Arquivo de Março de 2009
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 31 Mar 2009
DRAMA DE HUGO DA PORTUGUESA DE DESPORTOS
Mal começara a partida de aspirantes entre Botafogo e Portuguesa. Noite fria, estádio ainda vazio. A bola está com Hugo, que tenta invadir a área inimiga. A bola foge de Hugo e sobe. Hugo divisou um colar de luzes. As luzes do maracanã. A bola desceu, tocou no solo, bateu em Paulinho e atingiu violentamente o olho de Hugo. Hugo, o da Portuguesa, levou a mão aos olhos. Estava parcialmente cego. Sem o saber ainda. Foi para o vestiário e não mais voltou. Nunca mais voltaria. Cego.
Naturalmente que Hugo não merecia maiores cuidados. Afinal era um aspirante e da Portuguesa. Veio o dialogo.
Hugo – Ui, doutor, está doendo muito…
Médico – Ponha gelo e na segunda feira passa lá para eu examinar.
Hugo – E se piorar ?
Médico – Ponha gelo, já disse. Você está com um forte derrame.
Isso aconteceu no sábado. As dores perseguiram Hugo durante três dias. Sentia brasa na vista esquerda. Terça feira compareceu ao local marcado com o médico da Portuguesa, mas não poderia ser feito nada porque o presidente ainda não tinha resolvido. E Hugo voltou para casa. Durante essa noite não mais suportou as dores. E, com o auxilio de um amigo, seu vizinho e testemunha auditiva dos gemidos que rasgavam a noite, foi para a Policlínica.
Na Policlínica – conta Hugo – O doutor queria extirpar minha vista. Foi duramente franco: - “Se com essa injeção você não melhorar, o negócio é extirpar mesmo a vista esquerda. Você está praticamente cego.” - Rebelei-me resolvi procurar um médico particular. Aí, somente aí, apareceu alguém para me auxiliar. O presidente da Portuguesa e o diretor de futebol assistiram à operação à que me submeti.
- Mas quem está pagando os remédios, as consultas e o transporte ?
- Bem, por enquanto sou eu, mas tenho promessa da Portuguesa de que serei ressarcido do prejuízo…
- E seus ordenados ?
- A Portuguesa continua pagando.
Muito embora o jogador se negasse a declarar, a reportagem de MANCHETE ESPORTIVA esteve no local onde Hugo sofreu a intervenção e apurou que jamais o jogador recebeu qualquer visita por parte de dirigentes do clube. Hugo foi lançado ao mais completo abandono. Está com 23 anos, pobre e a caminho do desamparo definitivo.
Hugo apareceu nos juvenis do Bonsucesso. Projetou-se e dois anos depois foi levado para o Fluminense por Adolfo Milman. Foi duas vezes vice-campeão pelo Fluminense e, inexplicavelmente, resolveu parar com o futebol – “Não existe explicações objetivas. O desgosto e as decepções aconselharam-me a parar. Pendurei as chuteiras. Um ano depois, a pedido de Neca, antigo jogador, voltei aos treinos. Fui cedido a Portuguesa e lá recomecei tudo. Era meu segundo jogo…”
Hugo, sem qualquer intenção de acusar ninguém, explica um fato que pode ir deixar muita gente em maus lençóis. A bola estava defeituosa. Beto, do Botafogo, gritara para seu companheiro Amauri – “Você que o capitão do time reclame do juiz que a bola está com defeito”. A reclamação foi feita, o juiz Manoel Machado paralisou jogo. Apertou a bola e disse: “está boa, não vejo irregularidade nenhuma”. Um minuto depois, um jogador estava cego.
Que Deus nos perdoe, mas se isso ocorre com Pelé o drama seria mundial. A vítima, fala pouco, joga alguma coisa e mora longe. Mas não é possível que a pouca importância social de um homem seja a mola que o propulsione ao anonimato e à miséria mais negra. Uma demonstração de solidariedade humana não encontra hora melhor para se manifestar. Pensemos um pouco num rapaz chamado Hugo, inválido para a prática daquilo que cultivou durante anos e sem qualquer perspectiva. Hugo afinal não tem culpa de não ser um Pelé, de não ser um drama nacional. O fato ocorrido com ele sai meio espremido nos jornais. Talvez colocado por ironia, entre um anuncio de óculos escuros e outro de Loteria Federal. Aquele que aconselha a todos: “Fique rico”.
Fonte: Manchete Esportiva-1958
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis Alexandre Martins em 31 Mar 2009
CRAQUES DA RAÇA - BELINI
Nunca foi um craque e, muito menos, um artista. Mas era capaz de apaixonar a torcida pela sua garra, sua coragem, seu amor a camisa e seu empenho para vencer qualquer jogo. Belini foi o grande capitão na conquista do mundial de 1958. Naquele breve momento de consagração quando o zagueiro levantava a Jules Rimet, idéias e pensamentos passaram rápido pela sua cabeça, como um filme em projeção acelerada: A copa de 1938 perdida por craques com Leônidas da Silva, Romeu e Domingos da Guia. A infância na pequena cidade de Itabira. O fracasso de 1950. O primeiro técnico que o estimulou a dar chutões. A decepção de 1954. O grande treinador Flavio Costa lhe dizendo que não se metesse a tentar jogar bonito porque seu negócio era rebater de bico. Os 60 milhões de pessoas que do outro lado do Atlântico, vibravam com as vitórias do Brasil e a vontade de chorar quando segurava a taça do mundo.
Hideraldo Luiz Belini foi um craque da raça. Ao longo dos 21 anos de carreira profissional, perseguiu esse duro caminho da permanente superação de suas limitações e deficiências. Não tinha outra opção. Ele percebeu que precisaria de raça, bastante raça, para ser o que pretendia: jogador de futebol. Sem grande talento, o que fazer senão lutar?
Jogando no interior de São Paulo, Belini jogava duro, mas procurando não ser desleal. Era tão sério que o poderoso Vasco da Gama do Rio de Janeiro, no inicio dos anos 50 resolveu contrata-lo. Os torcedores, a princípio, assustaram-se com ele. Como é que um becão daqueles, sem jeito nem competência para tratar a bola, podia defender um time que tinha craques como Danilo, Barbosa, Ademir, Maneca e Ipojucam ? Ciro Aranha, que assumiu a presidência do Vasco, se irritou ao encontrar com Belini, cujo passe tinha sido comprado pela diretoria anterior. Ele chegou a advertir o técnico Flavio Costa – Quando o senhor resolver escalar este rapaz, por favor, me avise para que eu não vá ao campo – E o técnico respondeu – Então é melhor o senhor ficar em casa a partir de domingo porque o rapaz vai entrar no time – E Flávio Costa ainda dizia para Belini – Não ligue para as pressões, continue rebatendo porque o último zagueiro que sabia jogar foi Domingos da Guia.
Com trombadas e chutões, em dez anos no Vasco, ajudou o clube a conquistar três títulos de campeão carioca e a confiança de todos os vascaínos. Depois da Copa do Mundo de 1962 quando se sagrou bi campeão, Belini foi para o São Paulo. E em 1968 ainda jogou no Atlético do Paraná, onde encerrou sua longa e brilhante carreira. O futebol para Belini sempre foi uma questão de sobrevivência. Através dela, com determinação, extremo esforço e toda sua raça, saltou da obscuridade para a fama.
Fonte: revista Placar
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Roberto Pypcak & (MINAS GERAIS) Roberto Pypcak em 31 Mar 2009
Novo clube: Lavras Futebol Clube - MG
A notícia pegou todo mundo de surpresa, quando foi anunciada a criação de mais uma equipe de futebol em Lavras, o Lavras Esporte Clube. As informações dão conta que esta equipe vai disputar, a principio, o Campeonato Mineiro de Juniores que deve começar dentro em breve e que também já fez a sua inscrição na Federação Mineira de Futebol para também participar do Campeonato Mineiro do Módulo II, o mesmo que o Fabril disputou recentemente.
A equipe é mantida por uma empresa de Lavras e tem várias pessoas que estavam envolvidas com o Fabril e que agora passam a trabalhar profissionalmente para o Lavras Esporte Clube. Que é um direito de todo cidadão.
Neste dia 21 de janeiro será realizada uma “peneirada”, que é o ponta-pé inicial para a concretização da formação da equipe, já que oficialmente já está toda pronta, inclusive com inscrição nos órgãos governamentais competentes. Basta agora criar estrutura de futebol e esta já deverá ser mostrada após a realização daquela peneirada.
O responsável técnico será o professor Paulo Rogério, que foi o técnico do Fabril no Campeonato Mineiro, tendo como auxiliar direto o popular e ex-vereador Teia.
O que muitos estão perguntando é se a ALAD – Associação Lavrense de Amparo ao Desporto, associação esta que foi criada por torcedores fabrilenses para dar apoio ao alvinegro e que foi responsável por este reboliço (no bom sentido, é claro) que foi o Fabril, quando a equipe lavrense há muito não despertava o interesse do torcedor alvinegro, e a resposta é negativa. A ALAD não tem nada a ver com a criação do Lavras Futebol Clube e tudo indica que o apoio à equipe do Fabril vai continuar, principalmente agora que terá mais uma rivalidade criada em nível local.
O Lavras Futebol Clube terá seus treinos e jogos no estádio Ruy Moraes de Lemos, num acordo feito entre os responsáveis pelas duas entidades. Segundo informações a estrutura será muito boa e a empresa que está por trás deste empreendimento entra definitivamente no ramo do futebol, buscando, é claro, retorno financeiro através de formação de atletas para colocá-los nas principais equipes mineiras e de outros estados.
Com é uma iniciativa polêmica a criação do Lavras Esporte Clube, já corre a boca pequena que estão sendo dirigidas ofensas caluniosas aos dirigentes fabrilenses, o que não é um bom começo. Não justifica a criação de uma outra equipe em Lavras simplesmente porque este ou aquele dirigente tenha cometido ou não alguma irregularidade. O pensamento primeiro é de se criar uma estrutura forte e principalmente sadia, porque o meio do futebol é muito podre e quem tem boas intenções de se manter neste mundo esportivo tem que suportar algumas irregularidades inerentes ao futebol, e muitos que logo descobrem que ali não é o seu “mundo”, acabam abandonando um projeto futuro, ou até deixar de torcer pela paixão nacional, independentemente de qualquer que seja o clube e estado deste.
Que venha forte o Lavras Esporte Clube, porque o seu sucesso fatalmente será uma sombra para o Fabril, que terá que encontrar também o seu caminho, porque uma entidade tão respeitada em todo o Brasil não pode deixar de existir e passar a ser chacota na opinião do seu fanático torcedor.
Tenha certeza que o Lavras Futebol Clube não vai virar a casaca de nenhum torcedor fabrilense, mas como Lavras é uma cidade grande e de uma população que gosta do futebol, pode conseguir novos adeptos e futuros torcedores. Torço, particularmente, que duas equipes em Lavras não seja uma cópia de Pouso Alegre, que montou quatro equipes para disputar o Campeonato Mineiro e todas foram um fracasso total.
escudo 1
site: http://www.lavrasfutebolclube.com.br/
escudo 2
fonte: http://www.lavras24horas.com.br
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Mar 2009
MAIORES PÚBLICOS DO CAMPEONATO PAULISTA
MAIORES PÚBLICOS DO CAMPEONATO PAULISTA.
( ACIMA DE 80.000 ESPECTADORES ) :
* Exceto os jogos onde constam as informações dos públicos presente e pagante,
todos os outros referem-se aos públicos pagantes.
* Em clássicos paulistas, foi adotado o critério da colocação dos clubes por
ordem alfabética, exceto em jogos do São Paulo Futebol Clube, proprietário do
Estádio do Morumbi, onde realizaram-se todas as partidas listadas abaixo :
1) CORINTHIANS 1 X 2 PONTE PRETA , 146.082 , 09/10/1977 (138.032 PAGS.) .
2) PALMEIRAS 2 X 0 SANTOS , 127.423 , 15/10/1978 (123.318 PAGS.) .
3) SÃO PAULO 1 X 0 SANTOS , 122.209 , 16/11/1980 .
4) CORINTHIANS 0 X 1 PALMEIRAS , 120.522 , 22/12/1974 .
5) CORINTHIANS 1 X 0 SANTOS , 120.000 , 26/12/1978 .
6) CORINTHIANS 4 X 0 SANTOS , 117.676 , 29/05/1977 .
7) SÃO PAULO 3 X 2 CORINTHIANS , 117.061 , 05/12/1982 .
CORINTHIANS 1 X 1 SANTOS , 116.881 , 20/03/1977 .
9) PORTUGUESA 0 X 0 SANTOS , 116.156 , 26/08/1973 .
10) SÃO PAULO 1 X 0 PALMEIRAS , 115.000 , 27/06/1971 (103.887 PAGS.)
11) SÃO PAULO 1 X 0 PALMEIRAS , 112.016 , 17/06/1979 .
12) CORINTHIANS 0 X 1 SANTOS , 111.345 , 02/12/1984 (101.587 PAGS.).
13) CORINTHIANS 1 X 1 SANTOS , 111.103 , 20/08/1978 .
14) SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS , 110.915 , 01/12/1991 .
15) SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS , 110.887 , 20/12/1992 .
16) SÃO PAULO 0 X 0 CORINTHIANS , 109.474 , 30/08/1987 .
17) CORINTHIANS 2 X 1 SANTOS , 108.990 , 11/02/1979 .
18) SÃO PAULO 1 X 1 SANTOS , 107.485 , 24/06/1979 .
19) SÃO PAULO 2 X 1 PORTUGUESA , 106.315 , 22/12/1985 (99.025 PAGS.) .
20) SÃO PAULO 3 X 0 CORINTHIANS , 106.142 , 15/12/1991 .
21) SÃO PAULO 1 X 2 CORINTHIANS , 105.435 , 02/10/1977 .
22) CORINTHIANS 0 X 4 PALMEIRAS , 104.401 , 12/06/1993 .
23) PALMEIRAS 0 X 0 INTERNACIONAL, 104.135 , 31/08/1986 .
24) SÃO PAULO 3 X 0 CORINTHIANS , 102.821 , 08/12/1991 .
25) CORINTHIANS 0 X 2 PALMEIRAS , 102.167 , 16/04/1989 .
26) CORINTHIANS 1 X 0 SANTOS , 100.269 , 10/06/1979 .
27) CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS , 98.059 , 31/08/1977 .
28) SÃO PAULO 0 X O SÃO JOSÉ , 97.965 , 02/07/1989 .
29) SÃO PAULO 1 X 3 SANTOS , 97.188 , 01/10/1978 (91.962 PAGS.) .
30) CORINTHIANS 1 X 0 PONTE PRETA , 96.441 , 03/02/1980 .
31) SÃO PAULO 3 X 3 CORINTHIANS , 96.352 , 09/08/1987 .
32) SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS , 96.340 , 14/03/1993 .
33) CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS , 95.784 , 08/12/1983 .
34) CORINTHIANS 0 X 1 PALMEIRAS , 95.759 , 24/08/1986 .
35) SÃO PAULO 2 X 1 CORINTHIANS , 95.493 , 26/08/1987 .
36) CORINTHIANS 3 X 0 PALMEIRAS , 94.872 , 12/11/1978 .
37) CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS , 94.852 , 18/02/1979 .
38) CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS , 93.736 , 06/06/1993 .
39) CORINTHIANS 0 X 3 PALMEIRAS , 92.982 , 27/08/1986 .
40) CORINTHIANS 0 X 0 GUARANI , 92.454 , 14/06/1979 .
41) PALMEIRAS 1 X 1 SANTOS , 92.443 , 06/05/1973 .
42) CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS , 91.795 , 08/05/1977 .
43) PALMEIRAS 1 X 1 SANTOS , 91.697 , 05/08/1984 (85.556 PAGS.) .
44) CORINTHIANS 1 X 1 PALMEIRAS , 91.461 , 04/12/1983 .
45) CORINTHIANS 0 X 2 PALMEIRAS , 91.193 , 20/05/1979 .
46) CORINTHIANS 2 X 0 PONTE PRETA , 90.578 , 10/02/1980 .
47) SÃO PAULO 3 X 1 PALMEIRAS , 89.531 , 23/08/1987 .
48) SÃO PAULO 1 X 1 CORINTHIANS , 88.085 , 14/12/1983 .
49) SÃO PAULO 3 X 1 PORTUGUESA , 87.602 , 15/12/1985 .
50) CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS , 87.212 , 30/01/1980 .
51) CORINTHIANS 1 X 1 PALMEIRAS , 87.185 , 27/01/1980 .
52) CORINTHIANS 1 X 0 PONTE PRETA , 86.677 , 13/10/1977 .
53) SÃO PAULO 2 X 0 CORINTHIANS , 86.538 , 23/05/1993 .
54) CORINTHIANS 0 X 0 SANTOS , 86.300 , 31/07/1983 (80.731 PAGS.) .
55) SÃO PAULO 3 X 1 PALMEIRAS , 85.754 , 15/05/1977 .
56) SÃO PAULO 0 X 0 SANTOS , 85.355 , 15/05/1971 (75.549 PAGS.) .
57) SÃO PAULO 2 X 1 PONTE PRETA , 84.553 , 09/11/1980 .
58) CORINTHIANS 2 X 2 SANTOS , 84.009 , 27/09/1981 (83.774 PAGS.) .
59) CORINTHIANS 3 X 2 GUARANI , 83.419 , 19/11/1978 .
60) SÃO PAULO 1 X 2 SANTOS , 81.788 , 20/06/1979 .
61) CORINTHIANS 2 X 2 SANTOS, 80.656 , 04/09/1977 (77.273 PAGS.) .
62) SÃO PAULO 2 X 0 SANTOS , 80.485 , 28/06/1979 (74.535 PAGS.) .
63) SÃO PAULO 3 X 1 CORINTHIANS , 80.000 , 10/05/1998 .
MAIORES PÚBLICOS POR CLUBES :
1) CORINTHIANS : 41 .
2) SÃO PAULO : 27 .
3) PALMEIRAS : 26 .
4) SANTOS : 20 .
5) PONTE PRETA : 5 .
6) PORTUGUESA : 3 .
7) GUARANI : 2 .
8) INTERNACIONAL (LIMEIRA) E SÃO JOSÉ : 1 .
MAIORES PÚBLICOS POR CONFRONTOS :
1) CORINTHIANS - PALMEIRAS : 15 .
2) CORINTHIANS - SANTOS E CORINTHIANS - SÃO PAULO : 10 .
3) SÃO PAULO - PALMEIRAS : 7 .
4) SÃO PAULO - SANTOS : 6 .
5) CORINTHIANS - PONTE PRETA : 4 .
6) PALMEIRAS - SANTOS : 3 .
7) CORINTHIANS - GUARANI E SÃO PAULO - PORTUGUESA : 2 .
8) TODOS COM 1 :
PALMEIRAS - INTERNACIONAL (LIMEIRA) .
PORTUGUESA - SANTOS .
SÃO PAULO - PONTE PRETA .
SÃO PAULO - SÃO JOSÉ .
FONTES : LIVROS ALMANAQUE DO CORINTHIANS , ALMANAQUE DO SÃO PAULO , A HISTÓRIA
DO CAMPEONATO PAULISTA , SITES DA RSSSF BRASIL E http://palmeirasrfb.vilabol.uol.com.br/
Alexandre Magno Barreto Berwanger
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Sandro Moraes & (RG DO SUL) Sandro Moraes em 31 Mar 2009
Gigante com a cara da Seleção
As cores vermelha, branca, amarela e verde vão conviver no Beira-Rio nos próximos dias. O jogo entre Brasil e Peru está movimentando uma legião de profissionais que trabalham incessantemente para deixar tudo pronto para o espetáculo de quarta-feira. São centenas de profissionais de imprensa que estão preparando a logísitica de transmissão da partida.
A decoração do estádio está praticamente pronta. Faixas com as cores do Brasil foram fixadas em diversos pontos do estádio. O vermelho do Gigante está mais reluzente do que nunca, graças à nova pintura que foi feita ao redor do campo e nas arquibancadas. A mureta oposta às cabines de imprensa recebeu novas inscrições. Agora, o mundo inteiro irá ver pela televisão os letreiros ‘100 anos de Glórias’, ‘Campeão do mundo’, ‘World Champion’ e ‘SC Internacional’.
O acesso dos times ao gramado também ganhou tratamento especial. A grama sintética que reveste o assoalho foi trocada e corrimãos foram instalados na saída do túneis. Atendendo determinação da Fifa, foram removidas as grades da arquibancada inferior, mesmo processo que já havia sido feito em frente às Sociais.
Mas o que deve chamar mais a atenção dos colorados é o novo placar instalado no Gigante, no mesmo lugar do anterior. O painel, de led em alta definição, tem uma resolução parecida com a de uma tela de plasma, e terá sistema de som integrado com o do estádio. Dessa maneira, o equipamento tem condições de exibir vídeos e imagens com grande qualidade. O novo placar tem 8m90cm por 4m80cm, enquanto o antigo tinha 8m90cm por 2m80cm.
A parceria entre Inter e a Visio Core, empresa responsável pelo placar, proporciona que ele permaneça por dois anos no Gigante. Outros estádios do Brasil também utilizam a mesma tecnologia, como Maracanã, Mineirão e Engenhão.
Vice de patrimônio Emídio Ferreira fala sobre a preparação do Gigante
Fonte: Site oficial do Inter
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 31 Mar 2009
Aniversariantes de 31 de março ! ! !
CIANORTE ( CIANORTE ESPORTE CLUBE ) de CIANORTE / PR - 1973
CRUZEIRO ( CRUZEIRO ESPORTE CLUBE ) de LOANDA / PR - 1973
OESTE ( GRÊMIO ESPORTIVO OESTE ) de GUARAPUAVA / PR - 1948
PERDIGÃO ( SOCIEDADE ESPORTIVA PERDIGÃO ) de VIDEIRA / SC - 1964
Historia do Futebol Parte II Roberto Saraiva em 30 Mar 2009
EQUIPES ESPANHOLAS DIVISÕES INFERIORES
NOME: ARENAS SOCIEDAD DEPORTIVA
COMUNIDADE: ARAGÓN
CIDADE: ZARAGOZA
SITUAÇÃO: SÉTIMA DIVISÃO
FUNDAÇÃO: 1927
CORES: VERMELHO E PRETO
ESTÁDIO: PARQUE DEPORTIVO EBRO
NOME: ATLÉTICO CLUB BEMBIBRE
COMUNIDADE: CASTILLA Y LEÓN
CIDADE: BEMBIBRE
SITUAÇÃO: QUARTA DIVISÃO
FUNDAÇÃO: 1922
CORES: VERMELHO, AZUL E BRANCO
ESTÁDIO: LA DEVESA
CAPACIDADE: 2.750
MASCOTE: ÁGUIA
NOME: CLUB DE FÚTBOL NARÓN BALOMPÉ PIÑEROS
COMUNIDADE: GALÍCIA
CIDADE: NARÓN
SITUAÇÃO: QUARTA DIVISÃO
FUNDAÇÃO: 1996
CORES: AZUL E PRETO
ESTÁDIO: MUNICIPAL EMILIO ANDRÉS GÓMEZ PÉREZ
CAPACIDADE: 1.000
MASCOTE: AKARÓN
NOME: OVIEDO PUMARIN CLUB DE FÚTBOL
COMUNIDADE: ASTÚRIAS
CIDADE: OVIEDO
SITUAÇÃO: QUINTA DIVISÃO
FUNDAÇÃO: 1955
CORES: VERMELHO, AZUL E BRANCO
ESTÁDIO: MANUEL DIAZ VEJA
NOME: CLUB DE FÚTBOL BERRÓN
COMUNIDADE: ASTÚRIAS
CIDADE: EL BERRÓN
SITUAÇÃO: SEXTA DIVISÃO
FUNDAÇÃO: 1969
CORES: AMARELO E AZUL
ESTÁDIO: SERGIO SÁNCHEZ LÓPEZ
CAPACIDADE: 2.000
Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 30 Mar 2009
FALTANTES PARA REALIZARMOS O SORTEIO DO GUIA
FALTAM OS SEGUINTES MEMBROS PRA ME ENVIAREM OS NUMEROS ESCOLHIDOS PARA MIM POR EMAIL, IREI SORTEAR NA QUARTA-FEIRA, PORTANTO O PRAZO É ATÉ TERÇA-FEIRA.
FALTANTES
Alexandre Alves Lima
Dagoberto Willig
fernando.pereira
juvando
Michel McNish
Ricardo Amaral
Roberto Pypcak
Ruy Trida
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Alexandre Martins & Perfis & Artigo da Semana 2009 Alexandre Martins em 30 Mar 2009
ARTIGO DA SEMANA N°12/2009 ALMIR PERNAMBUQUINHO JOGOU DOPADO CONTRA O MILAN
Almir, o Pernambuquinho, em seu livro “Eu e o Futebol”, fez muitas revelações sobre o submundo do futebol. Vamos a história da decisão do mundial de 1963 entre Santos e Milan.
“Naquele Santos x Milan de 14 de novembro de 1963, no maracanã, eu entrei muito doido no campo. Antes de começar o jogo, Alfredinho, então assistente técnico de Lula, treinador do Santos, me chamou e falou claro, porque aquilo era normal, tão normal quanto a distribuição de camisas”.
- Você quer tomar uma bola ? – Perguntou Alfredinho.
“Porque não querer ? O bicho pela conquista do bi campeonato mundial era de 2.000 cruzeiros. Dava para comprar um Volkswaguen zerinho. Nós entramos em campo vendo o automóvel ao alcance das mãos. Do outro lado estavam os caras que podiam impedir isso.. Era preciso então fazer tudo, a gente se matar dentro do campo, prá não deixar que eles faturassem o nosso bicho”.
“Alfredinho tinha sido muito mais que um simples auxiliar técnico de Lula. Ele tinha sido ponta direita do Santos alguns anos antes, era um homem experiente, sabia o estava fazendo. Ele começou por baixo, jogando no Madureira do Rio, e chegou a integrar o ataque do Santos já na fase do Pelé. “’
“Depois que Alfredinho me deu a bola, fiquei doido, na vontade mesmo. Eu estava substituindo Pelé, que tinha se machucado, e precisava dar tudo de mim, porque substituir o Negão é muita responsabilidade. O Santos tinha um timaço – Gilmar. Ismael. Mauro. Haroldo e Dalmo. Zito e Mengalvio. Dorval. Coutinho. Pelé e Pepe, uma máquina, mas naquela noite estava sem suas duas peças principais: Zito, substituído por Lima e Pelé. Eu peguei a camisa numero dez mais famosa do mundo e fiz uma promessa a mim mesmo – Vou jogar por mim e pelo Negão. “
“O jogo ia ser travado num clima de guerra. Na primeira partida, lá em Milão, o Milan havia derrotado o Santos por 4x2. Os italianos estavam muito assanhados, meses antes, eles haviam ganho de 3x0 da seleção brasileira, que tinha sete jogadores do Santos. Como o Brasil era bicampeão, os italianos achavam que tinham se tornado os maiores do mundo”.
“Eu tinha uma diferença com Amarildo, provocada pelo resultado do primeiro jogo. Em entrevistas a imprensa italiana, ele cansou de repetir que o Milan ia faturar o titulo fácil. Um jogador dizer isso é normal, faz parte da guerra de nervos. Mas ele não ficou só nisso: disse também que Pelé já era, que não era mais o rei. O jogo em Milão teria provado isso. Eu me esquentei com o negocio. Um brasileiro falar mal de Pelé não estava certo. Com uma bolinha na cuca, eu entrei no campo como um miúra, um touro bravio daqueles que vi na Espanha, numa excursão. Tomei uma resolução: Logo de cara vou acertar o Amarildo. Eu ia dar por mim e pelo Pelé que nem sabia da minha intenção”.
“Com um minuto de jogo, Amarildo pegou a bola e fez uma jogada que executava no maracanã desde dos tempos em que jogou no Botafogo. Eu tinha sido advertido para isso no primeiro jogo, manjei bem o estilo dele, sabia a zona do campo onde poderia cercá-lo. Ele descambou para a esquerda e procurou se aproximar da linha de fundo por fora da área, para tentar o cruzamento com violência ou o chute direto ao gol. O danado tinha bom domínio de bola, driblava bem e chutava como gente grande. Ele vinha saçaricando, queria impressionar o publico, estava naquela de mostrar que era o Possesso, apelido que ganhou na Copa do Mundo de 1962. Mas possesso ali era eu. Corri em diagonal na direção dele, avisei ao Ismael e ao Mauro para fazerem a cobertura, disse logo que aquele era meu – Deixe esse filha da mãe comigo. Agora ela vai ver!”.
“Foi um toco só. Ele caiu se contorcendo de dor, mas acho que fez cena demais, queria ver se o argentino Juan Brozzi me expulsava, e se o Milan começava logo com a vantagem de 11 contra 10. Eu não me perturbei, tratei logo de falar com o pessoal para arrumar bem a nossa defesa, comecei a preparar a barreira. Os italianos chiavam, Queriam cavar a minha expulsão de qualquer jeito. Eu nem dei bola, porque tinha a certeza de que a palavra de seu Moran (Nicolau Moran dirigente do Santos) era mesmo pra valer. Antes do jogo ele me disse – Você é o rei lá dentro, Almir. Faça o que quiser. O juiz não vai fazer nada”.
- No primeiro tempo o Milan fez 2x0. O Santos virou o jogo do segundo tempo. Ganhou de 4x2 debaixo de um forte temporal.
Fonte:Este é parte do depoimento de Almir aos jornalistas Fausto Neto e Maurício Azevedo para seu livro – Almir o Pernambuquinho.
Historia do Futebol Parte II & Artigo da Semana 2009 Eduardo Cacella em 30 Mar 2009
ARTIGO DA SEMANA N°12/2009 VOTAÇÃO ENCERRADA
RESULTADO FINAL
1°ALMIR PERNAMBUQUINHO JOGOU DOPADO CONTRA O MILAN, DE ALEXANDRE MARTINS 07 VOTOS
2°Memória do futebol Potiguar -Jorginho do ABC - de Juvando Oliveira. 06 VOTOS
3°Nova Odessa FC de Roberto Pypcak 04 VOTOS
- PÚBLICO E GOLEADORES - COPA MERCOSUL 1995, DE ADALBERTO KLUSER 04 VOTOS
5°GRANDES CLÁSSICOS - FLUMINENSE X AMÉRICA, DE GILBERTO MALUF 03 votos
6°Conselheiro descobre nova versão para fundação do Internacional, de Wanderson Pereira.02 votos
- Todos os Aniversariantes de Wanderson Pereira 02 votos
8°SEGUNDONA PAULISTA 2009: NOVO CLUBE de Rodolfo Kussarev 01 voto
Historia do Futebol Parte II & Futebol Amador Andre Martins em 30 Mar 2009
Protegido: CLUBES AMADORES DO RS-RECREIO DE ALTO ALEGRE
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 30 Mar 2009
Aniversariantes de 30 de março ! ! !
BOTAFOGO ( BOTAFOGO ESPORTE CLUBE ) de TERESINA / PI - 1932
PLANALTINA ( SOCIEDADE ESPORTIVA PLANALTINA ) de PLANALTINA DE GOIÁS / GO - 2000
RIO BRANCO ( ESPORTE CLUBE RIO BRANCO ) de IBITINGA / SP - 1946
SÃO BENTO ( SÃO BENTO ESPORTE CLUBE ) de SÃO BENTO / MA - 1996
Historia do Futebol Parte II Gerson Rodrigues em 30 Mar 2009
Protegido: Muitas imagens do Internacional e muitos tabelões Placar (parciais)
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gerson Rodrigues & (RONDÔNIA) Gerson Rodrigues em 30 Mar 2009
O novo Íbis em Rondônia
O Pimentense está deixando o Íbis com inveja:
Vilhena 13-0 Pimentense
Jessé
Jessé
Kukau
Magrão
Edison
Tardelli
Marcelo Soares
Marcelo Soares
Tiaguinho
Tiaguinho
Tiaguinho
Edilson
Carlinhos
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 29 Mar 2009
Excelenteeee!!!!
O Guia Oficial do Campeonato Paulista da Serie A1, A2 e A3 é um dos melhores trabalhos já realizados e publicados no Brasil. Quem tiver a sorte de conseguir adquirir um exemplar poderá percorrer a cronologia do futebol paulista com excelentes ilustrações e dados histórico, Rodofo K. e a equipe da Federação Paulista de Futebol comandada pela Isabel Tanese transformaram o guia em um livro agradável de ser ler e com muito conteúdo histórico.
Por ser um trabalho de pesquisa histórica proponho uma linha de discussão no aprimoramento dos dados contido neste “livro” para retirarmos dúvidas que ainda pairam nas nossas cabeças. Eu particularmente tenho uma dúvida absurda para muitos? O escudo do São Paulo Futebol Clube já existia antes de 1930 nos uniformes do Paulista de Jundiaí?
Todos precisam conhecer este Guia e outras Federações deveriam seguir o exemplo da Federação Paulista e contratar profissionais e pesquisadores para elaborar seus Guias.
Obrigado por nos proporcionar este trabalho de pesquisa, organização e beleza estética e no nosso caso em particular colocar o nome completo do Campeão Paulista de Futebol Feminino de 2008 (Botucatu F.C. / Prefeitura Municipal de Botucatu) e estarei aguardando a distribuição do Guia da Segunda Divisão e do Campeonato Feminino (espero que seja a mesma equipe de elaboração).
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 29 Mar 2009
Conselheiro descobre nova versão para fundação do Internacional
Detalhes alteram a história conhecida até as vésperas do centenário.
Às vésperas dos 100 anos do Inter, a história oficial da fundação do clube é reescrita. Contrariando a versão atual, Henrique Poppe Leão teria sido o grande idealizador do clube criado na Porto Alegre de 4 de abril de 1909. E mais: ele não seria um comerciante paulista.
Por meio de aprofundada pesquisa, o conselheiro Tiago Vaz revela, por exemplo, que o Inter não nasceu da costela do Grêmio, mas foi gerado do idealismo contrário à elitização do esporte e de um romance que se iniciava. Fundamentado em jornais do período, o trabalho de Vaz foi acolhido pela direção. A pesquisa será publicada na edição de abril da Revista do Inter.
Ao contrário da história corrente, Henrique não era paulista, mas fluminense - e transfere-se ainda jovem para São Paulo, onde seus irmãos nasceram. E não era comerciante, mas, sim, jornalista ligado ao Partido Republicano Riograndense (PRR). Prova disso é seu obituário, escrito por colegas do jornal A Rua, de Porto Alegre, em homenagem a seu diretor de redação, morto em 16 de agosto de 1916.
Em 1901, a família mudou-se para Porto Alegre, possivelmente porque o pai morrera em São Paulo. A mãe, Leonilda, e os filhos, Henrique, o mais velhos dos irmãos Poppe, então com 20 anos, José, Carlos, Adelaide e Luiz, vieram a convite de Thomé Castro Madeira, irmão de Leonilda, que residia na cidade e trabalhava no cartório do Supremo Tribunal, com trânsito nos principais círculos sociais.
Fundação num porão e o primeiro campo
Em Porto Alegre, Henrique Poppe trabalhou na loja Ao Preço Fixo, precursora da Lojas Americanas. Em seguida, por influência do tio Thomé Castro Madeira, filiou-se ao PRR, tornou-se funcionário da Secretaria do Conselho da Intendência (prefeitura), além de escrever para A Federação (jornal do PRR). Ainda trabalharia nos jornais Echo do Povo, O Diário, Gazeta do Povo, O Exemplo, e foi diretor de redação de A Rua.
O Estado vivia sob o positivismo. Um dos dogmas da doutrina é que o indivíduo pode eternizar-se enquanto for lembrado por sua criação. O governo havia determinado a criação de novos espaços públicos para práticas esportivas, a fim de formar jovens para o Exército. É nesse contexto que as bases para a fundação do Inter começaram a ser definidas.
Henrique articulou a criação do clube, algo comum no período, no qual diversos grupos sociais passaram a se reunir e a fundar agremiações. Aos 18 anos, João Leopoldo Seferin, que emprestou o porão da casa do pai para a reunião de fundação do Inter, na Rua da Redenção, 141 - atual Avenida João Pessoa, na altura do número 1.025 -, foi eleito presidente.
Para dar credibilidade ao clube, o capitão do Exército Graciliano Ortiz é escolhido presidente de honra do Inter. Além de militar, Ortiz também era o diretor do Asseio Público - e homem de prestígio junto a José Montaury, intendente de Porto Alegre. Foi através de Ortiz que o Inter, recém-fundado, obteve junto à Intendência o seu primeiro campo: a Ilhota - atual Praça Sport Club Internacional, ao lado do Hospital Porto Alegre, no bairro Cidade Baixa.
Não teria havido rejeição do Grêmio
É possível que Ortiz não tenha sido convidado por Henrique apenas para emprestar prestígio à entidade. Por trás deste convite havia um romance. Sete meses após a fundação, Henrique casou-se com Maria Conceição Ortiz, filha de Graciliano. Henrique sempre foi o homem por trás do clube. Jamais jogou pelo Inter, presidiu a entidade em 1910, enquanto seus irmãos, José e Luiz, foram os primeiros titulares.
Além do Inter, Henrique fundou outras entidades: o Círculo de Imprensa, o Clube Dançante Caixeiral, o Sport Club Municipal, o Club Político 17 de Junho, o Filhos do Progresso e a Liga de Foot-Ball do Rio Grande do Sul.
- Entendo que eles sequer procuraram o Grêmio para jogar, pois sabiam tratar-se de um clube fechado. O Inter nasce com valores sólidos, é difícil acreditar que fosse criado por causa de uma rejeição - afirma Vaz.
A edição de A Rua confirma a obra de Henrique. Foi publicada três dias após a sua morte, aos 35 anos, por uremia (doença provocada pelo mau funcionamento dos rins, incapazes de filtrar as impurezas do sangue). Henrique não teve filhos. Foi enterrado no cemitério da Santa Casa, na sepultura número 68 do 3° quadro, conforme descrevem registros da época.
A vitória sobre o rival antes de morrer
A página do jornal é guardada até hoje por Carlos Bandeira Poppe, delegado aposentado, que, aos 73 anos, vive no Rio de Janeiro. É filho de Luiz e sobrinho de Henrique. No próximo dia 4, ele doará ao museu do Inter o original de A Rua e uma caixa contendo cartas da família, além de fotos dos Poppe. Logo após a morte de Henrique, José e Luiz deixaram Porto Alegre e o Inter. José foi para São Paulo, enquanto Luiz mudou-se para o Rio. Lá, casou-se e envolveu-se com a política. Trabalhou no Ministério da Agricultura, durante a presidência de Getúlio Vargas, e perdeu contato com o clube que ajudou a fundar. Luiz morreu no Rio, em 1960, aos 69 anos.
- Meu pai amava Porto Alegre. Não sei por que foi embora, nunca me disse. Tinha muitas saudades da cidade, do Inter e das conversas de bar sobre o clube. Eles eram muito novinhos quando fundaram o Inter, não sei como assumiram tamanha responsabilidade. Fizeram por amor ao esporte. Contava que a bandeira deles era acabar com o elitismo do futebol. Acho que os três morreram felizes - conta Carlos.
Antes da morte, Henrique viu o Inter crescer, ser campeão da cidade, em 1913, e derrotar pela primeira vez o Grêmio. Foi em 1915, dez meses antes de morrer. O primeiro clube a ser desafiado pelo Inter, e que havia seis jogos mostrava-se imbatível, enfim, caía. Após seis jogos, com duas derrotas por dez gols, o Inter goleava o Grêmio por 4 a 1, na Baixada, a casa do adversário, vencia o rival pela primeira vez e iniciava um novo ciclo na sua vida.
Fonte: Zero Hora - Porto Alegre
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 29 Mar 2009
Aniversariantes de 29 de março ! ! !
CHAPADINHA ( CHAPADINHA FUTEBOL CLUBE ) de CHAPADINHA / MA - 1999
COMERCIAL ( GRÊMIO ESPORTIVO COMERCIAL ) de JOAÇABA / SC - 1946
NAVEGANTES ( NAVEGANTES ESPORTE CLUBE ) de NAVEGANTES / SC - 2004
PRÓSPERA ( ESPORTE CLUBE PRÓSPERA ) de CRICIÚMA / SC - 1946
SALTENSE ( ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SALTENSE ) de SALTO / SP - 1936
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Roberto Pypcak & (SÃO PAULO) Roberto Pypcak em 29 Mar 2009
Nova Odessa Atlético Clube

Após estabelecer uma rede de contatos e agenciar alguns garotos, o ex-volante de Real Madrid e La Coruña adquiriu recentemente os direitos federativos do Clube de Futebol Boavista, de São João da Boa Vista, transferindo-o para Nova Odessa, cidade vizinha a Americana com pouco menos de 50 mil habitantes. Firmando uma parceria com a prefeitura e empresários locais, Flávio transformou-se no dono do Nova Odessa Atlético Clube, fundado em 2005.
“Estava a caminho de um outro clube para fechar uma parceria, quando um amigo me disse para formarmos um negócio novo. Parei o carro e vim para Nova Odessa, sentamos, apresentei o projeto e a aceitação foi imediata”, afirmou o ex-atleta a um jornal local. A intenção é disputar a Segundona Paulista – a quarta divisão – já em 2010. Na temporada de estréia, o clube irá participar de competições sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17.
Outros investidores fazem parte do negócio, incluindo uma empresa sediada no Maranhão, que realiza peneiras em escolinhas de futebol espalhadas pela capital São Luís, e outra com sede em Barcelona. Antes mesmo de dar o pontapé inicial, Flávio já negociou dois garotos: João Felipe, de 18 anos, vai para o Toulouse e Vitor, para o Villareal. Os garotos chamaram a atenção em torneios de base e viajam para a Europa nos próximos dias.
A vantagem do ex-jogador que assume um clube é o reconhecimento. Flávio, por exemplo, é adorado no Maranhão e suas visitas às escolinhas têm causado furor. Em Imperatriz, para se ter uma idéia, um clube chamado Cavalo de Aço está em vias de ser fundado com participação de Flávio e um membro da família Sarney, e deve contar até com uma estátua do jogador em frente à sede. Assim, o receio comum de pais e garotos com relação a outros empresários já diminui consideravelmente.
O projeto é, como em todos, subir divisões para consolidar-se ao passo que revela jogadores e os negocia para o exterior. Uma fonte muito segura de dinheiro, afinal mesmo em tempos de crise o futebol continua sendo um investimento bastante sólido. O alojamento foi ampliado para comportar 60 atletas e o NOAC já tem, hoje, cerca de 120 garotos treinando nas quatro categorias. A verba para reforma e ampliação do estádio municipal já foi liberada, mas isso dificilmente será revertido em ações para a comunidade local, cuja participação se limitará a assistir aos jogos na arquibancada.
Que as categorias de base têm se transformado num grande negócio, isso não é novidade. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, até se manifestou a respeito na visita ao Brasil, chamando tais negociações com clubes estrangeiros de “escravidão moderna”. O aumento da procura de ex-jogadores por cargos diretivos denota quão rentável tal posição pode ser. Se o NOAC de Flávio Conceição será um clube sério e comprometido com o crescimento, ou apenas outro produtor de pé-de-obra, só o tempo pode dizer.
fonte:http://www.olheiros.net
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Roberto Pypcak Roberto Pypcak em 28 Mar 2009
A tradição caiu no Sul
Em Santa Catarina, quem caiu foi o Marcílio Dias, de Itajaí, terceiro clube do estado que há mais tempo está em atividade ininterrupta no futebol - desde 1926, só atrás de Figueirense (1921) e Avaí (1923). Campeão catarinense em 1963, o Marcílio tem uma torcida não tão numerosa, mas apaixonada, e já foi vice-campeão estadual OITO vezes. É uma espécie de Portuguesa catarinense.
Depois de alguns anos de figuração no estadual, o clube parecia estar se estruturando. Em 2007 ganhou a Copa Santa Catarina e a Recopa Sul-Brasileira. Em 2008, avançou na Série C a ponto de garantir uma vaga entre os 20 clubes que vão disputar a competição em 2009. Mas o elenco montado para o Catarinense deste ano foi fraco demais, e o Marcílio caiu justo na temporada em que completa 90 anos de existência (foi fundado como clube de remo). A última notícia publicada no site oficial é de antes da inútil vitória por 4-1 contra o Joinville, resultado que não foi suficiente para evitar o rebaixamento. Uma cidade como Itajaí, com cerca de 170 mil habitantes e um dos principais portos do País, não vai ter time na primeira divisão estadual de 2010, algo que não ocorria desde 1999.
“O Marcílio será grande se você jogar junto”. O slogan é bom. O time, nem tanto.
No Paraná, quem caiu foi o Londrina. O clube da segunda maior cidade do Paraná e terceira do Sul do País (500 mil habitantes) foi fundado em 1956 e tem como maiores glórias três títulos estaduais e uma semifinal de Campeonato Brasileiro (1977). Na reportagem “Era uma vez um Tubarão”, o Jornal de Londrina conta que a vitória contra o Coritiba por 2-1 na última rodada da primeira fase foi a primeira do clube londrinense em casa na competição. A causa do mau desempenho, afirma o jornal, teria sido a falta de prioridade ao futebol profissional na gestão atual - o Londrina andou revelando muitos jogadores nos últimos tempos (Soares e Henrique, que estão no Cruzeiro, por exemplo) por meio de um tal Londrina Junior Team. A reportagem traz alguns depoimentos de torcedores, como esses:
“… esse time é minha vida e agora vai amargar a segunda divisão e vou continuar sofrendo junto”, disse, emocionado, o representante comercial José Carlos Lopes Jr., 24 anos.
“A torcida do Londrina não vai morrer. Pode ver que têm várias gerações aqui hoje e responsabilidade é dos dirigentes de fazer algo para melhorar o clube”, disse Luiz de Angelis, 43 anos.
“Isso aqui é um manto sagrado, não pode ser jogado na lama como estamos vendo hoje. Essa diretoria tem que ir embora e não afundar cada vez mais o clube, que tem começar do zero agora”, lamentou o funcionário do HU, Geraldo Balieri, 51 anos.
E, finalmente, a queda mais anunciada do ano. No Rio Grande do Sul, o Brasil de Pelotas não resistiu ao trauma do acidente de ônibus que matou dois jogadores e o preparador de goleiros e feriu grande parte do elenco nem à tabela que o fez disputar quatro jogos no intervalo de oito dias. Nem no Bento Freitas, onde a torcida mais apaixonada do interior gaúcho costuma fazer a diferença, o Brasil se impôs. Chegou a levar 7-0 do Internacional e 5-2 da Ulbra em casa. Foram 13 jogos e nenhuma vitória até agora. O Brasil, primeiro campeão gaúcho (1919) e semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1985, volta à segunda divisão estadual depois de cinco anos. Vai tentar retornar à primeira divisão de 2011, ano em que completa o centenário de fundação.
A minha torcida é para que itajaienses, pelotenses e londrinenses ajudem os clubes de suas cidades a se reerguer. Tanta tradição assim não pode se perder.
fonte: http://ondeacorujadorme.blogspot.com/
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Adalberto Kluser & (SANTA CATARINA) & Campeonatos Históricos Adalberto Kluser em 28 Mar 2009
PÚBLICO E GOLEADORES - COPA MERCOSUL 1995
Em 1995 a empresa Estratégia B, com apoio da Federação Catarinense de Futebol e Governo do Estado de Santa Catarina (Fesporte), promoveu um torneio denominado Copa Mercosul.
Nove equipes da América do Sul participaram da competição: Coritiba (PR), Avaí, Criciúma, Figueirense, Joinville, Marcílio Dias (SC), Cerro, Nacional (Uruguai) e Olímpia (Paraguai).
Este torneio não é reconhecido pela Confederação Sul-Americana. O Figueirense já tentou sem êxito o reconhecimento de primeiro campeão da Copa Mercosul. O presidente da entidade Nicolas Leoz argumentou, quando questionado, que não foi um evento organizado pela Conmebol.
PRIMEIRA FASE
29/1/1995 – Figueirense 2 x 2 Olímpia (Paraguai)
Prorrogação: 1 x 0 Figueirense
Estádio Orlando Scarpelli (Florianópolis)
Público: 2.000 (anunciado)
Prorrogação: 1 x 0 Figueirense
Gols: Ricardo, Zé Cley e Oliveira (F); Samaniego e Baez (O)
29/1/1995 – Joinville 3 x 0 Coritiba
Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho (Joinville)
Público: 1.392
Gols: Dauri (2) e Índio
30/1/1995 – Avaí 4 x 2 Nacional (Uruguai)
Estádio Aderbal Ramos da Silva (Florianópolis)
Público: 1.383
Gols: Claudiomir (2) e Jacaré (2) (A); Morales e Duarte (N)
31/1/1995 – Criciúma 2 x 0 Cerro (Uruguai)
Estádio Heriberto Hülse (Criciúma)
Público: 1.168
Gols: Silvio Criciúma e Luis Carlos Oliveira
2/2/1995 – Marcílio Dias 1 x 0 Criciúma
Estádio Hercílio Luz (Itajaí)
Público: 1.049
Gol: Everaldo
SEMIFINAL
1º/2/1995 – Joinville 1 x 0 Avaí
Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho (Joinville)
Público: 1.485
Gol: Gilmar
4/2/1995 – Figueirense 1 x 0 Marcílio Dias
Estádio Orlando Scarpelli (Florianópolis)
Público: 2.359
Gol: Sandro
DECISÃO
7/2/1995 – Figueirense 0 x 0 Joinville
Estádio Orlando Scarpelli (Florianópolis)
Público: 5.271
Gol: Biro Biro
Campeão: Figueirense (Troféu Manoel Motta)
Vice-campeão: Joinville
3º lugar: Avaí e Marcílio Dias
Público Total: 16.107
Artilheiros: Claudiomir e Jacaré (Avaí); Dauri (Joinville, todos com 2 gols.
Fonte: acervo do autor, Fesporte e FCF
Historia do Futebol Parte II & ESCUDOS Andre Martins em 28 Mar 2009
Protegido: NOVO ESCUDO DO HOLANDA/AM-INÉDITO
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 28 Mar 2009
Aniversariantes de 28 de março ! ! !
COPACABANA ( COPACABANA SPORT CLUB ) de RIO DE JANEIRO / RJ - 2000
ITALVA ( ESPORTE CLUBE ITALVA ) de ITALVA / RJ - 1945
RIO-SÃO PAULO ( ESPORTE CLUBE RIO-SÃO PAULO ) de RIO DE JANEIRO / RJ - 2005
VALPARAÍSO ( VALPARAÍSO FUTEBOL CLUBE ) de VALPARAÍSO / SP - 1937
Artigos-Augusto Neves Augusto Neves em 28 Mar 2009
Protegido: Resultados do Campeonato Carioca de 1995
Historia do Futebol Parte II & O Mundo é uma bola!!! Andre Martins em 27 Mar 2009
Protegido: Para reforçar sua história, Vitória-BA planeja até mudar de nome
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Rodrigo Santana & (PARANÁ) Rodrigo Santana em 27 Mar 2009
Protegido: CAMPEONATO PARANAENSE - CAMPEÕES DE ASPIRANTES
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 27 Mar 2009
Aniversariantes de 27 de março ! ! !
ALIANÇA ATLÉTICA ( ALIANÇA ATLÉTICA FUTEBOL CLUBE ) de PACATUBA / CE - 2008
ASSISENSE ( CLUBE ATLÉTICO ASSISENSE ) de ASSIS / SP - 1995
CEILÂNDIA ( CEILÂNDIA ESPORTE CLUBE ) de CEILÂNDIA / DF - 1978
HORIZONTE ( HORIZONTE FUTEBOL CLUBE ) de HORIZONTE / CE - 1933
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 26 Mar 2009
Flamengo x Honved - dois jogos com dois resultados iguais
Flamengo x Honved
A Hungria estava sendo invadida pela União Soviética naquele ano de 1956, em que campeão nacional Honved fazia uma excursão por diversos países do mundo, mas houve o pedido, por telegrama, dos invasores da pátria para que toda a delegação do Honved retornasse à Hungria.
Coisa que não aconteceu porque houve por parte de seus diretores a ordem de desobedecer e continuar a excursão.
Por medo e não querendo encrenca, alguns países não aceitaram a entrada do clube hungaro. Entre eles, Itália, França e Inglaterra.
Então o Honved veio para o Brasil, e o primeiro jogo foi contra o Flamengo, marcado para o Maracanã no início do mês de Janeiro de 1957.
Tomaram uma goleada de 6x 4, e os gols foram marcados por Evaristo(2) Henrique, Paulinho, Dida e Duca. Para o Honved marcaram Puskas (2) Szusza e Budai.
O Flamengo, jogou com: Ari, Tomires e Pavão. Milton, Luiz Roberto, e Edson (Jordan). Paulinho, Moacir,(Duca) Henrique,Evaristo e Baba.
Honved: Groczis, (Farago) Rackosczy, Baniay, Bosizk. Kotasz, Lantos, Budai, (Sandos), Koczis, Szusza, Puskas e Cizibor.
Arbitro - Mário Vianna.
Renda – 3. 351.001,00
Dias depois jogaram contra o Botafogo, e o Honved venceu por 4 a 2.
Depois disso resolveram trazer o jogo inicial para São Paulo.
E por iniciativa da Companhia de cigarros Sudan e da rádio Bandeirantes, e dos representantes do Flamengo e Honved, Walter Fadel e Enil Oesterreicher. Murilo Leite pela rádio bandeirantes e Saul Janequine pela companhia Sudan de cigarros, resolveram fazer o jogo revanche entre Honved e Flamengo no estádio do Pacaembu e com a entrada franqueada ao publico, no dia 26 de Janeiro de 1957, um sábado a noite.
Mais uma vez o resultado foi de 6 x 4, mas desta vez para o Honved, que deu um show de bola e encheu os olhos da torcida paulista.
Em 10 minutos de jogo o campeão hungaro já vencia de goleada, e no tempo final liquidou o jogo de uma vez, chegando a estar vencendo por 6 x 1. Puskas marcou 4 dos seis gols do Honved e os outros dois por Budai e Sandos. Dida (2) Moacir e Henrique marcaram para o Flamengo. Os times foram os mesmos do primeiro jogo e o arbitro novamente foi Mário Vianna, elogiado por todos.
O publico não foi divulgado e, o estádio estava lotado.
Pesquisa de Mario Lopomo.
A GAZETA, JANEIRO DE 1957.
Historia do Futebol Parte II Juvando Oliveira em 26 Mar 2009
Memória do Futebol Potiguar - Jorginho, mossoroense, artilheiro do ABC.

Jorginho ainda no primitivo estadinho Maria Lamas, em Petrópolis
Se em vez do distante 1946, o mossoroense Jorge Tavares chegasse hoje ao complexo “Maria Lamas Farache” e se apresentasse a um dirigente do clube pedindo uma oportunidade para mostrar suas qualidades técnicas, com certeza este desconfiaria das intenções daquele jovem de apenas 19 anos. É que Jorginho, além de franzino, media apenas 1,58m, além de um biotipo nada condizente com o de um atleta. Ombros não tanto largos para um candidato a futebolista profissional, pouca massa muscular, e pernas relativamente pequenas, que o ajudassem a pelo menos ter velocidade para ser um bom atacante. Mas, para sorte do jovem Jorge Tavares, além de revelar logo cedo vocação para craque, encontrou no ABC seu irmão João Tavares de Moraes, apelidado de Tidão, dois anos mais velho do que ele, já familiarizado no clube e, estranhamente, alguns centímetros mais alto do que o mano Jorginho.
Só que, aquele jovem que chegou para testes no ABC, com o tempo se tornaria um dos grandes ídolos da torcida abecedista, praticamente imperando no clube durante 20 anos. Um verdadeiro recorde de amor e dedicação ao clube, jamais tendo vestido outra camisa senão a do ABC, a não ser quando tentou vôos mais altos indo a Recife a chamado do Santa Cruz, e São Luís/MA, atuando também no Auto Esporte/PE, Sampaio Correa/MA. Numa época em que era comum emprestar jogador para jogos amistosos interestaduais, ele atuou três vezes pelo Santa Cruz de Natal.
O sucesso de Jorginho defendendo o ABC não se restringe apenas ao fato de ter jogado pelo Alvinegro durante duas décadas, mas também pelo homem-gol que sempre foi, registrando na sua longa carreira nada menos de duzentos e setenta e dois gols, apesar de atuar como homem de meio de campo, vestindo a camisa 10 alvinegra.
É justamente a figura do craque que sabia dar assistência a seus colegas com bolas verdadeiramente “açucaradas”, mas que também fazia muitos gols, que motivou a editoria de esportes da TN publicar a série de oito matérias focalizando os oito principais goleadores que vestiram as camisas do ABC, América, Alecrim, entre outros clubes.
Para se chegar ao total de jogos e gols de Jorginho, foi necessária a conferência nos jornais do Recife, de São Luis/MA, jornais de Natal, “O Mossoroense”, além do Arquivo Público de Pernambuco e Biblioteca Pública do Maranhão, lugares aonde o jogador atuou, levantamento feito pela equipe da TN e de um dos seus filhos, o professor Jorge Tavares de Moraes. É evidente que a maior quantidade de jogos e gols do ídolo norte-rio-grandense aconteceram em Natal, e o ABC FC, único do RN como jogador.
É evidente que,nesses quase 20 anos como ídolo abecedista, Jorginho participou de muitas goleadas, às quais ajudou a realizá-las ora como autor de gols, outras vezes dando assistência a seus colegas de equipe. Eis algumas dessas goleadas: em 1947 um sonoro 6x0 no Clube Atlético Potiguar e 5x1 no Juventus/RN, em 1948 7x2 no mesmo Juventus, em 1949 como atacante do Sampaio Correia participou da goleada sobre o Tupan por 8x1(fez três gols), em 1950 4x0 sobre o Alecrim FC, em 1951 ABC 9x1 Atlético de João Machado(fez um gol), no mesmo ano 7x0 no Riachuelo e ele deixou o seu, 8x0 também no mesmo Atlético, com Jorginho anotando quatro gols. Jogando pelo Auto Esporte/PE, na goleada sobre o Ibis, em 1952 ele participou e fez um gol. No ano de 1953, novamente no ABC, atuou na goleada diante do Atlético por 8x0 marcando quatro gols, e nos 7x2 sobre o Santa Cruz/Natal, fazendo dois gols.
Com uma equipe afinada e cheia de bons jogadores, o ABC não poupava os pequenos: em 1954, dforam muitas as goleadas: jogando pela seleção potiguar aplicou 5x3 no Piauí (seleção), com um gol de Jorginho, defendendo o ABC fez seis gols na goleada de 8x0 diante do Riachuelo, outra de 6x2 frente o Santa Cruz outro 6x2 em cima do Botafogo/PB, e – acreditem, 10 x 0 no chamado Atlético de João Machado (CAP), , porém sem gol do pequeno ídolo Jorginho. Mas, nem sempre o ABC aplicou goleada. Dia 14/08/54, o ABC foi goleado pelo Ceará SC por 6x3, Jorginho deixando o seu nas malhas alencarinas.
Parece até que os adversários não tinham sistema de jogo, tantas as goleadas a cada temporada, com escores raros hoje em dia. Em 1955, ABC 10 x 02 no Santa Cruz de Natal, Jorge deixando seu “carimbo” no Tricolor. Em 1955, outros 10 gols (10 x 0) em cima do , sem gol de Jorge. Finalmente, em 1955, seleção do RN 6x1 num time misto do ABC como preparativo para o Brasileiro de Seleções, Jorginho marcando dois gols. E assim continuaram acontecendo as goleadas, como ABC 7x0 no Rio Tinto/PB,7x1 no Alecrim FC. Em compensação, dia 05 de fevereiro de 1961, Sport Recife 9x0 ABC, na pior derrota fora de casa (Ilha do Retiro) sofrida pelo ABC em toda a sua existência de 93 anos. Jorginho participou dessa partida. Curiosamente, alguns dias antes o ABC havia empatado em 1x1 com o Fluminense do Rio, no “Juvenal Lamartine”. (Colaborou o pesquisador Newton Alves)
Conheça os 500 jogos de Jorginho ano a ano
Estreando no ABC dia 26 de outubro de 1946, há portanto exatos 62 anos, o mossoroense Jorginho despediu-se do seu clube do coração, dia 14 de fevereiro de 1965, 19 anos após a estréia. Ano a ano, eis as partidas em que o “professor Jorginho” esteve presente em campo atuando pelo ABC (a grande maioria dos 500 jogos), e também no Auto Esporte/PE, Sampaio Correia/MA, Santa Cruz/PE e Seleção do RN.
Vê-se, pois, que Jorginho teve o maior número de jogos nos anos 55/56 ambos com 48 partidas, seguido de 1959 quando disputou 44 jogos, em 60 foram 43 e em 63, já se aproximando das despedidas, chegou a participar de 41 jogos.
Em 1964 chegou a anunciar o adeus, mas acabou retornando em 65 e se despedindo dia 14 de fevereiro na vitória sobre o Alecrim FC por 3x1, porém não fez gol nessa partida. Jorginho não teve o famoso jogo do adeus, como os ídolos sempre merecem e realizam. Como nota curiosa, constatar que Jorginho enfrentou o rival América, 51 vezes, só não sendo o número maior porque o clube alvirrubro esteve licenciado da FNF, de 1959 a 65.
Fonte: Jornal Tribuna do Norte
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 26 Mar 2009
Aniversariantes de 26 de março ! ! !
AIMORÉ ( CLUBE ESPORTIVO AIMORÉ ) de SÃO LEOPOLDO / RS
ATLÉTICO ( CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE ) de CURITIBA / PR
BARUERI ( GRÊMIO RECREATIVO BARUERI ) de BARUERI / SP
MORADA NOVA ( CENTRO ESPORTIVO MORADA NOVA ) de MORADA NOVA / CE
QUEIMADOS ( QUEIMADOS FUTEBOL CLUBE ) de QUEIMADOS / RJ
SANTA CRUZ ( FUTEBOL CLUBE SANTA CRUZ ) de SANTA CRUZ DO SUL / RS
SANTA LUZIA ( SANTA LUZIA ESPORTE CLUBE ) de SANTA LUZIA / MA
Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 25 Mar 2009
VAMOS FAZER UM BOLÃO???
Pessoal hj me lembrei do bolão da Copa de 2006 que fizemos no RSSSF Brasil, me lembro que é uma coisa que faz a gente exercitar nossos conhecimentos atuais no futebol e acaba sendo divertido.Estava pensando de fazermos de alguns campeonatos, COPA DO BRASIL, ELIMINATORIAS, ESTADUAIS…
Se uma quantidade razoavel se interessar eu até assumo a responsabilidade de manutenção do bolão..
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 25 Mar 2009
Grandes Clássicos - FLUMINENSE X AMÉRICA
FLUMINENSE x AMÉRICA
Por Alexandre Magno Berwanger
Maiores Públicos de Fluminense x América:
1)Fluminense 2 x 0 América, 141.689 (rodada dupla), 9 de Junho de 1968.
2)Fluminense 0 x 2 América, 100.000 (estimativa), 17 de Março de 1956.
3)Fluminense 1 x 2 América, 98.099, 18 de Dezembro de 1960 .
4)Fluminense 0 x 1 América, 97.681, 22 de Setembro de 1974.
5)Fluminense 1 x 0 América, 96.047, 27 de Abril de 1975.
6)Fluminense 1 x 1 América, 83.043 (rodada dupla), 16 de Julho de 1972.
7)Fluminense 2 x 0 América, 79.275, 11 de Setembro de 1983.
8)Fluminense 1 x 0 América, 67.492, 17 de Agosto de 1969.
9)Fluminense 3 x 1 América, 61.667, 16 de Agosto de 1970.
10)Fluminense 0 x 2 América, 61.278, 27 de Abril de 1969.
Estatísticas Fluminense x América
Número de partidas: 289
Vitórias do Fluminense: 143
Empates: 68
Vitórias do América: 78
Gols do Fluminense: 536
Gols do América: 376
Maior goleada do Fluminense: 8 a 0 em 27 de Janeiro de 2002 .
Maior goleada do América: 5 a 1 em 21 de Janeiro de 1956.
Clássico com maior número de gols: Fluminense 8 a 4 em 24 de Novembro de 1946 .
Em Campeonatos Nacionais
Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967/1970)
Número de partidas: 2
Vitórias do Fluminense: 1
Vitórias do América: 1
Gols do Fluminense: 4
Gols do América: 2
Campeonato Brasileiro (1971/2006)
Número de partidas: 10
Vitórias do Fluminense: 4
Empates: 3
Vitórias do América: 3
Gols do Fluminense: 9
Gols do América: 6
Fluminense e América confrontam-se desde 19 de Julho de 1908, com o Fluminense tendo vencido este primeiro jogo por 2 a 1 pelo Campeonato Carioca, em seu campo da rua Guanabara, em Laranjeiras, com gols de Buchan e Emile Etchegaray para o tricolor e Lucas Assumpção para o América. Pelo returno em 6 de Setembro, o Fluminense venceria de novo, por 3 a 2 e estas duas vitórias foram fundamentais para decidir o Campeonato Carioca em favor do Fluminense, pois o tricolor foi campeão com 18 pontos e o América terminou em terceiro lugar, mas tendo empatado em 14 pontos com o Botafogo, o vice-campeão. Os clássicos envolvendo o América foram fundamentais neste campeonato, pois o time rubro ganhou do Botafogo por 2 a 0 em 28 de Junho e por 3 a 2 em 30 de Agosto e tricolores e alvi-negros empataram seus dois confrontos.
Pelo Campeonato Carioca de 1911 o Fluminense foi campeão com 12 pontos e o América vice, com 8 pontos. No turno o Fluminense venceu por 4 a 0 e na última rodada do campeonato venceu por 2 a 0. Ao final deste campeonato o Fluminense perdeu nove titulares, que por divergências com a diretoria tricolor, foram abrir o departamento de futebol do Flamengo.
No Campeonato Carioca de 1912 o América venceu o primeiro clássico contra o Fluminense ao ganhar por 2 a 1 em jogo realizado em Laranjeiras, no nono jogo entre estas equipes, pelo returno, já que no turno houve empate de 0 a 0.
O América sagrou-se campeão carioca em 1913 e o Fluminense, ainda enfraquecido, terminou este campeonato apenas em quinto lugar tendo perdido as duas partidas para o América por 3 a 1 no turno e por um movimentado 5 a 4 no returno.
No ano de 1914 aconteceu uma grande dissidência no América, quando cerca de 70 jogadores e sócios do clube rubro descontentes com a sua diretoria, resolveram trocar de clube. Após reunião entre eles resolveram escolher o Fluminense como o clube a ser adotado e entre estes jogadores estava Marcos Carneiro de Mendonça, que viria a ser o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, com 19 anos no primeiro jogo da Seleção (o que faria como titular por nove anos) contra o Exeter City em 21 de Julho de 1914, sendo o mais jovem de todos os goleiros da Seleção convocados até os dias atuais e que posteriormente seria presidente do Fluminense.
No dia 13 de Maio de 1914 o Fluminense enfrentou o América em jogo que terminou empatado por 1 a 1. Neste jogo, o jogador Carlos Alberto, mestiço, ele mesmo um dos dissidentes do clube rubro, passou por conta própria pó-de-arroz no rosto para parecer mais claro e no decorrer do jogo a torcida do América percebeu a sua atitude e não o perdoou, gritando para Carlos Aberto : Pó-de-Arroz, pó-de-arroz……o que passou a fazer sempre que o América jogava contra o Fluminense, no que foi depois copiada por outras torcidas. Com o passar do tempo, o apelido foi assimilado pela torcida do Fluminense, que passou a jogar pó-de-arroz e talco na entrada do time em campo, proporcionando uma das festas mais bonitas produzidas por uma torcida para saudar o seu clube e que infelizmente foi proibida pelas últimas administrações do Maracanã, tornando o futebol cada vez menos popular ao exigirem dos torcedores comportamento parecido com o de frequentadores de teatros. No jogo do returno, em 6 de Setembro, o Fluminense venceu por 2 a 1.
No Campeonato Carioca de 1917 o Fluminense foi campeão com 20 pontos e o América vice com 18. Para a definição do campeonato, os dois clássicos entre tricolores e rubros foram decisivos, pois o Fluminense venceu no turno por 3 a 1 e no returno por 1 a 0.
Em 1922 o campeão carioca seria o América com 19 pontos. Este campeonato foi acirradamente disputado pois tinha a motivação especial de ser disputado no ano do Centenário da Independência do Brasil. A classificação final indicou o América campeão, com 19 pontos, o Flamengo vice com 17 e o Fluminense em terceiro, com 15 pontos. O América venceu o Fluminense por 1 a 0 em 23 de Abril e o segundo clássico entre estes clubes por este campeonato foi interrompido quando o marcador ainda indicava 0 a 0. O América não compareceu à continuação deste jogo em 1º de Setembro, pois já fôra consagrado como o Campeão do Centenário da Independência do Brasil, por antecipação.
Neste ano o Fluminense deu mais uma demonstração grandiosa de patriotismo e de ter sido um clube fundamental para o desenvolvimento do futebol e dos esportes amadores no Brasil e no mundo, como já acontecera na construção do Estádio de Laranjeiras em 1919, pois aumentou a capacidade de seu estádio para 25.000 pessoas, dando apoio financeiro e logístico para a realização do segundo Campeonato Sul-Americano de Seleções Nacionais (atual Copa América) em seu estádio e para a realização dos Jogos Olímpicos Latino-Americanos, uma das competições que vieram a dar origem mais tarde aos Jogos Olímpicos Pan-Americanos .
Em 1927 os clássicos contra o América foram fundamentais para tirarem o título do Fluminense, pois a pontuação final indicou o Flamengo campeão com 28 pontos, o Flu vice com 27 e o América terceiro, com 25 pontos. No jogo do turno em 19 de Junho, o América ganhou o Flu por 2 a 0 e na penúltima rodada do campeonato houve empate por 2 a 2, que tirou precioso ponto do tricolor. Na última rodada o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 3, mas a derrota do América para o Flamengo por 2 a 1 deu o título para os rubro-negros.
Em 1928 o América foi campeão ao derrotar o Fluminense (que não tinha chance de ser campeão, tendo terminado este campeonato em quinto) por 3 a 1 na última rodada em 21 de Outubro, dia em que também o seu perseguidor direto neste campeonato, o Vasco, perdeu para o Botafogo igualmente por 3 a 1.
O Fluminense foi campeão do Torneio Aberto em 1935 ao vencer o América na final, em 14 de Julho, por 3 a 1. O Torneio Aberto, como o próprio nome indica, aceitava os participantes que se inscrevessem, sem adotar o critério técnico, de modo que particparam deste torneio clubes profissionais e amadores.
Em 1935 o América foi campeão com 24 pontos e o Fluminense vice com 23. Nos dois clássicos realizados por esta competição, o América venceu, no primeiro turno por 3 a 2 em 11 de Agosto e no segundo por emocionante 6 a 5.
Em 1936 o Fluminense foi campeão derrotando o Flamengo em uma melhor-de-três partidas, pois estes dois clubes terminaram o campeonato empatados com 23 pontos, com o América terminando em terceiro com 22 pontos. A vitória do Fluminense sobre o América na última rodada por 4 a 2, em 6 de Dezembro, definiu o Flu como finalista e eliminou o América. No turno houve empate por 1 a 1.
No Campeonato Carioca de 1938 o Fluminense foi campeão na penúltima rodada, ao empatar de 2 a 2 contra o América, pois ao fazer 24 pontos já não poderia mais ser alcançado pelo vice-campeão, o Flamengo, que tendo perdido para o clube rubro por 1 a 0 chegaria no máximo aos 23 pontos. O América terminou em quinto, com 18 pontos.
O Campeonato Carioca de 1946 foi sensacional e 4 clubes (América, Fluminense, Botafogo e Flamengo) terminaram empatados com 26 pontos, sendo necessária uma fase final que ficou conhecida como Supercampeonato para definir o campeão. No final desta fase o Fluminense terminou como super-campeão com 11 pontos ganhos e o América não pontuou. No clássico de 24 de Novembro o Fluminense ganhou por 8 a 4 (confronto com maior número de gols entre estes clubes) e em 14 de Dezembro outra goleada significatica, neste dia por 6 a 2. O destaque destes dois clássicos foi Rodrigues, que marcou 3 gols em cada um deles.
No primeiro jogo deste clássico no Estádio do Maracanã, pala terceira rodada do Campeonato Carioca em 26 de Agosto de 1950, o América venceu o Fluminense por 3 a 1. O Fluminense vinha de dois empates (contra Olaria e Bonsucesso) e o América, que havia goleado o Botafogo por 4 a 2 na primeira rodada, empatara na segunda rodada contra o Madureira, o que não motivou mais do que cerca de 15.000 pessoas (11.061 pagantes) a comparecerem a este clássico. No segundo turno 38.494 espectadores pagaram ingressos (uns 10.000 não devem ter pago) viram nova vitória do América por 1 a 0. No final o América seria vice-campeão e o Fluminense ficaria em sexto lugar.
A primeira vitória do Fluminense sobre o América no Maracanã só aconteceria em 23 de Dezembro de 1951 por 4 a 0 (2 gols de Carlyle, Joel e Telê Santana) perante 44.094 espectadores (35.280 pagantes), público pouco menor (46.989 / 38.866 pagantes) do que no empate por 1 a 1 em 30 de Setembro de 1951. Neste Campeonato Carioca de 1951, o Fluminense sagrou-se campeão e o América terminou em sexto lugar.
Em 16 de Fevereiro de 1954 estes clubes fariam o primeiro clássico no exterior, com vitória do América por 3 a 2 no Estádio Centenário, pela Copa Montevidéu.
Em 31 de Dezembro de 1954 o Jornal dos Sports divulgou pesquisa de torcidas do IBOPE em que o Flamengo era a maior torcida do Rio de Janeiro com 29% da preferência, em seguida vinham Fluminense com 19%, Vasco 18%, América 6%, Botafogo 5%, Bangu 2% e São Cristóvão 1%. O fato da torcida do América aparecer como maior do que a do Botafogo era natural, pois até então o América havia sido campeão carioca em 6 ocasiões (1913, 1916, 1922, 1928, 1931 e 1935) e considerando as ligas principais, o Botafogo só havia conquistado 5 títulos (o polêmico de 1907, 1910, 1930, 1932 e 1948), já que 4 títulos do Botafogo foram conquistados em ligas mais fracas (1912, 1933, 1934 e 1935), sem a mesma repercussão, enquanto o América disputava grandes clássicos cariocas. No confronto entre estes clubes, o América chegou a golear o Botafogo por 11 a 2 em 3 e Novembro de 1929.
Provavelmente só a partir da década de 1960, quando o Botafogo teve grandes momentos, é que sua torcida superou a do América, talvez inclusive, ocupando grande parte do espaço que antes pertencia ao clube rubro da rua Campos Sales. Na década de 50 era comum América e Bangu disputarem partidas com bons públicos que superaram em algumas ocasiões a 30.000 pessoas, como no jogo de 18 de Novembro de 1951 (2 a 2) quando 38.646 espectadores (29.380 pagantes) compareceram ao Maracanã ou no primeiro jogo entre eles neste estádio (América 3 a 1 em 7 de Outubro de 1950), quando 33.515 pagaram ingressos . Em um simples amistoso do América contra o Portsmouth , da Inglaterra, 24.005 espectadores compareceram ao jogo (17.864 pagantes) em 8 de Junho de 1951 (América 3 a 2).
No dia 16 de Fevereiro de 1955 o América ganhou do Fluminense por 3 a 0, conquistando o Vice-campeonato carioca de 1954.
O América foi campeão do Terceiro Turno do Campeonato Carioca de 1955, já em 17 de Março de 1956, após derrotar o Fluminense por 2 a 0 com um público provável de mais de 100.000 espectadores no Maracanã, que proporcionaram uma fabulosa renda de Cr$1.684.404,00 . Já em 21 de Janeiro, pelo segundo turno, o América havia goleado o Fluminense por 5 a 1, na maior goleada americana na história deste clássico. Na final o América perderia o título carioca para o Flamengo, em jogo muito controvertido e o Fluminense terminaria o campeonato em quarto lugar.
Após este jogo, Fluminense e América disputariam mais 9 jogos por diversos campeonatos cariocas, com 4 vitórias do Fluminense e 5 empates. Além disto jogaram 4 partidas pelo Rio-São Paulo com 2 vitórias do Flu, 1 empate e apenas 1 vitória do América, em 29 de Abril de 1959 por 4 a 2. O Flu sagrou-se campeão carioca em 1959 e do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960. Isto tudo até o dia 18 de Dezembro de 1960, quando este clássico fez a final do Campeonato Carioca deste ano, disputado por 12 equipes pelo critério de pontos corridos, em turno e returno.
Pelo retrospecto acima pode parecer que o Fluminense tenha chegado como favorito a este jogo final na última rodada do campeonato, mas esta é uma conclusão falha, pois o América só tinha perdido uma partida até então (para o Bangu em 21 de Agosto), assim como o Fluminense (para o Flamengo em 20/11) e a partida anterior entre ambos foi disputada em 14 de Agosto e havia terminado empatada por 1 a 1, portanto uma final bem equilibrada, apesar do Fluminense ter a vantagem do empate pois tinha 1 ponto a mais do que o América na contagem geral, até então.
Perante um público pagante de 98.099 espectadores, o Fluminense fez 1 a 0 com Pinheiro, mas o América virou, com gols de Nilo e do lateral-direito Jorge, o grande herói do título do América, Campeão Carioca de 1960.
No Campeonato Carioca de 1961, um público pagante de 53.347 espectadores viu a vitória tricolor por 1 a 0, logo na primeira rodada do campeonato, em jogo motivado pelo fato de confrontarem-se as 2 melhores equipes do campeonato passado, embora no final o Fluminense tenha ficado em quarto lugar e o América apenas em sexto.
Pelo Campeonato Carioca de 1968 o Fluminense venceu o América por 2 a 0 perante 141.689 espectadores, em rodada dupla que reuniu ainda o jogo Botafogo 4 a 0 Vasco, pela última rodada deste campeonato que teve o Botafogo como campeão.
No dia 27 de Abril de 1969 o América venceu o Fluminense pelo 1º turno do Campeonato Carioca por 2 a 0 perante 61.278 espectadores, com dois gols de Jeremias, sendo que no 2º turno o Fluminense ganhou por 2 a 1 perante 29.894 pagantes, com gols de Lula para o Flu aos 8′ do 1º tempo e de Edu para o América aos 19′ do 2º, com Flávio marcando o gol da vitória aos 40′ do 2º tempo, em campeonato que o Fluminense seria campeão.
Após 1960, estas duas equipes só voltariam a disputar uma final no dia 17 de Agosto de 1969, quando o Fluminense venceu o América por 1 a 0 na final da Taça Guanabara deste ano perante 67.492 espectadores, com um gol de Flávio aos 41 minutos do segundo tempo, sagrando-se campeão.
O primeiro clássico entre Fluminense e América por uma competição nacional (o Torneio Rio-São Paulo é regional) foi disputada pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 17 de Setembro de 1969 e o América venceu por 2 a 1 perante 13.704 espectadores pagantes.
Pelo Campeonato Carioca de 1970 mais um grande público de 61.667 pagantes viu a vitória do Fluminense por 3 a 1 em 16 de Agosto, que deu-lhe o título de campeão do primeiro turno , com o América sagrando-se vice-campeão . Como este campeonato declarava campeão quem fizesse mais pontos no decorrer do campeonato, o Vasco foi campeão do segundo turno e do campeonato ao vencer o Botafogo por 2 a 1 em 17 de Setembro, na penúltima rodada, quando o empate do Fluminense com o América no dia anterior por 0 a 0 permitiu-lhe ser campeão por antecipação neste jogo. Na última rodada o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0 mas já não podia mais alcançar-lhe, com o campeonato indicando ao seu final o Vasco campeão com 29 pontos, o Fluminense vice com 28 e o América quarto com 24, mesma pontuação do terceiro colocado, o Botafogo.
No dia 11 de Outubro de 1970 o Fluminense conquistou a primeira vitória sobre o América por uma competição nacional ao vencer o time rubro por 3 a 0 perante 28.291 espectadores com 2 gols de Flávio e 1 de Samarone, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata que ao seu final daria o primeiro título nacional ao Fluminense.
Pela nova versão do Campeonato Brasileiro feito sob medida para atender aos objetivos políticos do regime militar e da ARENA, seu braço político, Fluminense e América empatariam por 0 a 0 em sua primeira partida no dia 19 de Setembro de 1971.
A primeira vitória do Fluminense pela nova versão do Campeonato Brasileiro seria em 16 de Setembro de 1973, perante 17.473 pagantes, por 2 a 0, com dois gols de Adílson, aos 19 do 1º e aos 9 do 2º tempo.
O América foi campeão da Taça Guanabara de 1974 ao bater o Fluminense na final, como em 1960 com gol de seu lateral-direito, desta vez Orlando, perante 97.681 pagantes. No final deste campeonato o América foi o terceiro colocado e o Fluminense quinto.
O Fluminense foi campeão da Taça Guanabara de 1975 em um jogo eletrizante, disputado com extrema dedicação pelas duas equipes, em que o gol da vitória só saiu aos 14 minutos do 2º tempo da prorrogação, através de Roberto Rivelino, de falta. Na final deste campeonato o Fluminense seria o campeão e o América quinto colocado.
A primeira vitória do América pela nova versão do Campeonato Brasileiro seria em 30 de Novembro de 1975, quando venceu por 1 a 0 perante 41.768 pagantes, com gol de Expedito aos 25 do 2º tempo.
No Campeonato Carioca de 1976 o Fluminense, campeão do terceiro turno e o América, campeão da repescagem, além de Vasco, campeão do primeiro turno e do Botafogo, campeão do segundo, disputaram um quadrangular final para decidirem este campeonato. Por este quadrangular final, o Fluminense derrotou o América por 2 a 0 em 21 de Agosto, perante 50.097 pagantes, com gols de Doval e Gil. No final deste campeonato, o Fluminense seria campeão e o América terceiro.
Pela Taça Rio 1982 o América foi campeão ao vencer o Fluminense, que não tinha nenhuma chance de ser campeão, na última rodada, por 4 a 2 perante 22.571 espectadores. No final deste campeonato o América seria terceiro e o Fluminense quinto.
Fluminense e América só voltariam a se encontrar em uma final na Taça Guanabara de 1983, quando o Fluminense foi campeão ao derrotar o América na final com 2 gols de Assis, perante 79.275 pagantes. Este título seria o primeiro de um time que seria tricampeão carioca a partir deste ano e campeão brasileiro de 1984 entre outros títulos conquistados. O América terminou este campeonato em quarto.
O último clássico entre Fluminense e América pelo Campeonato Brasileiro foi em 30 de Outubro de 1988, perante 11.566 pagantes e o Fluminense venceu por 2 a 0, com gols de Washington aos 9 e Romerito aos 30, ambos no 2º tempo.
A maior goleada do Fluminense sobre o América aconteceu pelo Torneio Rio-São Paulo de 2002, quando o Fluminense venceu por 8 a 0 no Estádio do América, em Edson Passos na Baixada Fluminense, em 27 de Janeiro, com uma grande atuação do meio-de-campo Roger, que além de liderar o time fez 3 gols, completando o placar, Magno Alves (2), César, Flávio e Paulo César.
Espera-se que em 2008 os dirigentes dos dois clubes comemorem centenário deste grande clássico com uma festa retumbante, pois neste período uma história linda foi construída!
Conclusões sobre a história do Clássico Fluminense x América
Fluminense e América encontraram-se em decisões ou jogos decisivos em vários momentos de suas histórias centenárias, o que torna este clássico muito charmoso, com brilho próprio oriundo de uma história sensacional e como observa-se, com um vazio de grandes jogos após 1983, pois em 1986 uma nova direção da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro sustentada por estranhas ligas do interior e com apoio político do Vasco da Gama fez com que os grandes clubes se enfraquecessem demasiadamente, com o RJ perdendo a liderança histórica do Campeonato Brasileiro, com o Campeonato Carioca deixando de ser a ‘galinha dos ovos-de-ouro”, por perder os grandes jogadores para outras praças, logo perdendo também os grandes públicos de outrora e com perseguições à maioria dos clubes grandes e mesmo de muitos pequenos que não concordavam com os desmandos da federação e de seus aliados.
Alguém que começou a acompanhar futebol após 1986 terá uma pálida idéia do que já foi o futebol do Rio de Janeiro e principalmente não entenderá motivo de um Fluminense x América ser considerado um clássico, daí a necessidade de se divulgar a história dos clássicos do Fluminense através do Portal TorcidaTricolor
O Fluminense mantém vantagem histórica neste clássico, pequena vantagem em competições nacionais e as decisões entre estes clubes sempre foram muito acirradas.
Por Alexandre Magno Berwanger
http://www.classicosdofluminense.com.br/
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 25 Mar 2009
Aniversariantes de 25 de março ! ! !
ATLÉTICO ( CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ) de BELO HORIZONTE / MG
COSTA ESMERALDA ( ASSOCIAÇÃO COSTA ESMERALDA DE FUTEBOL ) de BOMBINHAS / SC
IPAUÇUENSE ( CLUBE ATLÉTICO IPAUÇUENSE ) de IPAUÇU / SP
IPIRANGA DE ALIANÇA ( IPIRANGA DE ALIANÇA ESPORTE CLUBE ) de ALIANÇA DE TOCANTINS / TO
MIRAMAR ( MIRAMAR ESPORTE CLUBE ) de CABEDELO / PB
ORIENTAL ( ORIENTAL FUTEBOL CLUBE ) de TRÊS DE MAIO / RS
SAMPAIO CORRÊA ( SAMPAIO CORRÊA FUTEBOL CLUBE ) de SÃO LUÍS / MA
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Walter Iris & (RIO DE JANEIRO) Walter Iris em 25 Mar 2009
PÚBLICOS PAGANTES No 1º TURNO DO CAMPEONATO CARIOCA DE 2009
TAÇA GUANABARA
1ª RODADA: 24 e 25/01/2009
MACAÉ 2-0 V.REDONDA
Pagantes: 540
D.CAXIAS 1-1 TIGRES
Pagantes: 1.490
MADUREIRA 1-1 RESENDE
Pagantes: 253
VASCO 0-2 AMERICANO
Pagantes: 9.204
BOAVISTA 1-2 BOTAFOGO
Pagantes: 4.500
CABOFRIENSE 3-1 FLUMINENSE
Pagantes: 4.500
MESQUITA 3-1 BANGU
Pagantes: 677
FLAMENGO 1-0 FRIBURGUENSE
Pagantes: 34.132
TOTAL DE PAGANTES: 55.296
MÉDIA DE PAGANTES: 6.912
2ª RODADA: 27, 28 e 29/01/2009
AMERICANO 3-0 D.CAXIAS
Pagantes: 900
RESENDE 3-1 CABOFRIENSE
Pagantes: 605
V.REDONDA 1-1 BOAVISTA
Pagantes: 470
TIGRES 0-4 VASCO
Pagantes: 3.144
FLUMINENSE 0-0 MADUREIRA
Pagantes: 7.209
Presentes:
BANGU 1-2 FLAMENGO
Pagantes: 4.694
FRIBURGUENSE 0-0 MESQUITA
Pagantes: 550
BOTAFOGO 1-0 MACAÉ
Pagantes: 8.409
TOTAL DE PAGANTES: 25.981
MÉDIA DE PAGANTES: 3.247
3ª RODADA: 31/01 e 01/02/2009
VASCO 3-1 D.CAXIAS
Pagantes: 6.144
MADUREIRA 2-1 CABOFRIENSE
Pagantes: 271
FLUMINENSE 3-0 RESENDE
Pagantes: 12.712
AMERICANO 0-0 TIGRES
Pagantes: 629
FRIBURGUENSE 1-3 BOAVISTA
Pagantes: 572
MACAÉ 1-0 BANGU
Pagantes: 290
V.REDONDA 0-1 FLAMENGO
Pagantes: 18.510
MESQUITA 0-2 BOTAFOGO
Pagantes: 2.380
TOTAL DE PAGANTES: 41.508
MÉDIA DE PAGANTES: 5.188
4ª RODADA: 03, 04 e 05/02/2009
CABOFRIENSE 1-1 AMERICANO
Pagantes: 909
TIGRES 2-0 MADUREIRA
Pagantes: 112
BOAVISTA 1-1 MACAÉ
Pagantes: 258
FLAMENGO 4-1 MESQUITA
Pagantes: 18.484
RESENDE 1-3 VASCO
Pagantes: 4.786
BANGU 3-3 FRIBURGUENSE
Pagantes: 370
D.CAXIAS 3-2 FLUMINENSE
Pagantes: 3.608
BOTAFOGO 1-2 V.REDONDA
Pagantes: 4.583
TOTAL DE PAGANTES: 33.110
MÉDIA DE PAGANTES: 4.139
5ª RODADA: 07 e 08/02/2009
MADUREIRA 1-1 AMERICANO
Pagantes: 240
MACAÉ 1-2 FLAMENGO
Pagantes: 7.492
CABOFRIENSE 4-1 TIGRES
Pagantes: 537
RESENDE 1-2 D.CAXIAS
Pagantes: 363
BOTAFOGO 4-1 BANGU
Pagantes: 3.896
BOAVISTA 1-1 MESQUITA
Pagantes: 138
V.REDONDA 2-3 FRIBURGUENSE
Pagantes: 334
FLUMINENSE 0-0 VASCO
Pagantes: 38.539
TOTAL DE PAGANTES: 51.539
MÉDIA DE PAGANTES: 6.442
6ª RODADA: 11 e 12/02/2009
MESQUITA 4-2 MACAÉ
Pagantes: 242
BANGU 2-0 V.REDONDA
Pagantes: 181
FLAMENGO 2-2 BOAVISTA
Pagantes: 6.257
VASCO 0-0 CABOFRIENSE
Pagantes: 3.896
D.CAXIAS 1-1 MADUREIRA
Pagantes: 212
TIGRES 1-3 RESENDE
Pagantes: 79
AMERICANO 1-2 FLUMINENSE
Pagantes: 5.554
FRIBURGUENSE 1-5 BOTAFOGO
Pagantes: 3.208
TOTAL DE PAGANTES: 19.629
MÉDIA DE PAGANTES: 2.453
7ª RODADA: 15/02/2009
BOTAFOGO 1-1 FLAMENGO
Pagantes: 31.761
MACAÉ 4-0 FRIBURGUENSE
Pagantes: 79
V.REDONDA 2-1 MESQUITA
Pagantes: 156
BOAVISTA 0-2 BANGU
Pagantes: 135
MADUREIRA 0-3 VASCO
Pagantes: 5.113
FLUMINENSE 4-0 TIGRES
Pagantes: 2.040
RESENDE 3-1 AMERICANO
Pagantes: 456
CABOFRIENSE 2-2 D.CAXIAS
Pagantes: 433
TOTAL DE PAGANTES: 40.173
MÉDIA DE PAGANTES: 5.021
SEMIFINAIS: 21 e 25/02/2009
FLAMENGO 1-3 RESENDE
Pagantes: 27.761
FLUMINENSE 0-1 BOTAFOGO
Pagantes: 36.848
TOTAL DE PAGANTES: 64.609
MÉDIA DE PAGANTES: 32.304
FINAL: 01/03/2009
RESENDE 0-3 BOTAFOGO
Pagantes: 72.301
TOTAL DE PAGANTES: 72.301
MÉDIA DE PAGANTES: 72.301
TAÇA MOISÉS MATHIAS DE ANDRADE
SEMIFINAIS: 21 e 25/02/2009
MACAÉ 0-0 AMERICANO (PÊNALTIS: 4-5)
Pagantes: -x-
Obs: Preliminar de Flamengo 1-3 Resende
CABOFRIENSE 1-2 MESQUITA
Pagantes: -x-
Obs: Preliminar de Fluminense 0-1 Botafogo
FINAL: 01/03/2009
AMERICANO 1-0 MESQUITA
Obs: Preliminar de Resende 0-3 Botafogo.
MÉDIA DE PÚBLICO PAGANTE POR CLUBE.
BOTAFOGO: 18.654
FLAMENGO: 18.636
FLUMINENSE: 13.876
RESENDE: 13.257
VASCO: 10.118
FRIBURGUENSE: 5.606
VOLTA REDONDA: 3.539
MESQUITA: 3.232
AMERICANO: 2.556
MACAÉ: 2.472
MADUREIRA: 1.915
DUQUE DE CAXIAS: 1.878
CABOFRIENSE: 1.593
BANGU: 1.463
BOAVISTA: 1.761
TIGRES DO BRASIL: 1.147
Fonte de Pesquisas: Borderô das partidas publicados no site da FFERJ.
Historia do Futebol Parte II & (RG DO SUL) Andre Martins em 25 Mar 2009
Protegido: Campeonato Gaúcho, 2ª divisão 2009.
Artigos-Augusto Neves Augusto Neves em 24 Mar 2009
Protegido: Resultados do Campeonato Paulista do Grupo A-3 de 1995
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Rodolfo Kussarev & (SÃO PAULO) & ESCUDOS Rodolfo Kussarev em 24 Mar 2009
Protegido: SEGUNDONA PAULISTA 2009: NOVO CLUBE
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 24 Mar 2009
Aniversariantes de 24 de março ! ! !
ITAPIRENSE ( SOCIEDADE ESPORTIVA ITAPIRENSE ) de ITAPIRA / SP
LAURO MÜLLER ( LAURO MÜLLER FUTEBOL CLUBE ) de ITAJAÍ / SC
SÃO PAULO ( SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE ) de AVARÉ / SP
UNIVERSAL ( CLUBE ATLÉTICO UNIVERSAL ) de SANTA CRUZ / RN
URAÍ ( SOCIEDADE DESPORTIVA URAÍ ) de URAÍ / PR
Historia do Futebol Parte II & O Mundo é uma bola!!! Andre Martins em 24 Mar 2009
Protegido: Rogério Ceni lança livro para comemorar 18 anos de carreira
Historia do Futebol Parte II Roberto Saraiva em 24 Mar 2009
Novo escudo do América de Teófilo Otoni/MG
Fonte: site do clube
Historia do Futebol Parte II Wanderson Pereira em 23 Mar 2009
Aniversariantes de 23 de março ! ! !
ANGRA DOS REIS ( ANGRA DOS REIS ESPORTE CLUBE ) de ANGRA DOS REIS / RJ
APODI ( APODI ESPORTE CLUBE ) de APODI / RN
INDEPENDENTE ( INDEPENDENTE ATLÉTICO CLUBE ) de UBERABA / MG
INHUMAS ( INHUMAS ESPORTE CLUBE ) de INHUMAS / GO
OLYMPICO ( OLYMPICO FUTEBOL CLUBE ) de BOM JESUS DO ITABAPOANA / RJ
PALMEIRAS ( PALMEIRAS ATHLETICO CLUB ) de RIO DE JANEIRO / RJ
REAL SPORT ( REAL SPORT ARTE CLUBE ) de BLUMENAU / SC
SALGUEIRO ( SALGUEIRO ATLÉTICO CLUBE ) de SALGUEIRO / PE
SIMÕES FILHO ( SIMÕES FILHO FUTEBOL CLUBE ) de SIMÕES FILHO / BA
UNIÃO BARRA FUNDA ( ESPORTE CLUBE UNIÃO BARRA FUNDA ) de OURINHOS / SP
Historia do Futebol Parte II Eduardo Cacella em 23 Mar 2009
GUIA DO PAULISTA 2009
RESULTADO FINAL DA VOTAÇÃO
1- Sorteio 13 VOTOS
2- Merecimento(os membros escolhem um ganhador) 04 VOTOS
3- Vencedor de um artigo da semana 03 VOTOS
ASSIM IREI PROVIDENCIAR O SORTEIO PARA O PRIMEIRO LIVRO, LEMBRANDO QUE O GANHADOR SERÁ RESPONSAVEL PELO CUSTO DE ENVIO DO LIVRO E DA MANEIRA QUE ELE PREFERIR RECEBER.
SE ALGUEM TIVER UMA SUGESTÃO DE COMO PODERÍAMOS SORTEAR AGRADEÇO
Historia do Futebol Parte II & Artigo da Semana 2009 Juvando Oliveira em 23 Mar 2009
ARTIGO DA SEMANA N°11/2009 Memória do Futebol Potiguar - Times que se perderam no tempo
HISTÓRIA - O Riachuelo protagonizou muitos resultados surpreendentes até fechar as portas em 1994
Se um belo dia todos os ex-filiados à FNF resolvessem retornar às disputas do campeonato, mesmo que pelos caminhos oficiais da Segunda Divisão, a entidade não teria como promove-lo. Teria que administrar uma competição com nada menos de 45 associações. Nem as velhas ligas européias possuem tantos clubes. No caso do RN, houve clubes que marcaram suas passagens com uma ou duas participações, e depois sumiram para nunca mais voltar. Tantos anos depois, a grande maioria não tem qualquer marca que faça relembrar quando aqui atuaram. Nessa longa relação de velhos fantasmas é preciso que se frise que, na ânsia de participarem das primeiras competições alguns grupos formaram seus times (e não clubes). São os casos do PRC FC (estranhamente, com o nome de Partido Republicano Conservador), Serrano FC, Athletic EC, SC Natalense, Centro Esportivo Natalense, Humaitá, Baependi FC e Atlético FC. Todos eles sumiram rápido.

Escudo do Monte Castelo
Da longa relação de clubes que um dia participaram dos campeonatos promovidos pelas primitivas entidades, tais como a Associação Norte-rio-grandense de Esportes Atléticos (ANREA), Associação Riograndense de Atletismo (ARA) e Liga de Desportos Terrestres, até que aconteceu a Federação Norte-rio-grandense de Desportos, mais tarde mudando para Federação Norte-riograndense de Futebol, quando deixou de lado a promoção de Regatas e Tênis de Mesa, para dedicar-se especificamente ao futebol.

Escudo do Ferroviário
O futebol do RN somente ganmhou ceerta maioridade e seriedade quando associações inexpressivas como Baixa Verde EC, (com apenas três anos de atividades), Juventus FC, Centro Esportivo Natalense, Sport Club de Natal (depois, dedicou-se somente ao remo), Ceará Mirim FC, Paisandu EC (o primitivo, fundado em 1928 pelo paraense Pedro Pimenta), surgindo depois o segundo Paisandu, em 1934 e extinto em 1941, diante da onda formada pelos clubes contrários ao comportamento dessa agremiação.
O futebol da capital ainda teria de conviver com associações que nada mais eram senão times e não clubes, pois nem sede própria possuíam. Geralmente utilizavam a residência de algum dirigente para guardar o material de jogo e fazer reuniões esporádicas. Se, hoje, ainda há “clubes” que não passariam na mais simples fiscalização, dá pra imaginar o que acontecia há 50/70 anos. Nessa onda, chegaram e sumiram o Juventus, Santa Cruz, Globo, Racing (passou apenas dois anos na 1° Divisão), Vênus FC, Monte Castelo (com apenas um ano de existência e um campeonato disputado), Asas EC, União SC, Fluminense de Dix Sept Rosado, Ferroviário, Potengi, Mossoró FC Desportiva do Vale, Caicó, A.D. Emserv, entre outros.

Escudo Sport Natal
Antes do Ministério dos Esportes e a própria CBF criarem uma regulamentação mais rigorosa, os clubes podiam disputar campeonatos quando bem entendessem, sem maiores exigência, senão um simples expediente comunicando o desejo de disputar. Houve casos de clubes (sic) que desistiram após a tabela já ter sido confeccionada e publicada na imprensa. É o caso, agora, do São Gonçalo FC, o último a desistir.

Escudo do Racing
É interessante frisar que, dos que um dia desistiram de continuar disputando os Estaduais, apenas um – o Santa Cruz, fundado em 1934 e licenciado em 1966, para nunca mais voltar. O Santa foi campeão em 1943, com esta formação:Varela, Zeno e Regalado, Zé Lins, Miranda e Acácio, Dão, Luizinho, Leiras, Piolho e Lazito, tendo como treinador o capitão do exército, Arthur Trita, derrotando ao América, na final, por 2x1, gols de Dão e Acácio. O ala esqueredo Acácio, era o pai do ex-zagueiro Hélio Lopes, que foi zagueiro e ídolo do EC Bahia.
Os demais clubes que debandaram não deixaram nenhuma marca, talvez um pouco o Globo SC, que chegou a decidir o campeonato de 1962 contra o ABC, mas foi impiedosamente goleado por 5x0.
Outro que está fora há vários anos – o Riachuelo, decidiu o título de 67 contra o América, mas perdeu a disputa com o empate de 1x1. Fundado em 1948, abandonou a federação em 1994.
O São Gonçalo, que esta oficializando a desistência, chegou a decidir o título de 2003 contra o América, mas perdeu a partida decisiva.
Fonte: Jornal Tribuna do Norte
Historia do Futebol Parte II & Artigo da Semana 2009 Eduardo Cacella em 23 Mar 2009
ARTIGO DA SEMANA N°11/2009 VOTAÇÃO ENCERRADA
RESULTADO FINAL
1°MEMÓRIA DO FUTEBOL POTIGUAR - TIMES QUE SE PERDERAM NO TEMPO, DE JUVANDO OLIVEIRA. 13 VOTOS
2°Palmeiras FC do Michel McNish 09 VOTOS
3°Infobol do Gerson Rodrigues 07 VOTOS
4°Taça Guanabara 1966 - Fichas Técnicas, Rodolfo Stella 05 VOTOS
5°Kuki não usava black-tie - Mauricio Neves 03 VOTOS
6°Eles ganharam destaque jogando contra o Brasil! - Galdino Ferreira 02 VOTOS
7°Domingo é dia de Corinthians x Santos – Gilberto Maluf
Historia do Futebol Parte II & O Mundo é uma bola!!! Andre Martins em 23 Mar 2009
Protegido: uniforme cheio de estilo na Itália
Historia do Futebol Parte II & O Mundo é uma bola!!! Andre Martins em 23 Mar 2009
Protegido: Fato Inusitado:Torcida rouba a bola e encerra jogo do Campeonato Sergipano
Historia do Futebol Parte II & (RIO DE JANEIRO) Auriel de Almeida em 23 Mar 2009
Campeonato Carioca de Amadores - resistência ao profissionalismo 1937-1944
Pesquisa e texto de Pedro Varanda.
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (LFRJ) - 1937
Participantes:
América FC
Andarahy AC
Bangu AC
Bonsucesso FC
Botafogo FC, atual Botafogo FR
CR Flamengo
Fluminense FC
Madureira AC, atual Madureira EC
Olaria AC
AA Portuguesa
São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR
CR Vasco da Gama (campeão)
LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (LFRJ) - 1938
Participantes:
América FC
Bangu AC
Bonsucesso FC
Botafogo FC, atual Botafogo FR
CR Flamengo
Fluminense FC (campeão)
Madureira AC, atual Madureira EC
São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR
CR Vasco da Gama
LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (LFRJ) - 1939
Participantes:
América FC
Bangu AC
Bonsucesso FC
Botafogo FC, atual Botafogo FR
CR Flamengo
Fluminense FC
Madureira AC, atual Madureira EC (campeão)
São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR
CR Vasco da Gama
LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (LFRJ) - 1940
Participantes:
América FC (campeão)
Bangu AC
Bonsucesso FC
Botafogo FC, atual Botafogo FR
CR Flamengo
Fluminense FC
Madureira AC, atual Madureira EC
São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR
CR Vasco da Gama
LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (FMF) - 1941
Participantes:
América FC
Bangu AC
Bonsucesso FC
Botafogo FC, atual Botafogo FR
Canto do Rio FC
CR Flamengo
Fluminense FC
Madureira AC, atual Madureira EC
São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR
CR Vasco da Gama (campeão)
FMF = Federação Metropolitana de Futebol
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (FMF) - 1942
Participantes:
1° Botafogo FC, atual Botafogo FR, 66 PG (campeão)
2° CR Flamengo, 55
2° CR Vasco da Gama, 55
4° Fluminense FC, 51
5° Olaria AC, 50
6° São Cristóvão AC, atual São Cristóvão FR, 45
7° Confiança AC, 37
8° SC Ideal, 35
9° América FC, 31
10° Mavilis FC, 25
11° Ruy Barbosa FC, 24
12° Madureira AC, atual Madureira EC, 23
13° Bangu AC, 21
13° River FC, 21
15° Bonsucesso FC, 20
15° Canto do Rio FC, 20
17° Andarahy AC, 18
18° Carioca EC, 15
PG = Pontos Ganhos
FMF = Federação Metropolitana de Futebol
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (FMF) - 1943
Participantes:
1° Botafogo FR, 33 PG (bicampeão)
2° Olaria AC, 28
3° CR Vasco da Gama, 23
4° América FC, 22
5° CR Flamengo, 17
6° Fluminense FC, 16
7° Bonsucesso FC, 12
7° Madureira AC, atual Madureira EC, 12
9° Bangu AC, 10
10° São Cristóvão FR, 7
PG = Pontos Ganhos
FMF = Federação Metropolitana de Futebol
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES, ADULTO E
1° QUADRO DA PRIMEIRA DIVISÃO (FMF) - 1944
Participantes:
1° Botafogo FR, 32 PG (tricampeão)
2° CR Vasco da Gama, 29
3° CR Flamengo, 26
4° Madureira AC, atual Madureira EC, 23
5° América FC, 21
6° Olaria AC, 19
7° Fluminense FC, 12
8° São Cristóvão FR, 11
9° Bonsucesso FC, 4
10° Bangu AC, 3
PG = Pontos Ganhos
FMF = Federação Metropolitana de Futebol
Fontes: Relatórios da Federação do Rio e Jornal dos Sports
Pedro Varanda
Historia do Futebol Parte II Cicero Urbanski em 22 Mar 2009
LIVRO SOBRE GOLEIRO DO CAXIAS-SC
O livro sobre goleiro Vilmar Puccini, bicampeão catarinense pelo Caxias em 1954 e 55 será lançado no dia 30/03, às 19h30, na SER Tigre.
Aos 80 anos, Vilmar Puccini estará na festa, junto de seu filho Vilmar Puccini Jr. e neto Ítalo Puccini, autores do livro, que terá 268 paginas.
Além de focar em Puccini, os autores prometem trazer muitas histórias sobre a época em que o goleiro atuou pelo Urussanga F.C. e Caxias F.C.
Historia do Futebol Parte II & Artigos-Roberto Pypcak & (PARANÁ) Roberto Pypcak em 22 Mar 2009
Novo Símbolo do GEM
O GEM Esportivo Maringá volta ao profissionalismo paranense com nova mentalização empresárial e um dos resultados do trabalho iniciado foi por conta do departamento de marketing que solicitou a confecção do emblema do alvinegro maringaense e foi criado pelo web designer Diego Virginio da Rocha, da SERIART Comunicação Visual
http://elniopohlmann.blogspot.com/
Historia do Futebol Parte II Mauricio Neves em 21 Mar 2009
Kuki não usava black tie
O artigo que reproduzo abaixo estará no livro sobre o Inter de Lages, que lançarei ainda em 2009. Também está no meu blog sobre o futebol de Lages, http://futeboldelages.blogspot.com O livro e o blog tem um tom de torcedor, mas com rigor científico para as pesquisas.
Para quem não sabe, o Kuki já havia abandonado o futebol profissional. Trabalhava em uma loja de informática, quando foi convidado a disputar a segundona catarinense (na época, Série B1) de 2000 pelo Inter. Fez inacreditáveis 32 gols, incluindo o do título, tema do texto abaixo. Do Inter saiu para o Brusque e depois para o Náutico. O resto é história bem conhecida.
KUKI NÃO USAVA BLACK TIE
O Joaçaba vencia por 1x0. O filme da perda da Copa Santa Catarina para o Araranguá oito anos antes passava na cabeça dos doze mil colorados espremidos no Tio Vida. Chovia, para aumentar o drama. Chovia, porque choveu muito nos 60 anos de história do Inter. Era o dia 9 de julho de 2000 e eu realmente cheguei a duvidar que pudéssemos empatar o jogo.
Como corria, o Joaçaba. Mauro Ovelha estava em pele de leão. Dava balão, catimbava, pressionava Bozzaninho. O goleiro Adalberto parecia intransponível. E pior, a bola não chegava em Kuki. O preparador físico Roni disse que no intervalo Kuki entrou no vestiário chutando a porta: - Porra, Tonho! Eu tô de preto, por acaso? Eu tô de terno e gravata, pra não me passarem a bola? Eu quero a bola, cacete!
Tonho Gil, o técnico, sabia que a bola precisava chegar no artilheiro. O Joaçaba é que não deixava, menos ainda quando achou o seu gol no começo do segundo tempo, que agora já ia além da metade. Falta para o Inter, de longe. Kuki chutou por fora da barreira, a bola estava entrando no canto esquerdo quando apareceu Adalberto, espalmando para escanteio. No meio da chuva o Vidal Ramos murmurou: - Uuuuuuuhhhh…
Outra falta para o Inter. Mais perto, um pouco antes da meia-lua. São vinte e nove minutos. Um pouco atrás de mim ouvi o velho artilheiro Puskas dizer ao Zezé, ambos campeões pelo Inter em 1965: - É agora, é nossa. Kuki correu para a bola. Antes do chute, estranhamente seu companheiro Wagner Gaúcho levou às mãos à cabeça. Kuki chutou. O goleiro Adalberto ameaçou tomar o rumo do canto esquerdo, como na falta anterior. Quando viu a bola passando por cima da barreira, em curva, rumo ao canto direito, já era tarde. Saltou em branco. Bola na rede.
Foi a maior explosão que eu vi no Tio Vida. Kuki correu em direção à torcida que fica no canto do ginásio Ivo Silveira. Olhei para trás, Zezé e Puskas estavam abraçados, Antônio Armindo estava em pé na cabine da Clube gritando gol de peito aberto. O velho pavilhão balançava, um raio de sol teimoso furava uma nuvem pesada e eu queria poder parar o tempo, porque percebi que aquele era um momento raro, a esparsa alegria que justifica todo o sofrimento. Contra a lama, contra Mauro Ovelha, contra o Bozzaninho que não marcara um pênalti escandaloso e contra a minha descrença, o Inter se parecia com aquele teimoso raio de sol. Contra tudo e contra todos, estava brilhando para ser campeão.
Internacional 1x1 Joaçaba
9 de julho – Final (jogo de volta)
Estádio Vidal Ramos Júnior – Lages
Árbitro: Giuliano Bozzano, auxiliado por Valter Miranda e Welinkson Bozzano
Público: 8.940 pagantes
Renda: R$ 47.268,00
Inter: Carlos Alberto, Róbson, Wagner (Pareja), Félix e Júnior; Odair, Marcão, Wagner Gaúcho e Everton (Marcos); Rogério e Kuki. Técnico: Tonho Gil.
Joaçaba: Adalberto, Paulo César, Mauro Ovelha, Marcelo Nunes e Juninho; Lita, Claudinei, Vandré (John) e Magno (Wladimir); Rogério e Marcelinho. Técnico: Mauro Ovelha.
Gols: Marcelo Nunes aos 7 e Kuki (falta) aos 29 do 2° tempo.
Fontes: Acervo do autor, livro inédito do autor, jornal Correio Lageano, jornal A Notícia. Foto tirada pelo próprio autor.
Historia do Futebol Parte II & (CEARÁ) Jorginaldo em 21 Mar 2009
Clubes de Futebol de Jaguaretama - CE
Riachuelo
Salgado
Salgadinho
Auto Esporte
Juventus
Serrote do Mato
Estrela Vermelha
Santa Cruz
Guanabara
Logradouro
Areias
Alegre
Bonito
Córrego do Largo
Tabuleiro Grande
Barra
Campo
FONTE: Secretaria de Esportes e Juventude de Jaguaretama - CE