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Arquivo de Agosto de 2009



Historia do Futebol Parte II & Artigos-Ielo & (SANTA CATARINA) Antonio Mario Ielo em 31 Ago 2009

Protegido: Grêmio Esportivo Olímpico - Blumenau - SC

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Ielo & (SANTA CATARINA) Antonio Mario Ielo em 31 Ago 2009

Protegido: Sociedade Desportiva Blumenauense - Blumenau - SC

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Walter Iris & (RIO DE JANEIRO) Walter Iris em 31 Ago 2009

Protegido: FICHAS TÉCNICAS DO TORNEIO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO - 1947

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Historia do Futebol Parte II Cicero Urbanski em 31 Ago 2009

HERCILIO X IMBITUBA E O JUIZ “ENFEZADO”

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Episodio tragicomico ocorrido no jogo entre Hercilio Luz x Imbituba em 09 de Agosto de 2009, valido pela Divisao Especial de Santa Catarina, envolvendo o juiz Jeferson Schimidt:

RESUMO:
O Juiz queria ir no banheiro, mas o assento do vestiário da arbitragem não possuia porta, e como havia uma mulher no trio, ele foi procurar outro lugar. Ao encontrar um local vazio e com porta, eis que jogadores do Imbituba, liderados por um dirigente chamado “Maguila”, começaram a bater na porta e fazer algazarra, soltando uns palavrões. Ao abrir a porta, os jogadores viram que se tratava do árbitro da partida. Jefferson teria dito: “Nos vemos no campo. E pela falta de respeito comigo, está um a zero pra mim”.

A SUMULA:

A INDIGNAÇAO DOS RADIALISTAS:

Vale a pena acessar o site e procurar o link de audio disponivel, conforme a figura abaixo.

http://herciloucos.blogspot.com

Historia do Futebol Parte II & (SÃO PAULO) & Campeonatos Históricos Fernando Martinez em 31 Ago 2009

Palestra de São Bernardo campeão da Terceira Divisão de Juniores 1992

Além do aniversário do Corinthians e do Noroeste, o dia 1º de setembro é bastante comemorado pelos torcedores do Palestra de São Bernardo. O time, fundado em 1935, completa nesse ano de 2009 74 anos de fundação. Mas o time nunca conseguiu um título no profissionalismo em torneios organizados pela FPF. O único título do clube foi na Segunda Divisão de Juniores de 1992. segue abaixo a campanha do time nessa conquista histórica e única para a equipe palestrina.

Primeira Fase

24/05/92 Monte Negro 4-3 Palestra
30/05/92 Palestra 1-0 Jabaquara
07/06/92 EC São Bernardo 0-2 Palestra
13/06/92 Palestra 0-0 EC São Bernardo
21/06/92 Jabaquara 1-0 Palestra
27/06/92 Palestra 3-2 Monte Negro

Segunda Fase

19/07/92 Palestra 0-0 União Suzano
25/07/92 União Suzano 0-1 Palestra
01/08/92 Palestra 0-0 Esportiva
08/08/92 Esportiva 0-2 Palestra

Semi-Finais

29/08/92 Palestra 0-0 Amparo
05/09/92 Amparo 0-1 Palestra

Final

20/09/92 Linense 0-0 Palestra
26/09/92 Palestra 3-1 Linense

O time disputou 14 jogos, com 7 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. Marcou 16 gols e sofreu apenas 8 tentos. A equipe ficou invicta em casa durante a competição.

Fonte: Pesquisa do autor na FPF.

Historia do Futebol Parte II Gilvanir Alves em 31 Ago 2009

O jogo do gol de placa – 1961

No dia 5 de março de 1961, no maracanã, o Santos venceu o Fluminense por 3x1. O foi nesta partida que Pelé marcou o seu gol de placa. Aos 40 minutos do primeiro tempo, depois de uma defesa do goleiro santista, a bola sobrou para Dalmo que serviu a Pelé na entrada de sua área. Ele controlou a bola e como uma possante máquina, engrenou a primeira, passou a segunda e imprimiu velocidade na terceira, atravessando todo o gramado sob a vigilância dos adversários. Já na área tricolor, Pelé driblou Pinheiro que estava ao seu encalço, se livrou do desesperado Jair Marinho e, diante de Castilho, tocou fora do alcance do goleiro que se atirou todo mas seu esforço foi inútil. Alguns mais exaltados, afirmavam que aquele gol teria que valeu por dois. De fato, o gol foi tão espetacular que arrancou aplausos de todos os torcedores que, de pé, esquecendo-se de suas paixões clubísticas e embora empunhando bandeiras tricolores, proporcionaram uma cena jamais vista no maracanã. Foram quase dois minutos de palmas, contados a relógio, enquanto Pelé desaparecia debaixo dos abraços dos companheiros.

Com relação ao jogo, podemos afirmar que, tornar-se cada vez mais difícil encontrar adjetivos para traduzir o que está jogando a equipe do Santos. No mínimo, teríamos que repetir o chavão, frisando que é verdadeira máquina. Máquina que se encontra bem ajustada, engrenada e azeitada, peças perfeitas e que se ajustam de forma incrível. Começaríamos por Pelé e Coutinho que, no futebol, repetem os fechos das histórias românticas: nasceram um para o outro. Quando uma parte, o outro sabe o que fazer, como se tivessem estudado as jogadas dentro da pensão onde moram, em Santos. Eles se juntam aos demais jogadores que forma um conjunto harmônico de futebol bonito, rápido e eficiente.

O Fluminense, antes de tudo, teve um comportamento técnico e disciplinar exemplar. Jogou bem, mas o Santos está numa forma esplendorosa. Um clube difícil de ser vencido. Castilho realizou milagres e se tornou uma das grandes figuras da partida.

Detalhes do jogo.
5 de março de 1961.
Competição: Torneio Rio São Paulo.
Fluminense 1 x Santos 3.
Gols de : Pelé. Pelé. Pepe e Jaburu.
Local: maracanã.
Juiz: Olten Ayres d Abreu.
Renda: 2.685.317,00
Santos: Laércio. Fiotti. Mauro. Calver e Dalmo. Zito e Mengalvio (Nei). Dorval. Coutinho. Pelé e Pepe (Sormani).
Fluminense: Castilho. Jair Marinho. Pinheiro. Clovis (Paulo) e Altair. Edmilson e Paulinho. Telê Santana (Augusto). Valdo. Jaburu e Escurinho.

Fonte: O Globo de 1961.

Historia do Futebol Parte II Gilvanir Alves em 31 Ago 2009

CLUBE ATLÉTICO JUVENTUS

Funcionários do Cotonifício Crespi fundaram, no dia 20 de abril de 1920, o Extra São Paulo FC, camisa listrada nas cores vermelha, branca e preta.
Começa a disputar campeonatos oficias em 1928 sob o nome de Crespi FC.
Em 1929 vence o campeonato da Segunda Divisão A raiz de um decreto da Liga Paulista que impedia a participação de clubes com nomes de empresas, muda o nome para CA Juventus (no mesmo ano vence o campeonato da Segunda Divisão).
Em 1933, o clube resolveu não aderir ao recém regulamento profissionalismo e muda seu nome para Clube Atlético Fiorentino.
Um ano mais tarde, ainda como Fiorentino, vence o Campeonato Paulista amador.
Em 1935 retoma o nome de Juventus e passa a disputar os campeonatos profissionais da Liga Paulista regulamente até o primeiro rebaixamento em 1957.
Joga na Segundo Divisão apenas na temporada de 1955.
De volta a categoria principal, nela permanece de maneira ininterrupta durante 34 campeonatos, com a única exceção do campeonato de 1970, quando não se classifica na fase preliminar (Paulistinha).

O UNIFORME

A cor grená do uniforme tem uma explicação familiar. Dois irmãos da família Crespi, italianos de Turim, fundaram o clube da Mooca.
Um era torcedor da Juventus e o outro preferia o Torino.
Moral da história: o nome do time acabou sendo Juventus, mas o uniforme escolhido foi o do Torino.

O CANTOR CHICO BUARQUE ATACANTE DO JUVENTUS?

Reconhecidamente bom de bola, o cantor e compositor Chico Buarque já tentou a sorte como centroavante do Juventus.
Não passou no teste, para o bem da MPB.

DE BICICLETA E CONTRA O TIMÃO.

O empate em 1x1 contra o Corinthians pelo paulistão de 1989 podia ser apenas mais uma das tradicionais peças aprontadas pelo Juventus, se não fosse pelo ponta-esquerda Silva.
Aos 20 anos, ele abriu a contagem com um gol de bicicleta que nenhum dos presentes ao Pacaembu na tarde de 14 de maio esqueceu. O lance chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo, e por pouco Silva não trocou a Rua Javari por um clube grande.
Foi, no entanto, a única boa partida do atacante.

Fonte: Revista Placar.

Historia do Futebol Parte II Gilvanir Alves em 31 Ago 2009

Falcão: Duelo para a Historia.

Bastava um empate para o Brasil continuar na Copa de 82, mas foi a Itália que venceu. Ao recordar do jogão de Sarriá, o Rei de Roma revive a campanha de uma Seleção que encantou o mundo.
“Entre os jogos que marcarão minha vida, fico com aquele inesquecível Brasil x Itália, pela Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Muitas pessoas, principalmente os gaúchos, podem perguntar por que o Falcão jogou tanto tempo no Inter, foi optar por um jogo da Seleção, em vez de escolher uma das três finais que deram o tricampeonato brasileiro ao colorado (em 1975, contra o Cruzeiro; em 1976, contra o Corinthians; e em 1979, contra o Vasco). A resposta, a meu ver, é bem simples. Porque aquela partida envolveu, de um modo geral e bem profundo, o Brasil – que é meu país – e a Itália – que me recepcionou com carinho durante todo o tempo que defendi a Roma. Uma terra da qual eu aprendi a gostar, também.
Foi um jogo histórico. Era a primeira vez que o Telê treinava a Seleção, e ninguém, no principio, esperava muita coisa dela. Com o tempo, porém, aquela geração, que tinha excelentes jogadores, amadureceu jogando junta, até encantar o mundo nas partidas da Primeira Fase (2x1 na União Soviética, 4x1 na Escócia e 4x0 na Nova Zelândia). O time estreou na etapa seguinte sem tomar conhecimento da Argentina, vencendo com certa facilidade (3x1). Por isso, todos viam aquela partida como favas contadas para o Brasil. Afinal, a Itália tinha passado das classificatórias com muita dificuldade, apenas empatando com Camarões, Polônia e Peru. Quase ninguém acreditava nela. Os jogadores estavam de bronca com a imprensa, e não davam declarações para os repórteres italianos que cobriam a Copa. Alguns destes jornalistas queriam que o Brasil vencesse e se classificasse.
Estávamos bem, muito bem. Fizemos um treino excepcional, em que nenhum jogador dava mais de dois toques na bola. Aquele foi um jogo cercado de muita expectativa.O Zico estava machucado, e todo mundo queria saber se iria jogar ou não. Alem disso, eu tinha uma expectativa particular. Todos queriam saber, através de mim, que jogava lá, como seria possível vencer a Itália. Uns até diziam ‘Ah, o Falcão vai dar todas as dicas para o Telê, porque joga na Roma e conhece as características de cada um dos adversários’. As de alguns eu até sabia, mesmo. Mas relacionadas a seus times de origem. Na Seleção, o Enzo Bearzot armou um esquema diferente, bem fechadinho, próprio para os contra-ataques. Nada daquilo que eu imaginava, portanto valia.
Corremos o tempo inteiro atrás do prejuízo. Bem cedo, logo aos cinco minutos, a Itália já vencia por 1x0. Não nos abalamos, empatamos 1x1, com o Sócrates, mas eles, ligeirinhos, fizeram 2x1, outra vez do Paolo Rossi. Depois desse lance, o Toninho Cerezo. Ele jogou bem, e, se alguém errou, foram todos. Todos jogaram, todos perderam. O Toninho carrega injustamente aquela culpa até hoje. Errar um passe, se é que foi errado aquele lance interceptado pelo Paolo Rossi, não é nada de mais. Toninho jogou uma grande Copa do Mundo, como todos nós, que também estávamos no mesmo barco.
A Itália continuava se fechando muito, e o forte deles era o contra-ataque. O jogo continuou assim até a metade do segundo tempo, quando o Toninho Cerezo, que depois seria tão criticado, atraiu a marcação dos italianos, abrindo caminha para meu chute forte, de fora da área, no canto do Zoff. Ali, 2x2, ninguém se lembrou de falar do Toninho, de que foi um dos responsáveis por um resto de esperança que os torcedores brasileiros tiveram por uns breves instantes. Parecia mesmo que estava tudo liquidado a nosso favor. Vibrei como nunca, pois senti uma emoção muito grande, um cheiro de classificação, pois o empate já nos bastava. Os italianos permaneceram no mesmo esquema, fechadinhos. Mesmo assim conseguimos um bom contra-ataque, em que a bola estava com o Éder. Eu saí pela direita, o Sócrates pela esquerda e a Itália apenas com o Scirea lá atrás. Tivemos um baita azar, pois, na hora em que Éder tentou o lançamento, a bola bateu no Scirea e a Itália armou um contra-ataque que resultou em escanteio. Um fatídico escanteio. Depois da cobrança, em um lance bobo, a bola voltou para a defesa e o Paolo Rossi, meio na base do instinto, pegou o rebote e fez 3x2. Aquele gol nos liquidaria definitivamente.
A prova de que jogamos melhor foi que a Itália fez quatro ataques e quatro gols (um anulado), enquanto nos chegamos à meta italiana umas oito ou nove vezes. E todos ataques fortes, onde Zoff, em duas ou três oportunidades, fez grandes defesas, salvando a Azzura de levar uma grande goleada. Outra coisa de que somos acusados é de não ter jogado pelo empate quando ele nos favorecia. Bobagem. Tomamos aquele terceiro gol quando tínhamos nove na defesa, mais o goleiro. Parece que só o Éder estava lá na frente. Foi toda esta historia, triste é verdade, que me fez gostar mais desse jogo. Um jogo que, até hoje, não sai da minha cabeça. Da minha e da de todos os brasileiros.”

Fonte: Revista Placar.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Michel McNish & (RG DO SUL) & ESCUDOS Michel McNish em 31 Ago 2009

Protegido: Esporte Clube Itapagé de Frederico Westphalen RS

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gerson Rodrigues & (RG DO SUL) & ESCUDOS Gerson Rodrigues em 31 Ago 2009

Protegido: Escudo do EC Itapagé de Frederico Westphalen, RS

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Historia do Futebol Parte II & BOLÃO DO BRASILEIRÃO Eduardo Cacella em 31 Ago 2009

BOLÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO 22ª RODADA RETURNO e JOGOS ATRASADOS

NOVOS PALPITEIROS PODEM ENTRAR, LEMBRANDO QUE TEREMOS SOMA DO RETURNO E A SOMA GERAL

LEMBRANDO QUE OS PALPITES SÓ VALERÃO SE FOREM INSERIDOS ATÉ A HORA EXATA QUE O JOGO É INICIADO. QUEM NÃO VOTOU SABADO PODERÁ VOTAR NOS JOGOS DE DOMINGO

REGRAS

- Acertando o resultado e o placar exato do jogo: 18 pontos
- Acertando o time vencedor e o número de gols de um dos times: 12 pontos
- Acertando apenas o resultado do jogo (não o placar): 9 pontos
- Acertando o número de gols de um dos times: 3 pontos

CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS A 22° RODADA

1°Walter Iris PONTOS 1404
2°Gilberto Maluf PONTOS 1335
3°Jorge Farah PONTOS 1287
4°Antonio Ielo PONTOS 1284
- Eduardo Cacella PONTOS 1284
6° Rodolfo Stella PONTOS 1217
7° Adalberto Kluser PONTOS 1074
8°Galdino Ferreira PONTOS 944
9°Roberto Pypcak PONTOS 939
10°Ricardo Amaral PONTOS 816
11°Decio Vital PONTOS 744
12°Alexandre Lima PONTOS 642
13°Roberto Saraiva PONTOS 564
14° Alexandre Martins PONTOS 543
15°Augusto Neves PONTOS 414
16°Jose Luiz Braz Leme PONTOS 234
17°Gerson Rodrigues PONTOS 213
18°Diogo Henrique PONTaOS 201
- Andre Martins PONTOS 201
20°Wanderson Pereira PONTOS 174
21°Gilvanir Alves PONTOS 72
22°Sandro Moraes PONTOS 51
23°Marcos Galves PONTOS 42

CLASSIFICAÇÃO DO RETURNO APÓS A 3°RODADA

1°Gilberto Maluf PONTOS 240
2°Jose Luiz Braz Leme PONTOS 234
3°Walter Iris PONTOS 225
4°Antonio Ielo PONTOS 222
5°Gerson Rodrigues PONTOS 213
- Eduardo Cacella PONTOS 213
7°Andre Martins PONTOS 201
- Ricardo Amaral PONTOS 201
9°Jorge Farah PONTOS 189
10°Rodolfo Stella PONTOS 168
11°Roberto Pypcak PONTOS 165
12°Galdino Ferreira PONTOS 129
13°Decio Vital PONTOS 90
14°Augusto Neves PONTOS 75
15°Gilvanir Alves PONTOS 72
16°Adalberto Kluser PONTOS 63

JOGOS ATRASADOS

27/08/2009 - Botafogo 1 x 1Cruzeiro

26/08/2009- Santos 3x3 Internacional

22°RODADA

26/8 21h50 Arena Barueri Barueri 2 x 2 Corinthians

29/8 18h30 Couto Pereira Coritiba 2 x 0 Avaí
29/8 18h30 Maracanã Flamengo 3 x 0 Santo André
29/8 18h30 Aflitos Náutico 3 x 0 Atlético-PR
30/8 16h Morumbi São Paulo 0 x 0 Palmeiras
30/8 16h Vila Belmiro Santos 2 x 0 Fluminense
30/8 16h Mineirão Atlético-MG 1 x 1 Sport
30/8 18h30 Beira Rio Internacional 4 x 0 Goiás
30/8 18h30 Barradão Vitória 3 x 3 Cruzeiro
30/8 18h30 Engenhão Botafogo 3 x 3 Grêmio

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Auriel de Almeida & (RIO DE JANEIRO) & Campeonatos Históricos & Campeonato Fluminense & Artigo da Semana 2009 Auriel de Almeida em 31 Ago 2009

ARTIGO DA SEMANA N°33/2009 Lista atualizada e corrigida dos Campeonatos disputados em Niterói: parte I (1913-1924)

Oi, amigos!

Finalmente consegui pesquisar, em todos os anos, as competições por clubes da antiga capital do Estado do Rio. Segue, ano a ano, com comentários. As poucas coisas que faltam pesquisar estão em parênteses.

1913
Campeão: Guarany F.C.
(bairro: Santa Rosa)
A primeira vez (que se tem conhecimento) em que o título de Niterói foi posto à prova foi em 1913. Aparentemente o título foi organizado pelos próprios clubes, em acordo conjunto, com o apoio de uma tal Associação Athletica de Nictheroy e a Taça e as medalhas foram oferecidas pelo Diário da Manhã, de Niterói. O Guarany - chamado de “os camisetas vermelhas” foi campeão invicto.

1914
Campeão: Ararigboya F.C.
(bairro: Santa Rosa)
Uma correção nesse ano: anteriormente o Rio Branco FC estava listado como campeão por uma confusão de informação. O Rio Branco venceu o Ararigboya no jogo que foi chamado de “encerramento da temporada”, o que levou à confusão, pois parecia que esse jogo valia o título. Mas o Ararigboya já era o campeão, com razoável antecedência. O clube permaneceu invicto até garantir o título, depois relaxou e perdeu para Barreto e Rio Branco (únicas derrotas conhecidas). Nesse ano os clubs se reuníram e fundaram a Liga Sportiva Fluminense, para dirigir o Estado do Rio.

1915
Campeão: Ararigboya F.C.
(bairro: Santa Rosa)
No chamado I Campeonato Fluminense de Futebol, aberto a todo o estado - porém apenas equipes da capital se inscreveram - o Ararigboya tornou-se o grande campeão. Pela primeira vez foram organizados torneios de segundos e terceiros quadros, também. Os jornais da época tratam do Guarany e do Ararigboya (chamado de “os periquitos”) como os grandes rivais da cidade.

1916
Campeão: Parnahyba F.C.
(bairro: Largo do Barradas)
Em 1916 a Liga Sportiva Fluminense ganha sua primeira filiada: a Liga Campista de Football, que reconhece a entidade da capital como a entidade máxima dos sports do Estado. Para comemorar a parceria, cria a Taça Nilo Peçanha, a ser disputada pelas seleções dos jogadores de Niterói e de Campos. Com uma vitória para cada lado, a Taça é considerada sem vencedor.

No campeonato da chamada “Divisão de Honra” da Liga Sportiva Fluminense, a primeira surpresa (de muitas que se sucederiam em Niterói): o modesto Parnahyba F.C., do Largo dos Barradas, é campeão. Mal-visto pela imprensa, o Parnahyba era criticado por ter vários jogadores cariocas entre os fluminenses. Bem ou mal, o rubro-negro foi campeão.

1917
Campeão da LSF: Odeon F.C.
(bairro: Centro)
Campeão da AFDT: Byron F.C. (bairro: Barreto)
Em 1917 houve um racha em Niterói, por razões desconhecidas. Ararigboya, Byron e Cruzeiro do Sul fundaram outra entidade - a Associação Fluminense de Desportos Terrestres. O Byron Football Club, club da rapaziada operária da Fábrica de Tecidos Fluminense, foi o campeão. Curiosidade: o pai de Zizinho, que também jogaria no Byron, fez parte do time campeão. Outra curiosidade: o club possuía muitos atletas negros. Mas ao contrário do Rio de Janeiro, isso não parecia ser um problema.

Na LSF, foi campeão o Odeon F.C., chamado de “o club da chacrinha”, simpática agremiação do Centro da cidade que já vinha fazendo boas campanhas e prometia ser um grande clube na cidade.

A Taça Nilo Peçanha foi vencida pelos campistas. A imprensa de Niterói, como não podia deixar de ser, lamentou a derrota, culpando a cisão na capital.

1918
Campeão da LSF: Nictheroyense F.C.
(bairro: Centro)
Campeão da AFDT: não concluído
Em 1918 aquele que viria a ser o mais famoso clube de Niterói ingressou na AFDT: o Canto do Rio Football Club. E sua estréia foi com título: o I Torneio Início realizado no Estado do Rio, com uma vitória sobre o Byron na final.

Porém dois eventos arruinariam a AFDT nesse ano: a gripe espanhola, que paralizou os campeonatos (de ambas entidades, aliás) e que provocou sérias baixas no Ararigboya, que abandonou o campeonato em meio ao luto de muitos players, e o posicionamento da Confederação Brasileira de Desportos, que por 14 votos a 1 decidiu escolher a Liga Sportiva Fluminense como a liga oficial do estado. Rapidamente a AFDT foi abandonada pela imprensa e pelo fundador Byron, em uma atitude surpreendente, pois o mesmo liderava o campeonato! A AFDT então, faliu, com apenas o Canto do Rio ao seu lado até o final. No momento da paralisação o club liderava os segundos quadros e estava em terceiro na tabela, atrás de Byron e Ararigboya.

Na velha LSF, tudo correu bem. O alvinegro Nictheroyense, que disputou ponto a ponto com o Fluminense, foi o campeão. Na Taça Nilo Peçanha, nova vitória da seleção campista.

1919
Campeão: Fluminense A.C.
(bairro: Icaraí)
Em 1919 o campeonato ganhou mais charme e importância, com a pacificação das entidades. Começaram a ser bem definidos os papéis dos chamados “grandes clubes”: Fluminense e Canto do Rio, que dividiam a torcida da Zona Sul, e Barreto e Byron, que dividiam a Zona Norte, eram os mais populares, com os jornais insinuando que a torcida barretense era a maior da cidade. Logo depois tinham destaque o Nictheroyense, Ypiranga, Odeon e os “velhs rivais” Ararigboya e Guarany, mais fracos do que o início da história prometia.

Sem nenhuma derrota o Fluminense Athletico Club, o “Tricolor da Cidade”, foi o grande campeão, e começa a ser tratado pela imprensa como a maior força local em termos de estrutura.

No ano da pacificação é a seleção de Niterói quem conquista a Taça Nilo Peçanha, disputada pela última vez. Com duas conquistas contra uma, os campistas ganham a posse definitiva do troféu, planejado para ser disputado em três anos (o ano de 1916 não teve campeão)

Mais uma liga se afilia à Liga Sportiva Fluminense: a liga de Petrópolis.

1920
Campeão: Fluminense A.C.
(bairro: Icaraí)
Em 1920 o Fluminense torna-se o bi-campeão fluminense, em uma campanha mais difícil.

O tricolor da cidade, porém, sofre um baque. Em viagem à cidade de Campos o festejado campeão do Estado do Rio perde por expressivos 6 a 2 para o Americano de Campos (campeão campista), em disputa de taça amistosa. Jocosamente, os campistas se entitulam os “verdadeiros campeões do Estado”. O papel da “Divisão de Honra” começa a ser posta em cheque, e se discute a necessidade de uma disputa entre os campeões da Liga Sportiva Fluminense com os campeões de suas sub-ligas. Ou que pelo menos a Liga Sportiva Fluminense mudasse seus estatutos: embora permitisse inscrições de clubes de todo o estado, obrigava que os mesmos jogassem todas as partidas na capital. Com isso, no máximo clubes de São Gonçalo (caso do Neves) se aventuravam na Divisão de Honra.

A imprensa, por isso, passa a chamar a competição de “Campeonato de Nictheroy” quase que homogeneamente.

Mais duas afiliadas: as ligas de São Gonçalo e Bom Jesus do Itabapoana.

1921
Campeão: Barreto F.C.
(bairro: Barreto)
Em 1921 o Barreto F.C., o “Leão do Norte”, conquista seu primeiro campeonato fluminense. Os barretenses, da fábrica de fósforos Fiat Lux, foram campeões com uma grande campanha.

Uma curiosidade: por alguma razão jornais da década de 60 equivocadamente chamam o Canto do Rio de campeão de 1921, informação falsa que se espalhou pelos anos seguintes, aproveitando-se da não mais existência do Barreto.

O Canto do Rio sequer chegou perto do título, realizando uma (surpreendente) péssima campanha. O único título do clube no ano foi uma taça amistosa.

1922
Campeão: Byron F.C.
(bairro: Barreto)
O campeonato de 1922 revestiu-se de grande importância - como todos os campeonatos de 1922, por sinal. Motivo: o Centenário da Independência do Brasil.

Os cruzmaltinos do Byron tiveram o gosto de deixar o arquirrival Barreto para trás e ainda ganharam uma taça especial, em homeagem ao título supremo do Estado do Rio no ano do Centenário.

Infelizmente, a seleção do Estado do Rio que disputou o Brasileiro de Seleções deixou de fora muitos dos craques operários de Byron e Barreto, por questõs raciais bem conhecidas. Ao menos não tentaram excluir esses clubes…

1923
Campeão: Barreto F.C.
(bairro: Barreto)
O Barreto reconquistou em 1923 o título perdido em 1922. O vice foi o Byron. Nem é preciso dizer que nesse período a rivalidade entre os clubes estava em alta na imprensa. Revezando-se no pódio, a rivalidade entre Byron e Barreto passou a ser considerada a maior de Niterói e, até mesmo, do Estado do Rio.

Os jogos entre as equipes, sempre de casa cheia, eram a maior atração do bairro. As cartas dos leitores eram quase sempre de “barretenses” e “byronianos”, em meio a alguns tricolores e cantorrienses, com poemas e cartas engraçadinhas de provocação. Os dirigentes brigavam em público, e os clubes chegaram a cortar relações. Segundo os jornais, sequer se pronunciava o nome do rival, chamando-os sempre de “o outro grêmio”. O livro do Zizinho conta um pouco dessa história perdida. É uma pena que alguns clubes sumam…

1924
Campeão: Byron F.C.
(bairro: Barreto)
Continuando o revesamento do pódio, o Byron voltou a ser campeão fluminense. Desta vez, porém, o vice foi outro: o emergente Ypiranga F.C., futuramente um grande clube (da cidade).

Porém uma nova cisão estava por vir, que frearia a grande fase da dupla operária…

Historia do Futebol Parte II & Artigo da Semana 2009 Eduardo Cacella em 31 Ago 2009

ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 33/2009 VOTAÇÃO ENCERRADA

1°Lista atualizada e corrigida dos Campeonatos disputados em Niterói: parte I (1913-1924) de Auriel Almeida 13 votos
2°Olaria NÃO conquistou a Segunda Divisão em 1980 de Auriel de Almeida 10 votos
3°FICHAS TÉCNICAS DA TAÇA GUANABARA 1968, de Walter Iris 08 votos
4°Campeonato Paraense 1991 - Fichas Técnicas, de Rodolfo Stella 07 votos
5°CAMPEONATO CARIOCA DE 1958: FICHAS TÉCNICAS - JOse Ricardo ALmeida 06 votos
6°Os craques da região do Marcus Arantes 04 votos
7°Seleto Esporte Clube de Guaramirim SC de Michel McNish 02 votos
- Rio-São Paulo de 1964 e 1966: e se os critérios de desempate fossem os de hoje? Auriel de Almeida 02 votos
9°SANTA CATARINA - 1ª DIVISÃO FINAL, de Eduardo Cacella 01 voto
- ESPORTE CLUBE RIO PARDO-EDU CACELLA 01 voto
- CAMPEONATO CARIOCA - 2ª DIVISÃO DE 1980, DE JULIO DIOGO.01 voto
- Pelé 6 milhões de dólares o preço de um mito, de Rodolfo Stella 01 voto
- Roraima - 1a Divisão Final de Eduardo Cacella 01 voto

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 31 Ago 2009

Protegido: VÍDEO:árbitro válida gol, anula, válida e volta a anular

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 31 Ago 2009

Protegido: VÍDEO:JOGADOR TENTAR DAR BEIJINHO NO JUIZ,PARA ESCAPAR DO CARTÃO.

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Auriel de Almeida & (RIO DE JANEIRO) & Campeonato Fluminense Auriel de Almeida em 31 Ago 2009

Uniformes da Seleção Fluminense de Futebol

Como curiosidade:

Liga Sportiva Fluminense: Camisas listradas alviverdes, calções negros.

Associação Fluminense de Desportos Terrestres: Camisas brancas com faixa diagonal azul, calções brancos.

Associação Fluminense de Esportes Athleticos: Camisas brancas, calções na cor azul-marinho.

Federação Fluminense de Esportes: Camisas celestes, calções brancos.

Federação Fluminense de Desportos: Camisas brancas, calções azuis ou brancos.

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Auriel de Almeida & (RIO DE JANEIRO) & Campeonatos Históricos & Campeonato Fluminense Auriel de Almeida em 31 Ago 2009

Lista atualizada e corrigida dos Campeonatos disputados em Niterói: parte II (1925-1933)

Continuando o artigo, faltou citar que de 1922 a 1924 a Liga Sportiva Fluminense possuía uma segunda divisão. Foram vencidas por Uruguay A.C. (1922) e o futuroso Fonseca A.C. (1923 e 1924).

1925
Campeão da LSF: Byron F.C.
(bairro: Barreto)
Campeão da AFEA: Serrano F.C. (de Petrópolis, bairro: Centro)
Já em fins de 1924 um movimento de clubes mostrava-se insatisfeito com o comando da Liga Sportiva Fluminense. A principal crítica: a LSF interessava-se tão somente pelo futebol da capital, mostrando-se alheia às necessidades do restante do estado. Além disso havia a “politicagem” que impedia que o Rio Cricket (que já fora filiado aos sports cariocas), Gragoatá e Sport Club Fluminense (esses últimos fortes clubes de regatas que, a exemplo de Flamengo e Vasco, queriam investir no futebol) concorressem. Confesso que não sei exatamente que “politicagem” era essa, talvez apenas restrições a clubes com estrutura e potencial.

Esses três junto ao Canto do Rio, Internacional (oriundo da segundona da LSF) e o petropolitano Serrano fundaram a Associação Fluminense de Esportes Athleticos, organizando um estatuto que garantia a todos os participantes o direito de jogar em sua cidade quando mandantes. Após a fundação a AFEA ainda ganhou a companhia do Fluminense A.C. e manifestações de apoio de outros clubes campistas e petropolitanos, que no entanto permaneceram na oficialidade da LSF.

A Liga Sportiva, em uma tentativa de recuperar o prestígio com o interior, decidiu recolocar em disputa o título de campeão fluminense de 1924! Os campeões das subligas Petropolitano e Campos se enfrentaram, com vitória dos primeiros, que enfrentariam o Byron em um jogo-extra para redefinir o campeão da LSF de 1924. Só que o Petropolitano pediu o adiamento da partida, a LSF não aceitou, e por W.O. o Byron continuou com o mesmo título que já tinha antes, em um episódio que transformou a LSF em piada.

Voltando aos campeonatos normais de 1925, a AFEA ganhou grande apoio da imprensa e sua competição correu de forma considerada brilhante. Serrano e Fluminense (o Athletico) terminaram empatados, e no jogo-extra o clube petropolitano goleou por 4 a 0, no campo do Rio Cricket, conquistando o I Campeonato Fluminense da nova entidade. Um livro histórico do Serrano, que conta a história do clube (tem na Biblioteca da UFF) narra a recepção dos heróis na cidade serrana, após uma conquista espetacular na cidade do adversário.

Na LSF o campeonato, um pouco ofuscado, também foi bem disputado, e mais uma vez os cruzmaltinos byroneanos levantaram o caneco. Com o racha, houve só uma divisão e o Fonseca, o alvinegro da Alameda, disputou pela primeira vez um campeonato “de primeira”.

Nesse ano surgiu mais uma sub-liga, a de Nova Friburgo.

1926
Campeão da FFD: não realizado ou Ypiranga F.C.?

Campeão niteroiense, da sub-liga ANDT: Ypiranga F.C. (bairro: São Lourenço)
Campeão da AFEA: S.C. ELite (bairro: Centro)
Em 1926 a Liga Sportiva Fluminense resolveu fazer direito o que tentara em 1925: transformar a disputa do título fluminense em uma disputa de campeões regionais. Em primeiro lugar a liga mudou de nome para Federação Fluminense de Desportos. Depois, criou uma sub-liga (na verdade um departamento na própria entidade) denominada Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres, deslocando todos os clubes da capital que tinham filiação direta para a mesma. Depois, regulamentou: ao final da temporada, todos os campeões das sub-ligas regionais disputariam o título estadual, a exemplo de estados como o Rio Grande do Sul. Os jornais de Campos chegaram a comentar: “finalmente os clubs de Campos lucrarão um pouquinho com a cisão verificada no Estado. Os clubs da capital estão agora em condições de igualdade”…

Porém, com o abandono do Byron no meio do caminho a FFD se enfraqueceu e foi esvaziada. E em fins de 1926 já se discutia a substituição da mesma pela AFEA enquanto representante oficial do estado na CBD.

O Ypiranga não teve dificuldades em conquistar o campeonato da capital, mas a disputa dos campeões nunca seria realizada, pois a entidade estadual estava acéfala. Alguns resistentes ainda tentaram reerguer a entidade, reunindo de novo FFD e a ANDT na Liga SPortiva Fluminense, porém a AFEA foi reconhecida e as subligas do interior migraram para a nova dirigente oficial. Aí fica uma grande duvida: se só os disputantes da capital ficaram do lado da LSF, será que o Ypiranga chegou a ser declarado campeão do Estado? O clube é citado como campeão fluminense de 1926 no livro “História do Futebol no Brasil”, de Thomas Mazzoni. Porém, nada esclarecedor foi por mim encontrado.

Já o campeonato da AFEA foi mais uma vez emocionante. Dois clubes terminaram empatados: o novato S.C. Elite, da Rua da Conceição, e o Byron F.C.

No jogo-extra, o surpreendente Elite foi o campeão, repetindo a história do Parnahyba em 1916. Modesto, mal-visto pela imprensa, recheado de jogadores (e dessa vez até o presidente) cariocas, e acusado de amadorismo marrom (diferente do Parnahyba), o clube foi ganhando de mansinho, de mansinho, até o título máximo. E, como o Parnahyba, perderia o brilho na temporada seguinte e em pouco tempo sumiria dos gramados.

Curiosidades desse ano: o tradicional Guarany mudou de nome para São Bento.

1927
Campeão: G.R. Gragoatá
(bairro: Gragoatá)
O ano de 1927 prometia um grande desenvolvimento do esporte fluminense, com o reconhecimento da AFEA, que incorporou as sub-ligas da ex-rival. Porém, ao invés de mais clubes de outras cidades se inscreverem na divisão principal, o oposto ocorreu. O Friburgo chegou a se inscrever, mas deu para trás. E o Serrano resolveu voltar a disputar as competições de suas cidades. O motivo: embora o regulamento do mando de campo fosse justo, um campeonato de pontos corridos intermunicipal era dispendioso demais. E quanto mais clubes de múltiplas cidades se inscrevessem, pior…

Por essa razão, a divisão principal foi disputada apenas pelos niteroienses, e vencida pelo promissor Gragoatá, chamado de “os maçaricos”, clube de grande estrutura e tão vencedor no remo.

A tristeza do ano foi o abandono do Ararigboya F.C., que se recusou a disputar o novo campeonato e, enfraquecido, passou a disputar apenas amistosos até sumir.

1928
Campeão: Seleção de Niterói

Campeão da capital: Ypiranga F.C. ou Byron F.C.? (bairro: São Lourenço e Barreto)
Em 1928 a AFEA, em conjunto com os representantes das sub-ligas, tomou a decisão possivelmente mais equivocada o possível (minha opinião). Resolveram que, a exemplo do Campeonato Brasileiro, o título do estado passaria a ser disputado por seleções municipais, interrompendo uma história clubística que perturbaria para sempre a identidade do Campeonato Fluminense. Os torcedores, muito mais apaixonados por seus clubes do que por suas seleções municipais, se fechariam em regionalismos que no futuro prejudicariam até mesmo a instituição do futebol profissional, tornando os títulos municipais mais importantes do que o título do estado.

Disputado em pouquíssimas partidas eliminatórias, o Campeonato Fluminense de 1928 foi vencido (com facilidade) pela Seleção de Niterói, formado por jogadores da ANEA - sub-liga criada para abrigar os clubes de Niterói. Foram duas goleadas, 5 a 1 nos friburguenses na semifinal e 4 a 0 nos campistas na finalíssima.

No campeonato estritamente da capital, um mistério ainda não elucidado. Ypiranga e Byron terminaram empatados, e no jogo-extra o Ypiranga levou a melhor. Porém, com jogadores irregulares, o rubro-nergo viu o Byron ganhar os pontos do jogo-extra e ser declarado campeão de 1928.

Tudo bem, se não fosse o fato de que, após 1950, os jornais começam a listar o título de 1928 como sendo do Ypiranga, e não mais do Byron. Teria o Ypiranga reconquistado o título na justiça após mais de 20 anos? Ou apenas se aproveitaram de que o Byron não se profissionalizou em 1952 e largou o futebol e resolveram se considerar campeões “morais”, sem o Byron por perto para reclamar? Realmente não sei.

Uma curiosidade: a Associação dos Cronistas Desportivos do Estado do Rio criou uma Taça a ser disputada entre os campeões de Niterói e Campos, consideradas as ligas mais fortes, em uma tentativa de estimular a idéia das disputas de campeões regionais. O Rio Branco, porém, se recusou a enfrentar o Byron, em apoio ao Ypiranga.

1929
Campeão: Seleção de Niterói

Campeão da capital: Ypiranga F.C. (bairro: São Lourenço)
Em 1929 os niteroienses conquistaram o bi-campeonato estadual. Como no ano anterior, com a maioria dos jogadores do Ypiranga, entre eles Manoelzinho e Oscarino, que em 1930 seriam convocados para a Seleção Brasileira (únicos de um clube de Niterói).

Ypiranga, por sinal, que dessa vez não deu mole para o azar. Em uma campanha incrível, foi campeão niteroiense com rodadas de antecedência, pontos à frente de Fluminense e Barreto, os mais próximos, a ponto de várias rodadas terem sido abandonadas.

Foi talvez a fase mais vitoriosa de um clube de Niterói, que jogava de igual para igual com equipes de outros estados, chegando a golear o então forte São Cristóvão carioca por 11 gols (sim, era o time principal, o Raymundo Quadros confirmou) na inauguração dos refletores do seu estádio na Rua São Lourenço (Estádio Luso-Brasileiro). E pensar que hoje o clube é uma sede vazia e o Estádio derrubado em 1976 para a construção de… uma subestação de energia elétrica.

Para encerrar, o clube ainda conquistou a Taça dos Campeões de Niterói e Campos, coroando-se simbolicamente como o campeão do Estado (simbolicamente, pois não era uma disputa oficial).

1930
Campeão: Seleção de Niterói

Campeão da capital: Ypiranga F.C. e Fluminense A.C. (bairro: São Lourenço e Icaraí)
1930 foi um ano de dupla confusão.

No campeonato estadual de seleções, um favorecimento descarado quase provocou o abandono dos campistas da entidade.

Campos e Niterói chegaram à final, que pelo regulamento seria disputada em uma melhor de três. No primeiro jogo, e Niterói, vitória campista histórica por 4 a 2, e o título nas mãos. Porém, a AFEA mudou o regulamento, e decidiu que a segunda partida também seria disputada em Niterói (e não em Campos) e no caso de vitória niteroiense, não haveria mais um terceiro jogo, mas prorrogação.

Os campistas, ultrajados, sequer compareceram em campo, e os niteroienses foram os vencedores por WO. A liga de Niterói ficou tão envergonhada que recusou-se a receber o título. Porém, após uma assembléia, a vergonha foi deixada de lado e a “honra” aceita. Porém, tornou-se comum na imprensa fluminense lembrar-se de 1930 como um ano moralmente “sem campeão”. Moral à parte, houve sim um campeão, e foi Niterói.

Na capital, mais confusão. o Ypiranga liderava tranquilamente, até a liga niteroiense entrar em ebulição política. Vários clubes organizaram uma “parada geral” no campeonato, em protesto ao momento político na capital, entre eles o Ypiranga. Porém, alguns clubes “furaram a greve”, comparecendo a campo nas datas marcadas, e solicitando WO nos jogos contra os grevistas. Caso do Fluminense, que conseguiu passar o Ypiranga na tabela, sendo proclamado campeão pela liga, que deu o campeonato por encerrado.

O Ypiranga recorreu, é claro, e para ninguém reclamar deu os dois clubes como campeões. Fica a discussão: quem estava certo? O Ypiranga “papou mosca” ou o Fluminense foi desleal?

Com a discussão, a associação dos cronistas desistiu de dar continuidade ao projeto da Taça dos campeões. Uma pena.

1931
Campeão: Seleção de Niterói

Campeão da capital: Ypiranga F.C. (bairro: São Lourenço)
Em 1931, tudo mais ou menos igual aos últimos anos, mas sem confusão. Ypiranga e Seleção Niteroiense, mais uma vez, campeões, com a mesma base.

No campeonato de seleções, outra campanha de goleadas dos niteroienses: 5 a 2 nos friburguenses, e na melhor de três na final, 6 a1, 1 a 1 e 5 a 2 sobre os petropolitanos.

1932
Campeão: não houve

Campeão da capital: Fluminense A.C. (bairro: Icaraí)
Coube ao Fluminense, que rivalizou com o Ypiranga nos três últimos anos (vice em 1929 e 1931 e dividio em primeiro em 1930), tirar das mãos rubro-negras o título da capital. Foi uma campanha inquestionável, e dessa vez o Ypiranga não ficou nem em segundo: o vice coube ao Byron.

O Campeonato Fluminense de Seleções, por sua vez, foi cancelado. Com a cisão na liga de Campos, a entidade estadual precisou intervir na “Pérola do Paraíba” e adiou o campeonato de selecionados.

O ano de 1932 foi o último em que o Odeon, campeão fluminense de 1917, disputou algum campeonato.

1933
Campeão: não houve

Campeão da capital: Canto do Rio F.C. (bairro: Icaraí)
Em 1933 o Canto do Rio finalmente saboreou o título de campeão. O clube, grande vencedor de Torneios Início, Segundos Quadros e Taças Amistosas não ganhava justamente um campeonato principal. O clube, de fato, foi superior aos demais, e contou com a ajuda da briga da dupla Byron-Barreto. De relações cortadas, os clubes se recusavam a entrar nos campos um do outro, e com isso cada um perdeu um clássico por WO.

Os pontos, no fim, fizeram falta ao Byron, que se vencesse mais uma partida empataria com o Canto do Rio e forçaria um jogo-extra. O Byron ainda tentou mudar um resultado do clube celeste na justiça, tentando fazer valer o resultado de campo de um jogo em que o Canto do Rio perdeu para o Fonseca mas ganhou os pontos (jogador irregular). Mas foi inútil. Cuidasse de jogar suas partidas, talvez o Byron fosse o campeão de 1933.

Mas a grande novidade de 1933 foi a adoção do profissionalismo do Fluminense Athletico Club, acompanhado do gonçalense Tamoyo FC e de um tal Rio Branco F.C. (que desapareceria da mídia e nada tem a ver com o da década de 10, que nada mais era do que o atual Fluminense A.C.). Esses clubes fundariam a Liga Nictheroyense de Football, primeira liga profissional do estado, e com o apoio das ligas campista e petropolitana fundariam em Petrópolis a Federação Fluminense de Esportes, a entidade estadual profissional.

Por conta disso, não houve campeonato de seleções da AFEA.

As entidades profissionais do Estado e de Niterói não organizaram nenhum campeonato nesse ano, pois eram poucos os adeptos. Deu tempo de, às pressas, organizar uma seleção estadual para o brasileirão de 1933. Acabaram passando vergonha: uma derrota de 10 a 2 para os mineiros, contra quem os fluminenses tinham retrospecto positivo! (até então eram 4 vitórias fluminenses contra 2 mineiras)

Em 1934, porém, a FFE cresceria…

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 30 Ago 2009

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Eduardo Cacella & (RONDÔNIA) Eduardo Cacella em 29 Ago 2009

Protegido: RONDÔNIA- 1ª DIVISÃO FINAL

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Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 29 Ago 2009

Protegido: ASSUNTO INTERNO

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Historia do Futebol Parte II Roberto Saraiva em 29 Ago 2009

Um dia na Aldeia…….

A mão que segura a flecha é a mesma que ostenta um belíssimo relógio dourado. Com o corpo pintado, pronto para mais uma corrida de tora, o jovem indígena escolhe as músicas no seu MP3 - o vermelho extraído do jenipapo contrasta com o branco do fone de ouvido do aparelho musical. À tardinha, já com o sol baixando, as meninas se preparam para o futebol diário - não no campinho de areia, onde estão habituadas, mas no gramado em que os homens costumam treinar. O esporte é parte fundamental na tribo Gavião Kyikatêjê, localizada em Bom Jesus de Tocantins, sudeste do Pará. A tradição de centenas de anos se confunde com o mais tradicional dos esportes brasileiro. Tudo com uma pitada de modernidade que foi injetada na aldeia. A flecha que ainda serve como instrumento de caça também é usada na prática esportiva. Difícil olhar o jeito simples de suas tradições e não relacioná-la com os hoje esportes olímpicos. O tiro com arco realizado nos Jogos nos remete aos costumes indígenas. E eles correndo com uma tora em seus ombros, e passando aos companheiros, em muito lembra o revezamento no atletismo.

A corrida de tora costuma ser realizada nas festas indígenas. No começo do ano, ocorre a principal delas, a do milho. Mas outras brincadeiras, como eles definem, acontecem no decorrer do ano - há também as corridas do peixe, da arara, do gavião… As brincadeiras ocorrem normalmente antes de o sol nascer. Afinal, não é nada fácil carregar uma tora que pode ultrapassar 100 quilos num percurso de mais de 10 quilômetros com o sol na cabeça. As provas, no entanto, também são realizadas à noite, em mato fechado. “Uma vez estava correndo e vi um dos (índios) mais antigos parado, só observando. Que susto levei”, lembra Aru, de 21 anos, também jogador de futebol.

Não são todos os povos indígenas que praticam a corrida de tora. E entre as diversas tribos há rituais diferentes - como o tamanho da tora e o percurso realizado. O Estado acompanhou uma dessas brincadeiras. Era para ser apenas uma demonstração, mas acabou virando uma verdadeira disputa - ninguém aceita perder, mesmo sem prêmios para o vencedor.

O ritual começa cedo, com a pintura dos corpos nas cores vermelha e preta. Cada um tem o seu desenho. De braços abertos, os homens esperam o graveto colorido entrar em contato com sua pele, geralmente marcada por seus familiares - mãe, esposa ou irmã. O desenho varia de acordo com o seu ‘time’, Arara ou Gavião. E como é escolhido quem vai fazer parte de cada equipe? “Passa de padrinho para afilhado”, explica Aru.

Divididos em dois grupos, e descalços, eles se colocam em prontidão para começar a corrida. Em algumas brincadeiras, vários deles ficaram no meio do percurso, cada um em uma parte, de acordo com sua especialidade: arranque e força (nas subidas) ou velocidade (em retas e descidas). Na atividade apresentada como exibição, os participantes partiram do mesmo ponto. Em vários momentos, alguns deles passeavam lentamente para chegar ao ponto de início - apenas para acompanhar. O ex-pagé Homprynti - “Ele deve ter perdido seus poderes por ter matado cobra”, explica Aru - , por exemplo, andava com arco e flecha na mão, pronto para eventual caçada.

Quando menos se espera, gritos são ouvidos ao longe. E, de repente, dezenas de índios são vistos numa louca correria, dois deles com a pesada tora no ombro, com outros atrás esperando a sua vez de carregá-la. Poucos ficam no meio do caminho e, já sentados após a corrida, é difícil ver um ar de cansado neles. Estão acostumados e, na brincadeira do milho, por exemplo, chegam a percorrer 10 km diariamente durante duas semanas. Depois dos homens, é a vez de as mulheres fazerem sua parte. Mas, mesmo com uma tora mais leve e numa distância menor, poucas delas se perdem das primeiras colocadas.

A corrida de tora virou esporte e nos VI Jogos dos Povos Indígenas de 2003, em Palmas, houve a primeira competição do tipo entre as tribos. A chamada Olimpíada indígena, tradicional e bastante disputada, conta ainda com outras provas que vieram das aldeias: arremesso de lança, lutas corporais, tiro com zarabatana e arco-e-flecha. No total, já foram realizadas nove edições dos Jogos - a primeira foi em 1996, em Goiânia, e a próxima será no segundo semestre do ano que vem, em local ainda a ser definido.

OLHA A FLECHA

Antes do almoço e da demonstração de arco-e-flecha, Kojykyrie junta todos no meio de uma das partes mais rústicas da aldeia para conversar com os jovens e explicar a tradição da corrida. “É para todos ganharem resistência”, brada na língua jê timbira, logo traduzida para o português por Ropre, que fez o papel de guia turístico. “Tem um significado social e religioso.”

Instrumento de guerra e caça, o arco-e-flecha tornou-se modalidade esportiva, e a tribo Gavião Kyikatêjê sabe muito bem como manejá-lo. Eles praticam quatro diferentes tipos de provas, duas delas com alvo e as outras de distância. O alvo principal tem o formato de peixe - e tanto os homens quanto as mulheres participam.

Os jovens não são tão adeptos a esse esporte quanto os antigos. Com cocares na cabeça, e uma proteção na mão tal qual os atletas olímpicos, eles ficam a uma distância do alvo de pelo menos 10 metros. Enquanto descansam, comem cará colhido da terra e tiram sarro dos companheiros que mandam a flecha para longe do objetivo.

A brincadeira é realizada na parte mais rústica da aldeia, onde as cabanas foram construídas por eles próprios, com madeira e folhas das árvores, por exemplo. Os mais antigos costumam ficar por lá o dia inteiro, sentados em suas cadeiras e redes. Eles realmente moram a alguns metros dali: 38 casas de alvenaria formam um grande círculo - no centro há outra construção, espécie de amplo salão de festas, e um campinho de areia. Há ainda outras casas maiores, usadas para escritório, ambulatório, sala de internet… Sim, na aldeia há internet, e a visão que se tem dessa parte da tribo (das casas bonitinhas, com carros importados estacionados em frente) não lembra em nada aquelas figuras e fotos estudadas em livros escolares. A aldeia dos Kyikatêjê tem ar de modernidade que se mistura à tradição de as mulheres andarem com o peito nu e os corpos pintados.

As casas foram construídas e entregues pela Companhia Vale do Rio Doce, que ainda paga cerca de R$ 230 mil mensais à tribo, mais cesta básica e gás, por causa da exploração de terra - há uma linha de trem usada pela empresa que passa bem no meio da aldeia. A questão financeira causou, inclusive, um racha na tribo Gavião - os Kyikatêjê moravam juntos com os Parkatêjê numa área a poucos quilômetros de distância da atual, mas divergências sobre o dinheiro causaram problema e o cacique Kykyre resolveu levar sua turma para outro local.

Estabelecidos há seis anos, eles ganharam as simples, mas aconchegantes, casas da Vale - e gastaram dinheiro em carros como Pajero e Ecosport. Entre os jovens, é indisfarçável o fascínio pela tecnologia e modernidade. Ainda com o sol nascendo, e com o vermelho e preto desenhado no corpo, um dos indígenas aguardava o início da corrida de tora ouvindo música no MP3. Apesar de os antigos tentarem ao máximo preservar as tradições, eles também caem na “tentação” de comprar mimos que seus ancestrais nunca imaginariam - relógio de pulso quase todos eles possuem.

Mesmo com a extravagância, os Kyikatêjê conseguem organizar bem suas finanças. Zeca Gavião é o responsável por manter a ordem na aldeia neste sentido, e é ele quem faz a ponte entre tribo e mundo externo. Zeca é também o técnico do time masculino que disputa o campeonato amador de Marabá e foi eleito vereador de Bom Jesus de Tocantins - ainda não sabe se poderá ocupar o cargo, pois seu partido, o PPS, não prestou contas da campanha.

Mesmo com toda influência vinda de fora - e adorada pela maioria -, existe ainda o medo de suas raízes se perderem no tempo. “No ano que vem vamos construir lá pra dentro do mato casas como antigamente”, explica Ropre durante o almoço - arroz, feijão e carne de porco-do-mato, caçado por eles. Enquanto comiam, os mais jovens assistiam ao Campeonato Inglês e a mais uma prova de F-1, transmitidos graças à parabólica instalada em cada uma das casas.

Antes do almoço, corrida de tora. Durante, programação na tevê. Depois, arco-e-flecha. E já à tardinha, no começo da noite, futebol para homens e mulheres. Pés descalços disputando a bola com outros de chuteira.

Na aldeia dos Kyikatêjê, a modernidade se mescla com a antiguidade. Tudo rodeado por um espírito guerreiro - característico da tribo - e esportivo.

Futebol faz a alegria dos mais jovens
Rapazes e meninas gostam mesmo é de ver a bola rolar. Alguns até pensam em atuar profissionalmente
Daniel Akstein Batista, Bom Jesus de Tocantins, Pará
A pequenina criança ainda aprende as primeiras palavras - tanto em português como em jê timbira -, mas já chuta a pesada bola, maior que suas pernas. Acompanhada dos irmãos ou dos pais, a paixão pelo futebol começa cedo na aldeia dos Kyikatêjê, assim como em qualquer lugar do Brasil. O sonho de se tornar um Ronaldinho Gaúcho ou uma Marta é alimentado pelos gols que assistem pela tevê. Eles - e elas - são fanáticos pelo futebol e querem um dia deixar a aldeia onde moram para jogar num grande clube.

Alguns têm talento ou já tentaram a sorte em outros lugares. Outros - a maioria, na verdade - sabem que nunca deixarão a aldeia para virar profissional da bola: jogam por prazer.

Prazer é a palavra certa para definir por que, todos os dias, as meninas se reúnem no acanhado campinho de terra que fica no centro do círculo formado pelas 38 casas de alvenaria. “Aqui à noite está sempre cheio”, diz a vascaína e atacante Terekwyi, de 17 anos. “Jogamos aqui porque os homens não nos deixam jogar lá”, declara. O “lá” dela é no campo grande, de grama, palco de treinamento dos times masculinos - que disputam a primeira e a segunda divisão do Campeonato Marabaense de Futebol Amador.

No dia da visita à aldeia, as meninas tiveram a chance de fazer um joguinho no campo principal. Algumas delas se empolgaram com a oportunidade a ponto de calçar a chuteira que estava guardada fazia tempo - desde o ano passado não é realizada uma partida oficial.

O time dos Kyikatêgê já participou oito vezes da Copa Norte de Futebol (foram realizadas 11 edições) e sempre ficou nas últimas colocações, juntamente com a aldeia vizinha dos Parkatêjê. Em 2008, elas devem jogar novamente o torneio (terá início em dezembro), apesar de ainda não terem dado entrada no ofício para disputar o Campeonato Intermunicipal, que começa em novembro. “Mas pode colocar aí que elas vão jogar, é só eu fazer o convite”, avisa Francisco Marques Bastos, do departamento feminino da Federação Paraense de Futebol.

Cerca de 25 jogadoras vestiram o uniforme para o treino de exibição. Organizadas, algumas das meninas sabem e ensinam táticas e jogadas para as outras. Raiane, de 15 anos, é uma dessas garotas que sonham um dia mudar de ares. Quer ser como Marta, premiada pela Fifa como melhor jogadora do mundo em 2007. “A gente tenta, mas sabe que é difícil”, diz. A flamenguista chama a atenção com as bola nos pés. Joga como atacante, cai pelos dois lados, tem visão de jogo e ainda sabe marcar. É, sem dúvida nenhuma, o destaque da equipe. “Ela tem futuro”, confirma Aru, técnico e um dos craques do time masculino.

Terekwyi, parceira de ataque de Raiane, também mostra que entende do assunto. “Eu via as meninas pela tevê e me apaixonei pela bola”, conta a atleta, imaginando ser como a também paraense Formiga, que saiu do Norte para vestir a camisa da seleção. “A Formiguinha já até jogou no nosso time.”

Mesmo que um dia não consigam alçar vôos tão altos, elas querem ao menos imitar os companheiros do time masculino. A equipe principal, com o nome de Castanheira, lidera o Campeonato Marabaense de Futebol Amador e dá uma canseira nos adversários. O preparo físico é a principal arma do time. Afinal, é só lembrar que no treinamento deles está incluída uma cansativa corrida de tora praticada desde a infância.

Apesar de na 2ª divisão os Kyikategê jogarem com o nome da aldeia, na elite eles foram obrigados a assumir outra nomenclatura. “Nunca nos deram espaço e tivemos de representar outro clube”, reclama o técnico Zeca Gavião. “Talvez seja preconceito”, desconfia.

O veloz Aru usa a mesma palavra para explicar por que nunca deu certo em outros clubes. O jovem de 21 anos já passou dois meses treinando no Águia, de Marabá - o time disputa a fase final da Série C do Brasileiro -, tentou a sorte no Democrata (MG) e no Ypiranga (PR), mas sempre teve de voltar para casa decepcionado. “Acho que há um pouco de preconceito”, afirma o atacante, que, aos poucos, vai abandonando o sonho de virar profissional.

DIA DE JOGO, DIA DE FESTA

Dia de jogo do Castanheira é dia de festa na aldeia. A caravana parte de Bom Jesus de Tocantins e percorre pouco mais de 30 km até o Estádio Municipal Zinho de Oliveira, em Marabá. O time entra em campo e a barulhenta torcida começa a gritar. O fôlego dos atletas é proporcional aos berros dos fãs - quanto mais os jogadores correm em campo, mais gritaria é ouvida na arquibancada. No jogo contra o D’Paschoal, em 29 de setembro, a vitória por 2 a 1 foi de virada e, lógico, construída com muita correria de Aru & Cia.

No dia seguinte, nada de relaxar. A bola iria rolar novamente na tribo. Lá, o esporte não pára nunca. E a bola tem poucos minutos de descanso. Porque logo em seguida já terá um pé - descalço ou não - para movimentá-la mais uma vez.

Segue o link para uma deliciosa reportagem sobre o time:
http://www.youtube.com/watch?v=D3GHd8PazAw

Na revista placar deste mês também saiu uma reportagem sobre o clube, lá se vê o escudo, porém creio ser difícil reproduzir.

Fonte: OESP, 13/10/2008, Esportes, p. E4-E5

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Walter Iris & (RIO DE JANEIRO) Walter Iris em 29 Ago 2009

Protegido: FICHAS TÉCNICAS DA TAÇA GUANABARA 1968

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Rodolfo Stella & (PARÁ) Rodolfo Stella em 29 Ago 2009

Protegido: Campeonato Paraense 1991 - Fichas Técnicas

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 29 Ago 2009

Protegido: CLUBES ANIVERSARIANTES -29 DE AGOSTO

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Historia do Futebol Parte II & (TOCANTINS) Eduardo Cacella em 28 Ago 2009

Protegido: TOCANTINS - 1ª DIVISÃO FINAL

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Historia do Futebol Parte II & (RORAIMA) Eduardo Cacella em 28 Ago 2009

Protegido: RORAIMA - 1ª DIVISÃO FINAL

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Historia do Futebol Parte II & (SERGIPE) Eduardo Cacella em 28 Ago 2009

Protegido: SERGIPE - 1ª DIVISÃO FINAL

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Historia do Futebol Parte II & (SANTA CATARINA) Eduardo Cacella em 28 Ago 2009

Protegido: SANTA CATARINA - 1ª DIVISÃO FINAL

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Historia do Futebol Parte II Galdino Ferreira em 28 Ago 2009

JUSTIFICATIVA PELA MINHA AUSÊNCIA

Amigos depois de alguns anos sem ter uma oportunidade de emprego eu Graças a Deus voltei a trabalhar nesta ultima semana e também retomei a construção da minha casa junto com a minha companheira Tereza Cristina estarei ausente com artigos por uns tempos até regularizar as coisas aos poucos, mais continuarei participando do bolão e da votação dos artigos ok.

Grande Abraços

Galdino Silva

Historia do Futebol Parte II & (MINAS GERAIS) & Arquivos Marcus Arantes Marcus Arantes em 28 Ago 2009

Os Craques da Região

Os Craques da Regi  o - Os Craques da Regi  o

Historia do Futebol Parte II & Arquivos Marcus Arantes Marcus Arantes em 28 Ago 2009

OS Craques Piumhienses!!!

Os Craques Piumhienses - Os Craques Piumhienses

Fonte:Autor

Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 28 Ago 2009

NOVO MEMBRO

Boas vindas ao Marcus Arantes, ele é um pesquisador notadamente os clubes pequenos do Rio de Janeiro e os clubes do sudoeste mineiro da década de 50. Interesso-me também por estádios (sou colecionador de fotos e postais), camisas de times (tenho mais de 300) e escudos.

BOA SORTE

Historia do Futebol Parte II & Artigos-Julio Diogo & (RIO DE JANEIRO) & Campeonatos Históricos Julio Diogo em 28 Ago 2009

Protegido: CAMPEONATO CARIOCA - 2ª DIVISÃO DE 1980

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Jose Ricardo Almeida & (RIO DE JANEIRO) & Campeonatos Históricos Jose Ricardo Almeida em 28 Ago 2009

Protegido: CAMPEONATO CARIOCA DE 1958: FICHAS TÉCNICAS

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 28 Ago 2009

Protegido: CLUBES ANIVERSARIANTES - 28 DE AGOSTO

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Rodolfo Stella Rodolfo Stella em 27 Ago 2009

Pelé 6 milhões de dólares o preço de um mito

O Cruzeiro - Julho de 1975
.
Levado pela premente necessidade de atender a compromissos financeiros de vulto, 18 anos depois de se ver transformado no maior mito do futebol, Pelé decidiu aceitar uma proposta do New York Cosmos para defendê-lo durante 3 temporadas de 6 meses cada uma, ganhando cerca de 6 milhões de dólares (CR$ 48 milhões), mais 67 por cento sobre todo o merchandising de seu nome, e outras conveniências fabulosas. Para quem havia encerrado a carreira de maneira tão definitiva, a ponto de recusar um lugar na Seleção Brasileira, a decisão de voltar aos estádios foi uma surpresa para os mais renitentes defensores do Rei.

Reportagem de GERALDO ROMUALDO

Em face de problemas financeiros advindos da falência da Construtora Netuno – empresa associada à Sanitária Santista, da qual era também proprietário juntamente com seu ex-companheiro Zito – e ainda a súbita crise que se abateu sobre a Fiolax carregando nessa corrente de insolvência até o Centro de Fisioterapia que expõe seu nome no alto do expediente da Direção. Pelé não teve outra alternativa senão optar pela proposta supermilionária que o New York Cosmos lhe fez. A proposta, examinada na sua superfície esportiva, significou um compromisso de três temporadas jogando futebol nos Estados Unidos – o equivalente a seis meses de atuação em cada uma, ao todo 85 partidas, ganhando 6 milhões de dólares (48 milhões de cruzeiros) e mais 67 por cento do merchandising que seu nome significa em áreas comerciais diversas.
O lado mais grave do processo foi a intimação que ele recebeu da Justiça, no dia 27 de maio deste mesmo ano. Nessa oportunidade, em São Paulo, o juiz Angelo Trigueiros, da 1ª Vara Cível, ordenou a expedição de um edital que os jornais publicaram, anunciando que “Edson Arantes do Nascimento e outros três industriais a ele associadas se manifestassem no prazo de três dias, a contar da data da publicação, sobre o protesto de alienação de seus bens”. O caso tinha direta ligação com um empréstimo bancário concedido à empresa Fiolax – Indústria de Borracha S/A, da qual Pelé e outros industriais participam efetivamente como acionistas ou diretores.
Como não podia deixar de acontecer, essa nota causou funda repercussão. Pelé, ausente do país, revoltou-se com a notícia e prometeu ação imediata igualmente na Justiça. Tinha o seu amor próprio arranhado e iria reclamar uma reparação à altura. Aconselhado entretanto por amigos, acreditou ser mais prudente dar tempo ao tempo.
O processo
Mais adiante, consoante instrumentos particulares elaborados de acordo com a resolução n.º 63 do Banco Central do Brasil, de agosto de 67, firmados em 1 de outubro de 1973 e 21 de março de 1973, um Banco paulista procedeu o repasse dos mútuos contratos com os credores estrangeiros Comptoir Panamericain Siderurgique S/A, de Bruxelas, e Manufactures Hanover Bros. Co., de Nassau, no valor de 700.000 dólares à empresa Fiolax, “da qual Pelé e os industriais José Ely Miranda (o ex-jogador Zito), Jurandyr Moraes Lima e Mituo Terramac participam como diretores ou acionistas”.
Como garantia, o Banco recebeu 228 notas promissórias de valores diversos e vencimentos alternados, no período de 1974 e 1984, com os avais de Edson Arantes do Nascimento e dos outros três industriais, no valor total de Cr$ 17. 917.650,00.
De acordo ainda com a informação do Banco, o vencimento e não pagamento de inúmeras das prestações a que se obrigou a empresa, “ensejando o protesto cambial de duas das notas promissórias recebidas em garantia, restou a sua mora, acarretando o antecipado vencimento das obrigações assumidas com a exigibilidade do saldo devedor por inteiro”. A dívida atual, de conformidade com o pronunciamento do pessoal do Banco, está garantida por uma hipoteca de imóvel de propriedade da empresa e por 214 notas promissórias no valor total de Cr$ 16.834.050,00.
O Banco ainda viria a sublinhar que “é quase desnecessário proclamar que o mútuo foi concedido à empresa Fiolax em razão do aval de Pelé, de renome internacional e de notória idoneidade moral e financeira”. Esse reconhecimento aliviou um pouco a revolta de Pelé. Afinal, quem teria dito que ele não saldaria suas dívidas?
Mas segundo o Banco – ele e seus sócios passaram a contestar em Juízo. A alegação era de que “Pelé vem permitindo o total desmoronamento dos empreendimentos que administra”. Nesse passo, mencionou três empresas das quais Pelé participava em nível de diretoria: a Fiolax, que requereu concordata; a Sanitária Santista, que teve sua falência decretada em 1967, e a Plamasa, que está com as suas atividades paralisadas. Por último, o Banco anexou um documento da venda de 341.000 ações nominativas que Pelé possuía. Nada mais se disse, é certo, mas Pelé voltou a manifestar sua justa intenção de, em prazo que pretende ser razoável, provar o contrário.
Um mito em apuros
Constrangido por esse volume surpreendente de publicações envolvendo seus negócios particulares, Pelé não vacilou nem mais um instante em topar o desafio lançado pelo Cosmos. Era um direito que tinha, independente da sólida imagem construída, anos após anos, de homem de uma palavra só – imagem irretocável de um mito invulnerável que se projetou com grandeza, no país e no mundo.
Mas há momento em que o mito, por mais inconfundível que ele seja, se veja tentado a voltar atrás. Pois foi o que fez. Então, a partir desse escândalo, Pelé não mais vacilou em embarcar depressa na canoa do Cosmos – e por que não? Afinal, se se tratava de um namora tão velho, que motivo havia para não alcançar o casamento?
Uma paixão bem antiga
Foi na Jamaica, por volta de 1972, que Pelé manteve seu primeiro contato com os poderosos empresários do lendário Cosmos. Ele já havia se despedido da Seleção Brasileira – conta um inconfidente, seu amigo de Santos – e já cumpria contrato promocional com a Pepsi-Cola, quando o procuraram em nome da Warner Communication, uma agência de imensos recursos nos Estados Unidos, com múltiplos interesses tanto na área do cinema como do rádio e da televisão. O que os emissários da Warner queriam é saber se ele estaria disposto a tirar do marasmo o incipiente futebol norte-americano.
Embora os dólares da Warner soassem forte e que a oferta merecia todo respeito, Pelé pediu tempo para pensar. Os homens da Warner, pacientes e obstinados, não se recusaram a atendê-lo. A rigor, o que dificultou basicamente o prosseguimento das demarches naquele instante foi o fato de o contrato com o Santos ainda manter-se em vigor. Uma vez porém que se libertasse de todo – o pressentimento foi geral – passaria a calcular melhor o alcance do convite vantajoso, mesmo que tivesse de romper uma palavra que gostaria de conservar pelo resto da vida.
Um adeus sem certeza
No dia 2 de outubro do ano passado, Pelé fez suas despedidas do futebol. Foi um dia de muita festa e muita lágrima. O estadinho do Santos estremeceu de gente para vê-lo pela última vez. Sua apresentação foi digna e estudada. No intervalo do primeiro para o segundo tempo, seguido por um batalhão de meia centena de fotógrafos, ele se ajoelhou no centro do campo, estendeu os braços para a multidão e chorou copiosamente.
A dor da saudade não duraria muito. Persuasivos e determinados, carregados de dinheiro, os empresários da Warner voltaram novamente à carga. Desta vez, em Santos mesmo. Presente, a fim de garantir o êxito dos entendimentos, a turma de maior peso da Warner e do próprio Cosmos: Clive Toye, vice-presidente, e Nesuhi Ertegum, gerente de negócios. A cantada não poderia ser mais infalível. Clive soltou a primeira nota:
- O importante é que você passe três temporadas conosco, levando uma boa compensação.
- Quanto? – indagou Pelé, os olhos rútilos.
- Três milhões de dólares.
Pelé venceu o estremecimento com a seguinte desculpa:
- Bem. Vou ter que conversar primeiro com minha mulher. Se ela achar que vale a pena, voltaremos a nos entender.
Mais tarde, consultados prós e contras, Pelé tornou a receber Toye em seu escritório.
- Então, vamos ou ficamos? – indagou, sinuoso, o empresário.
- Depende. Se o Cosmos me pagar o dobro da oferta proposta, é provável que acertemos as contas.
- Seis milhões de dólares?
- Sim, senhor, seis milhões de dólares.
Clive Toye teve um gesto de enfado, as mãos caindo pelo corpo pesado:
- Não podíamos reavaliar esse detalhe?
Pelé disparou sua flecha bem no alvo:
- O senhor não é o vice-presidente executivo do Cosmo? Pois avaliemos agora!
Mas o gordo Toye, a pretexto de novas consultas, solicitou um breve adiamento.
- De acordo, Pelé?
- Perfeito. De pleno acordo.
Em casa, regressando de uma excursão, Pelé confessaria a Rose e seus assessores mais íntimos que só havia “pedido aquilo tudo para ver se o gringo desistia”.
- Sabe o que é, eu já deixei o futebol e não sinto nenhuma vontade de voltar.
Estava tenso e preocupado com o futuro:
- Tem outra coisa: juro que não me sinto inclinado a jogar futebol como profissional. Foram 18 anos de carreira e emoção. Será que isso não basta?
O sacrifício da família
Aconteceu que os norte-americanos não estavam dispostos a ceder, e realmente não cederam. Nesse ritmo, menos de um mês após o último encontro com Toye, Pelé tornou a ser ansiosamente procurado em casa; agora o que a Warner desejava é que o contrato fosse assinado o mais rápido possível, na base de 5 milhões de dólares.
Pelé mergulhou na mais profunda indecisão:
- O problema – confessaria – é que com isso irei sacrificar minha família, obrigar minha mulher e meus filhos a viverem fora do Brasil, coisa que nunca quis fazer, vocês sabem melhor que eu!
Finalmente, chegou a hora de se definir. Sozinho a argumentar romanticamente que não havia se casado para sacrificar a família, terminou voto vencido. E aí a primeira providência foi avistar-se com o professor Altivo Ferreira, economista e secretário da Fazenda Municipal em São Paulo, para conhecer detalhes sobre o U. S. Tax – a taxa de imposto de renda nos Estados Unidos.
O professor Altivo não lhe negou as informações solicitadas, tendo demonstrado que, carecendo de rigor nas cláusulas do compromisso prometido, pouco lhe iria sobrar do montante dos 6 milhões de dólares.
Mas os persistentes homens do Cosmos não se entregaram. Como no início, mostraram que o negócio poderia ser feito de outra maneira.
- Os impostos não impedirão que façamos esse trato.
Nesuhi Ertegum, perto de Rafael de la Sierra, outro membro da comitiva, foi logo advertindo:
- No problems, Mr. Pelé!
E partiu para o deslumbramento:
- Ora, amigo, quem tem o Frank Sinatra, o Bob Dylan, o Mike Jagger, os Rolling Stones, o Paul Newman e o Kubrith sob contrato, jamais admitirá transformar o Rei do Futebol num boneco de sua trupe.
Como de outras feitas, os grandes olhos de Pelé brilharam intensamente, enquanto do seu lado direito e esquerdo corriam abraços e manifestações de contentamento.
- O seguinte – ele disse –; primeiro eu quero que me dêem 50 por cento de todo o merchandising a que tenho direito sobre a marca Pelé. E isso, vamos deixar bastante claro, durante seis anos. Algum problema?
Resposta taxativa de De la Sierra:
- No problems.
- Ainda mais: quero que a Warner se comprometa a trabalhar junto com a Pepsi-Cola. Essa é uma questão delicada, muito importante para mim, de maneira que não abrirei mão dela em nenhuma circunstância!
- Ok, Ok. No problems, Mr. Pelé.
A voz de Toye era firme e confiante.
Pelé não ficou nisso. Quando se esperava que ele não tinha mais obstáculos a apresentar , de novo levantou a voz e declarou:
- Isto que agora vou lhe dizer é superimportante: jamais me obrigue a fazer propaganda a respeito de álcool ou cigarro.
- Right. No problems.
Nesuhi Ertegum, envolto na fumaceira desprendida do havana de Toye, apertou o gatilho pela penúltima vez:
- Quer dizer que estamos entendidos, não há mais nada, tudo Ok?
Pelé mexeu-se na cadeira, inquieto e sorridente:
- Por favor. Um pouco de tolerância. Negócios são negócios.
- No problems, Mr. Pelé…
E Pelé:
- Vou querer uma garantia antecipada de 5 por cento nas ações do Cosmos, certo? É o seguinte: hoje o time vale 500 mil dólares, mas amanhã, poderá valer dez vezes mais.
- No problems, my friend. Ok.
Os olhos cansados de sono, Clive, Ertegum e De la Sierra preparam-se para ir embora.
- Um momento, por favor.
Era Pelé, de novo;
- Vou precisar de um escritório no Rockfeller Center, um Cadillac para mim e minha família, avião para assuntos urgentes, colégio para as crianças e apartamento central, bem central. De resto, a garantia de um intenso intercâmbio esportivo Brasil-Estados Unidos e uma verba que se destine à Fundação Pelé, para crianças pobres se desenvolverem no ensino e nos esportes, perfeito?
- Well, no problems.
Só não falou em Sinatra. O outro mito que ele, um dia, espera trazer ao Brasil para cantar em homenagem aos seus meninos pobres da futura Fundação Pelé.
Assim como diz Chaplin, o pedestal do mito pode ter ficado abalado. Mas o conceito de homem de negócios, jamais.

Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 27 Ago 2009

Protegido: ESPORTE CLUBE RIO PARDO

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Historia do Futebol Parte II & (MT GROSSO DOSUL) Eduardo Cacella em 27 Ago 2009

SEGUNDONA DO MS

FONTE:Tríade Comunicações / Ricardo Pereira - futebolms

Conheça o perfil das equipes da Série B

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PORTUGUESA de Campo Grande.
Equipe formada por pratas da casa que já estão treinando a mais um mês na cidade de Terenos, sua base é formada por jogadores jovens.

CLUBE ATLÉTICO MUNDO NOVO de Mundo Novo.
Equipe com experiência em várias participações na Série A do Estadual. Estava afastada por falta de patrocinadores e apoio, mas atualmente retorna com o incentivo e apoio dos poderes públicos da cidade e do comércio local. Em seu elenco jogadores como Giba, campeão pelo Naviraiense, Jandaia, campeão pelo Coxim, Alisson, Yuri Capixaba, Fuzuê e Renato, campeões pelo Cene, o goleiro Roger Paranhos, formado na categoria de base do Corinthians Paulista, além de jogadores que atuaram este ano em equipes da Série A.

CLUBE ESPORTIVO GUAICURÚS de Campo Grande
É a equipe mais nova a profissionalizar no futebol Sul-Mato-Grossense, mas com grande experiência em formação de jogadores de base. Conta com o apoio e incentivo de um grupo de empresários que tem credibilidade na capital. Está tendo todos os recursos necessários para ter uma participação exemplar na competição e poderá surpreender com uma equipe formada por jovens talentos.

ESPORTE CLUBE CAMPO GRANDE de Campo Grande.
Equipe formada por jogadores pratas da casa. Tem participado das últimas edições do estadual da Série B, mesmo não tendo patrocínio e apoio da iniciativa privada e pública. A maioria dos atletas joga por amor à camisa e fidelidade ao presidente da equipe Edilson Lima, que tem sido um guerreiro no futebol. O ponto forte é a união e a paixão de seus jogadores.

ESPORTE CLUBE GLORIA DE DOURADOS, Glória de Dourados.
Equipe nova no cenário do futebol sul-mato-grossense, mas promete ser competitiva e seu projeto é audacioso querendo sua vaga na Série A de 2010. Tem apoio político, de empresários e comerciantes da cidade e promete levar sua torcida ao estádio para ser a camisa 12 nas partidas.

ESPORTE CLUBE RIO PARDO, Ribas do Rio Pardo.
Já teve equipe profissional, mas estava muitos anos afastada do futebol. Atualmente volta a participar de competição profissional, com nova diretoria e filosofia de trabalho. Tem apoio dos poderes públicos, de empresários e comerciantes do município. Promete surpreender

MS SAAD ESPORTE CLUBE de Campo Grande.
Equipe antiga e tradicional no futebol paulista, onde já teve confronto com equipes como Palmeiras, Corinthians e Santos de Pelé. Estava atuando apenas no futebol feminino onde tem todas as competições nacionais na relação de suas conquistas. No ano de 2008 voltou no futebol masculino e em Mato Grosso do Sul, onde está implantando um audacioso projeto de formação de jovens talentos para exportação ao mercado internacional. Tem um patrocinador dos Emirados Árabes, experiência e organização. Sua base de jogadores terá perfil jovem, mas supervisionada pelo experiente e ex-jogador Dema.

SOCIEDADE RECREATIVA E ESPORTIVA CHAPADÃO de Chapadão do Sul.
Equipe com 02 títulos estaduais na Série A, saiu da elite do futebol Sul-Mato-Grossense por falta de patrocinadores e apoio. Atualmente com nova diretoria, formada por empresários e apaixonados por futebol, volta visando uma das vagas para a Série A de 2010. Tem apoio dos poderes públicos, dos empresários e comerciários da cidade, que tem no futebol uma grande paixão. Está treinando á 02 meses e tem em seu elenco jogadores experientes e com participação em clubes da Série A.

OPERÁRIO ATLÉTICO CLUBE de Dourados.
Já teve seu nome liderando várias edições do campeonato Sul-Mato-Grossense na década de 90. Esteve afastado do futebol, mas volta com a promessa de surpreender e com o compromisso de representar a segunda cidade do estado em população e potencial financeiro. Tem um grupo de empresários dando apoio e espera contar com a imprensa e a torcida para garantir uma vaga na Série A de 2010.

Historia do Futebol Parte II Roberto Saraiva em 27 Ago 2009

Glória de Dourados/MS

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Eduardo Cacella & (GOIÁS) Eduardo Cacella em 27 Ago 2009

Protegido: Novidades na segundona de GO

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Andre Martins Andre Martins em 27 Ago 2009

Protegido: CLUBES ANIVERSARIANTES - 27 DE AGOSTO

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Jose Ricardo Almeida & (RIO DE JANEIRO) & Campeonatos Históricos Jose Ricardo Almeida em 26 Ago 2009

Protegido: CAMPEONATOS DE CIDADES DO INTERIOR DO ANTIGO ESTADO DO RIO

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Historia do Futebol Parte II & Artigos-Auriel de Almeida & (RIO DE JANEIRO) & (SÃO PAULO) & Campeonatos Históricos Auriel de Almeida em 26 Ago 2009

Rio-São Paulo de 1964 e 1966: e se os critérios de desempate fossem os de hoje?

Que o empate quádruplo no Rio-SP de 1966 e a impossibilidade de realizar um “super” ajudou as competições nacionais a finalmente adotar os gols como critério de desempate, todo mundo já sabe.

Mas e se essas regras já valessem, qual afinal seriam os “campeões morais”?

Vejamos:

Torneio Roberto Gomes Pedrosa (”Rio-São Paulo”) de 1964
Disputado em turno único, ao final do mesmo apontou Botafogo e Santos empatados na primeira colocação, com 7 vitórias e 2 derrotas cada. O desempate seria em melhor de três pontos, e o Botafogo chegou a vencer o primeiro jogo por 3 a 2, precisando apenas de um empate no segundo jogo - que nunca ocorreu.

Mas e se os critérios atuais fossem adotados?

Com igual número de vitórias, a decisão seria por “goal average”. Ambos os clubes fizeram 21 gols. O Botafogo, porém, tinha a melhor defesa: 9 gols sofridos, contra 12 do Santos. O que faria d’O Glorioso, nos dias de hoje, campeão sozinho.

Torneio Roberto Gomes Pedrosa (”Rio-São Paulo”) de 1966
Com a mesma fórmula da edição de 1964, o Torneio Rio-São Paulo de 1966 apontou quatro clubes empatados na primeira colocação ao final do campeonato, curiosamente os quatro alvinegros da competição - Botafogo, Vasco, Corinthians e Santos. Com isso, seria necessária a realização de um “Supercampeonato”, que nunca aconteceu, preferindo a CBD proclamar os quatro campeões empatados.

Mas e se os critérios fossem os mesmos de hoje?

Primeiramente, Vasco e Corinthians tinham mais vitórias (5) do que Santos e Botafogo (4), que ficariam para trás.

Na disputa pelo saldo de gols, o Gigante da Colina venceria por pouco. Foram 12 gols feitos e 11 sofridos, com saldo um. O Corinthians teve melhor ataque: 15 gols. Porém, também sofreu 15, zerando o seu saldo.

O Vasco, nos dias de hoje, seria campeão, à frente de Corinthians, Botafogo e Santos, nessa ordem.

Mas como todos sabemos, o “se” não entra em campo, e o que está na história, está na história…

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