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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Jan 2010

Raridades, para quem sempre gostou de futebol.

Raridades, para quem sempre gostou de futebol.

SELEÇÃO FRANCESA 2x7 PAULISTANO (EXTINTO CLUBE DE SP), EM 1925, AMISTOSO EM PARIS COM FRIEDENREICH
http://www.youtube.com/watch?v=D1kXX1nfXTk

BRASIL 6x5 POLÔNIA - OITAVAS-DE-FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1938, COM LEÔNIDAS E DOMINGOS DA GUIA
http://www.youtube.com/watch?v=cecyhZCKu1w

BRASIL 2x0 IUGOSLÁVIA - PRIMEIRA FASE DA COPA DE 50, COM ENTREVISTAS COM BARBOSA, BAUER E ZIZINHO
http://www.youtube.com/watch?v=nocsH6NSOsA

BRASIL 1x2 SELEÇÃO DO SUL - AMISTOSO EM 1983, COM PELÉ QUE JÁ HAVIA PARADO DE JOGAR DESDE 1977
http://www.youtube.com/watch?v=w58uBRH_9y0

BRASIL 1x0 ESCÓCIA - TORNEIO SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
http://www.youtube..com/watch?v=bJ2EV3c_2AY

BRASIL 1x0 TCHECOSLOVÁQUIA - AMISTOSO EM 1971, COM GÉRSON, TOSTÃO, RIVELINO, ETC
http://www.youtube.com/watch?v=Eliy2TnLpG4

BRASIL 2X2 IUGOSLÁVIA - DESPEDIDA DE PELÉ NA SELEÇÃO EM 1971, NO MARACANÃ - SÓ O HINO
http://www.youtube.com/watch?v=_tJ70D3iBC4

BRASIL 2x1 MÉXICO - AMISTOSO EM 1968, NO MINEIRÃO, COM PELÉ, GÉRSON E JAIRZINHO
http://www.youtube.com/watch?v=Rz2ntNzh5q0

BRASIL 6x2 COLÔMBIA - ELIMINATÓRIAS PARA A COPA DE 70
http://www.youtube.com/watch?v=u-AEcsgitLQ

BRASIL 3x3 IUGOSLÁVIA - AMISTOSO EM 1968
http://www.youtube.com/watch?v=bNNX5-9Zcv0

BRASIL 3x0 IUGOSLÁVIA - TORNEIO ESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
http://www.youtube.com/watch?v=23GqQlz_TJc

BRASIL 1x0 PORTUGAL - TORNEIO ESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
http://www.youtube.com/watch?v=_X621wX3lLg

BRASIL 3x0 ARGÉLIA - AMISTOSO EM 1965 E NÃO 64 COMO DIZ NO VÍDEO
http://www.youtube.com/watch?v=JtigxBO-Wj8

BRASIL 1x2 ALEMANHA OCIDENTAL - AMISTOSO EM 1968, COM TOSTÃO, GÉRSON, JAIRZINHO E CIA
http://www.youtube.com/watch?v=sAlpnh7ooyE

BRASIL 2x1 ALEMANHA OCIDENTAL - AMISTOSO EM 1963, COM GILMAR, LIMA, ZITO, MENGÁLVIO, DORVAL, COUTINHO, PELÉ E PEPE (TODOS DO SANTOS)
http://www.youtube.com/watch?v=9L7ogb_r5BA

OBS: NESSE VÍDEO DE CIMA, REPARA NA EMPOLGAÇÃO DO NARRADOR, ALEMÃO, NA HORA DOS GOLS DO BRASIL, DE COUTINHO E PELÉ
SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE X COSMOS - AMISTOSO EM 1989 - COM PELÉ (QUE NÃO JOGOU), RIVELINO, ZICO E CIA
http://www.youtube.com/watch?v=nCSq-7z4zFc

SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 5x0 HOLANDA - COPA ZICO EM 1990
http://www.youtube.com/watch?v=QInv5eVD8eg

SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 3x0 ITÁLIA - COPA ZICO EM 1990
http://www.youtube.com/watch?v=lNuTWFbiq4A

SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 2X1 ALEMANHA OCIDENTAL - COPA ZICO EM 1990
http://www.youtube.com/watch?v=gL6NfUHwyGI

BRASIL 1x2 RESTO DO MUNDO - AMISTOSO EM 1990 - FESTA DE ANIVERSÁRIO DE 50 ANOS DE PELÉ, QUE JOGOU!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=i70xvJguzxk

BRASIL 1x2 RESTO DO MUNDO - AMISTOSO EM 1989 - DESPEDIDA DE ZICO PELA SELEÇÃO
http://www.youtube.com/watch?v=tfNLUkGiZyQ

SELEÇÃO TREINANDO NA ÉPOCA DO PELÉ - NÃO ERA 1958 COMO DIZ NO VÍDEO, SE VÊ PELO ROSTO DO PELÉ, QUE AQUI NESSE VÍDEO
NÃO TINHA SÓ 17 ANOS, VC NÃO ACHA?
http://www.youtube.com/watch?v=xCXcaNJjJhw

SELEÇÃO DE 70 NA CONCENTRAÇÃO
http://www.youtube.com/watch?v=62wNvXb3wQA

GARRINCHA E ROBERTO CARLOS (CANTOR), JOGANDO SINUCA
http://www.youtube.com/watch?v=zNoASIwq5sI

GARRINCHA EM PAU GRANDE, EM 1966
http://www.youtube.com/watch?v=t59vZojUHQk

MAZZOLA (ALTAFINI) CONFESSA QUE SE ARREPENDEU DE TER DEIXADO O BRASIL LOGO APÓS A COPA DE 58 E TER TROCADO A SELEÇÃO BRASILEIRA PELA ITALIANA..
http://www.youtube.com/watch?v=XTt1Q_Pbdqs

BRASIL 2x1 URUGUAI, TAÇA DO ATLÂNTICO EM 1976, JOGO QUE O RIVELINO CAIU DE BUNDA NAS ESCADAS QUE LEVAM AO VESTIÁRIO
http://www.youtube.com/watch?v=UzKGtg_-y74

DOCUMENTÁRIO, FANTÁSTICO, SOBRE ADEMIR MENEZES, O QUEIXADA
http://www.youtube.com/watch?v=k_K8PXhcbbs

DOCUMENTÁRIO, FANTÁSTICO, SOBRE ZIZINHO, O MESTRE ZIZA
http://www.youtube.com/watch?v=qrRQbTtgEeA

MATÉRIA SOBRE LEÔNIDAS DA SILVA, O DIAMANTE NEGRO
http://www.youtube.com/watch?v=-eZO-xDmOcA

MATÉRIA SOBRE DOMINGOS DA GUIA, O DIVINO MESTRE
http://www.youtube.com/watch?v=0I3REVfnhX4

ENTREVISTA COM ZIZINHO NO “BOLA DA VEZ” DA ESPN BRASIL
http://www.youtube.com/watch?v=kPgZa3J894A

MATÉRIA SOBRE HELENO DE FREITAS
http://www.youtube.com/watch?v=Gyjdp_G-Eic

MATÉRIA SOBRE GARRINCHA
http://www.youtube.com/watch?v=PjlfJ_YRThY

MATÉRIA SOBRE GARRINCHA E BARBOSA
http://www.youtube.com/watch?v=i1zWqSBnQZw

O ADEUS DE MESTRE DIDI
http://www.youtube.com/watch?v=W6dh1ublVFw

FLA 0x1 BOTA, EM 1964, ÚLTIMA PARTIDA DE NÍLTON SANTOS PELO BOTAFOGO
http://www.youtube.com/watch?v=VzMcEUHjE7E

FLU 2x1 VASCO, EM 1926
http://www.youtube.com/watch?v=9v6ROadicRE

FLU 3x2 SPORTING, EM 1928
http://www.youtube.com/watch?v=Wuk3aGO2cpI

FLA X FLU, DÉCADA DE 20
http://www.youtube.com/watch?v=d5NofNPBAuM

VASCO 1948
http://www.youtube.com/watch?v=ywMMuqU0ds8

REAL MADRID 3x4 VASCO, EM 1957
http://www.youtube.com/watch?v=hesqCPCEamc

BATE PAPO COM NÍLTON SANTOS
http://www.youtube.com/watch?v=9Ll7zIMd_HY

HOMENAGEM A NÍLTON SANTOS
http://www.youtube.com/watch?v=opjAy6GHYng

DJALMA SANTOS NO JUCA ENTREVISTA
http://www.youtube.com/watch?v=1dq-AQSFeFc

COUTINHO, PARCEIRO DE PELÉ, NO JUCA ENTREVISTA
http://www.youtube.com/watch?v=2JxUYFpmuyk

MATÉRIA SOBRE MANGA
http://www.youtube.com/watch?v=BGr6yZsMglc

HOMENAGEM A SANTOS 62/63
http://www..youtube.com/watch?v=iMWIZcuLTsM

GILMAR DOS SANTOS NEVES
http://www.youtube.com/watch?v=JbR7supU8mc

LUIZINHO ‘ O PEQUENO POLEGAR’
http://www.youtube.com/watch?v=6I1oVZEdjio

CLUBES QUE REPRESENTARAM A SELEÇÃO
http://www.youtube.com/watch?v=JQRpaOS84CM

ZAGUEIROS ARTILHEIROS
http://www.youtube.com/watch?v=nJV_J5B2HJc

TRIO DE FERRO X ARGENTINOS, EM 1948
http://www.youtube.com/watch?v=mi8wVFTy3r0

CANHÕES DO FUTEBOL PAULISTA
http://www.youtube.com/watch?v=mesf07mSIaU

LULA FALANDO DE CORINTHIANS DE 54, VASCO DE 58, GARRINCHA E ADEMIR DA GUIA
http://www.youtube.com/watch?v=2G8tcCBbzLU

MÚSICA HOMENAGEANDO CANHOTEIRO, O GARRINCHA DA PONTA-ESQUERDA
http://www.youtube.com/watch?v=aUgURzunXpY

BRASIL 2x0 INGLATERRA, NO MARACANÃ, EM 1959, SHOW DE JULINHO BOTELHO
http://www.youtube.com/watch?v=cDBjtMJjQZc

ENTREVISTA COM APARÍCIO PIRES, JORNALISTA QUE COLOCOU O APELIDO DE DINAMITE NO CRAQUE DO VASCO, EM 1971
http://www.youtube.com/watch?v=l3S5ReKMbFg

CORINTHIANS 1x1 PALMEIRAS, EM 1954
http://www.youtube.com/watch?v=yX2O2cpZRQ0

BRASIL X ZAIRE, COPA DE 1974, JOGADOR DO ZAIRE CORRE ANTES DO JUIZ APITAR A FALTA E CHUTA A BOLA
http://www.youtube.com/watch?v=Q3MOCFYDTKc

BRASIL 4x5 BOLÍVIA, NA COPA AMÉRICA DE 1963, RARIDADE
http://www.youtube.com/watch?v=wYkXmWmsA-g

BRASIL X PERU, NA COPA AMÉRICA DE 1975, GOL PERUANO
http://www.youtube.com/watch?v=n4uDEmUf7nk

SELEÇÃO BRASILEIRA NA CONCENTRAÇÃO, EM 1985 - PARTE 2
http://www.youtube.com/watch?v=BH3Te3xFBo0

BRASIL 1x1 CHILE, ELIMINATÓRIAS PARA A COPA DE 1990, EM SANTIAGO, NESSE JOGO O ROMÁRIO COMEÇOU A BRIGAR ANTES DO INÍCIO DA PARTIDA E FOI EXPULSO AINDA NO PRIMEIRO TEMPO. MAS O INCRÍVEL É O GOL DO CHILE NO FINAL DO JOGO
http://www..youtube.com/watch?v=m0b_6T3G2i4

RONALDO É CONVOCADO PARA A COPA DE 1994
http://www.youtube.com/watch?v=YJzRIO6RZdQ

O CORTE DE ROMÁRIO NA COPA DE 1998
http://www.youtube.com/watch?v=Lh-RbRVy3uI

ZICO EXPLICA A CONVULSÃO DE RONALDO EM 1998
http://www.youtube.com/watch?v=4bTu6MC6yqg

SELEÇÃO BRASILEIRA CHEGA NO HAITI EM 2004
http://www.youtube.com/watch?v=sWHVXkIQnUg

O BRASIL NA COPA DE 1966, MATÉRIA EM ESPANHOL
http://www.youtube.com/watch?v=WTQHW8V0xPY

A SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DE 1954
http://www.youtube.com/watch?v=Nahg2ZXsQAs

BRASIL 6x1 ESPANHA, NA COPA DO MUNDO DE 1950
http://www.youtube.com/watch?v=esy9N7dNTeU

BRASIL 7x1 SUÉCIA, NA COPA DO MUNDO DE 1950
http://www.youtube.com/watch?v=snM2_rgW2MI

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 06 Jan 2010

Os cantos de uma torcida - 1910 a 1977

1.Em 1914 o Corinthians fez seu primeiro jogo internacional contra o Torino da Itália. O jogo foi no Parque Antarctica, em 08/11/1914. O Placar foi de 2 x 1 para o Torino.
O árbitro foi nada mais nada menos que Charles Miller, o introdutor do futebol na Brasil. O técnico do Torino, Vittorio Pozzzo, falou que o Corinthians podia ir à Europa e enfrentar, sem receio, qualquer dos times de lá.

O que se cantava nas arquibancadas:
ALEGUÁ GUÁ GUÁ!
ALEGUÁ GUÁ GUÁ!
HURRA HURRA
CORINTHIANS!

2.No livro Brás, Bexiga e Barra Funda, publicado em 1928, registrou o grito de guerra de Antonio Alcantara Machado em sua crônica Corinthians 2 x Palestra 1 :

QUE É, QUE É, É JACARÉ? NÃO É!
QUE É, QUE É, É TUBARÃO? NÃO É!
ENTÃO QUE É?
CO RIN THI ANS!

3.Na década de 30 Antonio Alcantara Machado registrou no livro Cavaquinho e Saxofone o seguinte grito de guerra:

TUCU RUCUTU! JÁ-JÁ!
TUCU RUCUTU! JÁ-JÁ!
HURRA HURRA!
CORIN THIANS!

4.Em 1941 a primeira torcida organizada do Corinthians entoou o seguinte grito de guerra:
UH BALASQUIÊ!
UH BALASQUIÁ!
ZUM, ZUM, ZUM,
RÁ, RÁ, RÁ
CORIN THI ANS!

5. Grito de guerra dos anos 50, reproduzido ao final da música ” Campeão do IV Centenário” de Alfredo Borba:

CHI BUMBÁ,
IUBARACA, IUBARACÁ,-Á
ZUN ZUN ZUM,
RARARÁ,
CO RINTHI ANS!
CO RINTHI ANS!

6. Grito de guerra da torcida durante toda a década de 60:

COO OO RIN THI ANS!
COO OO RIN THI ANS!
COO OO RIN THI ANS!

7. Um dos muitos gritos de guerra da Fiel na década de 1970:

OLÊ OLÁ…
E O CO RIN THI ANS
TÁ BOTANDO
PRA QUEBRAR…….

A partir de então muitos e muitos gritos de guerra foram entoados.

Livro Timão 100 anos

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Dez 2009

O zagueiro com mais gols na história do Corinthians

O lateral-esquerdo Roberto Carlos usou a camisa com número 3 em todos os clubes por onde passou. Menos no Corinthians, que já vende seu uniforme com número 6 nas costas.

Para muitos, uma decisão surpreendente da diretoria. Mas explicada pela presença de Chicão que, em dois anos, tornou-se um dos ídolos da torcida e o zagueiro com mais gols na História do clube: 27 em 103 jogos.
chicomeno - chicomeno

Como a Torcida do Corinthians Avalia o Futebol do Chicão:
avalia    o chic  o - avalia    o chic  o

Gráficos: esquematatico.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 23 Dez 2009

Corintianos que disputaram Copas do Mundo

Ao longo da História das Copas do Mundo, 20 jogadores representaram o Corinthians.

Copa da França (1938)
O zagueiro Jau, o meia Brandão e o atacante Lopes.

Copa do Brasil (1950)
Somente o atacante Baltazar foi chamado.

Copa da Suíça (1954)
Foram o goleiro Cabeção e Baltazar.

Copa da Suécia (1958)
O goleiro Gilmar e o zagueiro Oreco.

Copa da Ingla-terra (1966)
Desta vez no Timão, Garrincha foi chamado de novo.

Copa do México (1970)
O tri teve o meia Rivellino e o goleiro Ado como representantes do Timão.

Copa da Alemanha (1974)
Foram convocados o lateral-direito Zé Maria e o craque Rivellino.

Copa da Argentina (1978)
Só o zagueiro Amaral foi chamado.

Copa da Espanha (1982)
Do Timão, só o craque Sócrates foi chamado.

Copa do México (1986)
O goleiro Carlos, o lateral Edson e o atacante Casagrande foram chamados.

Copa dos EUA (1994)
O atacante Viola foi o representante do Corinthians.

Copa Coréia e Japão (2002)
A Seleção conquistou o penta com Vampeta, Ricardinho e Dida.

Copa da Alemanha (2006)
No último Mundial, somente o meia Ricardinho foi chamado.

Curiosidades do Lancenet, por Bruno Andrade

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 15 Dez 2009

O início da campanha do Bangu em 1966

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11/09/1966 - BANGU 5 x 0 MADUREIRA

FICHA TÉCNICA

Competição:
Campeonato Carioca

Local:
Conselheiro Galvão (RJ)

Público:
1.014

Árbitro:
José Gomes Sobrinho

Bangu
bangu 1 - bangu 1
Ubirajara, Cabrita, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jair e Ocimar; Tonho, Paulo Borges, Ênio e Zé Carlos.
Técnico: Alfredo González.
Madureira
madureira 1 - madureira 1
Silas, Jorge Luís, Nagel, Alfredo e Conceição; Laerte e Merrinho; Morais, Anísio, Mário e Léo.
Técnico: Evaristo de Macedo.

No 1º tempo: Paulo Borges (35). No 2º tempo: Ênio (20), Jair (pên.) (25), Paulo Borges (34) e Jair (44).

Paulo Borges - ponta de lança da vitória: 5 x 0
Fonte: Última Hora

Numa partida de nível técnico apenas razoável, o Bangu começou o Campeonato Carioca goleando o Madureira por 5 x 0, ontem à tarde, em Conselheiro Galvão, onde a grande figura foi Paulo Borges, que transformou-se num atacante perigosíssimo jogando na posição de ponta de lança, destacando-se também as atuações de Ênio e Cabrita.

O Madureira não mostrou nenhum padrão de jogo e conseguiu resistir só no primeiro tempo, que terminou 1 x 0 para o Bangu. Na fase final, os banguenses acharam o caminho e chegaram à goleada facilmente, explorando sempre as falhas do sistema defensivo dos locais.

Resistência inicial

Desde o início da partida o Madureira deixou claro que não tinha pretensões de vencer a partida, pois concentrava-se todo na defesa e raramente ia à frente, assim mesmo com um ou dois jogadores.

O bloqueio do Madureira, embora imperfeito, conseguiu dificultar as coisas para o Bangu até por volta dos 30 minutos, quando a pressão contra a sua meta começou a aumentar. Paulo Borges, que já vinha se destacando como a melhor figura da partida, sempre com investidas ameaçadoras, fez o primeiro gol aos 35 minutos, aproveitando uma bola largada por Silas, centrada da esquerda, depois de uma confusão na área.

O Madureira só fez um ataque objetivo, aos 39 minutos, numa manobra de Morais e Anísio, completada pelo ponta-direita, mas Mário Tito apareceu na hora crítica e salvou a situação.

Goleada no final

O Bangu voltou ainda com mais disposição para o segundo tempo e Paulo Borges perdeu dois gols feitos aos 2 e 5 minutos, cabeceando no primeiro lance ao alcance do goleiro e por cima do travessão no segundo, com a meta vazia.

Aos 20 minutos, os banguenses conseguiram o segundo gol. Zé Carlos, recuado, iniciou a jogada pelo seu setor, driblou Jorge e cruzou enviesado na direção de Tonho, pela direita. Ênio entrou na corrida antecipando-se, driblou dois adversários, inclusive o goleiro, e colocou a bola dentro da meta.

O Bangu jogava tranqüilo com a vantagem de 2 x 0, mas continuou a pressionar, surgindo o seu terceiro gol numa penalidade máxima cometida pelo zagueiro Nagel, que segurou a bola com a mão dentro da área. Jair, encarregado da cobrança, chutou muito bem, no canto direito do goleiro Silas.

Ênio perdeu um gol feito aos 30 minutos, chutando em cima de Silas, mas logo depois, aos 34 minutos, o Bangu ampliou sua vantagem para 4 x 0. Paulo Borges serviu bom passe a Tonho na ponta-direita e entrou velozmente pela meia-direita, pedindo a bola. O ponta cedeu na medida e Paulo Borges chutou forte no canto esquerdo de Silas.

Um minuto depois, Mário Tito deixou o gramado com suspeita de distensão na virilha, passando Zé Carlos a jogar na lateral-esquerda, enquanto Ari Clemente ocupava a posição de zagueiro de área.

Quando faltava um minuto para o final da partida, Tonho, deslocado para a ponta-esquerda, cruzou para Jair, que, mesmo de fora da área, chutou forte de pé esquerdo para o canto direito de Silas, assinalando o quinto gol do Bangu. No segundo tempo, o Madureira apenas trocou as posições de Laerte e Mário, mas sem nenhum resultado positivo.

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Dez 2009

Um amigo não me deixou ver o último grande jogo de Garrincha

Meus amigos, em 1962 eu tinha 11 anos de idade e não tinha TV em casa. E eu adorava ver futebol na TV.
Em 15/12/1962 decidiram o campeonato carioca Botafogo x Flamengo no Maracanã, jogo este que teve 146.000 pagantes e….Garrincha naquela que seria sua última grande tarde nos gramados.
Meu vizinho da mesma idade torcia para o Santos F.C. e ia ver o jogo na casa dele. Ele sabia que eu desejava e muito ver o jogo mas não me convidou.

Se o Botafogo empatasse, adeus ao título carioca de 1962. Mas com um time daqueles (Manga, Paulistinha, Jadir, Nilton Santos e Rildo, Aírton e Édson, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo), o alvinegro era o favorito contra o Flamengo. Tarde de gala no Maracanã e o Brasil inteiro ligado na partida, que começou com uma investida fulminante de Dida, a bola raspando a trave de Manga. A pressão rubro-negra durou até que Garrincha, ganhando na corrida de Jordan, chutou cruzado e rasteiro no canto, sem defesa para Fernando: 1 x 0. Aos 35, Amarildo, mesmo com um estiramento na coxa, toca para Garrincha, que dribla dois, cruza para Quarentinha que emenda para o gol: 2 x 0. O Botafogo estava á vontade, imprimia ao jogo um ritmo cadenciado, na base do toque. Aos 2 minutos do segundo tempo, Garrincha fecha o placar, 3 x 0. E tome festa alvinegra.
entrando com bola e tudo no gol do fla - entrando com bola e tudo no gol do fla

Hoje relembro pelo menos alguns momentos daquele jogo pelo Canal 100, conforme pode-se ver clicando abaixo. Não é a mesma coisa mas dá para ver os gols.

http://www.youtube.com/watch?v=3uPCfdMjDxQ

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Dez 2009

Grandes jogadores do Madureira de 1951

Estava admirando as escalações dos times do campeonato carioca de 1951, editado pelo Jose Ricardo de Almeida, e me detive no time do Madureira.
Procurei a foto na internet :
madureira de 1951 - madureira de 1951
Esta foto é de 1951, um ano após a inauguração do Maracanã. Mostra o Madureira com Evaristo de Macedo. Em pé vemos Bitum, Amauri, Weber, Claudionor, Herminio e Valter; agachados estão Betinho, Evaristo de Macedo, Alfredinho, Ocimar e Tampinha

Reparei em dois jogdores que vi jogar: Ocimar e Evaristo.

Ocimar foi meia da Portuguesa de Desportos e do Bangu.

Evaristo foi atacante do Flamengo, Barcelona e Real Madrid e um dos melhores jogadores brasileiros em todos os tempos.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Dez 2009

O Fluminense e a Copa Rio de 1952

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A Copa Rio Internacional de 1952 foi disputada por 8 equipes de alguns países da Europa e América do Sul entre 12 de Julho e 2 de Agosto de 1952 em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos estádios do Pacaembu e Maracanã, respectivamente. O Fluminense sagrou-se campeão de forma invicta.

A competição tinha este nome pois organizada pela CBD, com a autorização da FIFA, e era patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Grupo do Rio de Janeiro
Peñarol do Uruguai, campeão uruguaio de 1951.
Grasshopper Club da Suíça, campeão suiço da temporada 1951/52
Fluminense do Brasil ,campeão carioca de 1951
Sporting de Portugal, campeão português da temporada 1951/52

Grupo de São Paulo
FC Saarbrücken da Alemanha , segundo colocado na Alemanha Ocidental 1951/52
Libertad do Paraguai , segundo colocado no Paraguai em 1952
Corinthians do Brasil, campeão paulista de 1951 e 1952
Áustria Viena da Áustria, segundo colocado na Áustria na temporada 1951/52

A II Copa Rio começou no dia 12 de julho com os jogos:
Penarol 1 x Grasshopers 0
Áustria 4 x Libertad 2
No dia 13 mais dois jogos:
Fluminense 0 x Sporting 0
Corinthians 6 x Sarrebruckem 1

Dia 16 –
Penarol 3 x Sporting 1
Áustria 5 x Sarrebruckem1
Dia 17 –
Fluminense 1 x Grassopers 0 (Marinho)
Corinthians 6 x Libertad 0 (Baltazar 2. Carbone 2. Claudio. Luizinho)

Dia 19 –
Sporting 2 x Grassopers 1
Libertad 4 x Sarrebruchem 1
Dia 20 –
Fluminense 3 x Penarol 0 (Marinho 2. Orlando)
Corinthians 2 x Áustria 1 (Carbone. Gastão)

Se classificaram quatro clubes que disputaram as semi finais em dois jogos. Os vencedores decidiram o titulo.

No Maracanã – Fluminense e Áustria.
Dia 23 – Fluminense 1 x Áustria 0 (Didi)
Dia 27 – Fluminense 5 x Áustria 2 (Orlando 3. Quincas e Telê Santana)
No Pacaembú – Corinthians x Penarol
Dia 24 – Corinthians 2 x Penarol 1 (Cláudio 2)
Neste jogo houve muitos problemas com expulsões dos uruguaios Romero por jogo violento e Miguez por tentativa de agressão ao arbitro alemão Dunger. No lado corinthiano, Murilo sofreu uma séria contusão no joelho e Baltazar com afundamento do malar. O resultado é que não houve ambiente para o segundo jogo. Os uruguaios alegando que não tinham segurança desistiram da segunda partida. Assim, a decisão da II Copa Rio ficou para os brasileiros Fluminense e Corinthians com os jogos realizados no maracanã.
fonte: Wikipédia
Museu dos Esportes/Esporte Ilustrado

FINALÍSSIMA
1°Jogo
Rio de Janeiro, 30 de julho de 1952.

Amigos, a vitória desta quarta-feira foi a mais importante de todas. Numa final de dois jogos, o mais importante é o primeiro. O time que quer ser campeão precisa se impor na primeira partida. É óbvio que é o segundo jogo que define tudo, e que é possível virar uma situação desvantajosa. Porém, muito melhor é não precisar virar nada: muito melhor é estar em vantagem o tempo todo.

Foi isso que o Fluminense fez hoje, diante dos campeões paulistas: impôs o seu futebol, do instante inicial ao minuto derradeiro. O quadro de Álvaro Chaves foi uma verdadeira máquina de jogar bola, espremendo o Corinthians contra o seu próprio gol.

Quando o cronômetro marcava vinte e dois minutos, Orlando Pingo de Ouro, o atacante que é a cara do Fluminense, abriu o placar para o Tricolor. Foi o quinto gol de Orlando na Copa Rio: ele é agora o artilheiro isolado do certame.

No segundo tempo, o Fluminense manteve a pressão, buscando o segundo tento, que significaria enorme vantagem. E foi Marinho, aos 25 minutos, que concretizou o sonho pó-de-arroz. Foi a quarta vez que Marinho balançou as redes na Copa Rio. Fluminense 2 a 0, e o placar não mudou mais.

Me perdoem por não dar mais detalhes do jogo em si. Explico minha sonegação: em uma final, a tática e a estratégia dão lugar ao coração, e a razão é substituída pela emoção. É por isso que as finais são sublimes, é por isso que as decisões são eternas. Nosso austero técnico Zezé Moreira tem a sua importância, claro. Mas, numa final, o fator que desequilibra mesmo é o coração na ponta da chuteira: é o sangue verde, branco e grená jorrando paixão.

Sábado é o grande dia. Os tricolores vivos, doentes e mortos subirão as rampas do Maracanã. Os vivos sairão de suas casas, os doentes de suas camas, e os mortos de suas tumbas. Nós, torcedores do passado, do presente e do futuro, empurraremos o Fluminense para a glória suprema.

fonte: Paulo Cezar da Costa Martins Filho

Ficha técnica: Fluminense 2 x 0 Corinthians
Data: 30/07/1952.
Local: Maracanã, Rio de Janeiro.
Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Jair, Édson e Bigode; Telê (Robson), Didi, Marinho (Simões), Orlando Pingo de Ouro e Quincas. Técnico: Zezé Moreira.
Corinthians: Gilmar; Homero e Olavo; Idário, Julião e Sula; Cláudio, Luizinho, Carbone, Gatão (Jackson) e Mário (Colombo). Técnico: Rato.
Árbitro: Joaquim Campos (Portugal).
Público pagante: 27.094.
Público presente: 38.680.
Renda: CR$ 770.590,90.
Gols: Orlando Pingo de Ouro (aos 22 minutos do primeiro tempo) e Marinho (aos 25 minutos do segundo tempo).

2° Jogo
Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1952.

Amigos, a humildade acaba aqui: desde hoje, o Fluminense é o campeão do mundo. A equipe tricolor fez uma partida perfeita, irretocável. Lutou com a alma indomável do campeão. O resultado não poderia ser outro, senão a glória, senão o título. A Copa Rio repousará, feliz e para sempre, na abarrotada sala de troféus da Rua Álvaro Chaves.

Não se conquista uma taça num único dia, numa única noite. Não. Um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro. Após o empate, na estréia, com o Sporting Lisboa, o campeão português, não se interrompeu mais a ascensão para a glória. Passamos pelo Grasshopper-Club, o campeão suíço, e depois atropelamos o Peñarol, o campeão uruguaio. Então, veio o poderoso Áustria Viena, e também ficou pelo caminho. Por fim, vencemos o Corinthians, o campeão paulista. Não só vencemos o mais difícil e conceituado campeonato de clubes já organizado até hoje. Conquistamos o valioso troféu invictos, em uma campanha épica.

O Corinthians, campeão de São Paulo, foi o adversário do Tricolor na grande decisão da Copa Rio. Mesmo tendo sido vitorioso no primeiro encontro (dia 30), o Fluminense logo se avantajou no placar, disposto a conquistar o Campeonato de maneira digna e categórica. O primeiro gol ocorreu aos 10 minutos, e veio dos pés de mestre Didi. O Corinthians, como é natural, não concordava com as pretensões tricolores, e lutava com galhardia para reverter a situação.

Quando começou a segunda etapa do memorável confronto, em que dois times brasileiros disputavam a honra de possuir o título oficioso de Campeão Mundial Interclubes, a peleja, autêntico prélio de dois gigantes, aumentou em beleza e intensidade. Cada minuto que se escoava era mais um passo que o Fluminense dava em direção ao título, e era mais uma dose de esperança perdida pelo Corinthians.
Os campeões paulistas finalmente alcançaram seu tento, com Jackson, quando o cronômetro apontava 11 minutos. O Fluminense continuava em boa situação, posto que o empate lhe bastava. Porém, mesmo assim, a equipe tricolor lançou-se toda para a frente, como se necessitasse da vitória tanto quanto o oponente. Aos 25, Marinho marcou o seu quinto gol na Copa Rio, igualando-se a Orlando Pingo de Ouro na artilharia. O tento foi deveras importante, uma vez que voltou a pôr o Fluminense na frente: 2 a 1.

O alvinegro paulista ainda conseguiu marcar o gol de empate, por meio de Souzinha, aos 44 minutos. Mas isso não era suficiente para impedir a glória do Fluminense. O esquadrão de Álvaro Chaves demonstrou tudo o que pode se exigir de um autêntico campeão: fibra, entusiasmo, capacidade técnica e ciência do jogo.

E quem é o grande personagem da conquista? Poderia destacar qualquer jogador pó-de-arroz, do goleiro ao ponta-esquerda: todos, todos tiveram uma garra, um ímpeto e uma paixão inexcedíveis. Orlando e Marinho, nossos artilheiros. Telê e Didi, nossos maestros. Píndaro e Pinheiro, as duas torres inexpugnáveis na defesa. Jair, Édson e Bigode, o trio indomável no meio-de-campo. Quincas, Róbson e Simões, sempre dando conta do recado no ataque. Zezé Moreira, nosso austero comandante à beira do campo. Mas um nome se destaca, em alto relevo, acima de todos os outros: o de Carlos José Castilho, nosso arqueiro.

Sobre ele, pego emprestadas as palavras publicadas na Revista do Esporte desta semana:
“O Fluminense desde que se ofuscou a estrela de Batatais teve bons keepers, mas Castilho é o ocupante da posição de todos que sucederam o ‘rei da colocação’. Atingiu o jovem keeper o ponto alto de sua carreira no Pan-Americano de Santiago do Chile e agora na Copa Rio continua demonstrando suas altas qualidades, salvando tentos certos na fase eliminatória, quando manteve invicto o seu arco. Nas semifinais, foi vencido apenas duas vezes. A argumentação de que o sistema defensivo tricolor não permite tiros perigosos ao arco guarnecido por Castilho, e este, portanto, não teve muito trabalho, não procede, pois se não fossem as suas ‘milagrosas’, pois temos que chamar de milagrosas intervenções, pois ele fez o impossível, e o Fluminense estaria amargurando reveses fatais que o desclassificariam da Copa Rio, precisamente no ano do seu cinqüentenário. Castilho foi a grande barreira que impediu a queda da cidadela tricolor, enquanto o time se armava para a arrancada final. Após a notável campanha no Pan-Americano do Chile, quando fez a sua prova de fogo, Castilho provou na Copa Rio que é uma barreira internacional. É por isso que se diz às vezes que um goleiro vale por um time.”

Quando o prefeito da cidade, João Carlos Vital, entregou a belíssima Copa Rio ao nosso capitão Píndaro, aconteceu o momento sublime: todos os presentes no Maracanã perceberam que o mundo é tricolor. A Terra é verde, branca e grená. O planeta inteiro está aos pés do Fluminense Football Club, Campeão Mundial Interclubes.

fonte: Paulo Cezar da Costa Martins Filho

Ficha técnica: Fluminense 2 x 2 Corinthians
Data: 02/08/1952.
Local: Maracanã, Rio de Janeiro.
Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro (Nestor); Jair, Édson e Bigode; Telê (Róbson), Didi, Marinho, Orlando Pingo de Ouro e Quincas. Técnico: Zezé Moreira.
Corinthians: Gilmar; Homero e Olavo; Idário (Sula), Goiano e Julião; Cláudio, Luizinho (Souzinha), Carbone, Jackson e Colombo. Técnico: Rato.
Árbitro: Gabriel Tordjaman (França).
Público pagante: 53.074.
Público presente: 65.946.
Renda: CR$ 1.506.379,00.
Gols: Didi (aos 10 minutos do primeiro tempo), Jackson (aos 11 do segundo), Marinho (aos 25 do segundo) e Souzinha (aos 44 do segundo).

http://jornalheiros.blogspot.com/2009/08/recordar-e-viver-fluminense-2.html

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 27 Nov 2009

Brito - zagueiro central do Brasil da Copa de 70.

Hércules Brito Ruas (9 de Agosto de 1939, Rio de Janeiro), mais conhecido como Brito, é um ex-zagueiro de futebol lembrado por ter sido como o melhor atleta na Copa de 70.

Era a segurança da seleção brasileira (onde fez 45 partidas, entre 1964 e 1972). Ficou famoso também por, em 1971, ter acertado um soco no juiz José Aldo Pereira e ficar suspenso por um ano.

Brito acerta soco em José Aldo Pereira
SocodeBrito - SocodeBrito

Em outubro de 1971 – mais precisamente no dia 31 – os jogadores do Botafogo ainda estavam inconformados com a roubalheira praticada pelo soprador de apito José Marçal Filho na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, jogada a 27 de junho daquele ano. Pela foto publicada no blog do Glorioso, percebe-se a fisionomia tensa de cada um. Talvez Jairzinho, com a confiança que o caracterizava, fosse o único a esboçar um leve sorriso.

Iniciou sua carreira no Vasco, seu time do coração, em 1960, e no clube carioca ficou por 10 anos. Jogou ainda por Internacional, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Atlético Paranaense e River-PI. Foi campeão mundial da Copa de 70 e do Torneio Rio-São Paulo em 1966 pelo Vasco.

Brito e’ um legitimo elemento da dinastia de grandes zagueiros do Vasco, revelado nas divisoes de base e subindo a equipe titular apos a saida de Bellini. Nos anos 60, quando o Vasco nao teve grandes equipes, Brito era a principal estrela cruzmaltina e capitao do time. Excelente marcador e dotado de um vigor fisico impressionante, foi convocado pela primeira vez como titular da selecao em 1964, na Taca das Nacoes. Depois disso, foi frequentemente convocado ate’ 1972. (netvasco)

Brito também foi Bola de Prata de Placar no ano de 1970. Formou na seguinte seleção:
Picasso (BAH), Humberto Monteiro (AMG), Brito (CRU), Reyes (FLA), Everaldo (GRE), Zanata (FLA), Dirceu Lopes (CRU), Samarone (FLU), Vaguinho (AMG), Tostão (CRU) e Paulo César Caju (BOT).

Somente estou repassando os dados de Brito pelo ocorrido em 09 de outubro de 1974, quando o Corinthians foi campeão do primeiro turno vencendo o São Paulo por 1 x 0. Brito neste jogo jogou ao lado de Baldocchi.
Foi a primeira e única vez que vi uma torcida começar a gritar o nome de um zagueiro central lá pelos 20 minutos do segundo tempo. Do nada, do nada, o Pacaembu começou a gritar o nome de Brito.
Eu presenciei tudo, afinal cheguei no estádio ás 17h e o jogo só começou as 21h. Terminado o jogo, Brito tirou sua camisa e veio em direção da arquibancada e jogou a camisa para a Fiel Torcida.
Só não se consagrou porque perdeu a final para o Palmeiras em 22 de dezembro de 1974, por 1 x 0.
Encerrando, a foto do time da final com o Palmeiras:
corinthians de 1974 - corinthians de 1974

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 20 Nov 2009

Há 46 anos…..: “O Pelé não veio hoje?”

Um amigo torcedor do Santos encaminhou a história do jogo em que Pelé fez dois gols e empatou o jogo, aos 42 e 43 minutos do segundo tempo. Pesquisei na internet, “Só Sumulas”, e listei abaixo a ficha do jogo . A dupla de zaga do Vasco resolveu gozar da cara do negão e o resultado é o que veremos a seguir:

VASCO DA GAMA (RJ) 2 X 2 SANTOS (RJ)
Data: 16/02/1963 Torneio Rio São Paulo
Local: Estádio do Maracanã / Rio De Janeiro
Arbitro: Stefan Walter Glanz
Gols: Ronaldo 32/1º, Sabará 12, Pelé 42 e Pelé 43/2º
VASCO DA GAMA: Ita, Joel, Brito, Dario, Maranhão, Barbosinha (Fontana), Sabará, Villadoniga, Saulzinho, Lorico (Fagundes) e Ronaldo /Técnico : Jorge Vieira
SANTOS: Gilmar, Mauro, Zé Carlos (Tite), Dalmo, Calvet, Lima, Dorval, Mengálvio, Pagão (Toninho), Pelé e Pepe

A história a seguir já causou muita polêmica. Tem gente, entre eles o respeitabilíssimo jornalista Sérgio Cabral, que jura que Pelé jamais diria tal coisa. A ela, acrescento a minha versão, a partir de uma entrevista que fiz com o próprio Rei do Futebol. Por Celso Unzelte.
Vasco e Santos jogavam no Maracanã, pelo falecido Torneio Rio-São Paulo, em 1963. Diz a lenda que a dupla de área vascaína era formada pelos truculentos Brito e Fontana. Fontana, na verdade, não jogou. Naquele dia, o parceiro de Brito era Joel.
A lenda também diz, e isso é verdade, que até faltarem dois minutos para o final o jogo estava 2 a 0 para o Vasco. Isso fez a dupla de zaga vascaína, formada por Brito e seja lá quem for, criar coragem para tirar um sarro do Rei.
“Ué, fulano”, teria perguntado um dos zagueiros ao outro, em alto e bom som, justamente para Pelé ouvir. “O Rei não veio hoje?” “Acho que não”, respondeu o outro zagueiro, dando sequência à provocação. “Mas não disseram que tinha um Rei jogando por aí?”
Então, quando faltavam dois minutos, Pelé marcou um gol. E logo em seguida, quando só faltava um minuto, Pelé marcou outro, empatando a partida — e isso NÃO é lenda. Pode ser comprovado na ficha técnica daquele jogo de 16 de fevereiro de 1963. Pelé, então, teria ido buscar a bola no fundo do gol vascaíno para entregá-la nas mãos de um dos zagueirões desaforados e dito em seguida: “Toma, manda pra tua mãe. Diz que foi o Rei que mandou”.
Como já escrevi acima, tive a oportunidade de perguntar tudo isso a Pelé, pessoalmente, durante uma entrevista. Ele deu muita risada e respondeu: “Eu só não falei essa parte sobre a mãe do cara…”

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 12 Nov 2009

Campeões da 2ª Divisão Paulista - 1953 - 1954 - 1955 e 1956

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1953- NOROESTE de BAURÚ
O primeiro título da 2a Divisão veio em 1953. Após conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Norusca, em uma campanha heróica, conquistou o título da Segundona, passando por cima do América de Rio Preto, da Ferroviária de Araraquara, do Paulista de Jundiaí, do Marília e do Bragantino. Foram oito vitórias em dez jogos, que renderam o primeiro acesso da história do Noroeste à divisão de elite do futebol paulista. O título foi assegurado com uma vitória por 2 a 0 sobre o Marília, no Alfredão. Festa na cidade.
noroeste 1953 - noroeste 1953
O time de 53 era formado por Sidney, Osvaldo e Villa; Nelson Faria, Mingão e Amaro; Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini. O técnico era José Pavesi, que faleceu pouco antes do último jogo do primeiro turno da fase decisiva, contra o Bragantino.

1954 - TAUBATÉ
Em 1954, o Taubaté vence o Campeonato da Segunda Divisão e ascende à divisão de elite do futebol paulista. Dessa forma, o alvi-azul teve sua primeira participação entre os grandes da capital e interior, integrante que foi no período entre os anos de 1955 a 1962.
Fizeram um campeonato espetacular e venceram a última partida 2x1 no Parque Antártica-S. Paulo em cima do maior rival na época, o S. José tido para muitos como o melhor time. O Taubaté venceu e sagrou-se campeão subindo para a primeira divisão. O time era composto por jogadores sensacionais como China, Buzuca, Wagner, Banha, Cleto, Taino, Piorra, Betinho, Antônio Carlos, Amauri, Botu, Ari, Paulão, Adilson, Góes, Alfredo, Ligão, o técnico Oscar Amaro e comissão técnica.
campe  o da 2   de 1954 1 - campe  o da 2   de 1954 1

1955 - FERROVIÁRIA DE ARARAQUARA
ferrovi  ria de 55 - ferrovi  ria de 55
Time que levou a Ferroviária à Divisão Especial em 1955. Fia, Isã, Cardarelli, Dirceu, Pixo e Elcias.
Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazani e Boquita.
O campeonato da segunda divisão de 1955 e terminado em 1956 foi a redenção da Ferroviária e de toda Araraquara. Dessa vez não escapou o título de campeão que veio de forma antecipada. A esmagadora vitória de 6x3 contra o Botafogo, na Fonte Luminosa, 15 de abril de 1956, não deixou dúvidas. A Ferroviária subiu para a principal divisão do futebol paulista com méritos.
O Botafogo deu adeus as suas pretensões com: Machado; Fonseca e Julião; Wilsinho, Oscar e Chorete; Laerte, Amorim, Brotero, Neco e Fernando. Trabalhou no apito Paulo Simões. Os gols da Ferroviária: Bazani (2), Cardoso (2) e Gomes (2). Para o Botafogo marcaram: Fernando, Amorim e Brotero.

1956 - BOTAFOGO de RP
Botafogo RP de 1956 - Botafogo RP de 1956
Botafogo de Ribeirão Preto (SP), campeão da Segunda Divisão do Paulistão de 1956. Em pé: Machado, Julião, Fonseca, Digão, Mário e Gil. Agachados: Noca, Moreno, Ponce, Neco e Guina. O técnico (no destaque, acima, à esquerda) era Agnelli.


A torcida botafoguense invadiu as ruas de Ribeirão Preto para comemorar o título da Segunda Divisão estadual em 1956. O Botafogo de Ribeirão bateu o Paulista de Jundiaí na final, disputada na capital paulista, no estádio do Parque Antártica.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Nov 2009

Julinho: O palmeirense que fez o Maracanã se curvar

Meu Personagem da Semana

Nélson Rodrigues

Manchete Esportiva

Rio de Janeiro, maio de 1959
Julinho - Julinho

Amigos, Julinho começou a ser o meu personagem da semana a partir do momento em que o vaiaram. Foi, até, se me permitem a expressão, trágico. Insisto: trágico! Quem estava lá viu ou, por outra, ouviu. No instante em que o alto-falante do Maracanã anunciou Julinho em lugar de Garrincha, o estádio entupido foi uma vaia só. Menos eu. Eis a verdade: - eu não apupei, embora preferisse Garrincha. Parecia-me que o escrete sem o “seu” Mané era um mutilado. Na pior das hipóteses, eu achava que o Feola devia ter posto os dois: - Julinho na ponta direita e Garrincha na esquerda. Mas um técnico tem razões que a razão desconhece. Puseram só Julinho e esqueceram o Garrincha. Verificou-se, então, o amargo e ululante desagrado da multidão. Naquele momento, ninguém se lembrou, no Maracanã e fora dele, de quem é Julinho na história do futebol brasileiro. Sim, amigos: - o homem andou pela Itália e quando voltou nós o olhamos, de alto à baixo, como se fosse um gringo qualquer ou pior do que isso, como se fosse um perna de pau. Não há nada mais relapso do que a memória. atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras. Por exemplo: - ninguém se lembrava de que, no mundial da Suíça, contra os húngaros, Julinho fizera um carnaval medonho. De certa feita, driblara toda a defesa contrária para finalizar com uma bomba e que bomba! O arqueiro nem viu por onde a bola entrou. Esse gol Foi uma obra-prima e devia estar numa vitrine de turismo, para a admiração pateta dos visitantes. Pois bem: - ao ser anunciada a escalação de Julinho, a nossa memória apresentou-nos a imagem não autêntica, não fidedigna do craque, mas de um quase penetra do escrete.

Ao ouvir o apupo,, eu fui um pouco oracular para mim mesmo. Imaginei o seguinte vaticínio:

- “Julinho vai comer a bola!” Podia parecer uma piada e, no entanto, era uma grave profecia. Eis a verdade: - para o jogador de caráter uma vaia é um incentivo fabuloso, um afrodisíaco infalível. Imagino que Julinho a de ter entrado em campo crispado da cabeça aos sapatos ou, retifico, às chuteiras. Nunca um craque foi tão só. Era um único contra duzentos mil. Mas homem de brio indomável, Julinho aceitou a luta: - bateu-se contra a multidão que o cercava por todos os lados, disposta a crucificá-lo em outras vaias. Mas se nós tínhamos e esquecido Julinho, Julinho não estava esquecido de si mesmo. Foi Julinho em cada um dos 45 minutos, foi sempre Julinho e só Julinho. Em inúmeras ocasiões o que ele fez com o adversário foi pior que xingar a mãe. E o primeiro gol, ah, o primeiro gol! Ele o marcou contra os ingleses, sim, mas também contra os que o vaiaram. Enfiou a bola de uma maneira, por assim dizer, sádica. Jamais houve um gol tão amorosamente sofrido como este. A partir da abertura da contagem, todo mundo passou a reconhecê-lo, todo mundo admitiu para si mesmo:

- “Este é o Julinho !” E era.

Ele não parou mais. Aquela multidão se arremessara contra ele como um touro enfurecido. Pois bem: - ele agarra o touro a unha e lhe quebra os chifres. Então, aconteceu o milagre. O ex-touro brabo, já manso, tornou-se em outro bicho. Sim, amigos: - do primeiro gol em diante, a multidão transformou-se a “macaca de auditório” de Julinho. Se ele apanhava a bola, os duzentos mil espectadores arreganhavam o riso enorme e já gozavam, por antecipação, o que o Julinho iria fazer. Vejam vocês as ironias da vida e do futebol: - de um momento para outro, o vaiado, o apupado, o quase cuspido, transformava-se num triunfador. E, de fato, Julinho foi grande. Nos pés de Julinho a jogada se enfeitava como um índio de carnaval. De certa feita, como um, dois, três, quatro e quase entra com bola e tudo. Imagino que, neste momento, Lord Nelson há de ter perguntado, lá do alto, para o mais próximo companheiro de eternidade:

- “Quem é esse cara ?” O “cara” era Julinho, sempre Julinho.
Julinho dando show na inglaterra - Julinho dando show na inglaterra

Assim é o brasileiro de brio. Dêem-lhe uma boa vaia e ele sai por aí, fazendo milagres, aos borbotões. Amigos, cada jogada de Julinho foi exatamente isso: - um milagre de futebol.

site palestrinos

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 07 Nov 2009

Dupla perfeita

Sempre que pensamos em duplas no futebol, lembramos de Pelé e Coutinho, do ataque fabuloso do Santos no anos 60. Eles foram responsáveis pelas maiores pinturas daquela época. Faziam tabelas sensacionais, que eram totalmente alheias a qualquer tipo de marcação.

SOBRE PELÉ E COUTINHO
Coutinho….ele era fulminante dentro da área, dizem até mais que o negão dentro da área. Por volta de 1964/1965, , num sábado à noite, o Coutinho voltou a jogar bola, tinha emagrecido um pouco, justamente contra o Corinthians. O Santos subiu as escadas dos vestiários do gol de entrada do Pacaembu e parou, esperando para entrar junto com o Corinthians para não levar vaia, se é que precisava disso. O Corinthians subiu e parou também. Até que como não dava para ficar alí travado, o Corinthians entrou e o Santos também.
Tudo isso para falar que foi 3 x 0 para o Santos e os 3 gols do Coutinho.

Coutinho era gênio. Quase tão habilidoso quanto o Pelé. Toques sutis. Fintava com o olhar. Deixava Pelé na cara do gol e não reclamava.

Lembrei-me de um drible típico do Coutinho:
com a bola parada ele gingava para a esquerda flexionando seu joelho esquerdo ( obviamente o marcador já foi para a esquerda também ) e a perna direita ficava esticada à direita com a bola debaixo da sola do pé.
Gozado, faz quase 40 anos que isso se passou e a imagem volta à mente.
Lembrei-me de outra passagem: Em 1963 o Corinthians contratou do Internacional o quarto zagueiro Claudio, pesado que só o uruguaio Taborda e o argentino Sebá.
Ele ficou no meio de uma tabela de cabeça enntre o Pelé e o Couto. Foi de envergonhar. Foi neste mesmo jogo, 3 x 1 para o Santos, que atrás do gol dos portões monumentais o Pepe mandou uma bola na trave do Heitor. A bola fez uma curva incrível e devido ao silêncio ( medo ) escutei o barulho dela no travessão.
Estas coisas a gente não esquece. E o folclore só aumentou. Eu tinha 12 anos de idade.
Pel   e Coutinho - Pel   e Coutinho

A publicação CBF NEWS, Histórias do Futebol, fala do encontro de um antigo zagueiro do Flamengo, o Bolero, com a dupla Pelé e Coutinho.

Bolero foi um zagueiro do Flamengo nos anos 50/60. Jogava com mais freqüência nos aspirantes, entrava às vezes no time titular, era reserva. Em 1984, carreira já encerrada, Bolero trabalhou como motorista do jornal O Dia.

Reservado, caladão, Bolero tinha no entanto muitas histórias para contar, que quando resolvia ia recordando levado pela saudade do tempo de jogador. Histórias que nem sempre eram de “mocinho”, como aquela em que enfrentou o Santos de Pelé, Coutinho & Cia. no Torneio Rio-São Paulo de 1961. Era um tempo em que os zagueiros ficavam, de véspera, apavorados ao saber que teriam de marcar Pelé.
O jogo entre Flamengo e Santos, no Maracanã, aconteceu no dia 11 de março de 1961. Bolero não estava relacionado para a partida. Como o zagueiro titular havia se contundido, e fora vetado, Bolero foi convocado às pressas para se concentrar e escalado para jogar.

Bolero entrou em campo preocupado. Não era para menos, afinal teria pela frente Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, o famoso ataque santista. Só não podia imaginar que naquela noite viveria o pior dos seus pesadelos, como ele começou a recordar de maneira bem-humorada.

- Eu ainda não tinha botado o pé na bola e o Santos já estava vencendo por 2 a 0 - contou.

Bolero não perdia por esperar. Pelé estava em noite inspirada, driblando a quem lhe aparecia pela frente.
- Teve um gol em que eu caí sentado com o drible que ele me deu. Quando eu virei, a bola já estava na rede.

O time do Flamengo (e a defesa) quase não pegava na bola. Pelé e Coutinho iam fazendo das suas, através de tabelinhas que deixavam tontos os zagueiros rubro-negros. Em um desses lances, outra vez Bolero tentou entrar em ação. Não conseguiu, de novo, achar Pelé. Ou Coutinho.

- Eles entraram tabelando e saiu outro gol. O time do Santos não parava de atacar. No final, não sabia mais quem era Pelé, quem era Coutinho, na velocidade eles se pareciam. Tinha também o Dorval, que ajudava a confundir ainda mais. Só sei que eles não paravam de fazer gol.

Pelé fez quatro, Pepe fez dois e Dorval completou. O Santos goleou o Flamengo por 7 a 1, diante da sua torcida, no Maracanã.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 06 Nov 2009

Desafio Placar

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Jogadores
Analise a imagem abaixo e descubra quem são os 50 jogadores que estão representandos graficamente na ilustração.

Caso não se aguente de ansiedade, confira abaixo o resultado:

Times
Veja a imagem e descubra os 50 times que estão representados graficamente na ilustração.

Caso não se aguente de ansiedade, confira abaixo o resultado:

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 02 Nov 2009

Uniforme mais bonito

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O jornal Daily Mail elegeu o uniforme da Seleção Brasileira o mais bonito da história do futebol. Segundo a publicação, a lista foi desenvolvida depois de consultas a especialistas de moda da Inglaterra.

“Quando você vence muitas Copas do Mundo como o Brasil - cinco - você está vestido de ouro. O calção azul e as meias brancas não são uma combinação palatável, mas você está acostumado a ver este conjunto que é quase uma utopia para os olhos. Um vencedor merecido”, diz o texto.

A segunda colocação ficou com o Real Madrid e seu uniforme todo branco. A combinação de branco e vermelho deu ao holandês Ajax o terceiro lugar.

Confira a lista dos dez uniformes mais bonitos de acordo com o Daily Mail:

1 - Seleção Brasiliera
a mais bonita da hist  ria - a mais bonita da hist  ria

2 - Real Madrid

3 - Ajax

4 - Leeds United (1973)

5 - Hull City (1994)

6 - Barcelona

7 - Inglaterra

8 - Arsenal (1992)

9 - Crystal Palace (1980)

10 - Coventry City (1978)

Certamente devemos dar um desconto porque o jornal é britânico e a preferência foi dada quase que com unanimidade para os clubes locais. Mas o fato de terem escolhido a camisa da seleção de 70 me fez ver realmente o quanto ela era linda para os padrões da época. (G.Maluf)

O Daily Mail é um jornal Britânico, atualmente um tablóide, publicado inicialmente em 1896. É o jornal britânico mais popular depois do The Sun e indiscutivelmente o mais de direita. O seu jornal co-irmão, o The Mail on Sunday foi lançado em 1982, e uma versão Irlandesa do jornal foi lançada em 6 de Fevereiro de 2006. A inclinação editorial dos jornais é o conservadorismo social e político. O Daily Mail foi o primeiro jornal diário Britânico direcionado para o que hoje é considerada a classe média e o primeiro a vender um milhão de cópias por dia.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 27 Out 2009

Algumas Obras Primas, Lances Históricos e 4 Histórias de Pelé

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AS OBRAS-PRIMAS

Gol da Afirmação

19 de julho de 1958, Estádio Nya Ullevi, Gotemburgo, Suécia,
Brasil 1 x 0 País de Gales. A bola vem da direita, Didi ajeita de
cabeça para Pelé que mata a bola no peito, dá um semilençol no
adversário e toca para o canto direito do arco. Foi seu primeiro
gol em Copa do Mundo. É considerado pelo próprio Pelé o gol mais
importante da sua carreira, o gol da confiança, da afirmação
gol no Pa  s de Gales - gol no Pa  s de Gales

Gol Mais Bonito

11 de Novembro de 1959, estádio do Juventus, na Rua Javari,
Santos 5 x 1 Juventus. Pelé recebe a pelota de Coutinho na entrada
da grande área. Sem deixar cair no chão, dá três chapéus em três
defensores. Dá ainda um quarto chapéu no goleiro Mão-de-Onça e, ainda
sem deixar a bola tocar o solo, mergulha de cabeça para completar
uma grande obra-prima

Gol de Placa

5 de março de 1961, estádio do Maracanã, Santos 3 x 1 Fluminense.
Pelé pegou a bola fora da área do Santos e partiu para o gol adversário.
Passou entre Valdo e Edmilson, enganou Clóvis, saiu de Altair, fintou.
Pinheiro, driblou Jair Marinho, tocou na saída de Castilho. Pelé venceu.
sete jogadores do Fluminense e marcou o gol que lhe deu direito a placa de
bronze no hall de entrada do Maracanã. Daí nasceu a expressão “gol de placa”.
gol de placa - gol de placa

Gol de Tabela

11 de outubro de 1962, Estádio da Luz, Lisboa, Portugal, Benfica 2 x 5
Santos. Zito toca para Pelé. O Rei chuta a bola nas pernas do zagueiro Coluna.
A bola volta e Pelé passa para Coutinho. Continho devolve para Pelé, para
Coutinho, para Pelé, para Coutinho, para Pelé que passa pelo zagueiro Cavém e
chuta na saída do goleiro. Gol da descisão em que o Santos se tornou o Campeão
Mundial Interclubes e que ilustra a famosa tabelinha com o parceiro Coutinho.
gol no est  dio da Luz - gol no est  dio da Luz

Gol do Meio do Campo

19 de junho de 1977, Estádio Rutherford, New Jersey, Estados Unidos, Cosmos
3 x 0 Tampa Bay. Pelé percebe o goleiro adiantado e chuta do meio do campo. O
Rei marca o gol que tentara na Copa de 70, para delírio dos torcedores norte-
americanos

LANCES HISTÓRICOS

Chute do meio de campo

Pelé percebeu o Goleiro Viktor, da Tchecoslováquia,
adiantado e deu um chute de 70 metros, direto do meio do campo.
Viktor voltou desesperado mas a bola raspou a trave.

Maior Defesa

Cruzamento na área e Pelé acerta uma cabeçada
certeira. A bola toca no chão e vai entrando quando
o goleiro Banks, da Inglaterra, se estica todo e espalma
A bola sobe e sai por cima do gol. A defesa passou a ser
considerada a maior de todos os tempos

Tiro de Primeira

O goleiro uruguio Mazurkiewicz bate o tiro de meta errado
e Pelé, da intermediária, emenda de primeira para o gol. O goleiro
ainda tem tempo de se recuperar e encaixar a bola.

Drible de Corpo

A jogada mais plástica da Copa de 70. Tostão lança Pelé
e o goleiro Mazurkiewicz sai para dividir. Pelé passa pela
bola que também passa pelo uruguaio. O Rei dá a volta no
goleiro e chuta. A bola trisca a trave e vai para fora.
drible de corpo no mazurca - drible de corpo no mazurca

FONTE: gramadoscjr.vilabol.uol.com.br

TRÊS HISTÓRIAS FORA DO CAMPO
por Celso Unzelte

O primeiro deles diz respeito, ainda, a um Pelé menino. Recém-chegado de Bauru para o Santos, com menos de 16 anos e ainda sem chances no time titular que seria bicampeão paulista em 1955/56, Pelé - até então conhecido como “Gasolina” - acabou escalado para reforçar um time de amadores e reservas, na decisão do campeonato da cidade de Santos, contra o Jabaquara.

Naquele dia, o Santos perdeu o jogo (1 a 0) e a taça, e Pelé desperdiçou um pênalti, defendido pelo goleiro Fininho. “Aquilo me arrebentou”, confessou Pelé, 43 anos mais tarde, em entrevista a esse colunista. “Fui vaiado depois do jogo e só pensava em voltar para Bauru.”

E Pelé só não voltou porque na hora em que ia fugindo dos alojamentos do clube, com mala e tudo, perto das 6 horas da manhã, foi surpreendido por Sabuzinho, um humilde funcionário do Santos, filho da cozinheira do clube, que àquela hora se preparava para ir à feira.

Foto: GazetaPress

“Cadê a autorização para sair? Sem autorização você não sai daqui”, intimou Sabuzinho, que, assim, acabou salvando a carreira de Pelé. Anos depois, Sabuzinho morreria na frente do próprio Rei do Futebol e do goleiro santista Cláudio, ao escorregar do alto de uma pedra em que os três estavam pescando na Praia Grande, litoral paulista.

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Em uma de suas muitas viagens, Pelé chegava aos Estados Unidos para uma feira de esportes, acompanhado por seu então sócio, Hélio Viana. Na hora de passar pela alfândega, ele viu Hélio, que ia mais à frente, ser barrado e, depois, imediatamente liberado.

A mesma sorte não deu o Rei do Futebol. Como o funcionário não o reconheceu, Pelé teve de gastar mais tempo, explicando quem era e o que iria fazer naquele país.

Finalmente liberado, Pelé perguntou a Hélio Viana:

- Pô, o que você disse para o cara te liberar tão rapidamente?

- Eu? - respondeu o acompanhante. - Ah, foi só eu dizer que estava acompanhando o Pelé, e aí ele me liberou na hora…

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Pelé deixava sua residência em Santos quando o portão automático emperrou e o motorista teve de sair do carro para resolver a situação. Tempo suficiente para aparecer uma fã, desesperada, batendo no vidro da Mercedes-Benz.

- Por favor, o senhor poderia me dar um autógrafo? Seria muito importante para mim!

Fiel à sua política de jamais negar atenção aos fãs, Pelé autografou ali mesmo a roupa da moça, que, agradecida, não parou de repetir enquanto se afastava:

- Puxa, obrigada! Muito obrigada, mesmo! Obrigada, seu MÍLTON NASCIMENTO…
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Eduardo Scabbia, que comemora ser da “geração Pelé”, viu seu primeiro jogo de futebol em 1960. “Foi um Santos e Palmeiras na TV Record (com Raul Tabajara , Flavio Iazetti e Paulo Planet Buarque). A transmissão era em branco e preto, claro”, lembra. Desde então, se tornou santista graças àqueles “Anjos Negros vestidos de branco (nada de patrocínio, marca de material esportivo ou nome de jogador na camisa, só o escudo sagrado e o número às costas). A bola rolava de pé em pé com toques finos e precisos. O adversário parecia indefeso e incapaz de fazer algo parecido. Fiquei maravilhado. Era como um balé mágico interpretado pelos “Anjos Negros” vestidos de branco”, diz o santista, maravilhado.

Uma das histórias contados por Eduardo é de um gol em uma partida Santos x São Paulo a que assistiu no Morumbi. Ele mesmo conta: “o Pelé mata a bola na entrada da grande área, pela meia esquerda. A bola fica parada ao seus pés e o Jurandir, beque do São Paulo, bi-campeão mundial pelo Brasil em 62, se posiciona à sua frente pronto para o bote. Pobre Jurandir… Se soubesse o que estava para lhe acontecer, teria pedido para não jogar aquele jogo. Sem a bola, o Pelé dá dois passos rápidos para a direita e o Jura vai junto. O Pelé volta para a bola e lá vem o Jura com ele. Aí, o Pelé dá um passo sem a bola para a esquerda e dá-lhe Jurandir para a esquerda. O Pelé volta para a bola e, desta vez, o Jurandir volta também, mas já meio desequilibrado. Pela terceira vez, o Pelé repete o movimento sem bola, de novo para a direita e, quando o Pelé retorna para a bola, que nunca foi tocada esse tempo todo, o pobre Jurandir se esborracha no chão à frente de Sua Majestade. O Pelé então rola a bola fora do alcance do desnorteado Jurandir, que está contorcido no gramado e de direita manda um foguete no canto. É gol. Resultado: Santos 3 x 0 .

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 24 Out 2009

História de algumas fotos de Domício Pinheiro

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Bal   no Parque Ant  rtica - Bal   no Parque Ant  rtica
A foto é de DOMÍCIO PINHEIRO, um dos maiores que o país já teve.

Djalma Santos, Djalma Dias e Procópio, com a camisa do Palmeiras, no Parque Antarctica, em 1965, tempos da maravilhosa Academia.
Os três como se estivessem fazendo uma coreografia, cabeça, tronco e membros num mesmo movimento.
Para o que olhavam? Para a bola é que não era. Teria o árbitro apitado alguma coisa?
Conversando com Djalma Santos, na ESPN, lembrei-me dessa foto maravilhosa e faço, agora, questão de compartilhá-la.

Retirado do Blog do Juca Kfouri

Pele em branco e preto - Pele em branco e preto
Famosa imagem de Pelé feita décadas atrás pelo fotógrafo Domício Pinheiro, falecido há alguns anos. Em uma noite de jogo, Domício fez com que a bola e o uniforme branco do Santos contrastassem com a escuridão do ambiente, o número 10 preto da camisa e a pele negra do jogador. É uma obra de arte - e uma das fotos mais conhecidas de Pelé.

Blog Pandini


No Brasil, a foto mais famosa de perna quebrada é do lendário Domício Pinheiro, fotógrafo do Estadão.
Essa foto de Domício Pinheiro ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo de 1975 e rodou o mundo inteiro.
Em São José do Rio Preto (SP), o América local vencia o São Paulo F. C. por 1 a 0. Mirandinha, procurando empatar o jogo, foi na bola disputada com Baldini e fraturou a perna. O atacante passou à época por sete cirurgias e só voltou a jogar dois anos depois.

Domício Pinheiro firmou-se como fotógrafo esportivo e, apaixonado pelo futebol, era conhecido como o fotógrafo de Pelé por ter registrado magistralmente a carreira do jogador. Suas fotos buscam com precisão o instante memorável, onde se concentra ao máximo de significado, e constituiram uma referência importante para toda uma geração de fotojornalistas.

Nenhuma fotografia exibiu com tanta dramaticidade a tragédia da perna quebrada como o flagrante do centroavante Mirandinha, do São Paulo, que fraturou a tíbia e o perônio diante das lentes de Domício Pinheiro.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 21 Out 2009

Rivalidade de torcedor - Fato corriqueiro

No Metrô de São Paulo sempre tivemos fatos pitorescos protagonizados por nós, torcedores, no dia seguinte aos jogos.

Entre 1992 e 1993 estava insuportável aguentar a torcida do São Paulo, e, para piorar, tentariam o tricampeonato da Libertadores na partida final contra o Velez Sarsfield.
Em 1993 fui tentar ser diplomático e dar os parabéns no bicampeonato a um são paulino, o Amaury e fui obrigado a escutar poucas e boas, que eu tinha mais é que me ferrar por ser corintiano, etc and etc.
Mas a vingança veio contra o Velez, quando Palhinha perdeu o pênalti e o Velez foi campeão. As rádios foram entrevistar o goleiro Chilavert e ouvi ele aos berros falar: pase-me la copa, hijos de p_ _ a.
Como o Amaury foi ao jogo e chegou ás 2h50min da matina em casa e logo ás 06h teve que acordar para trabalhar, chegou ao serviço destruído.
E eu fui implacável e joguei a pá de cal em cima dele. Sabem como? Entrava de 30 em 30 minutos na sala e imitava Chilavert: Pase-me la copa, hijos de p _ _ a.

Mas futebol sempre tem vingança e……..quando Marcelinho Carioca perdeu o pênalti na semi-final da Libertadores contra o Palmeiras, esqueci-me de desligar o telefone e acabrunhado liguei o rádio somente para ouvir músicas até a hora do sono chegar. Passava já da meia-noite.
Um são-paulino, o Amaury, ligou para minha casa quase à 01h da manhã. Quem atendeu foi meu filho e como não tinha jeito de dar desculpas do tipo , está dormindo, ele não está , me chamou e tive que escutar o indefectível…..chuuuupáááá.
Doeu!

Estes fatos seguem de exemplos para narrar o que ocorreu hoje por e-mail entre eu e o Amaury. Como não se tem sossego, a gente sempre tem que devolver na oportunidade que se apresenta. Quando o Corinthians caiu para a segunda divisão, recebi uns 80 e-mails. Tive que aceitar na boa.
Então, hoje saiu um e-mail na coluna Voz da Arquibancada do site da Gazeta Esportiva, de um palmeirense , espinafrando os são-paulinos e mandei para o Amaury. Aí vai:

Bambis, não adianta contestar a história.

História de várias falências, vários pedidos de peniquinho para os rivais, e de duas filas nas costas, dois jejuns: de 1931 a 1943 e de 1957 a 1970; 25 anos sem ganhar nada nem o Paulistinha como vocês mesmos dizem. Em doze decisões de título, entre Brasileiro, Paulista, Rio-SP, e até Supercopa de Juniores, envolvendo Palmeiras e São Bâmbi, o Palmeiras venceu 10 (1933/33, 42, 44, 47, 50, 65, 72/73 e 95); São Bâmbi (71 e 92). Nos anos de 1940, que vocês falam que eram o tal do Rolo Compressor, vocês perderam todas as decisões disputadas com o Palmeiras.

Todas! Duas delas, bem famosas a de 1942, que vocês correram de campo para não serem goleados, e a de 1950, o célebre Jogo da Lama. Vocês nunca foram tricampeões paulistas naquela época, porque o Palmeiras nunca deixou. Vocês nunca venceram os Brasileiros dos anos de 1960. Nem Copa do Brasil. Nem Rio-São Paulo. Nem a Fita Azul da CBF vocês têm. Vocês nunca vestiram a camisa da Seleção. Vocês nunca colocaram meia dúzia de jogadores de uma só vez na Seleção. Vocês nunca foram campeões invictos de nada. Vocês nunca montaram um ataque que fizesse mais de 100 gols num único campeonato.

Não são titulozinhos de um joguinho só, e que vocês passam o tempo todo na retranca, tipo juventinhus da rua Javari, só ganhando na bola parada ou no gol sem querer, né seu Müller, que vão fazer de vocês o clube mais glorioso do País. Outra coisa: vocês já ganharam algum título no Palestra Itália? Nunca! Eu já cansei de comemorar títulos em vossa casa e em cima de vocês ? nesse estádio aí, que a minha Torcida ajudou a construir, isso mesmo, demos esmolas a vocês muitas vezes, e o mantivemos com nossas rendas ?, sem contar as várias eliminações de Brasileiros e Paulistas, e os shows de nossos craques, como Ademir da Guia, Jorge Mendonça, Evair, César Sampaio e Alex10, o Chapeleiro de Bâmbis, entre outros. Agora, façam o que vocês mais gostam de fazer: Chupem!

Giacomo Leone

Então, mandei o e-mail com a seguinte provocação:
Amaury, ele deve ser da Mooca, no mesmo bairro onde sua família se estabeleceu .
Quando morava lá você tinha que respeitar os palestrinos.
Ou não?

E a resposta do Amaury foi:
Você sabe que não!
Eu já contei pra você, mas vale a pena bisar, para os demais conhecerem.

Eu morei 30 anos na Moóca, reduto de italianos e palmeirenses.
Eles eram nojentos!
Tinha, por exemplo, Seu José e Da. Maria, 2 casas pra baixo da minha.
Em 1977, no dia da final do Brasileiro, contra o timaço do Atlético Mineiro, depois do almoço, eu e meu pai encontramos com o Seu José, que disse:

- Hoje vcs. vão levar uma surra daquelas lá no Mineirão, hein?
Eu e meu pai demos uma de humildes, concordamos que o Galo era mais time, etc.
Quando acabou o jogo e fomos campeões brasileiros pela primeira vez, eu e meu pai abraçados pulávamos e gritávamos sonoros “chupa!” por cima do muro que dava para o quintal deles!

Eles tinham um filho, o Carlinhos, casado, pai de um casal de filhos, que gostava de ir para o bar do Valter, na rua de baixo, onde puxava assunto de futebol e sempre terminava ofendendo algum torcedor de outro time pra sair na porrada.

E o meu episódio preferido: na semifinal do Paulista de 1978, jogamos com o porco, e o empate era deles.
Eu estava ouvindo pelo rádio, sentado num banco de pedra que ficava na porta do Otávio, palmeirense que morava na casa abaixo da minha.
No último minuto da prorrogação, 0 x 0, o porcão estava aos berros comemorando na sala da casa dele, cuja janela dava para a rua, e consequentemente para onde eu estava sentado, puto da vida.

Aí o Getúlio, Gêgê da cara grande, desceu pela lateral direita, cruzou pra área.
O Serginho Chulapa cabeceou, a bola viajou e……entrou no ângulo!
Não deu nem tempo pra raciocinar: levantei e dei um sonoró chute no portão de ferro da casa do Otávio e gritei:

-Chuuuuuuuuuuuuuuuupaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaá!!!!

Esse era o respeito que eu tinha pelos palestrinos da Rua Serra de Jairé, na Moóca da minha infância, adolescência e juventude!

Mostrei exemplos do pessoal que convivi. Alguns com mais picardia, outros mais popularescos, etc.
Gilberto Maluf

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 14 Out 2009

REGRAS DO FUTEBOL DE RUA

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1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 3 e acaba 6, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 20 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalecem os mais fortes e quem pegar uma pedra antes.

(autor não identificado)

Havia uma brincadeira que nenhum de nós prescindia, o jogo da bola.

A bola era em princípio feita com uma meia cheia de trapos, e quando aparecia uma bola de borracha fazia a delícia de todos nós. As balizas eram feitas com pedras. As regras eram feitas por nós. E os jogos quase sempre mudavam aos cinco e acabam aos dez, o que muitas vezes levava a lutas renhidas para a conclusão do jogo. Normalmente os mais pequenos, como era o meu caso, tinham de ir para a baliza. Como éramos quase todos pobres, andávamos descalços pelo que regra geral os que tinham sapatos ou botas tinham que as descalçar para poder jogar. Não eram poucas as vezes que chegávamos em casa com os dedos todos esfolados. Quero com isso dizer que não havia interferência de adultos senão muitas vezes à assistir às nossas grandes contendas, incentivando e comentando, entre eles que um ou outro de nós seríamos mais tarde jogadores para o Clube da terra.

Não havia a presunção sequer de se falar em jogar em clube algum . Não tínhamos kits caros de equipamentos com , mas não deixávamos de durante os nossos jogos de identificar-nos com elementos de cada equipe. Este é, em meu entender, o verdadeiro futebol de jovens. Não havia obesidade, porque muitos de nós também não tínhamos muito que comer, mas passávamos grande parte do tempo na rua r e não como agora os jovens passam o tempo agarrados a computadores e outras tecnologias .

Conclusões:

- O fato de jogarmos em espaços com irregularidades, como pedras, buracos, desenvolvia, em nós, uma maior capacidade técnica, pois não bastava ultrapassar os adversários , mas tínhamos sempre de contar com aquele ressalto inesperado que aparecia.

- O jogar com bolas de diferentes tamanhos, pesos e materiais, permitia-nos desenvolver uma maior sensibilidade no pé, associado ao fato de jogarmos descalços. De fato a relação pé e bola era a mais natural possível, pois não era mediada por chuteiras ou meias.

- A ausência de adultos, de sistemas táticos rígidos, permitia-nos desenvolver a criatividade, dar espaço ao “detalhe” individual, ao virtuosismo particular que cada um possuía. Dava-nos, ainda, a possibilidade de nós a organizarmos o espaço de jogo, a introduzirmos a regras em função do espaço disponível, e no fundo desempenhavamos ao mesmo tempo a dupla função de Atletas – treinadores.

- Para finalizar, este artigo não pretende ser uma crítica à criação de escolas de futebol, pois estas se bem orientadas, poderão ter um excelente papel no desenvolvimento de atletas. Pretende-se, apenas, alertar para os grandes benefícios que a prática do Futebol de Rua, pode trazer a todas aquelas que ocupam os seus tempos de lazer, correndo atrás de uma bola, pelo simples prazer de jogar.
Texto de António da Costa Pinheiro - Treinador de Futebol Nível II Pró UEFA.

Impressionante como veio à lembrança o fato que nós nos adaptávamos ao terreno irregular. Tínhamos que entender como seria o pique da bola.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 14 Out 2009

Fluminense, o grande precursor

Eu vou contar uma história
De um grande clube brasileiro.
O Pó de Arroz, tricolor carioca
Que no Brasil, foi o primeiro.
Com muita garra e coragem,
O Fluminense, plantou a semente
Do esporte Olímpico Brasileiro
Que o tricolor, trouxe p’ra gente

O sonho, demorou mais chegou.
Foram quase cem anos de luta
Em mil novecentos e vinte e dois
Ele patrocinou essa grande disputa,
Os jogos Olímpicos Latino-Americanos
Dos cem anos do Brasil Independente.
Um feito até os dias de hoje, lembrado.
Um legado, para o mundo, para a gente.

Em mil novecentos e quarenta e nove.
Foi a sede das Laranjeiras, que abrigou
Os primeiros anos da Seleção Brasileira
Seu nome, a história de glorias, marcou
No nosso futebol e no esporte amador.
O nome FLUMINENSE, sempre aparece.
Desde a Taça Olímpica de quarenta e nove.
Até hoje, o torcedor brasileiro, agradece.

Em dois mil e oito a grande emoção
Na final da Libertadores da América
Nos estádios do Brasil, jamais se viu.
Uma festa para o Futebol, como esta.
São vinte e quatro anos sem perder
Nas competições da COMMEBOL
Um marco histórico do fluminense.
Que enche de orgulho o nosso futebol

É esta historia tão cheia de beleza
Que hoje, este poeta, lhes narrou.
Das olimpíadas, do Rio de Janeiro
Foi o Fluminense, o grande precursor.
Que hoje, para dois mil e dezesseis
O Rio de Janeiro e o Brasil, ganhou
Hoje, homenageio os cem anos de luta
Que o Fluminense carioca, conquistou.

http://www.campeoesdofutebol.com.br/poesia_fluminense_olimpiadas_2016.html
Poeta Cypriano Maribondo
Alexandre Magno Barreto Berwanger

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Out 2009

Lembranças do futebol

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Quando crack era outra coisa
quando crack era outra coisa - quando crack era outra coisa

Ingresso da estréia de Tostão no Vasco
ingresso estr  ia tost  o 1 - ingresso estr  ia tost  o 1
No dia 15 de abril de 1972, o craque que participou do tri campeonato mundial no México, chegava ao Aeroporto do Galeão e encontrava mais de dez mil torcedores que fizeram uma grande festa para receber seu novo jogador. A estréia de Tostão com a camisa do Vasco aconteceu no dia 7 de maio contra o Flamengo pelo campeonato carioca.

Qual o hino do Flamengo?
1   vez que cantaram o hino do mengo - 1   vez que cantaram o hino do mengo
O Flamengo possui dois hinos, um oficial, criado em 1920 por um ex-goleiro do clube, Paulo Magalhães, e um popular criado por Lamartine Babo, gravado pela primeira vez em 1945, sendo o mais conhecido

HINO OFICIAL
Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar
Saudemos todos com muito ardor
O pavilhão do nosso amor
Preto encarnado, idolatrado,
De mil campões o vencedor
Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar
Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente com denodo e fé
Que o seu futuro ainda será mais lindo
Que o seu presente tão lindo é
Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

HINO POPULAR
Uma vez Flamengo.
Sempre Flamengo
Flamengo sempre, eu hei de ser
É meu maior prazer vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo, Flamengo até, morrer
Na regata ele me mata,
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
Nos Fla-Flus é o ‘ai, Jesus’!
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundoEle vibra, ele é fibra
Muita libra, já pesou
Flamengo até morrer eu sou.

ALVINEGRO DA VILA OU LEÃO DO MAR?

Se você perguntar para qualquer torcedor de futebol, qual o hino do Santos, ele com certeza responderá: “Santos, Santos, Goooool. Agora quem dá a bola é o Santos…” ou seja, Leão do Mar. Mas quando essa pergunta é feita para um santista (não todos), ele com certeza cantará para você: “Sou alvinegro da Vila Belmiro, o Santos vive no meu coração…”.Texto extraído de naforquilha.com
A música que conhecemos como Leão do Mar, foi composta muito antes do hino oficial, por Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho, em 1955 quando o Santos quebrou um jejum de 20 anos sem títulos (venceu o Campeonato Paulista) e foi quando essa marcha da vitória, como foi chamada na época, foi cantada pela primeira vez.
Já o hino foi composto apenas dois anos depois, em 1957, por Carlos Henrique Paganeto Roma (ex-conselheiro do clube). Antes disso, a marchinha Leão do Mar, serviu como “hino” e por isso é mais conhecida que o hino oficial.
Porém, o hino do Santos nunca foi oficialmente reconhecido, até que em 1996, o conselheiro Júlio Teixeira Nunes propôs que a música de Carlos Henrique Paganeto Roma, fosse adotada como o verdadeiro hino Santos Futebol Clube.

Alvinegro da Vila Belmiro
Composição: Carlos Henrique Roma

Sou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lágrimas e emoção

Sua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem ter

No Santos pratica-se o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedor

Com técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardor.

TABAJARAS?

Conforme Globoesporte.com, em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais, um clube ficou famoso na última década. Mais pelo nome do que pelos títulos. O Esporte Clube Tabajaras ganhou fama e visibilidade na região ao ter a imagem ligada automaticamente ao “Tabajara Futebol Clube”, time fictício criado pelo “Casseta & Planeta” e considerado o pior do mundo!

Fundado em 11/11/1945, o Tabajaras era considerado um clube normal na cidade. Mas passou a ter projeção devido ao grupo humorístico. E junto com ela veio a reviravolta. O clube se reestruturou, adquiriu uma sede própria e conseguiu voltar a disputar a Primeira Divisão do campeonato municipal de Ouro Preto.
O lema do Tabajaras é: ‘Ser derrotado e não se render é uma vitória’

CHAMADA PARA UM JOGO NO ESTÁDIO DA PONTE PRETA
Chamada para o Futebol - Chamada para o Futebol
Antigamente em São Paulo eram colocados cartazes em postes, muros, bancas de jornais, etc, fazendo a propaganda e chamada para um jogo de futebol.
Principalmente nos anos 40 e 50 quando vinham jogar os uruguaios e argentinos.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 08 Out 2009

VASCO DA GAMA É O PRIMEIRO CAMPEÃO SUL-AMERICANO

HÁ 60 ANOS NASCIA O EXPRESSO DA VITÓRIA
expresso da vit  ria - expresso da vit  ria
As manchetes do jornal dos Sports de 15 de março de 1948 eram as seguintes: “Recebamos os vascaínos como autênticos heróis de uma jornada sem precedentes”; “Partiram para a vitória e venceram!”; “Que todos acorram ao aeroporto!”; “Vozes do esporte louvam a conquista sensacional”; “No Galeão às 17,30 e no aeroporto uma hora depois”.

O motivo: o Clube de Regatas Vasco da Gama conquistava há 60 anos o primeiro título internacional de um clube brasileiro. E o fez de forma invicta. No peito, na raça e numa disputa de pontos corridos.

Depois do Trem da Vitória, equipe bi-campeã carioca em 1930 (em 1931 esse time chegou a aplicar um 7x0 no Flamengo), nascia e ficava pra sempre na história do Vasco o Expresso da Vitória.

HOMENAGENS

“A vitória não é só dos vascaínos. É do desporto brasileiro.”

(João Lyra Filho, Presidente do Conselho Nacional de Desportos, o CND, na época a instância máxima do esporte brasileiro)

“Tenho o maior prazer de felicitar os esportistas brasileiros por tanto denodo, perseverança e disciplina que elevaram o nome do esporte nacional, levantando com justiça o título de campeão sul-americano.”

(General Ângelo Mendes de Morais, Prefeito do Distrito Federal - na época o Rio de Janeiro ainda era a capital do Brasil)

“A ABI - Associação Brasileira de Imprensa -, sempre atenta a todas as festas que assinalam tanto os triunfos da inteligência como os da vida desportiva na sua mais alta expressão, não pode deixar de compartilhar com o maior entusiasmo das manifestações vibrantes do regosijo público pela vitória grandiosa que vem de alcançar denodadamente o grêmio da Cruz de Malta nesta parte do hemisfério, conquistando o título de campeão invicto num certame glorioso de campeões. Esse acontecimento equivale à consagração de nossa indisputada primazia no esporte continental.”

(Herbert Moses, Presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI)

O RECONHECIMENTO DA CONMEBOL

No início de 1996, o Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) reconheceu o Vasco como primeiro campeão sul-americano de clubes. A decisão só não foi unânime porque o representante do Flamengo, Michel Assef, votou contra o reconhecimento.

A oficialização do título de 1948 por parte da entidade máxima do futebol na América do Sul elevou o Gigante da Colina à condição de primeiro clube do mundo a ter conquistado um campeonato continental oficial, uma vez que as competições similares em outros continentes só começaram a ser realizadas na década de 1950.

O Vasco ganhou também o direito de participar da Supercopa, torneio então restrito aos clubes vencedores da Taça Libertadores da América. Jogou a edição de 1997, em que foi eliminado curiosamente pelo River Plate. Em 1998 - ano em que o Vasco ganhou a Libertadores -, a Supercopa fui substituída pela Copa Mercosul. O Vasco disputou todas as edições da nova competição e conquistou-a brilhantemente em 2000, levantando assim seu terceiro título sul-americano oficial.

A CAMPANHA
Vasco 2x1 Litoral (BOl)
Vasco 4x1 Nacional (Uru)
Vasco 4x0 Municipal
Vasco 1x0 Emelec (Equ)
Vasco 1x1 Colo Colo (Chi)
Vasco 0x0 River Plate (Arg)

OS HERÓIS:

- Goleiros: Barbosa e Barcheta
- Zagueiros: Augusto, Wilson e Rafagnelli
- Médios: Ely, Danilo, Jorge e Moacir
- Atacantes: Nestor, Djalma, Maneca, Lelé, Friaça, Dimas, Ademir “Queixada” Menezes, Ismael e Chico

FONTE:http://6858kmdefutebol.blogspot.com/2008/03/h-60-anos-atrs-nascia-o-expresso-da.html

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Out 2009

O Clássico da Paz

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Chamado assim, depois de um amistoso em comemoração ao fim das brigas “politicas” entre os clubes de futebol do Rio de Janeiro ligados a LCF - Liga Carioca de Futebol e a FMD - Federação Metropolitana de Desportos, que acabou após a fusão das duas para a criação da Liga de Football do Rio de Janeiro - LFRJ. Os Presidentes do Vasco e América promoveram um amistoso (em melhor de três) entre os dois clubes para comemorar a pacificação do futebol carioca. Houve muita festa, salva de 21 tiros, fogos de artifício. Na primeira partida o Vasco venceu por 3x2, na segunda deu América 3x1 e no terceiro jogo deu América novamente. Daí surgiu a designação “Clássicos da Paz” para os jogos entre as duas equipes.
O curioso é que o Vasco, anos depois, solicitou a Taça por empréstimo. Mas nunca devolveu!!!!

Em 1950 os dois times decidiram o campeonato carioca e segue abaixo foto do gol de Ademir de Menezes .

- Trechos do comentário de LUIS MENDES para a Revista – O ESPORTE ILUSTRADO -
A decisão do campeonato carioca, verificou-se no Estádio Municipal do Maracanã, e foi, indiscutivelmente, o fecho de ouro do certame guanabarino. Os quadros que mais fizeram de bom dentro do campeonato, em confronto decisivo, ofereceram ao maior publico já presente a um jogo de certames regionais, um espetáculo colorido, onde nada faltou para arrebatar de emoções os torcedores que estiveram no estádio. Vasco e América não tiveram medo da derrota e procuram jogar para a vitória.

E o encontro, cuja decisão mais parecia ser fruto da maior classe do Vasco, teve duas fases distintas. A primeira, em que o América foi mais time, mais conjunto e, por isso mesmo, o dominador da cancha. A segunda, em que o Vasco tomou conta da situação, penetrando seguro no rumo certo da conquista suprema. A objetividade do Vasco se fez notar, uma vez mais nessa peleja. No primeiro tempo, o América, mesmo dominando, marcou um gol, mas sofreu outro. Na etapa final, quando o controle das ações pertenceram ao onze cruzmaltino, o Vasco voltou a marcar um gol sem que o América conseguisse mais outro. E se o empate já era bastante para a conquista do Vasco, a vitória lhe sobrava.

Logo aos três minutos, Ademir assinalou um gol. Uma boa virada que cobriu Osni, no momento em que o goleiro saia para cortar a trajetória da bola. Esse gol deu maior tranqüilidade a família vascaina, pois ao América se tornou muito mais longínquo a hipótese de atingir o campeonato, já que o Vasco levava a vantagem do empate. Sacudindo o nervosismo que esse gol lhe causou, o América reencontrou o seu melhor jogo e começou a empurrar o Vasco para dentro do seu próprio campo, que somente atacava as custas de manobras isoladas que pontificavam em escapadas perigosas de Ademir, Ipojucan e Djair. E, Maneco, aos 33 minutos, valendo-se da sua superioridade, conquistou o empate que o time vinha fazendo por merecer. Foi um belo gol do Saci, depois de uma finta espetacular em Eli.

O América prosseguiu dominando até o final da etapa inicial, mas o Vasco continuava a ser quase invulnerável , mesmo quando o antagonista o dominava. No tempo complementar, o Vasco tomou as rédeas da contenda, dominou por sua vez o adversário e fez o gol da vitória pela sua categoria superior e da sua classe bem maior que a do América. O merecimento da vitória vascaina está precisamente na sua maior superioridade clássica. Seus homens são mais experimentados que os do América. Ademir, numa carga isolada, empurrou a bola as redes de Osni, como só ele podia empurrar. O Vasco agora, era o detentor do titulo que nunca conseguira, o de bi campeão carioca, está de parabéns.

Cabe elogios ao Vasco, cujo titulo ninguém contestará, e exaltar o América pela sua campanha brilhante, que o levou de um mero participante despretensioso, a finalissima do campeonato. Se o vasco foi grande por ter encontrado seu jogo que parecia perdido, o América também foi grande por ter ultrapassado a própria expectativa.

Jogo disputado no Maracanã no dia 28 de janeiro de 1951.
Vasco 2 x América 1
Primeiro tempo: 1x1, gols de Ademir e Maneco.
Segundo tempo: Vasco 2x1, gol de Ademir.
Juiz: Carlos de Oliveira Monteiro.
Renda: 1.577.014,00.
Vasco: Barbosa. Augusto e Laerte. Eli. Danilo e Jorge. Alfredo. Ipojucan. Ademir. Maneca e Djair.
América: Osni. Joel e Osmar. Rubens. Osvaldinho e Godofredo. Natalino. Maneco. Dimas. Ranulfo e Jorginho.

Estatísticas
* Número de Jogos : 252 .
* Vitórias do Vasco : 142 .
* Vitórias do América : 56 .
* Empates : 54 .
* Gols do Vasco : 457 .
* Gols do América : 283 .
* Maior goleada do Vasco : 8 a 2 em 14 de agosto de 1949 .
* Maior goleada do América : 5 a 1 em 19 de novembro de 1943 .
* Empate com mais gols : 4 a 4, em 2 de junho de 1951 .

Maiores públicos do Clássico da Paz

1. América 1 a 2 Vasco, 121.765 (104.775 pags.), 28 de Janeiro de 1951
2. América 3 a 1 Vasco, 79.922, 13 de Agosto de 1967
3. América 0 a 2 Vasco, 60.542, 3 de Novembro de 1974
4. América 0 a 1 Vasco, 53.434, 28 de Novembro de 1982
5. América 1 a 3 Vasco, 47.164, 27 de Fevereiro de 1982
6. América 1 a 2 Vasco, 45.484, 2 de Dezembro de 1984

Uniformes

Wikipedia
www.campeoesdofutebol.com.curiosidades
foto do gol do museu dos esportes

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Set 2009

Livro de registro de um clássico de 1943

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Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1943.

Returno do Campeonato Carioca. Oito mil e quinhentas pessoas aguardam ansiosas, nas arquibancadas do Estádio das Laranjeiras, mais um Clássico Vovô. No ar, a tensão que antecede os grandes jogos.
No vestiário, o técnico uruguaio Ondino Vieira distribui as camisas aos jogadores do Fluminense, e aproveita para dirigir as suas instruções finais. Na vez de entregar o uniforme tricolor a Russo, Ondino pede que ele marque o meio-médio argentino Santamaría.

Amigos, a modéstia é uma qualidade extraordinária. Russo é um craque, um dos maiores artilheiros que o Fluminense jamais terá em suas fileiras. Mas, ao receber a instrução, devolveu a camisa ao treinador uruguaio. “Escale Brant, pois ele sabe marcar e também atacar”, retrucou Russo.

A resposta de Ondino Vieira demonstra sua infinita sabedoria. O uruguaio recua de sua decisão, passa novamente a camisa a Russo, e afirma: “Haga lo que quieras”. Já diz o sábio JT de Carvalho: somente os craques têm o direito de ouvir uma frase dessas.
Para o desespero dos alvinegros, Russo fez mesmo o que quis. E, com três gols dele, o Fluminense venceu o Botafogo por 5 a 3, em mais um Clássico Vovô imortal.

O personagem do jogo? Foi Russo, claro. Eu só poderia escolher o Russo. Adolpho Milman (Адолфо Милман) nasceu no dia 26 de julho de 1915, numa província russa que um dia se chamará Afeganistão. Quando ainda era bebê, sua família se mudou para Pelotas, no Rio Grande do Sul. Em 1933, Russo estreou pelo Fluminense. Já conquistou 4 campeonatos no Tricolor: 1936, 1937, 1940 e 1941.

Ficha técnica: Fluminense 5 x 3 Botafogo.
Returno do Campeonato Carioca de 1943.
Data: 04/09/1943.
Local: Laranjeiras.
Fluminense: Gijo; Norival e Renganeschi; Vicentini, Ruy e Afonsinho; Adilson, Russo, Invernizzi, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira (URU).
Botafogo: Ary; Borges e José Almeida; Ivan, Santamaría e Hélio; Patesko, Heleno de Freitas, José Diaz, Silva e Pirica. Técnico: Mário Fortunato.
Árbitro: Antônio Rocha Dias.
Gols: Adilson, Russo (3) e Tim, para o Fluminense; e Heleno de Freitas, José Diaz e Pirica, para o Botafogo.
Público: 8.492.
Renda: CR$ 39.831,90.

Paulo Cezar da Costa Martins Filho
Alexandre Magno Barreto Berwanger

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Set 2009

A Volta do Suburbano (Uma homenagem ao Bangu e ao Domingos da Guia)

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domingos da guia - domingos da guia
Domingos sintonizou o rádio para acompanhar a grande final entre Bangu e Flamengo. Afinal, ele havia dado seus primeiros chutes jogando pelo grêmio suburbano, e seu coração era Bangu de verdade.

Isso foi no final da década de 20, os treinos eram feitos após a sua jornada de trabalho como tecelão na fábrica de tecidos. Essa fábrica, aliás, era a geradora de renda e empregos em Bangu, e o clube fora fundado em razão da sua existência. Naqueles tempos, Domingos era mais um do clã dos Da Guia a tentar a sorte no futebol.

Antes dele vieram os irmãos Ladislau e Mamede, chamado de “Médio”, e Luiz Antônio, todos no Bangu. Sabemos bem aonde Domingos chegou. Todos os adjetivos sobre ele foram esgotados, o maior beque do Brasil, “o divino mestre”. A bola que seguia o seu comando, como se ele tivesse um imã em seus pés. “A estátua noturna”, sereno e apolíneo mesmo no meio do mais selvagem dos ataques inimigos. Luiz Antônio, mais velho, foi melhor do que Domingos, um jogador sensacional, nas palavras do próprio irmão caçula. Mas os louros e a condição de mito ficaram com Domingos, que, antes de virar ídolo, trabalhou também como ladrilheiro e mata-mosquitos.

Infelizmente, Domingos não conseguiu ser campeão com o Bangu. Em 33, ele já estava no Nacional do Uruguai, já era craque da seleção brasileira.
o divino mestre - o divino mestre
Foi nesse ano que o quadro suburbano amealhou a sua maior glória: campeão carioca, o primeiro da era profissional. Ladislau, cuja alcunha era “tijoleiro”, graças à potência de seus chutes, fazia parte do plantel, assim como Médio, e vários outros atletas negros. Dizem que os loucos abrem os caminhos que mais tarde serão trilhados pelos sábios. Nesse caso, a contribuição em quebrar barreiras raciais foi um notável mérito do Bangu.

O técnico Luis Vinhaes até tentou implementar uma culinária mais sofisticada nas concentrações, mas a rapaziada pedia o bom e velho feijão.

Era um grupo operário e humilde, que teve o Fluminense como contendor na final do campeonato. A zaga suburbana era um osso duro de roer. Euclides no gol, Mário ou Camarão e Sá Pinto. No meio tinha o Santana e o Médio, e o ataque contava com Sobral, Ladislau, Plácido e o goleador Tião. Embora todos previssem o contrário, inclusive o jornalista Mario Filho, a taça foi mesmo parar em Bangu. Após uma estrondosa goleada de 4 a 0, a história estava escrita nas cores vermelho e branco. A festa na chegada dos jogadores ao subúrbio foi algo de proporções avassaladoras. Diz a lenda que os estoques de cerveja nos botecos terminaram, consumidos pela torcida em êxtase. Foguetes estouraram até a madrugada, como se fossem trovões dos deuses do futebol, reconhecendo a façanha antológica de um Davi contra um Golias.

Campeão Carioca de 1966

Foi o típico caso de uma ilusão que virou verdade. O tempo revelou que aquele fora um ano único, pois o Bangu não mais ergueria o caneco. Até que em 1966 os ventos pareciam estar mudando novamente. O grêmio suburbano vinha com tudo, comandado pelo técnico argentino Alfredo Gonzáles. Domingos acompanhava o trabalho de Alfredo, ambos haviam jogado juntos no Boca Juniors e no Flamengo. O rosto do argentino era branco como se fosse de cera, contrastando com olhos negros e fundos. Ele herdara aquele time quando Zizinho teve que sair por questões particulares. Mestre Ziza, porém, deixara algumas boas jogadas ensaiadas, como a tabela em “X” entre Paulo Borges e Cabralzinho.

O Maracanã seria o palco da final. O Flamengo era o franco favorito para ganhar o bi-campeonato. O juíz apita o início da partida. Espantosamente, o Bangu começa a enfiar gols. Ocimar. Aladim. Paulo Borges. Domingos atento ao pé do rádio. O baile era tremendo, os nervos foram ficando à flor da pele. De repente, um choque entre Ladeira e o rubro negro Paulo Henrique. O sururu está formado. Almir Pernambuquinho, valente como só ele, briga como um leão, até ser contido pelo goleiro Ubirajara do Bangu.

Vários jogadores são expulsos, o jogo termina por ali mesmo. Os jornais sentenciam o nascimento de uma nova mística. A mística da camisa suburbana, desmanchando, ainda que em uma fugaz oportunidade, o poder do manto sagrado rubro-negro.

Domingos desliga o rádio. Na sua casa em Bangu, ele vai dormir feliz.

Fonte: Lúcio Humberto Saretta é escritor e mora em Caxias do Sul/RS
Pesquisa de imagens

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Set 2009

Torneio Quadrangular Interestadual disputado em 1954.

Torneio Quadrangular Interestadual disputado em 1954.

Clubes Participantes:
Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro
Fluminense Football Club, do Rio de Janeiro
Sport Club Internacional, de Porto Alegre
Sociedade Esportiva Palmeiras, de São Paulo

JOGOS

17 / 04 – Botafogo 4 x 3 Palmeiras, no Maracanã - Rio de Janeiro

18 / 04 – Fluminense 2 x 1 Internacional, no Maracanã - Rio de Janeiro

21 / 04 – Botafogo 2 x 2 Internacional, no Maracanã - Rio de Janeiro

25 / 04 – Botafogo 3 x 1 Fluminense, no Maracanã - Rio de Janeiro

28 / 04 – Fluminense 2 x 1 Palmeiras, nas Laranjeiras - Rio de Janeiro

01 / 05 – Palmeiras x Internacional (não foi realizado)

Colocação por pontos ganhos (PG):

1°- Botafogo – 5 (campeão)

2°- Fluminense – 4

3°- Internacional – 1

4°- Palmeiras – 0

botafogo de 1954 1 - botafogo de 1954 1
Time da Foto:
Em pé:
Gerson. Gilson. Nilton Santos. Danilo. Ruarinho e Orlando Maia.
Agachados:
Garrincha. Dino da Costa. Carlayle. Paulinho e Vinicius.
Técnico: Gentil Cardoso.
Fonte: Diário de Notícias (Rio de Janeiro).
http://www.campeoesdofutebol.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 26 Set 2009

Januário de Oliveira, o mago da narração

Januário de Oliveira
Nascimento 12 de Fevereiro de 1940
Alegrete, Rio Grande do Sul
Nacionalidade brasileira
Ocupação locutor (Aposentado)

Período em atividade: 1952 - 1998

Foi um radialista, locutor e narrador esportivo, atuou na Rádio Nacional AM, TVE-RJ (1982-1992) e TV Bandeirantes (1992-1997). Aposentou-se em 1998, quando começou a sofrer de diabetes e ficou cego de um olho. Ainda nesse mesmo ano, narrou algumas partidas da Copa do Mundo pela hoje extinta Rede Manchete.

Principais Bordões

“Taí o que você queria, bola rolando…”, quando o juiz apitava o início da partida ou do segundo tempo.

“Tá lá um corpo estendido no chão”, para o jogador que caía machucado no gramado.

“Lá vem Geraldo e Enéas para mais um carreto da tarde”, quando os maqueiros do Maracanã, Geraldo e Enéas entravam em campo para retirar um jogador machucado.

“Cruel, muito cruel…”, para elogio ao artilheiro após o gol.

“É disso Fulano, é disso que o povo gosta”, para o jogador (Fulano) que acabara de estufar as redes.

“Sinistro, muito sinistro…”, para falha grave de jogador ou árbitro.

“Eu vi, eu vi…”, para algum lance que ninguém viu, somente ele.

“riririkakakaka, o Juiz despirocou…”, para um lance em que o juiz marcou algo de outro mundo

“Acabou o milho, acabou a pipoca, fim de papo”. - Quando o juiz apitava o fim do jogo.

“Elementar, meu caro Addison”, agradecia Januário de Oliveira a Addison Coutinho

Januário de Oliveira narrava exclusivamente os jogos do Rio de Janeiro, numa época em que as equipes que transmitiam as partidas não tinham os velhos vícios do rádio, nem os novos vícios dos profissionais da era do pay-per-view.
Com bordões geniais, Januário ficou famoso na TV Bandeirantes também com os apelidos dados aos jogadores que marcaram os grandes clubes do Rio na década de 90, entre eles Ézio, o “Super Ézio”; o “Príncipe Charles” para o centroavante Charles Baiano (ex-Bahia e Flamengo). Valdeir virou “The Flash”, enquanto o volante Charles do Flamengo recebeu a alcunha de “Charles Guerreiro”. E sobrou também para Sávio, o “Anjo Loiro da Gávea”, além do maravilha “Tá, Té, Tí, Tó, Túlio…” . Januário transformava em diversão o hábito de acompanhar o futebol carioca.
De uns anos para cá, boatos sobre sua morte se espalharam pela cidade, mas o radialista, locutor e narrador garante estar mais vivo do que nunca. “Já me mataram. Fizeram até referência a mim me chamando de saudoso, mas estou vivo. Cheguei a sofrer quatro paradas cardíacas, mas estou aqui, firme e forte. Falaram até que eu tinha amputado uma e até as duas pernas. O que eu já amputei no pé foram as unhas, que corto de vez em quando”, brinca.

Saudades de um tempo não tão distante

Luciano do Valle não era um narrador que trocava os nomes dos clubes e cidades, José Luiz Datena era um bom repórter de campo e Juarez Soares até que era um comentarista chato aceitável. O único defeito era o Elia Júnior, que sempre estampava um sorriso na cara e dizia antes de chamar um intervalo comercial: “não sai daí, é pá e bola”.
Inesquecíveis eram os bordões dos locutores. E Silvio Luiz, o campeão absoluto de sempre. Ele poderia até transmitir uma partida entre Inter de Limeira e União São João que ainda assim era um festival de emoção - ou de risadas. Para cada “olho no laaaaaaanceeee!”, tinha uma menção aos quitutes que eram deixados na cabine da Band. Isso sem falar em “pelo amor dos meus filhinhos!”, “pelas barbas do profeta” e outros. Sensacional foi o dia em que ele refletiu sobre um de seus velhos bordões, “no paaaaaaaau!”, quando a bola batia na trave. “Acho que há muito tempo, as traves já não são mais feitas de madeira, e sim de ferro. Por isso, a partir de agora vou gritar ‘no feeeeeeeeeeeerrrooooo!’”. Impagável. E as narrações de gol? Até hoje Silvio Luiz mantém o padrão.
Januário de Oliveira também foi acompanhado de Gérson (que não ficou atrás e bolou “é brincadeira”), Januário tornava ainda mais divertido o hábito de acompanhar o futebol carioca, numa época em que ele não era tão decadente ainda.

http://esporteagito-blog.blogspot.com
wikipédia
www.abacaxiatomico.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 24 Set 2009

A audiência dos sites dos clubes de futebol

A audiência dos sites dos clubes de futebol

O jornal Folha de São Paulo publicou nesta quarta-feira interessantíssima reportagem de Alec Duarte sobre os sites dos clubes de futebol. A audiência somada das 29 agremiações brasileiras mais acessadas na web é igual ao índice registrado pelo Manchester United, da Inglaterra, que sabe muito bem usar a sua marca na internet ao ter 20% do seu faturamento total com todos os produtos e serviços lá disponibilizados.

O levantamento mostra como os clubes daqui ainda engatingam na rede não só em audiência como também divulgação de produtos, serviços etc. Do Brasil, o site do Corinthians é o campeão de acesso, com 290 mil por dia, seguido de Palmeiras (220 mil) e Internacional (160).

Confira a lista da audiência diária, em média, dos clubes pesquisados

1 - Corinthians 290 mil
2 - Palmeiras 220 mil
3 - Internacional 160 mil
4 - Flamengo 150 mil
5 - Vasco 110 mil
6 - Cruzeiro 93 mil
7 - São Paulo 93 mil
8 - Grêmio 90 mil
9 - Fluminense 63 mil
10 - Atlético-MG 62 mil
11 - Bahia 39 mil
12 - Atlético-PR 39 mil
13 - Santa Cruz 33 mil
14 - Coritiba 32 mil
15 - Vitória 27 mil
16 - Sport 25 mil
17 - Goiás 22 mil
18 - Avaí 22 mil
19 - Botafogo 17 mil
20 - Fortaleza 15 mil
21 - Ceará 14 mil
22 - Figueirense 14 mil
23 - Náutico 13 mil
24 - Barueri 11 mil
25 - Paraná Clube 10 mil
26 - Ponte Preta 9,5 mil
27 - Guarani 8 mil
28 - Juventude 6,5 mil
29 - Santo André 5 mil

*O Santos não possui domínio próprio - está hospedado em um portal. Por isso, a Folha não obteve o acesso. Segundo o clube, o índice é de 21 mil por dia.

Confira a lista dos principais clubes europeus:

Manchester United 1,7 milhão
Real Madrid 1,6 milhão
Arsenal 1,3 milhão
Inter de Milão 1 milhão
Barcelona 920 mil
Milan 820 mil
Chelsea 670 mil

.http://oglobo.globo.com/blogs/bolademeia/posts/2009/09/23/a-audiencia-dos-sites-dos-clubes-de-futebol-225991.asp
.Alexandre Magno Barreto

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 18 Set 2009

O futebol na época romântica do Rádio em São Paulo

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Pequenas lembranças da época do rádio no futebol paulista

RADIO PANAMERICANA

Otavio Munis apresentava um programa esportivo todo seu. Era o CORINTHIANS EM MARCHA

“Torcida corintiana, cordialmente boa noite! São 18 horas e 30 minutos em São Paulo. Estamos iniciando pela Rádio Panamericana de São Paulo, a emissora dos esportes, o programa “Corinthians em Marcha”. Foi exatamente assim, durante longos anos, que o velho Otávio Munis se apresentou a Fiel, em um espaço todo seu. Ele falava com carinho sobre as atividades do clube do Parque São Jorge, que tanto amou. Dava vida aos fatos dessa agremiação, com o mesmo empenho exercido como funciorário e
assessor de imprensa, do S.C. Corinthians Paulista.
A partir da metade dos anos 1960, a Radio Pan-Americana, passou as mãos de Antonio Augusto Amaral de Carvalho e sua denominação passou a ser Radio Jovem Pan aproveitando o sucesso que fazia a turma da jovem guarda.

RÁDIO BANDEIRANTES

Darci Reis, tambem trabalhou por muitos anos na Bandeirantes, culminou como chefe do departamento de esportes nos anos 1980.

Pedro Luiz, foi contratado em 1957, numa jogada de mestre de Edson Leite, que trouxe Pedro para a Bandeirantes e a tira colo veio Mario Moraes. Ai ninguém mais segurou o Scratch do radio, que formava a cadeia verde e amarela, norte sul do Brasil, com centenas de emissoras do interior e outros estados.

Mauro Pinheiro e Fiori Giglioti, formaram uma dupla de comentarista e locutor durante mais de trinta anos. Mauro morreu em 25 Janeiro de 1982 e Fiori Giglioti a 8 de junho de 2006. O rádio esportivo sente muita saudade desses dois profissionais.
fiori.mauro - fiori.mauro

O pessoal do departamento do esporte da rádio Bandeirantes em 1966. Da esquerda para a direita. Dinamerico Aguiar, Enio Rodrigues, Flavio Araujo, Mauro Pinheiro, Fiori Giglioti, Luiz Augusto Maltoni, Loureiro Junior, Bhorgui Junior, Barbosa Filho. Agachados Francisco de Assis, Jose Paulo de Andrade, Humberto Mendonça, Alexandre Santos, Roberto Silva, Domingos Leoni, Luiz Carlos Moreira.
scratch - scratch

RÁDIO TUPI

Ari Silva fazia assim seu cumprimento de abertura: Torcida amiga, boa tarde.

Aurelio Campos era muito engraçado nas transmissões do futebol. Quando um jogador perdia um gol feito, dizia que até ele, ou sua vó, faziam.
AurelioCampos - AurelioCampos

Tempos depois, a saudosa equipe 1040 da Rádio Tupi de São Paulo era composta com: Haroldo Fernandes, Alfredo Orlando, Antonio Rangel, Avila Machado, Milton Camargo, Lucas Neto, Victor Moran, José Carlos Cicarelli, Marco Antonio, Manoel Ramos e José Roberto Ramos.

RÁDIO E TV GAZETA
A rádio Gazeta teve um período áureo nos anos 70 com os radialistas José Italiano, Peirão de Castro, Wilson Brazil, Milton Peruzzi, Antonio Petri, Dalmo Pessoa, Galvão Bueno, entre outros.
Como esquecer as narrações da TV Gazeta quando jogavam Corinthians x Santos?
Quando a bola estava no ataque com o Corinthians, narrava José Italiano. Quando o Santos atacava, entrava Peirão de Castro. Sem contar que as vezes eles brigavam no ar. E era sério mesmo.
Jose Italiano e Geraldo Blota eram corintianos fanáticos. Quando o Corinthians estava ganhando e o adversário chutava para o gol do Corinthians e a bola saia para fora, assim era a narração:
José Italiano: Olha o chutinho dele, GB…..
Geraldo Blota: Fraquinho, fraquinho……

fontes:
Mário Lopomo ( http://mariolopomo.zip.net/ )
Gilberto Maluf

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 18 Set 2009

Peñarol: o melhor clube sul-americano do Século XX

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Pentacampeão da Libertadores e tri mundial, o Peñarol foi eleito pela Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS) como o melhor clube sul-americano do Século XX.

A entidade levou em consideração as partidas de competições internacionais para estabelecer a classificação, em que o clube uruguaio obteve 531 pontos.

O segundo colocado ficou com o Independiente. O clube argentino, maior vencedor da História da Libertadores - sete títulos - acumulou 426,5 pontos.

O clube brasileiro mais bem classificado foi o Cruzeiro, em sétimo, com 295,5 pontos. São Paulo, em oitavo (242 pontos), e Palmeiras, em décimo (213 pontos), são os outros brasileiros que aparecem entre os dez primeiros.

Confira abaixo a lista dos dez primeiros mais os clubes brasileiros:

1. Peñarol (URU) - 531 pontos
2. Independiente (ARG) - 426,5
3. Nacional (URU) - 414
4. River Plate (ARG) - 404,25
5. Olimpia (PAR) - 337
6. Boca Juniors (ARG) - 312
7. Cruzeiro (BRA) - 295,5
8. São Paulo (BRA) - 242
9. América de Cali (COL) - 220
10. Palmeiras (BRA) - 213
11. Flamengo (BRA) - 200
14. Grêmio (BRA) - 157
16. Santos (BRA) - 140
19. Vasco (BRA) - 109,5
22. Atlético Mineiro (BRA) - 95,5
31. Corinthians (BRA) - 60
31. Internacional (BRA) - 60
37. Botafogo (BRA) - 44
52. CSA (BRA) - 14
54. Bahia (BRA) - 12
56. Sampaio Corrêa (BRA) - 10
56. São Raimundo (BRA) - 10
72. Criciúma (BRA) - 4
72. Vitória (BRA) - 4
72. Paraná (BRA) - 4
89. Bragantino (BRA) - 2

Peñarol foi campeão uruguaio 46 vezes, mas títulos nacionais não valeram para a eleição (Crédito: EFE)

Preâmbulo da história do Penarol, o líder da América do Sul segundo a IFFHS

Dizem os cânticos, com veneração e paixão, que será eterno como o tempo e florescera em cada primavera. É o Clube Atlético Peñarol, velho caminhante do futebol do Rio da Prata. As suas raízes remontam a 1890, quando a Empresa central de Caminho de ferro, dirigida por ingleses, decidiu erguer as suas novas instalações numa povoação dos arredores de Montevidéu, onde muito tempo atrás se instalara um agricultor italiano de nome Pedro Pignarolo (que em castelhano lê-se piñarolo). Com o tempo, o nome foi sendo moldado pelos locais, dando origem ao chamado pueblo de Peñarol.

Em 1891, Mister Roland Moor, presidente da companhia, decidiu criar uma instituição desportiva, destinada à prática do futebol, a que deu o nome de Central Uruguai Railway Cricket Club, o CURCC, sendo suas cores, o preto e amarelo da empresa ferro carril.

Seria só em 1913 que, no decorrer de uma entusiasta assembléia, surge a ideia de mudar o nome do clube, de forma a ficar clara a sua gênese uruguaia. O nome eleito seria, sem contestação, o da povoação onde nascera: Peñarol. Era o nascer dos primeiros grandes mitos aurinegros, como Juan Pena, Mazzucco, Los Camacho, Mañana, Isabelino Gradín, Acevedo e o elegante José Piendibene, que, grande goleador, nunca festejava os seus gols por respeito aos adversários. É então por esta época, meados dos anos 10, que nasce uma visceral rivalidade, que atravessaria o tempo, entre os dois maiores clubes do Uruguai: Peñarol e Nacional, os monstros de Montevidéo.

Em 1918 o Peñarol faria história no campeonato uruguaio com uma equipe que alinhava grandes valores do futebol, que poderia medir forças com qualquer quadro .Eram eles:Roberto Chery, José Benincasa e Pedro Rimolo (Alfredo Granja); Juan Pacheco, Juan Delgado e J.Delacroix; José Perez, Armando Artigas, José Piendibene, Isabelino Gradín e Antonio Campolo.A conquista do torneio nacional deste ano acabou com a supremacia do Nacional que vinha de um tri-campeonato.

Em 1921,durante a presidência de Julio Maria Sosa, surge a iniciativa de construir um estádio perto do famoso balneário montevideano de Pocitos,que chegou a abrigar alguns jogos do primeiro Campeonato Mundial de Futebol em 1930. Esse estádio foi demolido nos anos 40.

Na história do Peñarol figura o primeiro titulo nacional da era profissional, em 1932, mas apesar da presença de nomes grandes do fútbol uruguaio, como Pedro Young (El Tigre), Luis Matozzo (El Grande), Ernesto Mascheroni (prodigioso esquerdino), Obdulio Varela (El Negro Jefe), e, entre outros, Álvaro Gestido, imponente defensor que fez história ao travar e vencer o épico duelo com o avançado argentino Peucelle na final do Mundial de 30, as décadas de 30 e 40 foram de domínio do Nacional.

Lancepress
Wikipédia

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Set 2009

MAIORES ARTILHEIROS DE CLUBES DO BRASIL ( ACIMA DE 200 GOLS )

MAIORES ARTILHEIROS DE CLUBES DO BRASIL ( ACIMA DE 200 GOLS ) :

* Considerando apenas os gols dos artilheiros feitos por um mesmo clube.

- ACIMA DE 1.000 GOLS :

1) Pelé ( Édson Arantes do Nascimento ) : 1.091 gols ( Santos Futebol Clube-SP )

- ENTRE 500 E 1.000 GOLS :

2) Roberto Dinamite ( Carlos Roberto de Oliveira ) : 698 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )
3) Zico ( Arthur Antunes Coimbra ) : 502 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )

- ENTRE 400 E 500 GOLS :

4) Pepe ( José Macia ) : 405 gols ( Santos Futebol Clube-SP )

- ENTRE 300 E 400 GOLS :

5) Coutinho ( Antônio Wilson Honório ) : 370 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
6) Carlitos ( Alberto Zolin Filho ) : 325 gols ( Sport Club Internacional-RS )
7) Romário ( Romário de Souza Faria ) : 315 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )
8) Waldo ( Waldo Machado da Silva ) : 314 gols ( Fluminense Football Club-RJ )
9) Quarentinha ( Waldir Cardoso Lebrego ) : 313 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
10) Luisinho ( Luís Alberto da Silva Lemos ) : 311 gols ( America Football Club-RJ )
11) Cláudio ( Cláudio Christóvam de Pinho ) : 305 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
12) Ademir ( Ademir Marques de Menezes ) : 301 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )

- ENTRE 200 E 300 GOLS :

13) Friedenreich ( Arthur Friedenreich ) : 289 gols ( Club Athletico Paulistano-SP )
14) Heitor ( Heitor Marcelino Rodrigues ) : 284 gols ( Sociedade Esportiva Palmeiras-SP)
15) Toninho Guerreiro ( Antônio Ferreira ) : 283 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
16) Carvalho Leite ( Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite ) : 273 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
17) Baltazar ( Oswaldo da Silva ) : 266 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
18) Alcindo ( Alcindo Martha de Freitas ) : 264 gols ( Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense-RS )
19) Reinaldo ( José Reinaldo de Lima ) : 255 gols ( Clube Atlético Mineiro-MG )
20) Carlito ( Carlos Dominguez Viana ) : 253 gols ( Esporte Clube Bahia-BA )
21) Teleco ( Uriel Fernandes ) : 251 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
22) Bené ( Paulo Benedito dos Santos Braga ) : 249 gols ( Paysandu Sport Club-PA )
23) Garrincha ( Manoel dos Santos ) : 245 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
24) Bodinho ( Nílton Coelho da Rocha ) : 244 gols ( Sport Club Internacional-RS )
Dida ( Edvaldo Alves de Santa Rosa ) : 244 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
Hamilton ( Hamilton Sadias Campos ) : 244 gols ( Moto Club de São Luís-MA )
27) Serginho ( Sérgio Bernardino ) : 243 gols ( São Paulo Futebol Clube-SP )
28) Tostão ( Eduardo Gonçalves Andrade ); 242 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
29) Gino ( Gino Orlando ) : 237 gols ( São Paulo Futebol Clube-MG )
30) Neco ( Manoel Nunes ) : 235 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
31) Tarciso ( José Tarciso de Souza ) : 227 gols ( Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense-RS )
32) Bita ( Sílvio Lasso Lassalvia ) : 223 gols ( Clube Náutico Capibaribe-PE )
Dirceu Lopes ( Dirceu Lopes Mendes ) : 223 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
34) Gauchinho ( André Bombassaro ) : 217 gols ( Londrina Esporte Clube-PR )
Ladislau ( Ladislau da Guia ) : 217 gols ( Bangu Atlético Clube-RJ )
Mário Martini ( Mário Marcos Martini ) : 217 gols (Esporte Clube Juventude-RS )
37) Feitiço ( Luís Matoso ) : 216 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
38) Henrique Frade ( Henrique Frade ) : 214 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
39) Edu ( Eduardo Antunes Coimbra ) : 212 gols ( America Football Club-RJ )
40) Dario ( Dario José dos Santos ) : 211 gols ( Clube Atlético Mineiro-MG )
Douglas ( Douglas da Silva Franklin ) : 211 gols ( Esporte Clube Bahia-BA )
42) Claudiomiro ( Claudiomiro Estrais Ferreira ) : 210 gols ( Sport Club Internacional-RS )
43) Heleno de Freitas ( Heleno de Freitas ) : 209 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
44) Quarenta ( Luiz Gonzaga Lebrego ) : 208 gols (Paysandu Sport Club-PA )
45) Niginho ( Leonízio Fantoni ) : 207 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
46) Marcelinho ( Marcelo Pereira Surcin ) : 206 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
47) Pirilo ( Sílvio Pirilo ) : 204 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
Romário ( Romário de Souza Faria ) : 204 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
49) Duílio ( Duílio Dias ) : 202 gols ( Coritiba Football Club-PR )
50) Servílio ( Servílio de Jesus ) : 201 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
Traçaia ( José Roque Paes ) : 201 gols ( Sport Club do Recife-PE )

Obs.: Em algumas fontes, Pinga, o maior artilheiro da história da Associação Portuguesa
de Desportos-SP aparece com mais de 200 gols, aparentemente sendo atribuidos alguns
gols feitos pelo seu irmão para ele, de modo que a versão correta parece ser a de
que ele teria feito 190 gols: http://almalusa.net/curiosidades.html

- FONTES :

* Clubes em ordem alfabética, citados aqueles com goleadores que tenham atingido o parâmetro desta pesquisa.

- AMERICA FOOTBALL CLUB : http://americafootballclub.com/galeria/gds_idolos.htm
- BANGU ATLÉTICO CLUBE : Livro ALMANAQUE DO BANGU, por Carlos Molinari Severino.
- BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS : RSSSF BRASIL http://www.chancedegol.com.br/rsssfbrasil/miscellaneous/botaart.htm , por Pedro Varanda.
- CLUB ATHLETICO PAULISTANO : Revista PLACAR OS MAIORES ARTILHEIROS - COLEÇÃO DE ANIVERSÁRIO EDIÇÃO Nº 6.
- CLUBE ATLÉTICO MINEIRO : Livro GALO - UMA PAIXÃO CENTENÁRIA, por Eduardo Murta.
- CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE : http://blogdosnumerospe.blogspot.com/2008/01/nutico-bita-x-cavalheira.html , por Carlos Celso Cordeiro.
- CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO : Livro ALMANAQUE DO FLAMENGO, por Roberto Assaf.
- CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA : http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/artil.html , por Mauro Prais.
- CORITIBA FOOTBALL CLUB : http://www.vocoxa.com.br/noticia.php?cod_noticia=842
- CRUZEIRO ESPORTE CLUBE : Livro ALMANAQUE DO CRUZEIRO, por Henrique Ribeiro
- ESPORTE CLUBE BAHIA : http://www.esporteclubebahia.com.br/o-clube/artilheiros-da-historia.html
- ESPORTE CLUBE JUVENTUDE : Livro CLÁSSICO CA-JU: PAIXÃO E RIVALIDADE, por Gustavo Côrtes.
- FLUMINENSE FOOTBALL CLUB : Livro FLUMINENSE FOOTBALL CLUB - HISTÓRIA, CONQUISTAS E GLÓRIAS NO FUTEBOL, por Antonio C. Napoleão.
- GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE : Livro O DIA EM QUE ME TORNEI GREMISTA, por Sérgio Xavier Filho.
- LONDRINA ESPORTE CLUBE : http://www.londrinaesporteclube.com.br/destaques/especial-52-anos.lec
- MOTO CLUBE DE SÃO LUÍS : Revista PLACAR nº 1.163 - OS 50 MAIORES ARTILHEIROS DO BRASIL.
- PAYSANDU SPORT CLUB : http://www.mmconsultoriaesportiva.com.br/site/demo/estados/para/html/paysandu_idolos.html
- SANTOS FUTEBOL CLUBE : Livro TIME DOS SONHOS: HISTÓRIA COMPLETA DO SANTOS F.C., por Odir Cunha.
- SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE : Livro ALMANAQUE DO SÃO PAULO, por Alexandre da Costa.
- SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS : Livro PALMEIRAS - O ALVIVERDE IMPONENTE, por Orlando Duarte.
- SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA : Livro ALMANAQUE DO CORINTHIANS, por Celso Dario Unzelte.
- SPORT CLUB DO RECIFE : http://jc3.uol.com.br/jornal/noticias/ler.php?canal=181&codigo=136871 , Jornal do Commercio (PE).
- SPORT CLUB INTERNACIONAL : Livro O DIA EM ME TORNEI COLORADO, por Ricardo Freire.

- Também foram consultadas as seguintes fontes :

* Considerando as que contribuiram com alguma(s) informação(ões) reproduzida(s) acima.

http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/tag/quarentinha/
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a1798568.xml
http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=tarciso&language=0
http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=1&setor=3&codigo=14
http://flamengoeternamente.blogspot.com/2007/09/maiores-artilheiros-da-histria-do.html
http://www.santistaroxo.com.br/artigo/?id=2566
http://www.santistaroxo.com.br/artigo/?id=1100
http://www.bamor.com.br/news/noticias.php?mzn_data=2007-08
http://www.enciclopedianordeste.com.br/0068.php
http://www.geocities.com/Baja/7025/idolos.htm

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Authors: Alexandre Magno Barreto Berwanger (ambberwanger@yahoo.com.br)

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 10 Set 2009

Fatos memoráveis que envolviam Pelé em todos os campos do mundo

O dia em que o árbitro foi expulso -
No estádio El Campin, estão em campo Santos e Millionarios.
A partida é a grande atração do dia, mas o juiz quase estraga tudo. O árbitro anula um gol seu e o expulsa por reclamação. A torcida, que lota o estádio, ameaça derrubar o alambrado, começa a atirar objetos para dentro do campo e a atear fogo nas arquibancadas. Temendo uma tragédia, a polícia faz com que o juiz saia de fininho, coloca um bandeirinha em seu lugar e promove a volta de Pelé, que marca mais três gols. Resultado final: Santos 5 x 1 Millionarios.

O Xá espera por uma foto com o ídolo -
Ao voltar de um jogo em Salvador, a aeronave que conduz o time do Santos recebe uma estranha mensagem da torre de controle do Aeroporto de Congonhas. “Nosso espaço aéreo está interditado a todos os aviões para segurança do Xá do Irã”.
A ordem não é válida para o avião que traz o Santos. Faz duas horas que o Xá espera sua chegada para conseguir um autógrafo e uma foto ao lado de Pelé.

A estrela brilha na Casa Branca -
Após dar boas-vindas a Pelé em nome dos Estados Unidos, o presidente Gerard Ford leva o hóspede para o gramado da pelé residência oficial. Entregando uma bola ao jogador, Ford pede: “Mostre-me como se faz”. Com mestria, Pelé brinca com a bola, fazendo embaixadas. Ao receber a bola de Pelé, o presidente não consegue imitá-lo. Atento, o atacante brasileiro pede a Ford que mostre como se joga o futebol americano, pois o presidente praticara o esporte no passado. O presidente, então, faz a pose clássica e lança a bola. Pelé, como se também fosse um ex-jogador de futebol americano, agarra a bola no ar e a devolve. Em seguida ao lance, sem prestar a menor atenção ao presidente, um garoto aproxima-se de Pelé e pede um autógrafo. “Você já viu quem é o mais popular entre nós dois aqui”, comenta Ford, sorrindo.

John Lennon teve de engolir essa -
Assim que o avião em que estava chegando ao terminal de passageiros de Tóquio, o ex-lider dos Beatles, John Lennon, vê centenas de fotógrafos pela janela. Logo diz a seu empresário que não está disposto a dar entrevistas e chega a pedir um esquema especial para não ser incomodado. Dessa vez, porém, o trabalho pôde ser esquecido. Ao entrar no carro que fora buscá-lo, o ex-Beatle vê que a agitação não era por causa dele. É então que entende que os fotógrafos aguardam o desembarque de Pelé. Mais tarde, numa entrevista coletiva, Lennon diz:
“Eu imaginava que os Beatles eram os mais famosos do mundo, mas só hoje pude me render aos fatos”.

Pelé Só mesmo ele para parar uma guerra -
No ano de 1969 o Santos havia acertado um amistoso com um time da África, em Brazzaville. Só que meses depois, a região está em guerra civil, entre as forças de Kinshasa e Brazzaville. Antes de chegar lá, a delegação passa por Kinshasa e é escoltada por soldados locais, que transferem a guarda para as forças inimigas no meio do rio que separa as duas regiões. No dia seguinte ao jogo, o time volta a Kinshasa e é avisado de que só poderá partir se também jogar naquela cidade. O Santos joga, Pelé recebe muitas homenagens, a equipe segue viagem em paz e, só então, a guerra recomeça.

faustomoraesjr.sites.uol.com

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 04 Set 2009

Histórias das arquibancadas

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Por Celso Unzelte
As três histórias a seguir aconteceram nos jogos Palmeiras x Deportivo Cali (final da Libertadores de 99), Corinthians x Inter (decisão da Copa do Brasil de 2009) e em um clássico entre Remo e Paysandu. Mas poderiam ter acontecido em qualquer arquibancada.

********************************************************************************

A primeira me foi contada pelo amigo Walter Mazzuchelli, o popular Anjinho, velho companheiro na profissão e na vida desde os tempos de Placar. Foi presenciada por ele na noite de 16 de junho de 1999, quando o Palmeiras foi campeão da Libertadores.

Depois da vitória do Deportivo Cáli, na Colômbia, por 1 a 0, e dos 2 a 1 do Palmeiras naquela noite, no Parque Antarctica, a decisão teve que ir para os pênaltis. Nas arquibancadas, uma família de Sorocaba, interior de São Paulo, que havia viajado até a capital especialmente para assistir ao jogo, insistia para que um garoto de cerca de 10 anos ficasse de costas para o campo na hora em que Zinho se preparava para a primeira cobrança do Palmeiras. “Ele não pode olhar para o campo, de jeito nenhum”, explicava o pai, desesperado. “Toda vez que o Palmeiras cobra um pênalti e ele vê, a bola acaba não entrando.” Ninguém estava ligando muito para a superstição, até ver o chute de Zinho estourar no travessão.

Dali para a frente, não só o pai ou a família, mas todos os palmeirenses que estavam em volta passaram a pedir pelo amor de Deus para que o garoto ficasse de costas para o campo. Foi um sacrifico segurá-lo de uma maneira que, mesmo esperneando, ele não visse todas as outras cobranças, efetuadas por Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério e Euller. Mas valeu a pena: coincidência ou não, naquela noite, deu Palmeiras, 4 a 3.

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A segunda aconteceu comigo. No primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, entre Corinthians e Inter, no Pacaembu, o torcedor corintiano assistia das arquibancadas, espremido entre uma jovem e uma senhora perto dos 80 anos. Naquela noite, o Corinthians chegou sem grande drama aos 2 a 0, mas a partir dali teve que fazer das tripas coração para não sofrer nenhum gol em casa e, assim, viajar com uma boa vantagem para Porto Alegre, conforme reza o regulamento.

A cada chute do Inter contra o gol de Felipe, o torcedor corintiano se contorcia. Até que, sem querer, roçou seu braço no da moça que estava à sua direita. E cismou que se não roçasse o braço também na velhinha que estava à esquerda, “igualando”, assim, as coisas, o Corinthians acabaria tomando um gol.

Foto: GazetaPress

O problema é que, logo depois, foi a velhinha que roçou o braço no dele. E o rapaz se viu, então, na obrigação de roçar o dele novamente no da moça, igualando as coisas mais uma vez. E assim foi durante o resto dos 90 minutos, tudo para que o Corinthians não tomasse um gol.

O jogo, enfim, terminou com a vitória corintiana por 2 a 0, e só então o rapaz pôde se desculpar, explicando às duas que, se por acaso elas tivessem sentido todo aquele roça-roça durante a partida, havia sido por mera superstição da parte dele. “Ah, que pena… Então era só por causa disso?”, respondeu a velhinha, visivelmente decepcionada.

********************************************************************************

Por último, uma história que vem do norte do País, contada por Amaro Klautau, o simpático presidente do Clube do Remo, que esteve em São Paulo para o lançamento do livro infantil Todo-Poderoso Timão em quadrinhos, do craque Ziraldo.

Na véspera de um clássico entre Remo e Paysandu, dois caboclos do interior paraense, ambos torcedores do Remo, resolveram ir para Belém ver o jogo. Para isso, tiveram que cruzar um rio com uma embarcação rudimentar, daquelas com péssima vedação, que têm mais água dentro do que fora. Por isso, combinaram que enquanto um ia remando o outro ia tirando a água de dentro da canoa com uma cuia. E assim acabaram chegando.

No estádio, os dois se sentaram por engano no meio da torcida do Paysandu. Pior: na hora do gol do Remo, não se aguentaram e levantaram para gritar. Logo apareceu por trás deles um enorme torcedor do Paysandu, que disse para a multidão: “Pessoal, esses dois são do Remo!”

Um deles, então, tratou logo de tirar o corpo fora: “Eu não sou, não senhor, eu não sou. Eu sou é o da cuia…”

Fonte: Jornalista e pesquisador, Celso é professor de jornalismo e comentarista do canal ESPN Brasil, no qual participa do programa “Loucos por Futebol”. Também colabora com especiais para as revistas Placar e Quatro Rodas. Celso escreve semanalmente para o Yahoo! Esportes.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 01 Set 2009

Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer

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O Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer foi um torneio internacional de futebol disputado entre 7 de Junho e 4 de Julho de 1953 em São Paulo e no Rio de Janeiro, e que teve o Vasco da Gama como campeão invicto. Esta competição foi uma tentativa de se manter um torneio internacional no Rio de Janeiro após a extinção da Copa Rio, que tinha este nome por ser patrocinada financeiramente pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Contou com a desistência do Real Madrid da Espanha e o Nacional do Uruguai. Os torcedores do Vasco e parte da imprensa consideram esta competição como sendo precussora do Mundial Interclubes assim como a Copa Rio de 1951/52. O modelo de realização deste Torneio foi copiado pela FIFA na realização do Mundial Interclubes FIFA 2000, disputado no Brasil.

Grupo do Rio de Janeiro
Botafogo Brasil Vice-campeão da Pequena Taça do Mundo 1
Hibernian Escócia Campeão escocês 1952/53 (temporada)
Fluminense Brasil Campeão da Copa Rio de 1952 2
Vasco Brasil Campeão carioca de 1952

Grupo de São Paulo
Corinthians Brasil Campeão da Copa Arroz 1953( ou 54), apos bater o São Paulo.
Olimpia Paraguai Vice-campeão paraguaio em 533
São Paulo Brasil Campeão Paulista de 1953
Sporting Portugal Tetra-campeão português 50/51 51/52, 52/53 e 53/54

Partidas

Grupo do Rio de Janeiro (todas as partidas no Maracanã)

7 de Junho de 1953 Rio de Janeiro A Vasco 3 - 3 Hibernian
13 de Junho de 1953 Rio de Janeiro B Botafogo 3 - 1 Hibernian
14 de Junho de 1953 Rio de Janeiro C Vasco 2 - 1 Fluminense
17 de Junho de 1953 Rio de Janeiro D Botafogo 2 - 2 Fluminense
20 de Junho de 1953 Rio de Janeiro E Fluminense 3 - 0 Hibernian
21 de Junho de 1953 Rio de Janeiro F Vasco 2 - 1 Botafogo

Classificação final

1 Vasco da Gama
2 Fluminense
3 Botafogo
4 Hibernian

Grupo de São Paulo (todas as partidas no Pacaembu)

7 de Junho de 1953 São Paulo G Corinthians 5 - 2 Olimpia
13 de Junho de 1953 São Paulo H São Paulo 4 - 1 Olimpia
14 de Junho de 1953 São Paulo I Corinthians 2 - 1 Sporting
17 de Junho de 1953 São Paulo J São Paulo 4 - 1 Sporting
20 de Junho de 1953 São Paulo L Olimpia 1 - 1 Sporting
21 de Junho de 1953 São Paulo M São Paulo 1 - 1 Corinthians
Neste jogo de 21 de junho de 1953 aconteceu o famoso gol espírita no Pacaembu. O São Paulo que já teve Bene um grande jogador, teve também o Benedito, autor do gol mais espírita do nosso futebol. Neste jogo contra o Corinthians já ao final do jogo, evitou que a bola saísse pela linha de fundo e cruzou a bola com efeito e a bola passou pela linha do gol e acabou entrando na meta corintiana aos 41 minutos do segundo tempo. Souzinha empatou a partida aos 44 minutos. Final 1 x 1. Benedito jogou apenas nove partidas pelo tricolor do Canindé. Apenas uma partida como titular. As outras oito, foram em substituição a Lanzoninho, inclusive o jogo do gol espírita.
Classificação final

1 São Paulo
2 Corinthians
3 Sporting
4 Olimpia

Semi-finais

Semi-final de São Paulo

24 de Junho de 1953 São Paulo N São Paulo 1 - 0 Fluminense
28 de Junho de 1953 São Paulo O São Paulo 0 - 1 Fluminense
São Paulo P São Paulo 1 - 0 Fluminense Prorrogação

Semi-final do Rio de Janeiro

24 de Junho de 1953 Rio de Janeiro Q Vasco da Gama 4 - 2 Corinthians
28 de Junho de 1953 Rio de Janeiro R Vasco da Gama 3 - 1 Corinthians

Final

1º de Julho de 1953 São Paulo S São Paulo 0 - 1 Vasco da Gama
4 de Julho de 1953 Rio de Janeiro T Vasco da Gama 2 - 1 São Paulo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gol Espírita: Adaptado do texto de Mario Lopomo

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 26 Ago 2009

Algumas lembranças do Rio-São Paulo de 1960

RIO-SÃO PAULO 1960

Em 1960 eu tinha 9 anos de idade e o que mais gostava era de ver futebol na TV ou ler as notícias esportivas nos jornais. Na época o futebol exercia um fascínio nos garotos talvez da mesma forma que os jogos eletrônicos hoje. Era o que tínhamos para fazer junto aos times de botão, jogar pião, bola de gude e empinar papagaios ( pipa ).
Quase todas as fichas técnicas abaixo, dos jogos do Corinthians, conforme http://brfut.blogspot.com/2009/08/rio-sao-paulo-1960.html, contem algumas lembranças que guardo na memória .

13/03
Corinthians 1x2 Fluminense
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 1.003.500,00
Juiz: Eunápio de Queiros.
Gols: Valdo 12’ e 77’, Cláudio 89’
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Oreco e Walmir; Zague (Bataglia), Higino, Joaquinzinho, Rafael e Cláudio.
Técnico: Alfredo Ramos
FFC: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Edmilson, Clóvis e Altair; Maurinho, Paulinho, Valdo, Wilson (Jair Francisco) e Escurinho (Almir).
Técnico: Zezé Moreira.

16/03
Flamengo 3x1 Corinthians
Local: Maracanã – Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 372.220,00
Juiz: João Etzel Filho
Gols: Luis Carlos 25’, Rafael 54’, Luis Carlos 83’ e Babá 90’.
CRF: Mauro, Bolero e Milton Copolillo; Jadir, Carlinhos e Jordan; Luis Carlos, Moacir, Henrique Frade, Roberto (Adalberto) e Babá.
Técnico: Modesto Bria.
SCCP: Gilmar, Walmir, Olavo e Ari Clemente; Roberto e Oreco; Zague (Bataglia), Higino, Joaquinzinho (Miranda), Rafael e Cláudio.
Técnico: Alfredo Ramos

20/03
Corinthians 1x1 Botafogo
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 788.565,00
Juiz: Antonio Viug
Gols: Zague 13’, Quarentinha 27’
SCCP: Gilmar, Walmir, Olavo e Ari Clemente; Roberto Belangero e Oreco; Lanzoninho, Joaquinzinho (Luizinho), Zague, Rafael e Cláudio.
Técnico: Alfredo Ramos
BRF: Ernani, Cacá, Zé Maria (Cetali) e Paulistinha; Pampolini e Ademar; Garrincha, Édson, Paulinho, Quarentinha e Amarildo.
Técnico : Paulo Amaral
Obs: Tarde de muita chuva no Pacaembu. Vi o jogo num bar da rua Domingos de Moraes na Vila Mariana, em frente a um Grupo Escolar. A lembrança que ficou foi de um chute de Joaquinzinho que parou numa poça dágua quase na linha do gol do Botafogo.

26/03
Corinthians 2x1 Portuguesa
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 658.800,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Zague 15’ e 68’, Ocimar 87’
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Roberto Belangero (Benedito) e Oreco; Lanzoninho (Bataglia), Joaquinzinho (Luizinho), Zague, Rafael e Evanir.
Técnico: Alfredo Ramos
APD: Chamorro, Mário Ferreira, Murilo (Dom Pedro) e Juths; Odorico e Vilela; Hélio (Babá). Ocimar, Servilio, Foguinho (Didi) e Raul Klein.
Técnico - Oto Glória

31/03
Corinthians 2x1 Santos
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 1.036.325,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Higino 10’, Zague 18’ e Nei 48’
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Benedito e Oreco; Lanzoninho (Bataglia), Higino (Luizinho), Zague, Rafael e Evanir.
Técnico: Alfredo Ramos
SFC: Lalá, Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Zito (Urubatão) e Calvet; Dorval (Afonsinho), Sormani, Coutinho, Ney, Tite.
Técnico: Lula

03/04
América 1x2 Corinthians
Local: Maracanã – Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 317.328,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Hilton 48’, Higino 78’ e 83’
AFC: Ary, Jorge, Décio e Djalma; Ivan e Jailton; Valença, Wilson Santos (Zé Maria), Hilton, Amaro e Antoninho.
Técnico: Jorge Vieira
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Benedito e Oreco; Bataglia (Luizinho), Lanzoninho, Higino, Rafael (Leonel) e Evanir.
Técnico: Alfredo Ramos
Obs:Neste jogo o Corinthians estreou o gaucho Higino, que veio com outro gaucho, o Cláudio. Não teve vida longa no time, mas estreou com os dois gols.

Corinthians 0x0 São Paulo
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 1.497.325,00
Juiz: João Batista Laurito
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Benedito e Oreco; Lanzoninho, Almir (Zague), Higino (Luizinho), Rafael e Evanir.
Técnico: Alfredo Ramos
SPFC: Poy, Gérsio, De Sordi (Vilásio) e Riberto; Dino Sani e Vitor; Vanderlei, Celso (Bibe), Gino, Paulo e Agenor.
Técnico: Vicente Feola

Corinthians 1x0 Palmeiras
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 4.237.850,00
Público: 65.243
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gol: Lanzoninho 53’
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Benedito e Oreco; Lanzoninho, Joaquinzinho(Luizinho), Higino, Rafael (Leonel) e Zague.
Técnico: Alfredo Ramos
SEP: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina e Geraldo Scotto; Zequinha e Aldemar; Julinho, Valter Prado (Parada), Américo (Romeiro), Chinesinho e Cruz.
Técnico: Oswaldo Brandão
Obs: Ouvi o jogo pelo rádio, o time do Corinthians era muito inferior ao do Palmeiras. Quando Lanzoninho fez o gol da vitória parecia difícil de acreditar. Na época quem narrava jogo em SP, que eu me lembro, eram Pedro Luiz, Fiori Gigliotti, Darci Reis e Haroldo Fernandes, pelas rádios Bandeirantes, Panamericana e Tupi.

Corinthians 1x1 Vasco
Local: Pacaembu – São Paulo
Renda: Cr$ 1.075.900,00
Juiz: Alberto da Gama Melcher
Gols: Zague 48’ e Delem 56’
SCCP: Gilmar, Egidio, Olavo e Ari Clemente; Benedito e Oreco; Lanzoninho (Bataglia), Joaquinzinho, Higino, Rafael e Zague.
Técnico: Alfredo Ramos
CRVG: Barbosa, Paulinho, Bellini e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Pinga, Delem, Roberto Pinto e Roberto Peniche.
Técnico:

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 21 Ago 2009

Fluminense x São Paulo - Torneio Rio-São Paulo de 1960

Ficha técnica: Fluminense 7 x 2 São Paulo.
Torneio Rio-São Paulo de 1960.
gol de pinheiro - gol de pinheiro
gol de Pinheiro
Fluminense: Castilho; Jair Marinho, Pinheiro e Altair; Edmilson e Clóvis; Maurinho, Paulinho (Almir), Waldo (Wilson Bauru), Telê (Jair Santana) e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.
São Paulo: Poy; De Sordi, Servílio e Riberto; Dino e Vítor; Peixinho, Paulo, Gino Orlando, Celsinho e Agenor. Técnico: Flávio Costa.
Árbitro: Olten Aires de Abreu.
Local: Maracanã.
Público: 19.599.
Renda: CR$ 684.567,00.

(com 6 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 22 gols feitos e 12 gols sofridos, o Fluminense sagrou-se mesmo campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1960. Waldo foi o artilheiro, com 11 gols.)

Comentário extraído do Livro “Os dez mais do Fluminense”, de Roberto Sander, pág. 121.

Com certeza, essa foi uma das maiores exibições de um time do Fluminense em toda a história. Com apenas 28 minutos de jogo, o placar já era de 4 a 0, dois de Waldo, um de Telê (com passe de Waldo) e outro de Pinheiro, de pênalti. O São Paulo diminuiu, mas Waldo fez o terceiro dele e o quinto da equipe após dar um lençol no goleiro Poy. Poucos minutos antes desse lance, lindíssimo, segundo os relatos dos jornais, Waldo torcera o joelho ao tentar fazer um giro com a bola. Por isso, foi substituído no intervalo. O placar final foi de 7 a 2! Imaginem quanto seria se o apetite de leão do artilheiro continuasse no gramado!
Foto do jogo no Maracan   - Foto do jogo no Maracan

Fonte: Cronista esportivo nas horas vagas, eng° eletrônico e de computação, Paulo Cezar da Costa Martins Filho gosta de pesquisar sobre a história do futebol.
http://jornalheiros.blogspot.com/

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 12 Ago 2009

Fichas técnicas em estádios pouco conhecidos do Rio São Paulo de 1933.

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Conferindo o Rio São Paulo de 1933 no blog do Marcão, http://brfut.blogspot.com, (Marcos Nascimento e de seu irmão, Guilherme Nascimento), notei quatro estádios pouco ou quase nada divulgados, que serviram para vários jogos do campeonato. Abaixo seguem as fotos e fichas técnicas dos jogos realizados nos seguintes estádios:

Ypiranga estadio da rua dos sorocabanos 1 - Ypiranga estadio da rua dos sorocabanos 1
Nome Oficial: Estádio Prof. Nami Jafet
Capacidade: 3.000
Endereço: Rua Sorocabanos - São Paulo (SP)
Inauguração:
Primeiro Jogo:
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Dimensões do Gramado:
Proprietário: Clube Atlético Ypiranga

Ypiranga 2-3 Corinthians
Local: Rua dos Ituanos – São Paulo (SP)
Juiz: Edgard da Silva Marques
Gols: Figueiredo 11′, Zuza, 24′, Figueiredo 43′, Zuza 50′, 84′
CAY: Vicente; Miro e Rovay; Nilo, Jorge e Tito; Figueiredo, Mário Silva, Pepico, Lalá e Pinheiro.
SCCP: Rede (Onça); Jaú e Segala; Brito, Laurindo e Munhoz; Boulanger, Baianinho, Hermes \(gambinha), Zuza e Rato
Técnico: Pedro Mazzulo.

Ypiranga 0-3 AA São Bento
Local:R. Sorocabanos – São Paulo (SP)
Juiz: Attilio Grimaldi
Gols: Bindo, Baiano e Aldo
CAY: Ratto; Tito e Miro; Nilo, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Mário (Moacyr), Lalá e Paulinho.
AASB: Jurandir; Mesquita e Cachimbinho; Paco, Martelette e Dicto; Aldo, Baiano, Farath (Juba), Bindo e Waldemar

Ypiranga 4-4 Bangu
Local:São Paulo (SP)
Juiz: Loris Valdetaro Cordovil
Gols: No 1º tempo: Figueiredo, Tião (2), Figueiredo e Tião. No 2º tempo: Ladislau, Caetano e Chiquito.
CAY: Ratto; Rovai e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Chiquinho, Caetano e Paulino
BAC: Euclides, Mário, Sá Pinto, Paulista, Santana, Médio, Sobral, Ladislau, Tião, Plácido (Gentil), Nelinho.
Técnico:

Ypiranga 0-1 Portuguesa
Local:Rua dos Ituanos – São Paulo (SP)
Juiz: Alzemiro Ballio
Gol: Luna
CAY: Ratto; Rovay e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Chiquito, Caetano e Paulinho.
APE: Batatais; Neves e Machado; Albino, Brandão e Rogério; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna

Ypiranga 2-1 Vasco da Gama
Local: São Paulo (SP)
Juiz: Solon Ribeiro
Gols: Caetano e Jorge - Quarenta
CAY: Ratto; Miro e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Chiquinho, Renato e Caetano
CRVG: Rey; Tuíco e Itália; Tinoco, Fausto e Gringo; Baianinho, Almir, Quarenta, Carnieri e Orlando

Ypiranga 0-1 AA São Bento
Local: R. Ituanos – São Paulo (SP)
Juiz: Vírgilio Pinto de Oliveira (Bilú)
Gol: Aldo
CAY: Ratto; Rovay e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Renato, Chiquito, Caetano e Paulinho.
AASB: Jurandir; Mesquita e Votorantim; Ruiz, Martelete e Paco; Aldo, Barrilote, Fidé, Bindo e Waldemar.


Nome Oficial: Estádio da Rua Cesário Ramalho
Capacidade: 3.000
Endereço: Rua Cesário Ramalho - Lavapés - São Paulo (SP)
Inauguração: 25/01/1925
Primeiro Jogo: Corinthians 4 x 0 Brás Atlética
Primeiro Gol:
Desativação: 1949
Recorde de Público:
Dimensões do Gramado:
Proprietário: Associação Portuguesa de Desportos

Portuguesa 4-2 Santos
Local:Rua Cesário Ramalho - São Paulo (SP)
Juiz: Antônio Sotero de Mendonça
Gols:Luna (2), Alberto e Nabor - Negreiros (2)
APE: Teixeira; Neves e Machado; Joãozinho, Brandão e Gasparim; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna
SFC: Athiê; Arlindo e Solleto; Bisoca, Dino (Agostinho) e Alfredo; Vitor, Camarão, Negreiros, Pedrinho e Logu.

Portuguesa 2-2 São Paulo
Local: Cesario Ramalho – São Paulo (SP)
Juiz: Virgilio Fredrighi
Gols: Nabor 3′, 31′, Waldemar 65′ e Friedenreich 75′
APE: Batatais; Neves e Machado; Fiorotti, Brandão e Gasparim; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna
SPFC: Moreno; Silvio e Iracino; Orozimbo, Zarzur e Raffa; Luizinho, Waldemar de Brito, Araken, Friedenreich e Patrício.
Técnico: Rubens Salles.

Portuguesa 3-3 Bangu
Local: Cambuci (R. Cesário Ramalho) - São Paulo (SP)
Juiz: João Teixeira de Carvalho
Gols: No 1º tempo: Tião e Saci. No 2º tempo: Alberto, Nico, Plácido e Sobral.
APE: Batataes; Neves e Machado; Fiorotti, Brandão e Gasparim; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna
BAC: Euclides, Mário, Sá Pinto, Paulista, Santana, Médio, Sobral, Ladislau, Tião, Plácido, Gentil (Dininho).
Técnico:

Portuguesa 0-1 Corinthians
Local: Cesário Ramalho (Cambuci) – São Paulo (SP)
Juiz: Alzemiro Ballio
Gol: Zuza 33′
APE: Batatais; Neves e Machado; Albino (Gasperin), Brandão e Rogério; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna
SCCP: Onça; Jaú e Segalla; Brito, Nello e Carlos; Carlinhos, Baiano, Mamede (Gambarota), Zuza e Ratto.
Técnico: Pedro Mazzulo

Ypiranga 1-2 Palestra Itália
Local: Cesário Ramalho – São Paulo (SP)
Renda: 22:000$000
Pubnlico: 28.000
Juiz: Haroldo Dias da Mota
Gols: Chiquinho - Tunga (p) e Sandro
CAY: Ratto; Rovay (Miro) e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Chiquito, Caetano e Paulinho.
SEPI: Nascimento; Carnera e Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Sandro, Romeu Pellicciari (Gabardo), Lara e Armandinho.
Técnico: Humberto Cabelli

Portuguesa 3-5 AA São Bento
Local: R. Cesário Ramalho – São Paulo (SP)
Juiz: Virgílio Pinto de Oliveira
Gols: Machado (2) (P), Nico (2) e Frederico - Silvinho, Waldemar e Aldo
APE: Batatais; Neves e Machado; Firotti, Brandão e Gasperin; Sacy, Nico, Frederico, Alberto e Luna
AASB: Jurandir; Reginaldo e Votorantim; Ruiz, Martelete e Rubens; Silvinho, Aldo, Barrilote, Fidé e Waldemar.

Portuguesa 2-2 Fluminense
Local: R. Cesário Ramalho - São Paulo (SP)
Juiz: Jorge Marinho
Gols: Sacy e Luna - Walter Fortes e Tintas
APE: Batatais; Neves e Passerine; Firotti, Brandão e Gasperin; Sacy, Nico, Bastos (Frederico), Alberto e Luna
FFC: Armandinho; Ernesto e Félix Cabrera; Helio, Brant e Ivan Mariz; Walter Fortes, Russo, Tintas, Bermudez e Sálvyo (entrou Luciano)
Técnico: Artur Azevedo

Ypiranga 1-5 Portuguesa
Local: R. Cesário Ramalho - São Paulo (SP)
Juiz: Attilio Grimaldi
Gols: Figueiredo - Luna, Machado (p), Alberto, Brandão e Nico
CAY: Vicente; Miro e Tito; Gallet, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Alfredinho, Vasco e Floriano (Caetano).
APE: Batatais; Neves e Machado; Firotti (Rogério), Brandão e Gasperin; Frederico, Nico, Bastos, Alberto e Luna

floresta 1 - floresta 1
Reinaugurado em 9 de março de 1930, ficava no bairro Ponte Grande (Ponte das Bandeiras), na região central da cidade de São Paulo.

São Paulo 7-1 Ypiranga
Local: Floresta - São Paulo (SP)
Juiz: Edgard Marques
Gols: Armandinho (2), Waldemar (2), Araken, Patrício e Fried – Figueira
SPFC: moreno; Silvio e Iracino; Ferreira, Zarzur e Raffa; Luizinho, armandinho, Waldemar de Brito, Araken (Friedenreich) e Patrício.
Técnico: Rubens Salles
CAY: Ratto; Ley e Rovay; Nilo, Santos e Américo; Figueiredo I, Figueiredo II, Pepico, Moacyr e Daniel.

São Paulo 5-0 AA São Bento
Local: Floresta - São Paulo (SP)
Juiz: Virgílio Fredrighi
Gols: Luizinho 5′, Waldemar de Brito 11′, 13′, , Araken 31′ e Armandinho 68′
SPFC: Moreno;Agostinho e Bartô; Orozimbo, Zarzur e Raffa; Luizinho, Armandinho, Waldemar de Birto, Araken (Friedenreich) e Patrício.
Técnico: Rubens Salles.
AASB: Jurandir; Mesquita e Cachimbo; Paco, Martelette e Rubens; Mendes, Baiano, Barrilote (Aldo), Bindo e Waldemar

São Paulo 5-1 Vasco da Gama
Local: Floresta - São Paulo (SP)
Juiz: João de Deus Candiota
Gols: Waldemar de Brito (5), Russinho
Técnico SPFC: Rubens Salles
CRVG: Jaguaré; Jucá e Itália; Maurão, Fausto e Molla; Orlando, Almir, Quarenta, Russinho e Carreiro

Palestra Itália 3-3 Bonsucesso
Local: Floresta - São Paulo (SP)
Renda: 34:000$000
Publico: 25.000
Juiz: Luis Neves
Gols: Gabardo 4′, Imparato III 28′ e Carrazzo 38′ – Caldeira 15′, Cacy 39′ e Otho (p) 21′ (2º)
SEPI: Nascimento; Carnera e Junquera; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu Pellicciari, Carrazzo e Imparato III.
Técnico: Humberto Cabelli
BFC: Raymundo; Aragão e Heitor; Alfinete, Otto e Nico; Carlinhos, Caldeira, Gradim, Cecy e Miro (Eurico).

São Paulo 4-1 Santos
Local: Floresta – São Paulo (SP)
Juiz: Haroldo Motta
Gols: Armandinho 11′, Waldemar de Brito 39′, Negreiros 54′, Junqueira 60′ e Luizinho 82′
SPFC: José; Silvio e Bartô; Orozimbo, Zarzur e Raffa; Luizinho, Waldemar de Brito, Araken, (Friedenreich), Armandinho e Junqueira.
Técnico: Rubens Salles.
SFC: Athiê; Arlindo e Garcia; Bisoca, Moacyr e Abreu; Victor G., Armandinho, Raul, Pedrinho (Negreiros) e Maroim.

São Paulo 3-0 Fluminense
Local: Floresta – São Paulo (SP)
Publico: 20.000
Juiz: João Teixeira de Carvalho
Gols: Waldemar de Brito (2) e Hércules
Técnico SPFC: Rubens Salles
FFC: Dalberto; Ernesto e Nariz; Marcial, Brant e Ivan Mariz; Álvaro, Vicentino, Amaury, Féwlix Cabrera e Popó (entrou Russo)
Técnico: Luis Vinhaes

Ypiranga 1-4 São Paulo
Local: Floresta - São Paulo (SP)
Juiz: Edgar da Silva Marques
Gols: Nelio - Hércules (2), Luizinho e Junqueira
CAY: Ratto; Rovay e Tito; Bilé, Jorge e Américo; Figueiredo, Nello, Chiquito, Caetano e Paulinho.
SPFC:José; Silvio e Bartô; Raffa, Zarzur e Orozimbo; Luizinho, Armandinho, Waldemar de Brito, Junqueirinha e Hercules.
Técnico: Rubens Salles

São Paulo 4-1 Bangu
Local: Estádio da Floresta - São Paulo (SP)
Juiz: Alderico Solon Ribeiro
Gols: No 1º tempo: Luizinho (2) e Plácido. No 2º tempo: Hércules e Waldemar.
BAC: Euclides, Mário, Camarão, Ferro, Santana, Médio, Paulista, Ladislau, Tião, Plácido, Orlandinho.
Técnico: Luiz Vinhaes.

São Paulo 6-1 Corinthians
Floresta- São Paulo (SP)
Juiz: Alzemiro Ballio
Luizinho (3), Armandinho, Waldemar e Araken - Zuza
SPFC: José; Silvio e Bartô; Raffa, Zarzur e Orozimbo; Luizinho, Armandinho, Waldemar de Brito, Araken e Hércules.
Técnico: Rubens Salles
SCCP: Onça; Jaú e Segala; Brito, Guimarães e Carlos; Boulanger, Baianinho, Tigre (Mamede), Zuza e Rato.
Técnico: Pedro Mazzulo

O Estádio da Floresta era na região da Ponte Grande, basicamente onde é hoje o Clube de Regatas Tietê. Talvez este outro nome, Ponte Grande refira-se ao estádio da Floresta

Portuguesa 3-3 AA São Bento
Local: Ponte Grande - São Paulo (SP)
Juiz: Cândido de Barros
Gols: Nico (2) e Nabor – Bindo (2) e Mendes
APE: Teixeira; Neves e Machado; Joãozinho, Brandão e Gasparim; Sacy, Nico, Nabor, Alberto e Luna
AASB: Jurandir; Mesquita e Cachimbinho; Paco, Martelette e Rubens; Mendes, Juba, Aldo (Adda), Bindo e Waldemar

Ypiranga 2-3 Bonsucesso
Local: Ponte Grande – São Paulo (SP)
Juiz: Solon Ribeiro
Gols: Paulino (2)- Vareta, Miro e Almeida
CAY: Ratto; Rovai (Gallet) e Miro; Nilo, Jorge e Tito; Figueiredo, Lalá, Nello, Moacyr e Paulino
BFC: Raymundo; Aragão e Heitor; Lolô, Otto e Claudionor; Carlos, Vareta, Gradim, Cecy (Almeida) e Miro.

AA São Bento 0-2 Palestra Itália
Local: Ponte Grande - São Paulo (SP)
Juiz: Virgílio Fredrigh
Gols: - Romeu 8′ e Tunga (p) 26′ (2º)
AASB: Jurandir; Mesquita e Votorantim; Ruiz, Martelette e Paco; Mendes, Jubá (Moacir), Aldo, Farath e Theodorico.
SEPI: Nascimento; Carnera e Junquera; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu Pellicciari, Carrazzo e Imparato III.
Técnico: Humberto Cabelli

AA São Bento 2-1 Bangu
Local: Ponte Grande - São Paulo (SP)
Juiz: Oswaldo Kropf de Carvalho
Gols: No 2º tempo: Ladislau e Barrillotti (2).
AASB: Jurandyr; Mesquita e Votorantim; Ruiz, Marteletti e Pacco; Aldo, Barrilete, Fidé, Bindo e Waldemar.
BAC: Newton, Mário, Camarão, Paiva, Santana, Médio, Gentil (Paulista), Ladislau, Tião, Plácido, Orlandinho.
Técnico:

Ypiranga 3-4 América-RJ
Local: Ponte Grande - São Paulo (SP)
Gols: Figueiredo (2) e Jorge – Telê, Manoelzinho e Curto (2)
CAY: Ratto; Miro e Tito; Gallet, Jorge e Américo; Figueiredo, Athayde, Alfredinho, Vasco e Chiquinho.
AFC: Aymoré; Vital e Jarbas; Agricola, Zezé e Baby (Oscarino); Chagas, Carola, Manoelzinho, Curto e Dentinho.

AA São Bento 0-2 Corinthians
Local: Ponte Grande – São Paulo (SP)
Gols: Gambinha e Tigre

Classificação final
1. Palestra Itália 22 17 2 3 67-25 36 - Campeão
2. São Paulo 22 16 2 4 75-31 34
3. Portuguesa (São Paulo) 22 12 6 4 57-33 30
4. Bangu 22 13 3 6 65-46 29
5. Vasco da Gama 22 10 4 8 44-31 24
6. Corinthians 22 10 2 10 31-51 22
7. Fluminense 22 8 4 10 38-41 20
8. América-RJ 22 8 2 12 47-65 18
9. Santos 22 7 3 12 46-57 17
10. Bonsucesso 22 5 6 11 35-50 16
11. AA São Bento 22 5 3 14 31-52 13
12. Ypiranga-SP 22 2 1 19 23-77 5

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 03 Ago 2009

Fatos históricos e comentários poucos conhecidos do Rio-São Paulo de 1940

Torneio Rio-São Paulo 1940

TURNO ÚNICO

16.junho.1940.domingo

Portuguesa 0x3 Palestra Itália

30.junho.1940.domingo

Portuguesa 2x0 São Paulo

10.julho.1940.quarta

Botafogo 8x1 São Paulo

11.julho.1940.quinta

Palestra Itália 5x1 América

17.julho.1940.quarta

Corinthians 2x2 Fluminense

Vasco 2x0 Portuguesa

21.julho.1940.domingo

Botafogo 4x3 Vasco

Flamengo 6x3 América-RJ

24.julho.1940.quarta

Fluminense 5x3 Palestra Itália

São Paulo 1x1 Vasco

31.julho.1940.quarta

Corinthians 5x2 Botafogo

América-RJ 3x1 São Paulo

03.agosto.1940.sábado

Fluminense 2x1 Flamengo

04.agosto.1940.domingo

Corinthians 1x3 Portuguesa

07.agosto.1940.quarta

Vasco 1x4 Corinthians

Portuguesa 1x5 Fluminense

11.agosto.1940.domingo

Palestra Itália 3x1 São Paulo

Vasco 5x0 América-RJ

14.agosto.1940.quarta

São Paulo 2x2 Flamengo

Botafogo 1x4 Portuguesa

18.agosto.1940.domingo

Corinthians 2x0 Palestra Itália

América-RJ 2x2 Fluminense

21.agosto.1940.quarta

Portuguesa 2x2 América-RJ

Flamengo 3x1 Palestra Itália

25.agosto.1940.domingo

São Paulo 3x2 Corinthians

Vasco 2x4 Fluminense

28.agosto.1940.quarta

Palestra Itália 3x3 Vasco

Flamengo 3x1 Corinthians

01.setembro.1940.domingo

Flamengo 3x2 Botafogo

04.setembro.1940.quarta

América-RJ 1x2 Corinthians

Portuguesa 1x9 Flamengo

08.setembro.1940.domingo

Botafogo 2x2 Fluminense

11.setembro.1940.quarta

Palestra Itália 4x4 Botafogo

Fluminense 3x2 São Paulo

15.setembro.1940.domingo

Flamengo 3x0 Vasco

22.setembro.1940.domingo

América-RJ 3x2 Botafogo

CLASSIFICAÇÃO FINAL
Flamengo 13 8 30 12 6
Fluminense 13 8 25 15 5
Corinthians 9 8 19 15 4
Palestra Itália 8 8 22 19 3
Portuguesa 7 8 13 23 3
Botafogo 6 8 25 25 2
Vasco 6 8 17 19 2
América-RJ 6 8 15 25 2
São Paulo 4 8 11 24 1

Ficou assim:

Em virtude de o torneio não ter sido concluído, não houve campeão. Disputados 32 jogos com 163 gols, com média de 4,78 gols por partida.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS

Leônidas (Flamengo) 13
Viladoniga (Vasco) 9
Pascoal (Botafogo) 8
Teleco (Corinthians), Echevarrieta (Palestra Itália),
Carreiro (Fluminense) e Hemédio (São Paulo) 7

NOTICIÁRIO DE ÉPOCA SOBRE O TORNEIO RIO-SÃO PAULO 1940 :

CONCLUSÕES DAS LEITURAS :

1) Havia reclamações dos clubes cariocas com relação às despesas administrativas no
no Estádio do Pacaembu, que consumiam grande parte da renda bruta (itens A e C) .
2) Aparentemente só o Fluminense tinha elenco suficiente para participar de duas
competições (item D e F).
3) Exceto o Fluminense, os outros clubes cariocas tinham rendas fracas, embora em
nenhum momento algum deles tenha reclamado disto publicamente (itens B e E) .
4) A iniciativa de abandonar o torneio foi dos clubes paulistas (item F) .
5) Havia problemas de calendário com a proximidade do Campeonato Brasileiro de
Seleções (item G) .

PERGUNTA NÃO RESPONDIDA :

1) Houve algum momento, após 22/09/1940 , que os clubes disputantes consideraram o
resultado como definitivo e declararam Fluminense e Flamengo campeões, como constam nos livros
Almanaque do Flamengo (ED. ABRIL, 2001), Fluminense Football Club, História, Conquistas e
Glórias no Futebol (ED.MAUAD, 2003) e o jornal Diário da Noite, de 07/04/1959 (item H) ?

A) TÍTULO DE “O GLOBO”, 26-07-1940 :
“MAIS DA METADE DA RENDA ABSORVIDA PELOS IMPOSTOS E DESPESAS” .
SUB-TÍTULO : ‘FLUMINENSE E CORINTHIANS RECEBERAM QUOTAS DE APENAS TREZE CONTOS NUM
JOGO QUE RENDEU CINCOENTA E QUATRO” .

B) TÍTULO DO JORNAL A TARDE (RJ), 04-08-1940 :
“DADOS ELOQUENTES DA CAPACIDADE DO FLUMINENSE” .
“DA QUANTIA APURADA NAS RENDAS DO CAMPEONATO CARIOCA E TORNEIO RIO-SÃO PAULO, ATÉ HOJE, METADE FOI ARRECADADA PELO TRICOLOR” (SEGUE TABELA DE RENDAS DE JOGOS)” .

C) TÍTULO DO JORNAL DOS SPORTS, 10-08-1940 :
“OS CLUBES CARIOCAS NÃO ESTÃO SATISFEITOS COM OS RESULTADOS FINANCEIROS DO TORNEIO
RIO-SÃO PAULO NA CAPITAL BANDEIRANTE” .
RESUMO DA REPORTAGEM: A RECLAMAÇÃO DOS CLUBES CARIOCAS ERAM REFERENTES ÀS DESPESAS ADMINISTRATIVAS DOS ESTÁDIOS PAULISTAS, POIS MUITO ERA DESCONTADO DA RENDA BRUTA.
Tal explicação satisfaz a dúvida de que não eram as fracas rendas no Rio ou em
São Paulo, como apresentam alguns autores, o motivo da não continuidade deste torneio,
e sim as despesas administrativas nos estádios paulistas, diminuindo muito a renda líquida,
exceção aparente ao Estádio Palestra Itália, onde o Fluminense propôs jogar todas as suas
partidas na capital paulista.
TRECHO DA REPORTAGEM : “EXCESSIVAS AS DESPESAS REALIZADAS NO PACAEMBU - MAIS DE 17
CONTOS DESPENDIDOS NO MATCH COM A PORTUGUEZA (RENDA: 25:654$000) .

D) Revista SPORT ILUSTRADO Nº 124, 22-08-1940 :
“…..APENAS O FLUMINENSE ESTE ANNO PREPAROU-SE DE FORMA A EMPREEENDER UMA CAMPANHA
PROFISSIONALISTA DE MOLDE A NÃO SOFRER PREJUÍZOS DE ORDEM MORAL E MATERIAL. NA VERDADE O
GRÊMIO TRICOLOR EMPATOU UM CAPITAL ELEVADO, MAS, EM COMPENSAÇÃO, DISPÕE DE 23 JOGADORES CONTRATADOS E MARCHA À FRENTE DO TORNEIO RIO-SÃO PAULO E DO CAMPEONATO DA CIDADE. AS RENDAS AUFERIDAS PELO GRÊMIO DE ÁLVARO CHAVES ESTABELECEM UM NÍVEL DE EQUILÍBRIO, QUE FACILITAM UM CÁLCULO SEGURO.”

E) Revista SPORT ILUSTRADO Nº 126, 05/09/1940 :
“PELA RECEITA DE NOVE CONTOS APURADOS NO JOGO FLAMENGO X CORINTHIANS, DISPUTADO NO
PROSSEGUIMENTO AO TORNEIO RIO-SÃO PAULO, NÃO SERÁ DIFÍCIL AO LEITOR DEDUZIR O DESINTERESSE QUE VEM CERCANDO OS JOGOS DO CLUB MAIS QUERIDO DO BRASIL.”

F) JORNAL DOS SPORTS, 15-09-1940 .
TÍTULO DE CAPA : “ENCERRADO O TORNEIO RIO-SÃO PAULO” .
SUB-TÍTULO : “NENHUM CLUB BANDEIRANTE PROSSEGUIRÁ NA DISPUTA DO CERTAME INTERESTADUAL”. “-O QUE FOI A REUNIÃO DO PALESTRA , CORINTHIANS, S. PAULO E PORTUGUEZA- RESTA AINDA UMA POSSIBILIDADE …..CERRADO TAMBÉM, VIRTUALMENTE O CAMPEONATO INTERCLUBES.”
CONTINUAÇÃO, PÁGINA 6 : “ALEGAVAM OS DIRIGENTES LOCAES QUE A ESSES ENCONTROS VINHAM
ENTRANHANDO O DESENROLAR DO CAMPEONATO DA CIDADE, DECRETANDO ENORMES DESPESAS E INFLUINDO DECISIVAMENTE NA PRODUÇÃO DOS TEAMS. FICOU ASSENTADO QUE D’ÓRA AVANTE NENHUM GRÊMIO VIAJARÁ ATÉ O RIO COM ESTE OBJECTIVO.”

G) JORNAL DOS SPORTS, 22-09-1940 .
TÍTULO DE CAPA : “SUSPENSO O TORNEIO RIO-SÃO PAULO” .
SUB-TÍTULO : “UM SALDO IRRISÓRIO PARA OS CLUBS CONCORRENTES DAS DUAS CAPITAES” .
COMENTÁRIO NA PÁG. 1 : “…..ENTRE AS RAZÕES MAIS FORTES ALLEGADAS PELAS PARTES
INTERESSADAS, FIGURAM A APROXIMAÇÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO, CUJA REALIZAÇÃO VIRIA A OBRIGAR O ENCERRAMENTO DO TORNEIO ANTES DE SEU FINAL” .
CONTINUAÇÃO, PÁGINA 6 :
SUB-TÍTULO 1 : “MAIS DE 700$00 PARA CADA CLUB”.
‘EXISTINDO UM SALDO DE POUCO MAIS DE RÉIS 7000$000 EM CIFRA, AQUELLES DELEGADOS
RESOLVERAM DISTRIBUIR CO-EQUITATIVAMENTE ENTRE OS CLUBS INSCRIPTOS NO TORNEIO, CABENDO DESTE MODO A CADA UM DELLES A QUANTIA DE POUCO MAIS DE SETECENTOS MIL RÉIS.”
SUB-TÍTULO 2 : “INTERROMPIDA A DISPUTA DAS TAÇAS “LUIZ ARANHA” E “CARLOS
GONÇALVES” .”TAMBÉM FICOU DECIDIDO NA REUNIÃO DE ONTEM QUE A DISPUTA DAS TAÇAS “LUIZ ARANHA” E “CARLOS GONÇALVES”, FICARIA INTERROMPIDA, ATÉ O REINÍCIO DO TORNEIO. ”
SUB-TÍTULO 3 : “PERMANECERÃO AS ATUAES COLLOCAÇÕES”.
“FINALMENTE OS REPRESENTANTES DAS DUAS ENTIDADES RESOLVERAM QUE SERÁ RESPEITADA A ACTUAL COLOCAÇÃO DO CERTAMEN, QUANDO ESTE VOLTAR A SER DISPUTADO.”

H) JORNAL DIÁRIO DA NOITE (ÓRGÃO DOS DIÁRIOS ASSOCIADOS), 07-04-1959 .
TÍTULO DA REPORTAGEM : EM 1940 HOUVE “CHARIVARI”.
“Somente anos mais tarde voltou a ser disputado o certame interestadual. Em 1940, com
novos organizadores, porém com dois turnos, o Rio-São Paulo não chegou ao seu término por causa
dos conflitos havidos entre cariocas e paulistas, quando do início do returno. Os resultados
até ali foram considerados como definitivos e o Fluminense e o Flamengo, que ocupavam o
primeiro e o segundo pôsto foram apontados como campeões, sem se importarem com a realização de
um “match” de caráter desempate.”
http://www.chancedegol.com.br/rsssfbrasil/tables/rjsp1940.htm
alexfluzao@yahoo.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 01 Ago 2009

Loteria Esportiva - Teste n° 9 - agosto/1970

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Num incrível golpe de sorte, ao folhear um antigo livro guardado num canto da estante, eis que me cai de dentro dele nada mais nada menos do que o volante do Concurso Teste da Loteria Esportiva n. 9, de agosto de 1970 . O sistema de apostas de então estava engatinhando. Marcava-se na parte inferior do volante os palpites correspondentes aos treze jogos discriminados na parte superior (colunas 1, coluna do meio e coluna 2). Na “loteria esportiva” o funcionário introduzia o formulário (foto) juntamente com dois cartões rígidos num dispositivo com trinta e nove aberturas que se sobrepunham exatamente aos quadrinhos assinalados com um X pelo apostador. Com um estilete, perfurava simultaneamente o volante e os cartões que seriam posteriormente enviados à CEF, sendo que um deles era entregue ao apostador como comprovante. Na Caixa Econômica Federal, Rio de Janeiro, os cartões eram lidos e armazenados em carretéis de fitas magnéticas que seriam decodificados pelos “cérebros eletrônicos”, máquinas maiores do que uma geladeira. Realizados os jogos os resultados eram divulgados uns dois ou três dias depois. Não havia limite para o número de apostas.
Jamais ganhei um níquel nesta Loteria. Sempre tinha uma “zebra” atrapalhando… E você, já ganhou?
Adelino P. Silva, por http://maisoumenosnostalgia.blogspot.com

Eu fiz 13 pontos com apenas um duplo em 1975. Pensei que ia ganhar um dinheiro razoável, mas comigo foram outros 36.00 ganhadores. O dinheiro deu apenas para a lavagem completa e encher o tanque do meu carro. Mesmo assim é difícil os 13 pontos com apenas um duplo.
Gilberto Maluf

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Jul 2009

Chutar a bola com efeito

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Chutar a bola com efeito (quando a bola faz uma curva) é um grande truque para passar pela barreira que está lá para impedir que a bola possa atingir o gol percorrendo uma linha reta. Acredita-se que o inventor do chute com efeito foi o jogador Valdir Pereira, o Didi, um dos maiores jogadores brasileiros das décadas de 40 e 50 do século passado. Conta a lenda que num certo jogo, Didi estava com o pé machucado e não podendo chutar normalmente, resolveu chutar com o lado do pé. Bom, o que aconteceu, todos sabem… A bola fez uma trajetória curva, nunca vista antes , pois a curva que a bola fazia lembrava o formato de uma folha seca.
e a folha seca - e a folha seca
O curso da bola deixou de ser previsível e a bola passou a traçar uma curva invertida em relação a que era tradicional. Além da curva invertida, a bola caía como se a lei da gravidade se aplicasse a apenas um certo ponto. Na época, o grande comentarista Luis Mendes, com sua percepção aguçada, batizou a novidade introduzida por Didi de “Folha Seca”.
Ouvi num destes domingos o Luiz Mendes falando no programa “Enquanto a Bola não Rola” da rádio Globo: ele estava deitado debaixo de uma árvore e observou a folha caindo. Percebeu qua a caída era em local ignorado. E deu assim o nome de Folha Seca para os chutes do Didi.

“Folha Seca” exatamente por isso: um movimento imprevisível de uma folha caindo no outono, que de repente deixava de obedecer ao balanço do vento, e caía. Talvez o exemplar mais espetacular de um chute de longa distância de “Folha Seca” tenha sido o gol que Didi marcou na Copa da França em 1958.
Desde então muito jogadores usam com maestria o chute de efeito.

No futebol todos sabem o que tem que acontecer com a bola para que ela tenha efeito: ao ser chutada ao mesmo tempo que ela percorre uma trajetória, a bola deve girar em torno de si mesma. Por isso você tem que bater no lado da bola, não no centro dela.

1957, BRASIL 1 X 0 PERU: A FOLHA SECA
o gol da folha seca - o gol da folha seca
Sem esse gol o Brasil não jogaria na Copa da Suécia.
Didi não precisaria ter feito mais nada.
Só esse gol…

Um pequeno exemplo pode ser medido pelo que disse após ver a Copa do Mundo de 1958 o francês Gabriel Hanor, do jornal “L’Equipe” e da revista “France Football”: “Esse homem é, na verdade, uma pérola negra muito rara e valiosa, que todo amante do bom futebol deve procurar ver e relembrar para todo o sempre. Afinal, não é muito comum aparecer um jogador com tais virtudes, em qualquer parte que seja. E Didi é a um só tempo artista, malabarista e jogador de futebol. Um passe seu de 50 metros equivale a meio gol. E quando chuta suas bolas fazem como o próprio mundo: giram, giram, giram… E traçam irremediavelmente, uma parábola fatídica para o melhor dos arqueiros”.
recorda    es da copa 58 - recorda    es da copa 58

Hanor viu o artista, o malabarista. O brasileiro Armando Nogueira viu a genialidade: “Com uma perfeita noção espacial, o exuberante Didi também é capaz de, com o seu profundo conhecimento do jogo, criar uma excepcional situação de gol. Onde, antes, ela aparentemente não existia. E esta é, sem dúvida, a grande virtude que distingue o gênio do simples talento do futebol: a capacidade de antever a jogada.”

O dramaturgo Nelson Rodrigues criou um apelido inesquecível: “O Príncipe Etíope”, tal a elegância com que Didi criava uma jogada. Elegância esta, que levava para fora de campo. Que criou ciúmes com a primeira mulher, e o levou à irresistível cantora baiana Guiomar, paixão de sua vida. Sim, por obra e graça do destino, Didi tinha o dom de ser elegante sem abrir mão da firmeza em suas convicções. Chegou a ser escândalo e ganhar página de revistas o fim do primeiro casamento e a união com Guiomar. Ele encarou a briga com a diretoria do Fluminense ao pedir que não descontassem de seu salário a parte que tinha que ser descontada para a sua primeira mulher. Queria ele, Didi, dar o dinheiro. No Fluminense não conseguiu e acabou de armas e bagagens no Botafogo, na maior transação do futebol brasileiro na época. Lá, ele recebia o salário e pagava religiosamente o que devia à primeira mulher. Mas não era descontado no salário. Personalidade forte, o novo e eterno amor com o Botafogo e a vida amorosa, animada e agitada com Guiomar, que lhe renderam dois belos frutos, as filhas Rebeca e Lia, marcaram uma grande fase de sua vida.

futebol.incubadora.fapesp.br/…/ conceitos/didi
http://oglobo.globo.com/blogs/prosa

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf & Artigo da Semana 2009 Gilberto Maluf em 27 Jul 2009

ARTIGO DA SEMANA N°28/2009 Um tipo de TerceiroTempo

Ao postar no site São Paulo Minha Cidade qual o maior sacrifício que eu fiz para ir a um estádio de futebol, as respostas e comentários foram diversos e de pessoas que viveram o futebol nos anos 50, lembrando de fatos e jogadas como se fosse hoje.
Segue o resumo da rodada de um domingo, encaminhado pelo historiador Mario Lopomo, um tipo de terceiro tempo.

PORTUGUESA 7 X 3 CORINTHIANS

No dia 25 de novembro de 1951, na certa foi inesquecível tanto para Corinthians como para Portuguesa de Desportos. O placar de 7 x 3, ficou marcado como uma mancha negra na historia do clube do Parque São Jorge.

O Corinthians estava a poucas rodadas para se tornar o campeão daquele ano. Tinha um retrospecto formidável naquele campeonato paulista. Faltando três rodadas tinha o melhor ataque com 74 gols, o Artilheiro, Carbone com 26 gols, tinha feito a maior goleada contra o Comercial da capital, por 9 x 2. Era também o campeão de público e renda.

O jogo estava marcado para as 16 horas. O portão do estádio do Pacaembu foi aberto as 13h30min. Chovia muito e os diretores da Portuguesa queriam adiar o jogo para quarta feira. Também tinha um motivo. Julio Botelho (Julinho) estava lesionado e seria bom para que ele não jogasse com o tornozelo dolorido. Julinho tinha passado o sábado e domingo pela manhã fazendo compressas com gelo. O presidente da federação paulista era contra a transferência da partida, mas estava à espera de um comum acordo das duas diretorias. O presidente do S.C. Corinthians Paulista , Alfredo Ignacio Trindade, foi contra o adiamento da partida, e ainda ironizou: O Corinthians é um time lameiro e tinha mais chance de ganhar o jogo.

Sendo assim o técnico da Portuguesa Osvaldo Brandão, mandou comprar uma garrafa de conhaque Macieira, um dos melhores da época, segundo ele para os jogadores não pegar uma gripe.

O jogo começou e já se via o que ia acontecer. A defesa do Corinthians estava num dia que ninguém se entendia. Nenhum jogador de defesa sabia marcar o jogador que estava sobre sua responsabilidade de marcação. O enorme buraco na defesa corinthiana chamou a atenção do técnico Osvaldo Brandão, que adiantou Julinho, e recuou um pouco Renato, que trazia para fora da área, Alfredo e Julião, sendo autor de vários lançamentos em que o veloz ponteiro luso que estava com o “diabo” no corpo e se aproveitou marcando inclusive quatro gols dos sete conquistados alem de colaborar com outros.

Já no primeiro tempo a Portuguesa vencia por 3 x 1. O primeiro gol saiu aos 35 minutos com Simão centrando e Gilmar quando passou de um lado para outro caiu, e Julinho sozinho marcou de cabeça. Dois minutos depois Simão encobriu Touguinha, dando a Nininho este entrou na área e chutou e o zagueiro Murilo ainda tirou a bola com a mão. Mas Pinga que vinha na corrida chutou para as redes. O juiz acertou em não marcar o pênalti, validando o gol. Aos 43 Cláudio cobrou um escanteio atrasando a Idario este atirou forte rasteiro contra o gol, Carbone e Luisinho deixaram a bola passar. Muca tendo a visão encoberta nada pode fazer. Aos 44 minutos e meio Simão recebeu um passe, toda a defesa corinthiana correu para o lado esquerdo. O ponteiro esquerdo luso viu Pinga completamente a vontade que de cabeça marcou, 3 x 1. No segundo tempo logo aos 11 minutos, Julinho deu a Nininho, que avançou vencendo a defesa corinthiana chutando sem defesa para Gilmar. Aos 18 minutos Baltazar deixou passar um centro de Touguinha e Carbone de cabeça na pequena área marcou. Aos 30 minutos Pinga atirou Gilmar defendeu e largou, Murilo aliviou e a bola foi para Pinga que cruzou baixo e Julinho só teve o trabalho de mandar para as redes. Aos 37 minutos Simão cobrou um escanteio, Gilmar rebateu e Julinho de cabeça marcou outra vez. Um minuto depois Cláudio atirou, Nena rechaçou e Carbone entrou no meio e marcou o terceiro gol corinthiano. No ultimo minuto a Portuguesa marcou mais um tento. Djalma Santos cruzou e Julinho de cabeça marcou no canto esquerdo.

O Corinthians jogou com. Gilmar, Murilo e Alfredo, Idario Touguinha e Julião. Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mario.

Potuguesa: Muca, Nena e Noronha, Djalma Santos, Brandaõzinho e Ceci. Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão. Tecnico Oswaldo Brandão -

O arbitro da partida foi José de Moura Leite que teve um trabalho cheio de falhas a dano dos dois clubes. Felizmente a contagem não deixa duvidas quanto à superioridade da Portuguesa. A renda foi de 693. 700,00.

A derrota de 7 x 3, frente à Portuguesa foi agravada pelo diretor do Corinthians Manuel dos Santos que agrediu o cronista esportivo Raul Tabajara, quando este dava suas impressões do primeiro tempo da partida elogiando naturalmente os lusos que tiveram melhor desempenho nessa fase.

Destituído dos princípios comezinhos de educação esportiva investiu contra o cronista esportivo desferindo vários golpes de guarda chuva. A diretoria da ACEESP, cobrou do presidente Alfredo Ignácio Trindade, atitude enérgica contra o dirigente.

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A situação do campeonato paulista de 1951 por pontos perdidos estava assim, 1º)Corinthians 5 . 2º) Portuguesa 7, 3º) Palmeiras 9, 4º) São Paulo 11, 5º)Santos 12, 6º)Juventus e XV de Piracicaba 22, 7º) Ponte preta 23, 8º)Portuguesa Santista e Radium 24, 9º)Guarani 25, 10º)Comercial 26, 11º)Ipiranga e Nacional 28, e 12º)Jabaquara 30.

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Em Campinas o São Paulo perdia do Guarani por 2 x 0, com dois gols de penalidade máxima. Guarani: Dirceu, Nenê e Edmundo. Godê, Santo Antonio e Gambá. Dido, Augusto, Romeu, Piolim e Maurinho.

São Paulo Mario, Turcão e Mauro. Bauer, Alfredo e Dino.Alcino, Luis Rosa, Durval, Remo e Lafaiete.

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No Rio de Janeiro o FLA – FLU, teve a vitória do Fluminense por 1 x 0.

Fluminense: Castilho, Pindaro e Pinheiro. Victor. Edsom e Lafaiete. Telê, Orlando, Calyle, Didi e Quincas.

Flamengo: Garcia, Biguá e Pavão. Bria, Dequinha e Bigode. Joel, Hermes Aloísio, Rubens e Esquerdinha.

Gol de Orlando.

Juiz: Alberto da Gama Malcher.

Renda de 1. 139.801,00

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 24 Jul 2009

Rio de Janeiro, 23 de julho de 1952 - Fluminense 1, Áustria Viena 0

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Recordar é viver

Amigos, o Fluminense foi o primeiro lugar da chave carioca da Copa Rio, e assim o adversário da semifinal é o Áustria Viena, segundo colocado da chave paulista.

Hoje ocorreu o primeiro jogo da semifinal, no Estádio do Maracanã. E o Fluminense conquistou mais uma grande vitória. Há que se valorizar o time adversário, que conta com grandes nomes do futebol europeu. No meio-campo, estava Ernst Ocwirk, apelidado pela imprensa britânica de Clockwork, por causa de seu jogo consistente e seus passes precisos. No ataque, o infernal centroavante canhoto Ernst Stojaspal é um goleador nato (me cochicham aqui que ele já foi quatro vezes artilheiro do Campeonato Austríaco).

E a forte equipe de Viena não facilitou a vida tricolor: tanto que o gol da vitória do Fluminense só veio aos trinta minutos da segunda etapa, com o sempre elegante Didi, em fantástico chute de folha seca, sua especialidade. Fluminense 1, Áustria Viena 0!

Mas não foi Didi o único destaque do Fluminense. Castilho fez intervenções espetaculares, evitando que os austríacos vazassem a meta pó-de-arroz. Também Telê realizou excelente partida, com seu inigualável poder de criação.

Na semifinal do Pacaembu, o Corinthians bateu o Peñarol por 2 a 1, em partida violentíssima. Dois jogadores do campeão paulista - Baltazar e Murilo - sofreram graves lesões e estão fora do restante do campeonato. Dois jogadores uruguaios (Romero e Míguez) foram expulsos pelo árbitro inglês Eugen Dinger. A direção do campeão uruguaio deixou clara sua insatisfação com o juiz, e ameaça nem disputar a partida de volta.

Voltando a Fluminense x Áustria Viena: domingo, dia 27, teremos o segundo e decisivo jogo no Maracanã. O triunfo de hoje foi de grande importância para o Fluminense, que agora possui a vantagem do empate.

Ficha técnica: Fluminense 1 x 0 Áustria Viena (FK Austria Wien)
Data: 23/07/1952.
Local: Maracanã, Rio de Janeiro.
Fluminense: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Jair, Édson e Bigode; Telê (Quincas), Didi, Orlando Pingo de Ouro (Simões), Marinho e Róbson. Técnico: Zezé Moreira.
Áustria Viena: Paul Schweda; Karl Stotz e Karl Kowanz; Walter Schleger, Ernst Ocwirk e Franz Swoboda; Ernst Melchior (Rudolf Pichler), Fritz Kominek, Adolf Huber, Ernst Stojaspal e Lukas Aurednik. Técnico: Heinrich Müller.
Árbitro: Gabriel Tordjaman (França).
Público pagante: 23.105.
Público presente: 34.180.
Renda: CR$ 665.210,50.
Gol: Didi, aos 30 minutos do segundo tempo.

Fotos:

(time do Fluminense na Copa Rio, o Campeonato Mundial de Clubes de 1952)
Time do Flu - Time do Flu

(Zezé Moreira, técnico do Fluminense na Copa Rio de 1952)
Tecnico Zeze Moreira - Tecnico Zeze Moreira

(time titular do FK Austria Wien em 1952)
austria wien1952 1953 - austria wien1952 1953

(Heinrich Müller, treinador do FK Austria Wien)

Fontes de pesquisa:
[1] Anuário do Esporte Ilustrado 1953.
[2] Livro “Fluminense Football Club, Histórias, Conquistas e Glórias no Futebol” (Antônio Carlos Napoleão).
[3] Pesquisa de Alexandre Magno Barreto Berwanger.
[4] Wikipedia (também alguns artigos da versão em alemão).
[5] Flumania.
[6] Estatísticas Fluminense.
[7] Austria Wien Archiv.

Jogos anteriores do Fluminense na Copa Rio de 1952:
- Fluminense 0 x 0 Sporting Lisboa.
- Fluminense 1 x 0 Grasshopper-Club.
- Fluminense 3 x 0 Peñarol.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 16 Jul 2009

Algumas curiosidades sobre o Corinthians

Jogos com público maior do que 100 mil.
Data Público Mandante Placar Visitante Competição Estádio
9/10/1977 146.082 Corinthians 1-2 Ponte Preta C.Paulista Morumbi
5/12/1976 146.043 Fluminense 1-1 Corinthians C.Brasileiro Maracanã
22/12/1974 120.522 Palmeiras 1-0 Corinthians C.Paulista Morumbi
26/11/1978 120.000 Corinthians 1-0 Santos C.Paulista Morumbi
20/5/1984 118.370 Fluminense 0-0 Corinthians C.Brasileiro Maracanã
29/5/1977 117.676 Corinthians 4-0 Santos C.Paulista Morumbi
5/12/1982 117.061 Corinthians 2-3 São Paulo C.Paulista Morumbi
20/3/1977 116.881 Corinthians 1-1 Santos C.Paulista Morumbi
6/5/1984 115.002 Corinthians 4-1 Flamengo C.Brasileiro Morumbi
21/11/1976 113.286 Corinthians 2-1 Inter-RS C.Brasileiro Morumbi
20/8/1978 111.103 Corinthians 1-1 Santos C.Paulista Morumbi
30/8/1987 109.464 Corinthians 0-0 São Paulo C.Brasileiro Morumbi
11/2/1979 108.990 Corinthians 2-1 Santos C.Paulista Morumbi
4/5/1980 107.474 Vasco 5-2 Corinthians C.Brasileiro Maracanã
15/12/1991 106.142 Corinthians 0-0 São Paulo C.Paulista Morumbi
2/10/1977 105.435 Corinthians 2-1 São Paulo C.Paulista Morumbi
12/6/1993 104.401 Palmeiras 4-0 Corinthians C.Paulista Morumbi
31/8/1977 102.939 Corinthians 1-0 Palmeiras C.Paulista Morumbi
8/12/1991 102.821 Corinthians 0-3 São Paulo C.Paulista Morumbi
16/4/1989 102.187 Palmeiras 2-0 Corinthians C.Paulista Morumbi
2/12/1984 101.587 Corinthians 0-1 Santos C.Paulista Morumbi
16/12/1990 100.858 Corinthians 1-0 São Paulo C.Brasileiro Morumbi
10/6/1979 100.269 Corinthians 1-0 Santos C.Paulista Morumbi

ALGUMAS FRASES DE RESPEITO
“Saio do Corinthians para dirigir o meu país. Não trocaria esse time por nenhum outro do mundo, e olha que tive propostas”
(Parreira, em entrevista coletiva quando comunicou seu desligamento do Timão pra dirigir a Seleção Brasileira)

“No único time paulista qeu jogaria era o CORINTHIANS por causa desta imensa torcida”
(Romário)

“O grande problema de São Paulo é não se chamar Corinthians.”
(Juca Kfouri, no livro Corinthians Paixão e Glória)

“Não vou negar, deu vontade de estar do outro lado.”
(Casagrande, entre lágrimas, jogando pelo Flamengo contra o Corinthians no Pacaembu pelo BR de 1993, após ouvir o coro “Casão, eu não me engano, seu coração é corinthiano”.)

“O grande problema de São Paulo é não se chamar Corinthians.”
(Sócrates ao se sagrar Campeão Paulista em 1982)

“Jamais esquecerei essa torcida, pode me esperar eu juro que vou voltar!!!”
(Carlitos Tevez - Por telefone no programa Terceiro Tempo)

“Já vi o Corinthians vencer, já vi o Corinthians perder, mas eu nunca vi o Corinthians se entregar”
(Mário Sérgio)

“Nunca tive nada contra o Corinthians. Apenas precisava calar logo aquela massa incrível. Se não calasse, a torcida ganharia o jogo.”
(Pelé, em entrevista a Juca Kfouri)

“Isso aqui ja se tornou minha segunda pele. Mesmo que eu queira, nunca vai sair de mim.”
(Marcelinho, após o título da Copa do Brasil de 1995)

“O Timão é mais importante que a seleção.”
(Wladimir)

“Comigo ou sem migo o Corinthians será campeão. ”

” O Sócrates é invendável e imprestável. ”
(Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians).

Torcedores célebres

Antônio Fagundes - ator
Antônio Ermírio de Moraes - empresário
Ayrton Senna - piloto de Fórmula 1; tricampeão mundial
Badaui - vocalista da banda CPM 22
Bob Burnquist - skatista
Bruno Senna - piloto da formula GP2
Cacá Rosset - ator e diretor
Carlos Alberto da Silva - Mendigo, apresentador do Panico na TV
Celso Unzelte - jornalista
César Tralli - jornalista
Charles Gavin - baterista do Titãs
Chico Lang - jornalista esportivo
Chico Mendes - seringueiro, sindicalista e ativista ambiental
Cida Marques - modelo
Cristiane - terceira melhor jogadora de futebol feminino - Fifa
Daiane dos Santos - Ginasta
Dan Stulbach - ator
Deco - Meio Campo do FC Barcelona e da Seleção de Portugal.
Derico - instrumentista
Dinho - cantor do Mamonas Assassinas
Dom Paulo Evaristo Arns - cardeal-arcebispo emérito de São Paulo
Edu Ribeiro - cantor
Eduardo Guedes - chef de cozinha e apresentador
Elis Regina - Cantora
Emerson Fittipaldi - piloto de Fórmula 1 bicampeão mundial
Eva Wilma - atriz
Fábio Assunção - ator
Fernanda Takai - cantora do Pato Fu
Fernando Henrique Cardoso - ex-presidente do Brasil
Francisco Milani - ator
Gabriela Duarte - atriz
Gianfrancesco Guarnieri - ator
Hortência Marcari - ex-jogadora de basquete
Jaime Oncins - tenista
Janeth - jogadora de basquete
Japinha - baterista do CPM 22
José Genoíno - deputado federal (PT)
José Luiz Datena - apresentador
Juca Kfouri - jornalista
Juliana Barlandi - atriz
Leandro Barbosa - mais conhecido como Leandrinho, jogador brasileiro de basquete, atualmente na NBA
Louro José - personagem do programa de televisão Mais Você de Ana Maria Braga
Luciano - cantor
Luciano Huck - apresentador de televisão
Luiz Inácio Lula da Silva - presidente do Brasil
Luiza Possi, cantora
Maguila - boxeador
Mara Carvalho - atriz
Marcelinho Carioca - jogador de futebol
Marcelo Rubens Paiva - escritor
Márcia Imperator - atriz
Maria Rita - Cantora
Marília Gabriela - apresentadora e atriz
Marta - Jogadora de futebol e Chuteira de Ouro - Fifa
Maurício - ex-jogador de voleibol
Mazzaropi - ator, diretor e produtor cinematográfico
Nana Gouvêa - modelo
Negra Li - cantora
Nelson Rubens - apresentador
Netinho de Paula - cantor e apresentador de televisão
Neto - ex-jogador e ídolo do Corinthians
Osmar de Oliveira - médico e comentarista esportivo
Padre Marcelo Rossi - sacerdote católico
Paulo Betti - ator
Rappin’ Hood - cantor
Raul Gil - apresentador
Rita Guedes - atriz
Rita Lee - cantora
Ronald Golias - comediante
Ronaldo - ex-goleiro do Corinthians
Rubens Barrichelo - piloto de Fórmula 1
Sabrina Sato - modelo e a apresentadora do Pânico na TV
Silvio Santos - apresentador de televisão e empresário
Serginho Groisman - apresentador de televisão
Sônia Abrão - apresentadora
Sônia Lima - atriz
Steve Nash - melhor armador da NBA
Sula Miranda - cantora
Suzana Alves - atriz, mais conhecida como tiazinha
Toni Garrido - cantor
Toquinho - cantor
Vampeta - ídolo e atual jogador
Xis - rapper
Wagner Montes - jornalista
Washington Olivetto - publicitário
Wanessa Camargo - cantora
Wladimir Rodrigues dos Santos - ex-lateral do Corinthians
Wagner Ricardo Soares de Sá - médico
Lívia Andrade Modelo

Todos os patrocinadores ao longo dos anos

1982 - Bombril - Surgiu na camisa corintiana apenas para a decisão do título paulista daquele ano, contra o São Paulo. E só nas costas, como exigia a legislação da época.

1983 - Cofap - Foi a primeira marca a ocupar também a frente da camisa, a partir do Campeonato Paulista. Com ela, o Timão chegou ao bi.

1984 – Citizen - Apareceu só no início do Brasileiro.

1984 - Bic - Esteve estampada na camisa por apenas um dia.

1984 - Corona - A empresa ajudou na renovação do contrato de Sócrates.

1985 a 1994 - Kalunga - O mais longo de todos os casamentos: apareceu pela primeira vez na camisa alvinegra num empate contra o Vasco da Gama (2-2), pelo Brasileiro, no dia 27 de janeiro de 1985. E só se despediu quase dez anos depois, no jogo Corinthians 1 x 1 Palmeiras.

1995 a 1996 – Suvinil - Entrou em campo para ganhar um Campeonato Paulista e uma Copa do Brasil.

1997 a 1998 - Excel - Além da publicidade, firmou um acordo mais amplo com o clube, que incluía compra de jogadores e outros investimentos. Vestia o time campeão paulista em 1997.

1998 - DDD/Embratel - Publicidade que entrou para jogar as finais durante o Brasileiro de 1998, contra o Cruzeiro. A estratégia deu sorte: o Timão foi campeão.

1999 a 2000 – Batavo - A resposta corintiana à concorrente Parmalat, do Palmeiras. Estava estampada nas camisas do time bicampeão brasileiro, em 1999, e campeão mundial, em 2000.

2000 a 2005 - Pepsi - Chegou no dia 21 de janeiro de 2000, apenas uma semana depois da conquista do Mundial da FIFA.

2003 – Kolumbus - Chegou no início de 2003, após um acordo da diretoria com a empresa, para que pagasse metade do salário do volante Vampeta, estampou apenas as mangas da camisa e saiu no final do mesmo ano, com seu patrocínio, o Corinthians ganhou o Campeonato Paulista de 2003.

2004 - Siemens - Assim como a Kolumbus, estampou apenas as mangas da camisa e após desacordos com a nova parceria do clube, saiu no mesmo ano.

2005 a 2007 - Samsung - Em 2005, após seis meses sem patrocinio, a parceria Corinthians/MSI acertou com a Samsung. Com ela veio o Tetra Campeonato Brasileiro. Deixou de ser patrocinadora do clube ao abaixar o valor do patrocínio devido à queda da equipe para a Série B.

2008 - Medial Saúde - Penultima patrocinadora do clube, pagou o referente a 16,5 milhões de reais e tem contrato de um ano.
www.loucosporti.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Jul 2009

Grandes jogos internacionais dos anos 1960 e 1961

18.mai.1960 – Final da Copa dos Campeões da Europa 1959/1960:

Real Madrid (Espanha) 7 x 3 Eintracht Frankfurt (Alemanha)
Local: Estádio Hampden Park (Glasgow)
Público: 135.000 espectadores.
Árbitro: Mowat (Escócia).
Gols: 18’ Kress, 27′ Di Stéfano, 30′ Di Stéfano, 45′ Puskás, 56′ Puskás (pen), 60′ Puskás, 71′ Puskás, 72′ Stein, 75′ Di Stéfano, 76′ Stein.
Real Madrid : Domínguez; Marquitos, Santamaría, Pachin; Vidal, Zarraga; Canario, Del Sol, Di Stéfano, Puskás, Gento.
Técnico: Múñoz.
Eintracht Frankfurt Loy; Lutz, Eigenbrodt, Höfer; Wellbächer, Stinka; Kress, Lindner, Stein, Pfaff, Méier.
Técnico: Oswald.

12.jun.1960 – Primeira partida das finais da Taça Libertadores da América:

Peñarol(Uruguai) 1 x 0 Olimpia (Paraguai)
Peñarol : Maidana, William Martinez (Majewski), Salvador, Pino, Goncalvez, Aguerre, Luis Cubilla, Linazza, Alberto Spencer, Crescio, Borges.
Olimpia : Arias, J. Lezcano, Arevalo, Rojas, C. Lezcano, Osorio, V. Rodriguez, Recalde, Doldan, P. Cabral, Melgarejo.
Gol : Spencer (Peñarol).
Local: Estádio Centenário (Montevidéu).
Árbitro: Carlos Robles (Chile).
Público: 50.000 espectadores.
Expulsão: J. Lezcano (Olímpia).

19.jun.1960 – Segunda partida das finais da Taça Libertadores da América:

Olimpia (Paraguai) 1 x 1 Peñarol (Uruguai)
Olimpia : Arias, Arevalo, Peralta, P. Rojas, C. Lezcano, Echague, V. Rodriguez, Recalde, Doldan, P. Cabral, Osorio.
Peñarol : Maidana, William Martinez, Salvador, Pino, Nestor Goncalvez, Aguerre, Luis Cubilla, Linazza, Alberto Spencer (Juan Hohberg), Griecco, Borges.
Gols : Recalde (O), Luis Cubilla (P).
Estádio : Manuel Ferreira (Assunção).
Árbitro : Jose Luis Praddaude (Argentina).
Público: 20.000 espectadores.
O time do Peñarol sagra-se campeão.

03.jul.1960 – Peñarol e Real Madrid jogam a primeira partida das Finais do Primeiro Campeonato Mundial de Clubes. O Campeonato Mundial de Clubes era conhecido como Taça Intercontinental e foi disputado em partidas entre o campeão europeu e o sul-americano para decidir qual seria o melhor clube de futebol do mundo.

Peñarol (Uruguai) 0 x 0 Real Madrid (Espanha)
Local: Estádio Centenário, Montevidéu.
Árbitro: José Luis Praddaude (Argentina).
Peñarol: Luis M. Maidana, William Martinez, Milton Alves Da Silva, Santiago Pino, Néstor Gonçálvez, Walter Aguerre, Luis A. Cubilla, Carlos A. Linaza, Juan E. Hohberg, Alberto P. Spencer, Carlos Borges.
Real Madrid: Rogelio Dominguez, “Marquitos” Alonso, José E. Santamaría, “Pachín” Pérez, Vidal, Zárraga, Canario, Del Sol, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskas, Bueno.

04.set.1960 – Peñarol e Real Madrid jogam a segunda partida do Campeonato Mundial de Clubes.
Real Madrid (Espanha) 5 x 1 Peñarol (Uruguai)
Local: Chamartín, Madrid.
Público: 100.000 espectadores.
Árbitro: Aston (Inglaterra).
Gols: Puskas 2’ , 8’ ; Di Stefano 3’ ; Herrera 40’ ; Gento 54’ ; Spencer 80’.
Real Madrid: Rogelio Domínguez, José E. Santamaría, Zárraga, “Marquitos” Alonso, Vidal, “Pachín” Pérez, Herrera, Del Sol, Alfredo Di Stéfano,Puskas, Gento.
Técnico: Miguel Muñoz.
Peñarol: Luis M. Maidana, F. Majewski, William Martínez, Santiago Pino, Milton Alves Da Silva, Walter Aguerre, Luis A. Cubilla, Carlos A. Linazza, Juan E. Hohberg, Alberto P. Spencer, Carlos Borges.
Técnico: Roberto Scarone.
O Real Madrid é campeão mundial de clubes de futebol.

31.mai.1961 – Final da Copa dos Campeões da Europa 1960/1961:

Benfica (Portugal) 3 x 2 Barcelona (Espanha)
Local: Estádio Wankdorf, Berna.
Público: 33.000 espectadores.
Árbitro: Dienst (Suiça).
Gols: 20′ Kocsis, 30′ Águas, 32′ Ramallets (contra), 55′ Coluna, 75′ Czibor.
Benfica: Costa Pereira; Joao, Germano, Angelo; Neto, Cruz; Augusto, Santana, Aguas, Coluna, Cavem.
Técnico: Guttmann.
Barcelona: Ramallets; Foncho, Gensana, Gracia; Verges, Garay;Kubala, Kocsis, Evaristo, Suarez, Czibor.
Técnico: Orizaola.

04.jun.1961 – Primeira das duas partidas finais da Copa Libertadores da América:

Peñarol (Uruguai) 1 x 0 Palmeiras (Brasil)
Local: Estádio Centenário (Montevideo).
Árbitro : Jose Luis Praddaude.
Público : 70.000 espectadores.
Gol : Spencer (Peñarol).
Peñarol : Maidana, W. Martinez, Cano, E. Gonzalez, Matosas, Aguerre, Luis Cubilla, Ledesma, Spencer, Sasia, Joya.
Palmeiras : Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar Santos, Zequinha, Geraldo da Silva I, Julio Botelho “Julinho”, Humberto Barbosa, Geraldo Scotto II, Chinezinho, Jose Romeiro.

11.jun.1961 – Segunda partida final da Copa Libertadores da América:

Palmeiras (Brasil) 1 x 1 Peñarol (Uruguai)
Local : Pacaembu (São Paulo).
Árbitro: Jose Luis Praddaude (Argentina).
Público: 50.000 espectadores.
Gols : Nardo (Palmeiras), Sasia (Peñarol).
Palmeiras : Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar Santos, Zequinha, Geraldo da Silva I, Julio Botelho “Julinho”, Humberto Barbosa, Geraldo Scotto II, Chinezinho, Jose Romeiro (Nardo).
Peñarol : Maidana, W. Martinez, Cano, E. Gonzalez, Matosas, Aguerre, Luis Cubilla, Ledesma, Spencer, Sasia, Joya.
Peñarol Bicampeão da Taça Libertadores da América.

04.set.1961 – Primeira partida da final da Taça Intercontinental de Clubes.

Benfica (Portugal) 1 x 0 Peñarol (Uruguai)
Local: Estádio da Luz, Lisboa.
Público: 40.000 espectadores.
Árbitro: Othmar Huber (Sui).
Gol: Coluna 60’.
Benfica: Costa Pereira, Angelo, Saraiva, Mario João, Neto, F.Cruz, José Augusto, Santana, Aguas, Coluna, Cavem.
Técnico: Bela Guttman.
Peñarol:Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, José Francisco Sasía, Angel Ruben Cabrera, Alberto Pedro Spencer, Juan Víctor Joya.
Técnico: Roberto Scarone.

Peñarol (Uruguai) 5 x 0 Benfica (Portugal)

Local: Estádio Centenário, Montevidéu.
Público: 56.358 espectadores.
Árbitro: Carlos Nai Foino (Arg).
Gols: Sasía (10’ pen.), Joya (18’, 28’), Spencer (42’, 58’).
Peñarol : Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, Ernesto Ledesma, Alberto Pedro Spencer, José Francisco Sasía, Juan Víctor Joya.
Técnico: Roberto Scarone.
Benfica:Costa Pereira, Angelo, Saraiva, Mario João, Neto, F.Cruz, José Augusto, Santana, Mendes, Coluna, Cavem.
Técnico: Bela Guttman.

19.set.1961 – Jogo desempate valendo o título da Taça Intercontinental de Clubes.

Peñarol (Uruguai) 2 x 1 Benfica (Portugal)
Local: Estádio Centenário, Montevidéu.
Público: 60.241 espectadores.
Árbitro: José Luis Praddaude (Argentina).
Gols: Sasia (5’, 40’ pen.), Eusébio(35’).
Peñarol: Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, Alberto Pedro Spencer, Ernesto Ledesma, José Francisco Sasía, Juan Víctor Joya.
Técnico: Roberto Scarone .
Benfica: Costa Pereira, Angelo, Humberto, F.Cruz, Neto, Cavem, José Augusto, Eusébio Ferreira, Aguas, Coluna, Simões.
Técnico: Bela Guttman.
O Peñarol sagra-se campeão mundial de clubes.

adaptado da cronologia de Daniel Caetano de Figueiredo.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 10 Jul 2009

Qual a firula inesquecível?

Estava navegando na internet e deparei-me com a série de firulas/dribles/elásticos/rolinhos/chapéus e outros adjetivos para os dribles desconcertantes dos grandes atletas.
Minha contribuição é alterar o item “elástico do Romário”. Foi num Corinthians x Flamengo em um sábado a tarde e no Pacaembu. Não alterei para deixar a lista da forma original.
Gilberto Maluf

Embaixadas do Edílson contra o Palmeiras, no Morumbi.
Gol minimalista do Fenômeno contra Gana, na Copa 2006.
Elástico, seguido de gol, do Rivellino no Alcir, num Flu x Vasco.
Pedaladas do Robinho contra Rogério na final do Brasileiro 2002.
Pato carregando a bola no ombro, no Mundial Interclubes, em 2006.
Gol de calcanhar do Túlio contra o Universidad Catolica, no Maracanã.
Defesa, de calcanhar, do Higuita, num Inglaterra x Colômbia, em Wembley.
Rolinho do Robinho no Rodrigo Fabri, num Santos x Atlético-MG, em 2005.
Três chapéus do Cafu sobre Nedved, num Roma x Lazio, no Olímpido de Roma.
Dribles do Riquelme contra a SEP numa final de Libertadores, no Morumbi.
Dribles do Fenômeno, que puseram Kanapkis pra engatinhar em 1994.
Elástico, seguido de gol, do Romário sobre Amaral, num Corinthians x Vasco, no Morumbi.
Carretel do Fábio Baiano no Sorin que, esportivamente, cumprimentou o meia, num Grêmio x Cruzeiro.
Três chapéus consecutivos, seguidos de gol, do Vivinho em Capitão, Vasco x Portuguesa, em São Januário.
Olé do Olaria no Botafogo, no Maracanã. De saco cheio, Jairzinho começou a ironizar os olarienses batendo palmas até Afonsinho dar o troco: “É isso, mesmo: quem sabe joga, quem não sabe, bate palmas..”
Gaúcha do Joãozinho em dois zagueiros do Uberaba, no Mineirão. Os dois foram ao mesmo tempo na bola e Joãozinho, fugindo dos carrinhos gêmeos, jogou a bola por dentro e saiu pela pista de atletismo para reencontrá-la mais à frente.
Corte do Dirceu Lopes em dois beques de uma só vez, no Cruzeiro 6 x 2 Santos, em 1966. Mesmo distante d o lance, goleiro Gilmar desequilibrou-se e teve de se agarrar num dos postes pra não cair no chão enquanto a bola estufava suas redes.

Fonte
http://cruzeiro.org/blog/qual-a-sua-firula-inesquecivel/

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 03 Jul 2009

Flagrantes do Futebol ao longo do tempo

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yashin e gilmar - yashin e gilmar
Gilmar e Yashin, goleiro da união Soviética que disputaram a copa do mundo de 1958. Numa foto de 30 / 06 1961. A União Soviética era o enigma da copa da Suécia. Somente em campo é que foi possível ver que a seleção brasileira indiscutivelmente o melhor.
Foto arquivi do jornal Última Hora


Leônidas da Silva ao lado de Zezé Moreira numa foto de 10 de junho de 1952. Leônidas já tinha parado de jogar e Zezé Moreira era técnico da seleção brasileira que foi campeão do Pan Americano do Chile neste ano. Foi nesse Pan Americano que o Brasil deixou de usar a camisa branca com gola azul. Foi o início da camisa canarinho, batizado pelo narrador Geraldo José de Almeida. Leônidas foi o grande jogador da copa de 1938, quando surgiu para o mundo como um grande astro do futebol . Foi apelidado de diamante negro, que teve o nome registrado pela fabrica de chocolates Lacta, que pagou ao jogador, para usar seu apelido. Veio para São Paulo depois de jogar por vários anos no Rio de janeiro, onde chegou a ser preso por estelionato por falsificação de documento .
Praticamente acabado para o futebol foi contratado pelo São Paulo F.C, numa aposta de Paulo Machado de Carvalho o presidente São Paulino. Era o chamado bonde de 200 contos de réis uma fortuna naquela época. Foi o responsável pelo maior público no estádio do Pacaembu, em sua estréia pelo São Paulo. Quando marcou um gol com o corpo deitado no ar, puxando a bola com um dos pés, chamado pelo locutor esportivo Geraldo José de Almeida como gol de bicicleta, e voltou a ser famoso e levou o São Paulo a grandes vitórias e títulos. Campeão de 1943 1945-46-48-49, parando de jogar em dezembro de 1950. Mais tarde foi contratado pela empresa de radio difusão Pan Americana chamada de emissora dos esportes, como comentarista esportivo, em 1956.
Zezé Moreira continuou como técnico até 1954 quando o Brasil foi derrotada impiedosamente pela Hungria por 4 x 2, nas quartas de finais, e Zezé levou uma cuspida na cara do meia esquerda da Hungria Puskas, que não tinha jogado aquela partida por estar machucado, ele que era a maior estrela da seleção Magiar.

transmiss  o 1 - transmiss  o 1
Transmissão da copa do mundo de 1958, em frente à redação do jornal Ultima Hora, onde o povo ouvia a Radio Bandeirantes que tinha o apoio do jornal. O placar colocado na fachada do prédio da avenida Prestes maia, próximo ao viaduto Santa Ifigênia, marcava Brasil 2 x 1 Suécia. O Brasil acabava de marcar o segundo gol o povo vibra e, o menino esta colocando o numero dois, no placar Radio Bandeirantes - Jornal Ultima hora.

gerson 1 - gerson 1
Gerson – o canhotinha de ouro da copa de 70, que defendeu o Botafogo e a seleção brasileira, era um jogador bastante familiar. Aqui ele batia uma bolinha no portão de sua casa, ao lado de sua família em Niterói. Seu sogro era seu orientador. Era ele que fazia os contratos do meia da seleção.
Gerson vinha sendo muito criticado na seleção chamado de pipoqueiro na copa de 1966, mas desencantou na copa seguinte no México jogando recuado fora se sua posição normal. Foi um gigante no meio de campo, marcando passando a bola redondinha e fazendo lançamentos de quarenta jardas no pé do companheiro.

santos x milan - santos x milan
Amarildo centrou e Mazzola marca de cabeça contra o Santos no maracanã pelo campeonato mundial de clubes em novembro de 1963. O Milan vencia o jogo no primeiro tempo. Ai caiu uma chuva forte e o canhão de Pepe funcionou. Ao final foi 4 x 2 a favor do Santos. Pelé não jogou, mas Almir pernambuquinho fez o diabo em campo. Em seu livro de memórias, Almir disse que estava com um tubo de bola na cabeça.

adaptado do http://mlopomoblogesporte.zip.net/ .
Mario Lopomo trabalhou na retaguarda da rádio Bandeirantes nos anos 60 e 70.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 25 Jun 2009

TOTAL DE INGRESSOS VENDIDOS POR CLUBES NO CAMPEONATO BRASILEIRO

I - TOTAL DE INGRESSOS VENDIDOS POR CLUBES NO CAMPEONATO BRASILEIRO ( 1971- 2008 )

* Clubes com mando de campo, respeitando-se os critérios da revista PLACAR para se chegar a
média de público.
** Para se chegar ao número de jogos com mando de campo de cada equipe, foram seguidos os
critérios do site Futpédia, cujos critérios de mando de campo pesquisados coincidem com os
das médias de públicos apresentadas pela revista PLACAR.
*** Relacionados apenas clubes com mais de 2.500.000 ingressos vendidos.
**** Seria mais completo do que este artigo, algum que considerasse também desvio-padrão para
dirimir diferenças de preços cobrados entre os ingressos vendidos, já que historicamente
alguns clubes costumavam cobrar valores de ingressos menores do que outros.

ACIMA DE 10.000.000

1) Clube de Regatas do Flamengo (RJ) : 13.086.402 ( 483 jogos, média de 27.094 )
2) Clube Atlético Mineiro (MG) : 11.347.166 ( 467 jogos, média de 24.298 )
3) Sport Club Corinthians Paulista (SP) : 10.366.741 ( 473 jogos, média de 21.917 )

ENTRE 7.500.000 E 10.000.000

4) Cruzeiro Esporte Clube (MG) : 9.402.904 ( 476 jogos, média de 19.754 )
5) Sport Club Internacional (RS) : 9.071.244 ( 497 jogos, média de 18.252 )
6) Esporte Clube Bahia (BA) : 8.756.055 ( 361 jogos, média de 24.255 )
7) Clube de Regatas Vasco da Gama (RJ) : 8.479.814 ( 497 jogos, média de 17.062 )
8) São Paulo Futebol Clube (SP) : 8.305.272 ( 488 jogos, média de 17.019 )
9) Sociedade Esportiva Palmeiras (SP) : 8.008.000 ( 440 jogos, média de 18.200 )
10) Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS) : 7.887.072 ( 464 jogos, média de 16.998 )

ENTRE 5.000.000 E 7.500.000

11) Fluminense Football Club (RJ) : 6.849.975 ( 437 jogos, média de 15.675 )
12) Santos Futebol Clube (SP) : 6.270.456 ( 456 jogos, média de 13.751 )
13) Botafogo de Futebol e Regatas (RJ) : 5.679.700 ( 425 jogos, média de 13.364 )
14) Goiás Esporte Clube (GO) : 5.607.816 ( 417 jogos, média de 13.448 )
15) Coritiba Football Club (PR) : 5.002.577 ( 367 jogos, média de 13.631 )

ENTRE 2.500.000 E 5.000.000

16) Sport Club do Recife (PE) : 4.792.851 ( 321 jogos, média de 14.931 )
17) Clube Atlético Paranaense (PR) : 4.007.157 ( 363 jogos, média de 11.039 )
18) Esporte Clube Vitória (BA) : 4.381.155 ( 345 jogos, média de 12.699 )
19) Santa Cruz Futebol Clube (PE) : 3.667.645 ( 235 jogos, média de 15.607 )
20) Paysandu Sport Club (PA) : 2.902.268 ( 214 jogos, média de 13.562 )
21) Guarani Futebol Clube (SP) : 2.828.742 ( 329 jogos, média de 8.598 )
22) Clube Náutico Capibaribe (PE) : 2.819.750 ( 250 jogos, média de 11.279 )

II - MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO DO CAMPEONATO BRASILEIRO ( 1971 - 2008 )

ACIMA DE 25.000

1) Clube de Regatas do Flamengo (RJ) : 27.094

ENTRE 20.000 E 25.000

2) Clube Atlético Mineiro (MG) : 24.298
3) Esporte Clube Bahia (BA) : 24.255
4) Sport Club Corinthians Paulista (SP) : 21.917

ENTRE 15.000 E 20.000

5) Cruzeiro Esporte Clube (MG) : 19.754
6) Sport Club Internacional (RS) : 18.252
7) Sociedade Esportiva Palmeiras (SP) : 18.200
8) Clube de Regatas Vasco da Gama (RJ) : 17.062
9) São Paulo Futebol Clube (SP) : 17.019
10) Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS) : 16.998
11) Fluminense Football Club (RJ) : 15.675
12) Santa Cruz Futebol Clube (PE) : 15.607

ENTRE 10.000 E 15.000

13) Sport Club do Recife (PE) : 14.931
14) Santos Futebol Clube (SP) : 13.751
15) Coritiba Football Club (PR) : 13.631
16) Paysandu Sport Clube (PA) : 13.562
17) Goiás Esporte Clube (GO) : 13.448
18) Botafogo de Futebol e Regatas (RJ) : 13.364
19) Esporte Clube Vitória (BA) : 12.699
20) Clube Náutico Capibaribe (PE) : 11.279
21) Clube Atlético Paranaense (PR) : 11.039

ABAIXO DE 10.000

22) Guarani Futebol Clube (SP) : 8.598

FONTES : PLACAR GUIA DO BRASILEIRÃO ( DIVERSOS ANOS ) E EM CASOS DE ALGUNS
CLUBES, NÚMEROS ATUALIZADOS APÓS AS SUAS ÚLTIMAS PARTICIPAÇÕES
Futpédia ( http://futpedia.globo.com/campeonatos ).

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 16 Jun 2009

CARIOCAS das Séries B e C começam em Julho.

Senhoras e senhores americanos, apertem o cinto que o Campeonato Carioca da Série B vai decolar. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) apresentou, na última quinta-feira, o Arbitral da Segundona que terá a participação de 21 clubes, divididos em dois grupos (11 e 10 equipes).
No Arbitral - que contou com a presença de todos os presidentes e mais Romário, agora gerente de futebol do America - os times vão estrear daqui a 60 dias (numa quinta-feira, em 16 de julho), e, foram distribuídos da seguinte forma:

GRUPO A
América FC
Bonsucesso FC
São Cristóvão FR
Cardoso Moreira FC
Quissamã FC
Artsul FC
Silva Jardim FC
CFZ do Rio
Bréscia (Porto Real)
Profute FC (Magé)

Primeira Rodada (16/07/09), com todos os jogos às 15 horas:
Bréscia x Artsul - Estádio Romário de Souza Farias, Marrentão, em Xerém
Silva Jardim x Profute - Estádio Municipal de Rio das Ostras
América x Bonsucesso - Estádio Giulitte Coutinho, em Edson Passos
CFZ x São Cristóvão - Estádio Antunes Coimbra
Quissamã x Cardoso Moreira - Estádio Municipal Antônio Carneiro da Silva

GRUPO B
Olaria AC
Portuguesa Carioca
Campo Grande
Goytacaz (Campos)
Aperibeense (Aperibé)
Sendas Esporte (São João de Meriti)
Angra dos Reis FC
Nova Iguaçu FC
Miguel Couto (Nova Iguaçu)
Estácio de Sá (Curicica)
Villa Rio (Barra da Tijuca)

Primeira Rodada (16/07/09), com todos os jogos às 15 horas:
Portuguesa x Sendas - Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador
Angra dos Reis x Villa Rio - Estádio Municipal Jair Carneiro Toscano de Brito
Nova Iguaçu x Campo Grande - Estádio Jânio de Moraes, Laranjão
Goytacaz x Aperibeense - Estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos
Olaria x Miguel Couto - Estádio Mourão Filho, na Bariri

Os clubes jogarão entre si, em turno e returno e os cinco primeiros colocados de cada grupo avançarão à segunda fase, onde será formado um único o Grupo com 10 times. Novamente jogarão entre si em dois turnos e os dois primeiros colocados garantem a tão sonhada vaga de acesso a elite do futebol carioca de 2010.

Se o caminho para o céu já foi riscado, a viagem para o inferno também. Ao término da primeira fase, as seis equipes de pior índice técnico independente do grupo formarão o Hexagonal da Morte, onde terão que jogar em turno e returno, e as três últimas colocadas serão rebaixadas para a Série C.

Além de apresentar o regulamento e a fórmula de disputa do Campeonato Carioca da Série B, a Ferj, visando cobrar mais organização de seus filiados, apresentou pontos importantes para a competição. O prazo das Inscrições dos atletas será o penúltimo dia útil que anteceder o início do returno da primeira fase, sendo proibida a inscrição de qualquer atleta. Para a primeira rodada da Segundona, as inscrições terminam no quinto dia útil que anteceder o campeonato.

Novidade dos Estaduais do Rio para 2010
No próximo ano, os Campeonatos Cariocas da Primeira, Segunda e Terceira Divisões serão disputados simultaneamente, a partir de Janeiro. Ao contrário dos últimos anos, o Arbitro agradou a grande maioria que saíram satisfeitos. Um dos que mais elogiaram a reunião, o presidente do Bonsucesso, Zeca Simões, não economizou palavras. “Senti seriedade por parte do presidente Rubens Lopes no arbitral e acho que a Segunda Divisão deste ano será uma das melhores dos últimos tempos. Estou confiante de que tudo será resolvido dentro das quatro linhas”, avaliou Zeca Simões.
Outro que não economizou foi o presidente do Campo Grande, João Ellis Neto, que saiu surpreso com a tranquilidade que transcorreu o arbitral. “Acompanho isso aqui há muitos anos e admito que não me lembro da última vez que transcorreu de forma tão tranqüila e serena. Foi um regulamento bem feito e visando melhor”, concluiu João Ellis.

TERCEIRONA TAMBÉM COMEÇA EM JULHO
Outro Arbitral que rolou na sede da Ferj foi o Campeonato carioca da Série C, que terá início num sábado no dia 18 de julho. A luta pelas duas vagas de acesso vai ter 25 clubes, divididos em cinco grupos com cinco. Os times jogarão entre si, em turno e returno e os três primeiros colocados e o quarto de melhor índice técnico avançarão à segunda fase. Para diminuir os gastos das equipes, a Ferj adotou a medida de definir os grupos por regiões e assim evitando viagens longas nesta primeira fase da Terceirona. Com isso, os grupos ficaram da seguinte forma:

No Grupo 1 ( Sul Fluminense), estão: Barra Mansa, Paraíba do Sul, Real, Fênix (Barra Mansa) e Três Rios;
No Grupo 2 (Norte Fluminense, Região dos Lagos e Metropolitana): Independente (Macaé), Rio das Ostras, Sampaio Corrêa (Saquarema), Esprof AC (Cabo Frio) e Rio Bonito;
No Grupo 3 (Região Serrana, Baixada e capital): Serrano (Petrópolis), Duquecaxiense, Arraial do Cabo, Barcelona e Leme FC;
No grupo 4 (Capital e Baixada): Rio de Janeiro, Castelo Branco, Marinho, Rubro e Heliópolis
No Grupo 5 (Baixada, Metropolitana e capital): Santa Cruz, União Central, Bela Vista (Niterói), Juventus e Nilópolis

Novidades para a Terceirona
A competição terá algumas inovações como o ‘Tempo Técnico’. Esta parada terá a duração de dois minutos e acontecerá aos 20 minutos, de cada tempo de jogo. Nas Semifinais, as equipes classificadas em primeiro lugar na fase anterior, terão o direito de escolha do mando de campo, se da primeira ou da segunda partida da fase subseqüente.

Todos os jogos da Primeira Rodada (18/07/09), começarão às 15 horas:
Grupo 1
Paraíba do Sul x Fênix
Barra Mansa x Real
Folga: Três Rios

Grupo 2
Esprof x Rio das Ostras
Sampaio Corrêa x Independente
Folga: Rio Bonito

Grupo 3
Duquecaxiense x Barcelona
Leme x Serrano
Folga: Arraial do Cabo

Grupo 4
Rubro x Marinho
Rio de Janeiro x Castelo Branco
Folga: Heliópolis

Grupo 5
Bela Vista x União Central
Juventus x Santa Cruz
Folga: Nilópolis

Blog do Sergio Mello do Jornal dos Sports.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Jun 2009

Resumo das Capas das Revistas Placar de 1970 a 1975

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A revista foi semanal ao longo dos anos 70 e 80, e assim permaneceu até agosto de 1990. Lançada pouco antes da Copa do Mundo de 1970, para preencher a lacuna de uma publicação nacional sobre o esporte, a revista levantou como bandeira a estruturação e modernização do comando do futebol brasileiro. Pelé foi o personagem da capa da primeira edição, que vendeu quase 200 mil exemplares e trouxe como brinde uma moeda cunhada em latão com a efígie do jogador.

N°1 - 20/03/70 - Aimoré, exclusivo: Meus favoritos no méxico; Receita para ganhar a Copa; Seleção vive o seu pior momento; Iustrich dopa com amor.
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N°56 -9/04/1971 - Azar no Maracanã: Pernas quebradas e MENGO sem gols +PARANÁ: Na bola e na bala + CORINTIANS já não tem medo, a Raça voltou + Tabelão + POSTER CENTRAL do EVERALDO do GRÊMIO + TOSTÃO+ Pro lugar de Pelé, sou mais o DIRCEU + Ele é um prato especial para os psiquiatras: Só IUSTRICH gosta de IUSTRICHE+ F2+ figurinhas).

N°100 - 11/2/1972- O “LAUDO NATEL” : Juventos, Guarani, Botafogo, e Marilia na frente + O TORNEIO DO POVO: Timão e Galo perseguem o lider, Mengo + O SANTOS de novo: O Ultimo Titolo para PELÉ + FIGURINHAS DA ENCICLOPÉDIA: Uniforme, Escudos,Bandeira, Times, Seleção, etc. + Um premio para a FERRARI + POSTER DO CORINTIANS
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N°148 - 12/1/1973 - Um Domingo no Futebol brasileiro (14 páginas) + II Capitulo do Livro Eu e o Futebol de Almir o Pernambuquinho ( O Retrato sem medo do nosso Futebol) + Como se joga Futebol (parte 5 ) + MINI-POSTER DO TONI (dono da coroa do Euzebio /Portugal) +Tabelão + POSTER CENTRAL c/ tabela do Campeonado Mundial de Pilotos de F1 - 1973 ( Carros e Pilotos: Emerson, Stewrt, Jachye Ickx e outrosd).

N°211 - 5/4/1974 - César Seleção Brasileira em nova fase +Quem move a Portuguesa + A invasão do Fluminense + Torino: Acordou o Grêmio + Formula 1: GP da africa + POSTER CENTRAL DA ASSOCIAÇÃO OLIMPICA DE ITABAIANA + Mini-Poster do RAMON ( Artilheiro do brasileirão de 73) +.SUPLEMENTO ESPECIAL + ESCUDINHOS.
0211 - 0211

N°251 - 17/01/1975 - Falcão (inter), Zico (Mengo), Zé carlos (S.Paulo), Osni (Mengo) Uma nova seleção + Rivelino: Desta briga o Reizinhoi não foge +Loteria: Informe total +Série: Os maiores times do século + F1: A largada da Argentina + Poster Central:Curitiba Tetracampeão Paranaense + Miniposter do Geraldo do Botafogo: Artilheiro Paulista/74 +Miniposter do BIBI do Nacional, Artilheiro do Campeonato amazonense + Figurinhas da Enciclopédia do Futebol: Escudo da Itália+Escudo do Grêmio+ Jogadores: Sima e Jangada+Formação dos Times: São Paulo, Vice CAmp. da Libertadores + Seleção Alemã +Seleção Polonesa + Santos 3º colocado no Brasileiro e muito mais.
placar 251 - placar 251

Wikipedia
www.colecione.com.br

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Jun 2009

06/03/1958 - SANTOS 7 X 6 PALMEIRAS - O maior espetáculo do futebol.

Palmeiras e Santos se enfrentavam pelo Torneio Rio-São Paulo naquela noite de 06 de março no Pacaembu. Era apenas mais um jogo do torneio, que não decidiria nada. Mas o que aconteceu naquela noite, era algo inacreditável. Quem começou a festa foi o Palmeiras com um gol do ponta-esquerda Urias. Não tardaria a resposta do Santos e o menino Pelé empatou. E ainda no primeiro tempo, uma seqüência impressionante de gols. Foi só Pagão fazer 2 x 1 para o Santos que, inflamado, o Palmeiras correu à frente para empatar (gol de Nardo) levando, em seguida, três golpes que pareciam mortais - como num deboche, Dorval, Pepe e Pagão estabeleceram 5 x 2. No intervalo, Oswaldo Brandão pediu vergonha aos palmeirenses, trocou o goleiro e colocou em campo o uruguaio Carballo. Com ele ao seu lado, Mazola transformou-se no diabo loiro e o milagre aconteceu: com gols de Mazola, Paulinho, Urias e Ivan, o Palmeiras virava para 6 x 5! “Milagre no Pacaembu!” gritava Édson Leite, testemunhando o que classificava de “o maior espetáculo que já vi no futebol”. Só que com a máquina do Santos, o milagre duraria pouco. Pepe empatou o jogo e, logo depois, virou-o para 7 x 6.
Santos 7 x 6 Palmeiras - Santos 7 x 6 Palmeiras
Santos 7 x 6 Palmeiras - Veja detalhes do maior jogo da história entre os dois clubes

Escalações:

Santos: Manga; Hélvio e Dalmo; Fioti, Ramiro (Urubatão) e Zito; Dorval, Jair, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Palmeiras: Edgar (Vitor), Edson e Dema; Waldemar Carabina, Valdemar Fiúme e Formiga (Maurinho); Paulinho, Nardo (Caraballo), Mazzolla, Ivan e Urias. Técnico: Oswaldo Brandão.

Local: Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo. Data: 07/03/1958.

Horário: 21h00.

Árbitro: João Etzel Filho (SP)

Renda: CR$ 1.676.995,00

Público: 43.068 pagantes

Gols: Urias, aos 18, Pelé aos 21, Pagão aos 25, Nardo ao 26, Dorval aos 32, Pepe aos 38 e Pagão aos 46 minutos do primeiro tempo. Paulinho aos 16, Mazola aos 19 e 27, Urias aos 34, Pepe aos 38 e 41 minutos do segundo tempo.

Considerações do jogo segundo um site palmeirens,o palestrino.sites.uol:

► Esse time do Palmeiras foi o último da grande depressão dos anos 50, quando ficamos (e foi um escândalo à época) quase 9 anos na fila.

► Foi o último ano de Mazzola no Palmeiras. ele foi vendido ao futebol italiano onde fez história como um dos maiores artilheiros daquele país, usando o seu sobrenome: (José João) Altafini.

► Esse nosso time, apesar de fraco, já encarava em pé de igualdade o Santos de Pelé e companhia. Aliás, o Palmeiras foi o único grande que o Santos de Pelé respeitava àquela época.

► A partir desse ano, 1958, o Palmeiras iniciava uma remodelação total em seu elenco e partia para a grande reação que trouxe o Super-Campeonato de 1959.

► Jogadores como Julinho Botelho, Romeiro, Djalma Santos, Zequinha, Aldemar, Geraldo Scotto, Valdir, Chinesinho, Enio Andrade, Américo iam se juntar a Valdemar Carabina, Nardo e outros, e formariam o maior de nossos times de todos os tempos: a primeira academia, que ainda não tinha Ademir da Guia.

► Um dos maiores ídolos de todos os tempos, com direito a estátua e tudo no Parque Antártica, começava a se despedir do futebol e da única camisa que defendeu em toda a vida: Waldemar Fiúme, o “Pai da Matéria”, slogan copiado depois por Osmar Santos, (um palmeirense que aderiu ao Corinthians) no rádio.

► Há um erro histórico de avaliação das linhas do Santos. A melhor linha do Santos não tinha Mengálvio e Coutinho. Foi a que o Palmeiras enfrentou, formada por Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe, o mesmo ataque que bateu o recorde de gols do paulistão em 58, com 143 gols, e o aumentou em 59 para 151 gols. com Mengálvio e Coutinho o Santos sequer chegou perto dessas marcas históricas. Os números não mentem.
Quem viu Pagão jogar sabe: no quesito habilidade foi estupendo, mas era um jogador frágil, de vidro, como se dizia antigamente, tipo Pedrinho, que se contundia com muita facilidade. Jair é o mesmo Jair da Rosa Pinto, falecido em 2005 e grande ídolo da torcida do Palmeiras, nessa época ele já tinha cerca de 40 anos.
Pepe é o segundo artilheiro da história do Santos, ou o primeiro, como ele gosta de dizer, porque segundo Pepe, os gols de Pelé não valem para essa contagem.

classicoeclassico.sites.uol
palestrinos.sites.uol
milton neves

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