Historia do Futebol Parte II Gilvanir Alves em 30 Set 2009
POR ELE FICOU NO TIMÃO.
Em 1984, Placar contou os bastidores da renovação de contrato de Biro-Biro.
A crise entre Biro-Biro e o Corinthians foi resolvida no outro lado do mundo. Mais precisamente, no ônibus que transportava a delegação corintiana no Hotel Sari Pacific, em Bancoc, capital da Tailândia, para o estádio onde o time enfrentaria a seleção nacional. Em pouco mais de 2 horas da tarde. Na salinha existente dentro do ônibus, Casagrande contemplava pela janela a exótica paisagem local. Biro-Biro, sem perceber a presença do centroavante, sentou-se próximo. E a conversa surgiu naturalmente. Depois de 50 minutos, Biro-Biro, emocionado, tomava uma importante decisão: “Meu lugar é no Corinthians!”.
E o que eles conversaram? Para se entender, é necessário voltar a junho do ano passado, época de renovação do contrato de Biro-Biro. Os entendimentos não iam bem – basicamente por causa de Luis Carlos Ponte Barbosa, o Lula, seu amigo pessoal e procurador nas negociações com o Corinthians. Com o objetivo de se manter no noticiário – até Biro-Biro reconheceu isso mais tarde -, Lula tardou ao Maximo a assinatura do novo contrato e passou a fazer intrigas. “Quando ele me procurava, dizia que o negocio se complicaria porque o ex-presidente Vicente Matheus (tio da mulher do jogador) estava detrás de tudo, ‘fazendo a cabeça’ do Biro-Biro, o que não era verdade, recorda-se Adilson Monteiro Alves, vice-presidente de futebol do Corinthians.
Na casa de Biro-Biro, Lula apresentava outras histórias, afirmando que o dirigente estava de má vontade e que não queria a renovação do contrato. Diante da situação confusa e contraditória, Adilson resolveu que o jogador teria de participar pessoalmente das negociações. “Ai, entramos num acordo e o contrato foi decidido”, contou o dirigente corintiano.
Fonte: Placar de 1984.
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