e 92% de aproveitamento, ele é a esperança do Bahia em voltar a conquistar um título estadual o que não ocorre desde 2001, fato inédito na historia do clube assim com a volta a elite do futebol brasileiro a Serie A da qual o tricolor esta ausente desde de 2003, tendo passado por tenebrosas campanhas na Serie B de 2005 rebaixado para a Serie C da qual só conseguiu sair em 2007. Porém não é a primeira vez que um Léo consegue cair nas graças da massa tricolor, outros jogadores em épocas diferentes também brilharam no clube e se chamavam Léo, na final da década de 50, em 1959 chegou ao clube o Léo Briglia, baiano de Itabuna que teve uma boa passagem pelo Vitória de 54 á 55 quando se transferiu para o Fluminense do Rio, onde jogou até 1958 quando retornou a Salvador para comandar o Bahia na campanha vitoriosa da conquista da Taça Brasil de 1959, Briglia foi um dos grandes destaques do Bahia e o goleador da equipe com sete gols, não só no ano da brilhante campanha, mais sim no período em que defendeu o tricolor baiano marcando 77 gols e sendo até hoje lembrado pelo mais antigos torcedores como um dos maiores jogadores da equipe.
O novo xodó da torcida tricolor.
Em 1981, desembarca no Bahia um outro Léo, só que agora chamado Roberto Oliveira, mais conhecido como Léo Oliveira, este revelado pelo Santos no final da década de 70, teve passagens pelo América/RJ, Vitória/BA, em 81 chegou ao Bahia para reerguer o time que no ano anterior viu sua seqüência de títulos baianos ser derrubada pelo seu maior rival, logo em seu primeiro ano, ele mostrou sua classe refinada de jogar futebol, sua maestria sua habilidade para fazer lançamentos e suas cobranças de faltas, foram três anos de alegrias e 45 gols e três títulos baianos, eu o vi em ação nestes clubes por onde passou e realmente foi um dos maiores camisa 8 do Bahia de todos os tempos.
Léo Medeiros tem um pouco dos outros dois Léos que por aqui passaram bate falta bem como Oliveira e chega bem ao ataque e faz passes precisos como Briglia e além de tudo caiu nas graças logo cedo da torcida tricolor.
Fontes: Texto Galdino Silva
Pesquisa: Livro Esporte Clube Bahia, uma história de lutas e glória de Mormando Reis e Carlos Casaes.
Revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Perfis & BIBLIOTECA VIRTUAL Andre Martins em 19 Fev 2009
Protegido: QUAL(IS) LIVRO(S) VOCÊ POSSUI?
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Galdino Silva & Perfis Galdino Ferreira em 13 Fev 2009
DICÁ X ZENON! DOIS ASSES DA BOLA PARADA DUELAVAM EM CAMPINAS
Na década de 70 na cidade de Campinas em São Paulo, as duas maiores equipes do interior do estado, viviam tempos de glórias e letargias futebolísticas, afinal de contas dava para formar uma seleção brasileira de dar trabalho em qualquer Copa do Mundo com os bons jogadores das duas equipes sem sombra de duvidas. Como não poderia deixar de faltar nesses times haviam em cada um deles um grande líder, um cérebro aquele jogador que comandava a equipe dentro de campo e sabia os atalhos do campo, o tempo da bola a maestria dos passes e lançamentos e magia sobrenatural nas bolas paradas: DICÄ na Ponte Preta e ZENON no Guarani disputavam que era o melhor cobrador de faltas, ambos tinham a destreza sutil na arte de colocar a bola no fundos das redes em cobranças de falta e quando era na entrada da área o grito de gol era quase certo.
Dicá que na Portuguesa em 1972 com Oto Glória conheceu o inferno sem dar um piu, foi sempre preterido pelo técnico que preferia Basílio aquele mesmo que veio a ser herói do título paulista de 77 sobre a Ponte de Dica uma triste sina ou não, o fato é que mesmo na reserva todos sabiam da sua habilidade nas cobranças de falta e num jogo contra o Remo em que a Lusa perdia, Oto mandou entrar no ultimo minuto na esperança dele converte em gol uma falta que viesse a surgir, finalmente em 76 ele deixa a Lusa e vem para a Macaca para reinar, pena nas duas finais que disputou em 77 e 79 a Ponte deixou escapar o titulo diante o Corinthians nas duas oportunidades mais o Mestre Dica continuava infalível nas cobranças de falta como o que fez calar o Morumbi lotado com mais de 146.000 pagantes naquele domingo em que a Ponte adiou a quebra do jejum de 22 anos de títulos, aquela cobrança magistral no ângulo do goleiro Jairo, nos Dérbis Dica protagonizou um fato inesquecível em 1983 quando ele marca um golaço de falta e o juiz manda voltar a cobrança e o Mestre não se fez de rogado bateu e fez novamente o gol da vitória da Ponte por 1 a 0 diante do Bugre.

Mestre Dicá em 1977
Do lado verde de Campinas o Bugre tinha Zenon, jogador que dava as cartas no time, regia e ditava o ritmo do jogo, era mais veloz que Dica, mais sempre de cabeça erguida com passes e lançamentos fez a alegria de muitos atacantes do Guarani naqueles anos dourados que cumulou com a conquista do campeonato brasileiro de 1978 na maquina afiada de jogar futebol, Capitão, Careca e Bozó se fartavam com seus lançamentos e a torcida delirava nas arquibancadas, como esquecer dos gols de falta de Zenon contra o Sport, e o Vasco na Maracanã com Mazaropi partindo para a bola pensando que ela sairia pela linha de fundo e vendo as redes estufarem com ele agarrado ao pau da trave, suas cobranças eram precisas, em 1976 na Fonte Nova em um jogo contra o Vitória, ele deixa estático o goleiro Andrada que sem mexer um músculo sequer e ver onde a bola entra ou seja na gaveta, depois de brilhar no Bugre ele foi vendido e foi jogar na Arábia Saudita, voltando em 1981 para brilhar no Corinthians e depois no Atlético/MG e por fim na Portuguesa, Zenon para mim foi um dos maiores batedores de falta que já vi atuar.

Golaço de Zenon no Maracanã contra o Vasco em 1978
Detalhe deste duelo de craques, é que infelizmente nenhum deles conseguiu brilhar na seleção brasileira, Zenon teve algumas passagens, disputou até mesmo a Copa América de 1979, Dicá não teve tanta sorte assim, mais aqueles amantes do bom e saudoso futebol não fazem tantas queixas assim, afinal entre 1977 e 1981 Campinas era a Capital do Futebol Brasileiro e suas duas equipes tinha jogadores que davam de sobra para montar uma boa seleção e certamente no meio campo teríamos dois mestres na arte de jogar futebol e marcar gols de falta:
Carlos; Mauro, Oscar, Amaral e Miranda; Zé Carlos, Dicá e Zenon; Lúcio, Careca e Renato; realmente um time que daria gosto de se ver jogar.

O Grande Maestro do Bugre em 1978
Fontes: Textos Galdino Silva
Fontes: Revista Placar 1977 e 1978
Fotos: Gazeta Esportiva
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 28 Jan 2009
DE GOLEIRO PARA LAVADOR DE CARROS
Jorge Vasconcelos era o técnico do Clube de Regatas Brasil. Cocorote era um dos goleiros do clube da pajuçara. Era dia de treino no estádio Severiano Gomes Filho. O técnico Jorge Vasconcelos, como sempre, chegou cedo e logo já estava no campo para começar os treinamentos da semana. O goleiro Cocorote chegou atrasado. Trocou de roupa e entrou em campo. Foi ai que aconteceu o seguinte dialogo:
Jorge Vasconcelos: Cocorote você está dispensado do treino. Chegou atrasado e os atrasados não treinam no meu time. Como castigo você lavar a minha Kombi.
Cocorote: Seu Jorge, fui contratado para jogar futebol. Não sou lavador de carro. Arranje outro para fazer o serviço.
Cocorote voltou para o vestiário, trocou de roupa e foi embora. A diretoria do CRB multou o goleiro porque chegou atrasado.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Diogo Henrique & Perfis Diogo Henrique em 27 Jan 2009
Cica, recordista brasileiro de gols em uma partida
O jogador brasileiro que marcou o maior número de gols em uma partida foi Darcy Marino da Silva, o Cica, que em 10 de dezembro de 1967, jogando pelo Social Olímpico Ferroviário, de Santos Dumont, Minas Gerais, marcou 12 gols, numa partida contra o Pombense, da cidade de Rio Pomba. A partida, válida pelo campeonato regional daquele ano, terminou 17 x 0.
Com a repercussão do seu feito, sua fama ultrapassou as fronteiras do município e o dirigente Gunnar Goranson mandou busca-lo para fazer testes no Flamengo, que montava uma nova equipe para o campeonato carioca de 1968. Fez ótimos treinamentos ao lado de Manicera, Dionísio e Rodrigues Neto, entre outros e foi aprovado pelo, então técnico, Walter Miraglia. Quando sua contratação parecia certa, um impasse entre os dirigentes dos clubes, acabou encerrando as negociações.
Cica, então, desenvolveu sua carreira e continuou fazendo seus gols por clubes do interior de Minas, como Social e Mineiro de Santos Dumont, Vila Nova de Nova Lima, Formiga da cidade de mesmo nome e Vila do Carmo, de Barbacena, onde encerrou sua carreira profissional.
Cica, orgulhoso, guarda com carinho a edição do Guiness Book de 1998, onde seu feito histórico está registrado na página 287, exatamente entre dois dos maiores jogadores de todos os tempos: Pelé (maior número de títulos) e Ademir Menezes, (maior artilheiro brasileiro em copas do mundo - 9 gols, em 1950).
Não sabe, ao certo, quantos gols marcou em sua carreira (e foram muitos), mas, daqueles 12, assinalados no dia 10 de dezembro de 1967, certamente ele nunca esquecerá.
Fonte: livro Causos da Bola, do jornalista Victor Kingma