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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Auriel de Almeida & (RIO DE JANEIRO) Auriel de Almeida em 12 Set 2009

O campeão da Divisão Intermediária-RJ de 1995: Barra Mansa ou Barra de Teresópolis?

Muita confusão é feita nesse ano. Afinal, algumas listas dizem que é o Barra Mansa, outras informam ser o Barra de Teresópolis…

Bem, tentando explicar um pouco a confusão:

- Em 1995 a FFERJ dividiu a Primeira Divisão em Módulo Especial e Módulo Intermediário, sendo o Especial superior ao Intermediário. Ambos os módulos, por sua vez, eram divididos em chaves A e B.

- As chaves A e B do Módulo Especial eram iguais em condição. Já a chave A do Módulo Intermediário era superior a chave B do mesmo módulo. Como? Vocês vão entender depois.

- No primeiro turno os clubes de cada chave se enfrentaram em turno e returno, isso em ambos os módulos.

- No Módulo Especial foi campeão da chave A o Botafogo, e da chave B o Flamengo. Os dois disputaram a Taça Guanabara, que valia ponto extra para a fase final. Classificaram-se os sete melhores clubes, somados os pontos de todas as chaves, diretamente para a fase final. O oitavo colocado, no caso o Entrerriense, teria que disputar uma repescagem. Os quatro piores clubes disputariam, paralelamente à fase final, um torneio de rebaixamento, que rebaixaria dois clubes - que no ano seguinte disputariam o Módulo Intermediário, em sua chave A.

- No Módulo Intermediário o campeão da chave A foi o Barra Mansa, e o vice o Bayer. O Barra Mansa se classificou para a repescagem para a fase final, e garantiu uma vaga no Módulo Especial em 1996, ao lado do Bayer. Os dois piores da chave A disputariam, no ano seguinte, a chave B da intermediária (entenderam porquê a chave A era superior à chave B?).

- Já o campeão da chave B do Módulo Intermediário foi o Barra, de Teresópolis, que se classificou para a repescagem da fase final do estadual. E, no ano seguinte, “subiria” para a chave A do mesmo módulo. Isso criou uma situação inusitada: pelo regulamento, mesmo que vencesse a repescagem e no fim das contas fosse campeão estadual o Barra continuaria no Módulo Intermediário no ano seguinte, só subiria de chave.

- Na tal repescagem, Barra Mansa e Barra de Teresópolis se enfrentaram, no Caio Martins (em 19/3) com a vantagem do empate para o Barra Mansa (por ser de “categoria superior”). Porém o Barra venceu (1 a 0), e se qualificou para enfrentar o Entrerriense pela última vaga. O Entrerriense, por ser de categoria superior, tinha a vantagem do empate nesse confronto, mas fez melhor e venceu: 3 a 2, na Rua Bariri, tornando-se o oitavo clube na fase final.

Por essa razão, ficam as duas óticas:

- O Barra Mansa é o campeão “moral” de uma segunda divisão, pois a Intermediária A estava acima da B e o clube subiria de módulo, classificando-se para a elite de 1996.

- O Barra de Teresópolis é o campeão “moral” de uma segunda divisão, pois chave à parte o Módulo era um só e a disputa entre os campeões das chaves foi vencida pelo clube teresopolitano.

Enfim, coisas do futebol carioca.

Em tempos: no fim das contas nem Barra Mansa nem Bayer subiram. Quer dizer, LEGALMENTE subiram sim, pois em 1996 disputaram o Módulo Especial.

Porém, a FFERJ criou um novo módulo, superior ao Especial, chamado de Módulo Extra, classificando os clubes que quis e deixando os outros no Módulo antigo. Uma espécie de “rebaixamento de módulos”.

Os critérios bizarros para excluir alguns clubes:
1- O Entrerriense foi o último da fase final (o que significa ser o oitavo entre 16). Por isso, não foi para o Módulo Extra de 1996.
2- Os quatro últimos disputaram o torneio do rebaixamento. Os dois rebaixados originais cairiam mesmo, porém os dois primeiros desses torneios foram considerados “salvos” e classificados para o módulo extra. (Obviamente um deles foi o Americano).
3- “Pulando” esses dois salvos, eliminou-se o clube que, dentre os não classificados para a fase final mas também não jogados para o grupo do rebaixamento, teve a pior colocação.

Uma maravilha.

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