Historia do Futebol Parte II Roberto Saraiva em 30 Out 2009
Esporte Clube Portuense/MG
Bem amigos, uma a menos na lista. Se algum amigo puder redesenhar, bem como o escudo do Santos Dumont/PR publicado a pouco eu agradeço.
Nome: Esporte Clube Portuense
Cidade: Astolfo Dutra/MG
Fundação: 25/01/1925
Estádio: Olyntho Almada
Histórico:
Com tantos nomes e com início no ano de 1808 (sim, 200 anos), somente tomamos conhecimento da prática do esporte bretão em nossa terra a partir de 1920.
O capitalista do então arraial de Porto de Santo Antônio, Sr. Antônio Marinho, deu apoio a alguns rapazes do “soçaite”, como Atílio Bonfante, os filhos do Cel. Modesto Pinto Coelho, Alencar Ribeiro e outros que formaram um “time” e, como homenagem, deram ao “scretch” o nome de Antonio Marinho Foot Ball Club. Pelo que se conhece, parece que a turma agradou, pois conta-se o caso de um torcedor apaixonado que foi ao cartório registrar o filho recém nascido e perguntado qual o nome da criança, ele afirmou: Antonio Marinho Foot Ball Club. O jornal “A Palavra”, editado na época, em artigo assinado por Nicodemus, reclama a falta de apoio das mocinhas aos galantes rapazes… e, infelizmente, não cita o nome do “time”.
Apareceram novos atletas, popularizando o futebol e surgiu o América Foot Ball Club e, com muita força. Nele atuaram – pela foto que temos – os irmãos Durval, Carmindinho e Carlos Reis, o Augusto Carneiro, Murilo bodoque, Gervásio, Antônio Carneiro, Sebastião Laureano, Antônio Doutor, Anízio e outros, apresentam-se devidamente uniformizados e, no centro, vê-se o goleiro Antônio Mulato de calça, camisa social e gravata, segurando com carinho a pelota. Jogavam no campo (?) feito no terreno do Sr. Antônio Marinho, onde hoje conhecemos como Reta, na altura do terreno murado do Procópio.
Acontece que, com a queda do café na Bolsa de Nova Iorque, muitas riquezas foram por água abaixo, nela incluindo a do Sr. Antônio, e com isto o futebol da rapaziada elegante entra em decadência. O tempo passa e a moçada não perde o entusiasmo e com novos rapazes amantes das “peladas” deu-se um jeito. O novo proprietário de parte do espólio que foi leiloado, Sr. Afonso Pereira, empresta um pedaço de terreno, perto da Estação da Estrada de Ferro Leopoldina, portanto, mais perto das casas do arraial. A moçada, então, já na década de 30, vai à luta: com enxadões, enxadas e picaretas inicia o acerto do terreno e a terra era colocada num couro de boi dado pelo Sr. Próspero Alágia e arrastada por uma junta de bois. A turma fazia força, reforçava a musculatura que daria depois melhores condições físicas a jogadores como: Dudu Borges, Orlando Borges (este ainda vivo e que conta muito bem esta história), Nelson Ribeiro, Dico do Zé Alfaiate, Moacir Ribeiro e tantos outros.
Com o campo já com alguma condição para o jogo, treinam muito e assim o PORTUENSE aparece. O seu primeiro jogo oficial foi disputado com o time da cidade de Rodeiro, atuando como goleiro o Gerson Guércio, como beques Nelson e Orlando, defesa que se mostrou uma muralha jogando, também, o Tavo, Antõnio Tianinho, José Egídio, Zim Preto, Dudu Borges, Augusto Carneiro, Durval Reis, Carmindinho, Moacir Ribeiro, Dico do Zé Alfaiate e outros. O PORTUENSE ganha fama, novas revelações aparecem, o goleiro Gerson em transforma em beque junto com o Tavo e o Chico Bonde cerca no “gool” toda bola que aparece, fazendo a alegria da torcida.
Amerquinho, Garibaldi, Lalado, Custela e outros craques mostram seus talentos, havendo, através dos anos, uma constante renovação, com momentos tão grandiosos e outros nem tanto, mas sempre mantendo o Esporte Clube Portuense em destaque. O proprietário do terreno, atendo ao pedido de Sr. Olyntho Almada e legaliza a doação e o time passa a ter campo próprio, e suas diretorias, sempre trabalhando muito, melhoram suas condições, faz-se vestiário, grama-se o terreno, constrói-se muro e outras benfeitorias são feitas e seria uma injustiça destacar nomes quando tantos outros, às vezes no anonimato, muito fizeram para que até aqui hoje chegássemos.
Criaram-se novos clubes como o Sete de Setembro, o Paraíso, e outras tentativas foram feitas, mas desde 1932 o PORTUENSE vem fazendo a alegria dos apreciadores do futebol.
Em 1939, o distrito é transformado na cidade de Astolfo Dutra, mas o PORTUENSE manteve o seu nome, revelou craques, deu e continua dando muitas alegrias à sua torcida e escrever sua história, detalhando casos, subidas e descidas é material para um livro, recheado de muitas fotografias, cujo título naturalmente seria:
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